A postagem de Pablo Marçal (PRTB) com um suposto prontuário médico de Guilherme Boulos (PRTB) foi removida das redes sociais do candidato na noite desta sexta-feira (4).
O documento divulgado pelo influenciador para associar Boulos ao uso de drogas tem dado incorreto e usa a assinatura de um médico que consta atualmente como inativo porque já morreu.
Boulos disse que pedirá à Justiça a prisão de Marçal por falsificação de documento.
Segundo print publicado por Marçal, consta agora na conta a mensagem “removemos sua publicação”. O influenciador reclamou na rede social.
“O Instagram removeu a minha publicação. Parabéns pela democracia de esquerda”, escreveu.
Apesar de o print ter sido postado ainda na noite do dia 4, considerando o horário de Brasília, nele consta a data de 5 de outubro como sendo a data do aviso de remoção e a data da publicação do post, em uma aparente contradição.
A Folha procurou a assessoria da Meta e o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) para saber se houve alguma determinação judicial ou se houve iniciativa da rede social para a derrubada, mas ainda não obteve resposta.
Na noite desta sexta-feira (4), o autointitulado ex-coach publicou um suposto prontuário da clínica Mais Consultas narrando que Guilherme Castro Boulos teria sido atendido na unidade, localizada no Jabaquara (zona sul de SP), em surto psicótico.
Ainda segundo o documento, o acompanhante de Boulos teria levado um exame toxicológico que teria apontado a presença de cocaína no sangue do atual deputado.
Entretanto, o RG de Boulos que aparece no prontuário é incorreto, com um número a mais. O médico que assina o suposto prontuário (Jose Roberto de Souza) já morreu e não tem especialidade cadastrada no site do Conselho Federal de Medicina.
O sócio da clínica Mais Consultas, Luiz Teixeira da Silva Junior, tem vídeo publicado com Marçal, a quem se refere como seu cliente em outra clínica da qual é dono.
Marçal vinha prometendo ao longo de toda a campanha expor um processo judicial e uma internação de Boulos por uso de cocaína. Como revelou a Folha, o influenciador se baseava no processo de um homônimo para acusar o deputado.
Em nota, a campanha de Boulos disse que o “documento publicado por Pablo Marçal é falso e criminoso” e que “ele responderá e arcará com as consequências em todas as instâncias da Justiça – eleitoral, cível e criminal”. “Uma atitude inaceitável de quem prova não ter limites em sua capacidade de mentir”, afirma.
“Marçal mostra mais uma vez ser um criminoso recorrente, que usa de mentiras absurdas para atacar a honra e a reputação e tentar promover uma manipulação sem precedentes no processo eleitoral”, diz.