Um terremoto de magnitude 6,1 abalou a região litorânea de Antofagasta, no norte do Chile, nesta quinta-feira, 6 de março. O evento sísmico, registrado pelo Centro Sismológico Mediterrâneo Europeu (EMSC), ocorreu por volta das 13h21 no horário local (16h21 UTC) e surpreendeu moradores da cidade portuária, conhecida por sua relevância na mineração e comércio marítimo. Dados preliminares indicam que o tremor teve dois picos de profundidade: um a 117 milhas e outro a 129 milhas, o que caracteriza um abalo em camadas intermediárias da crosta terrestre. Até o momento, não há registros de vítimas ou danos significativos, mas o susto foi sentido em diversas áreas próximas ao epicentro.
A localização de Antofagasta, no chamado Cinturão do Fogo do Pacífico, explica a frequência de eventos sísmicos na região. Esse cinturão é uma das áreas de maior atividade tectônica do planeta, resultado do choque entre a placa de Nazca e a placa Sul-Americana. O tremor desta quinta-feira foi captado por estações sismográficas em países vizinhos, como Bolívia e Argentina, evidenciando a força do abalo, que reverberou por dezenas de quilômetros.
Imagens compartilhadas por moradores nas redes sociais mostram o momento exato em que o solo começou a tremer, com objetos caindo de prateleiras e pessoas buscando abrigo. A intensidade do terremoto, embora moderada em termos globais, foi suficiente para gerar alarme na população local, acostumada a conviver com a instabilidade tectônica do território chileno.
Moradores da cidade de Antofagasta, no litoral do Chile, se assustaram com a ocorrência, nesta quinta-feira (6), de um terremoto de magnitude 6.1.
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— Revista Fórum (@revistaforum) March 7, 2025
Detalhes do abalo sísmico
Situado a 103 quilômetros a oeste-sudoeste de San Pedro de Atacama, o epicentro do terremoto foi identificado em uma área relativamente remota, mas próxima a centros urbanos importantes. A profundidade significativa, oscilando entre 117 e 129 milhas conforme dados do EMSC, sugere que o tremor ocorreu em uma zona de subducção, onde a placa de Nazca mergulha sob a placa Sul-Americana. Esse processo geológico é responsável por grande parte dos sismos que atingem o Chile anualmente.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) também monitorou o evento e ajustou a magnitude para 6,1, com profundidade média de 93,5 quilômetros, o que diverge ligeiramente das medições iniciais do EMSC. Apesar das variações nos números, ambos os institutos concordam que o abalo não apresenta risco imediato de tsunami, aliviando preocupações sobre impactos no litoral chileno.
A cidade de Calama, localizada a cerca de 65 milhas do epicentro, também sentiu os efeitos do terremoto. Relatos indicam que o tremor foi percebido com intensidade média, suficiente para interromper atividades cotidianas e gerar conversas nas ruas e nas redes sociais.
Contexto tectônico do Chile
O Chile é um dos países mais sísmicos do mundo devido à sua posição geográfica estratégica. Estendendo-se por mais de 4.300 quilômetros ao longo da costa oeste da América do Sul, o território chileno abriga uma complexa interação de placas tectônicas. A placa de Nazca, que se desloca em direção ao leste a uma velocidade média de 7 centímetros por ano, colide com a placa Sul-Americana, gerando tensões que se acumulam e se liberam na forma de terremotos.
Esse fenômeno não é novidade para os chilenos. Em 1960, o país foi palco do terremoto mais forte já registrado na história, com magnitude 9,5, na cidade de Valdivia. O evento deixou mais de 1.600 mortos e milhões de desabrigados, marcando a memória nacional. Desde então, sismos de magnitudes variadas ocorrem com regularidade, muitos deles concentrados na região norte, onde Antofagasta está localizada.
Reação da população e autoridades
Moradores de Antofagasta relataram momentos de tensão durante o tremor. Vídeos divulgados mostram lustres balançando, portas se movendo sozinhas e pequenos objetos caindo ao chão. Em Calama, algumas pessoas deixaram suas casas e escritórios por precaução, enquanto outras buscaram informações em tempo real para entender a gravidade da situação.
As autoridades locais, por meio do Sistema Nacional de Prevenção e Resposta ante Desastres (Senapred), iniciaram uma avaliação preliminar para verificar possíveis danos a infraestruturas e serviços básicos. Até o início da noite desta quinta-feira, nenhum impacto significativo havia sido reportado, mas o monitoramento segue em andamento, especialmente em áreas urbanas mais densas.
O Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha chilena descartou a possibilidade de tsunami, tranquilizando a população costeira. A decisão foi baseada nas características do terremoto, como sua profundidade e localização, que não reúnem condições para gerar ondas gigantes.
Histórico recente de terremotos na região
A região de Antofagasta não é estranha a eventos sísmicos. Em janeiro deste ano, um tremor de magnitude 6,1 já havia sacudido a mesma área, com epicentro próximo a Calama e Tocopilla. Na ocasião, a profundidade foi estimada em 104 quilômetros, e não houve registros de danos ou vítimas. Outro evento significativo ocorreu em julho de 2024, quando um terremoto de magnitude 7,3 atingiu o nordeste do Chile, sendo sentido até em cidades brasileiras, como São Paulo.
