Desde 31 de agosto, o candidato não recebeu novos ataques, porém, nesta sexta-feira (27), ele recebeu uma ligação de um número privado. Uma voz masculina fez novas ameaças: “Você vai morrer, viad*. Você vai morrer, filho da put*”, disse o homem, segundo o candidato.
Para o candidato, os ataques contra ele são crimes políticos com motivação LGBTfóbica. À coluna, ele explicou que, como deputado estadual suplente, denuncia crimes de LGBTfobia junto ao Ministério Público e outras autoridades, assim como quadrilhas que atuariam em subprefeituras da capital paulista, inclusive ameaçando comerciantes e cobrando propinas.
Em maio deste ano, o ativista já havia recebido ameaças de morte e LGBTfóbicas no Facebook e no Instagram. Em 2022, ele contou que também recebeu ataques enviados por meio de um e-mail encaminhado à ONG Aliança Nacional LGBTI+. Ambos os casos foram denunciados às autoridades.
A coluna entrou em contato com a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo para saber o andamento das investigações sobre as ameaças ao candidato. A pasta informou que está apurando e que retornará com a resposta assim que possível. O texto será atualizado tão logo haja manifestação.
‘Tem hora que até a gente pensa em desistir’
Agripino contou à coluna que está vivendo “altos e baixos” após as ameaças. Ele disse que, por vezes, tem coragem de pedir a prisão dos agressores e lutar para que esses crimes não se repitam. Todavia, em outros momentos, ele se recolhe e fica preocupado com a vida dele e da sua família. “Então, eu fico entre a cruz e a espada. Mas eu estou enfrentando aos poucos.”