Esses episódios reforçam a alta atividade tectônica da região. Abaixo, alguns dos tremores mais recentes que marcaram o norte chileno:
- Janeiro de 2025: Magnitude 6,1, epicentro próximo a Antofagasta, profundidade de 104 km.
- Julho de 2024: Magnitude 7,3, epicentro perto de San Pedro de Atacama, profundidade de 126 km.
- Dezembro de 2024: Magnitude 6,4, sentido em Santiago, profundidade de 110 km.
Esses dados evidenciam que o Chile enfrenta sismos de diferentes intensidades com frequência, especialmente ao longo do Cinturão do Fogo do Pacífico.
O que significa a magnitude 6,1?
A magnitude 6,1 coloca o terremoto desta quinta-feira na categoria de abalos moderados a fortes, segundo a escala Richter. Criada em 1935 pelo sismólogo Charles Francis Richter, essa escala mede a energia liberada por um terremoto com base nas ondas sísmicas captadas por sismógrafos. Um tremor de magnitude 6 pode causar danos leves em áreas povoadas, como rachaduras em paredes, mas sua intensidade depende de fatores como profundidade e distância do epicentro.
No caso de Antofagasta, a profundidade superior a 90 quilômetros ajudou a dissipar parte da energia antes que ela chegasse à superfície. Por isso, os efeitos foram mais limitados, concentrando-se em vibrações perceptíveis e pequenos deslocamentos de objetos. Em comparação, tremores mais rasos, como o de magnitude 6,4 que atingiu a costa central do Chile em setembro de 2023, tendem a provocar maiores impactos.
Impactos e monitoramento contínuo
Embora o terremoto não tenha causado danos estruturais graves até o momento, a possibilidade de réplicas mantém as autoridades em alerta. Réplicas são tremores secundários que ocorrem após o abalo principal, geralmente de menor magnitude, mas capazes de agravar situações em áreas já fragilizadas. Equipes do Senapred continuam inspecionando prédios, estradas e redes de energia elétrica para garantir a segurança da população.
Na região de Sierra Gorda, na província de Antofagasta, o tremor foi registrado com clareza por sismógrafos locais. A área, conhecida por suas operações de mineração, não reportou interrupções significativas nas atividades, mas empresas do setor estão revisando suas instalações como medida preventiva.
A população, por sua vez, mantém a calma típica de quem vive em uma zona sísmica. Escolas e comércios locais seguiram funcionando normalmente após o evento, enquanto as redes sociais se tornaram um espaço para troca de relatos e imagens do ocorrido.
Curiosidades sobre terremotos no Chile
O Chile tem uma longa história de convivência com fenômenos tectônicos. Confira alguns fatos que ajudam a entender essa relação:
- O país registra, em média, milhares de tremores por ano, a maioria de baixa intensidade.
- O terremoto de Valdivia, em 1960, gerou um tsunami que atravessou o Pacífico e atingiu o Havaí e o Japão.
- A subducção da placa de Nazca sob a Sul-Americana é responsável por cerca de 90% dos sismos na região.
- Edifícios chilenos seguem normas rígidas de construção antissísmica, reduzindo danos em tremores moderados.
Esses elementos destacam a resiliência do país diante de sua geologia desafiadora.
Próximos passos após o tremor
Passado o susto inicial, o foco agora está na análise detalhada do evento. Sismólogos chilenos e internacionais estão compilando dados para entender melhor as características desse terremoto e suas implicações para o futuro. A profundidade do abalo, por exemplo, será estudada para avaliar se há mudanças no padrão de subducção na região.
Enquanto isso, a vida em Antofagasta segue seu curso. Os moradores, habituados a esse tipo de ocorrência, retomam suas rotinas, mas com a certeza de que novos tremores podem surgir a qualquer momento. O monitoramento sísmico permanece ativo, garantindo que qualquer alteração seja detectada rapidamente.

Um terremoto de magnitude 6,1 abalou a região litorânea de Antofagasta, no norte do Chile, nesta quinta-feira, 6 de março. O evento sísmico, registrado pelo Centro Sismológico Mediterrâneo Europeu (EMSC), ocorreu por volta das 13h21 no horário local (16h21 UTC) e surpreendeu moradores da cidade portuária, conhecida por sua relevância na mineração e comércio marítimo. Dados preliminares indicam que o tremor teve dois picos de profundidade: um a 117 milhas e outro a 129 milhas, o que caracteriza um abalo em camadas intermediárias da crosta terrestre. Até o momento, não há registros de vítimas ou danos significativos, mas o susto foi sentido em diversas áreas próximas ao epicentro.
A localização de Antofagasta, no chamado Cinturão do Fogo do Pacífico, explica a frequência de eventos sísmicos na região. Esse cinturão é uma das áreas de maior atividade tectônica do planeta, resultado do choque entre a placa de Nazca e a placa Sul-Americana. O tremor desta quinta-feira foi captado por estações sismográficas em países vizinhos, como Bolívia e Argentina, evidenciando a força do abalo, que reverberou por dezenas de quilômetros.
Imagens compartilhadas por moradores nas redes sociais mostram o momento exato em que o solo começou a tremer, com objetos caindo de prateleiras e pessoas buscando abrigo. A intensidade do terremoto, embora moderada em termos globais, foi suficiente para gerar alarme na população local, acostumada a conviver com a instabilidade tectônica do território chileno.
Moradores da cidade de Antofagasta, no litoral do Chile, se assustaram com a ocorrência, nesta quinta-feira (6), de um terremoto de magnitude 6.1.
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Detalhes do abalo sísmico
Situado a 103 quilômetros a oeste-sudoeste de San Pedro de Atacama, o epicentro do terremoto foi identificado em uma área relativamente remota, mas próxima a centros urbanos importantes. A profundidade significativa, oscilando entre 117 e 129 milhas conforme dados do EMSC, sugere que o tremor ocorreu em uma zona de subducção, onde a placa de Nazca mergulha sob a placa Sul-Americana. Esse processo geológico é responsável por grande parte dos sismos que atingem o Chile anualmente.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) também monitorou o evento e ajustou a magnitude para 6,1, com profundidade média de 93,5 quilômetros, o que diverge ligeiramente das medições iniciais do EMSC. Apesar das variações nos números, ambos os institutos concordam que o abalo não apresenta risco imediato de tsunami, aliviando preocupações sobre impactos no litoral chileno.
A cidade de Calama, localizada a cerca de 65 milhas do epicentro, também sentiu os efeitos do terremoto. Relatos indicam que o tremor foi percebido com intensidade média, suficiente para interromper atividades cotidianas e gerar conversas nas ruas e nas redes sociais.
Contexto tectônico do Chile
O Chile é um dos países mais sísmicos do mundo devido à sua posição geográfica estratégica. Estendendo-se por mais de 4.300 quilômetros ao longo da costa oeste da América do Sul, o território chileno abriga uma complexa interação de placas tectônicas. A placa de Nazca, que se desloca em direção ao leste a uma velocidade média de 7 centímetros por ano, colide com a placa Sul-Americana, gerando tensões que se acumulam e se liberam na forma de terremotos.
Esse fenômeno não é novidade para os chilenos. Em 1960, o país foi palco do terremoto mais forte já registrado na história, com magnitude 9,5, na cidade de Valdivia. O evento deixou mais de 1.600 mortos e milhões de desabrigados, marcando a memória nacional. Desde então, sismos de magnitudes variadas ocorrem com regularidade, muitos deles concentrados na região norte, onde Antofagasta está localizada.
Reação da população e autoridades
Moradores de Antofagasta relataram momentos de tensão durante o tremor. Vídeos divulgados mostram lustres balançando, portas se movendo sozinhas e pequenos objetos caindo ao chão. Em Calama, algumas pessoas deixaram suas casas e escritórios por precaução, enquanto outras buscaram informações em tempo real para entender a gravidade da situação.
As autoridades locais, por meio do Sistema Nacional de Prevenção e Resposta ante Desastres (Senapred), iniciaram uma avaliação preliminar para verificar possíveis danos a infraestruturas e serviços básicos. Até o início da noite desta quinta-feira, nenhum impacto significativo havia sido reportado, mas o monitoramento segue em andamento, especialmente em áreas urbanas mais densas.
O Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha chilena descartou a possibilidade de tsunami, tranquilizando a população costeira. A decisão foi baseada nas características do terremoto, como sua profundidade e localização, que não reúnem condições para gerar ondas gigantes.
Histórico recente de terremotos na região
A região de Antofagasta não é estranha a eventos sísmicos. Em janeiro deste ano, um tremor de magnitude 6,1 já havia sacudido a mesma área, com epicentro próximo a Calama e Tocopilla. Na ocasião, a profundidade foi estimada em 104 quilômetros, e não houve registros de danos ou vítimas. Outro evento significativo ocorreu em julho de 2024, quando um terremoto de magnitude 7,3 atingiu o nordeste do Chile, sendo sentido até em cidades brasileiras, como São Paulo.
Esses episódios reforçam a alta atividade tectônica da região. Abaixo, alguns dos tremores mais recentes que marcaram o norte chileno:
- Janeiro de 2025: Magnitude 6,1, epicentro próximo a Antofagasta, profundidade de 104 km.
- Julho de 2024: Magnitude 7,3, epicentro perto de San Pedro de Atacama, profundidade de 126 km.
- Dezembro de 2024: Magnitude 6,4, sentido em Santiago, profundidade de 110 km.
Esses dados evidenciam que o Chile enfrenta sismos de diferentes intensidades com frequência, especialmente ao longo do Cinturão do Fogo do Pacífico.
O que significa a magnitude 6,1?
A magnitude 6,1 coloca o terremoto desta quinta-feira na categoria de abalos moderados a fortes, segundo a escala Richter. Criada em 1935 pelo sismólogo Charles Francis Richter, essa escala mede a energia liberada por um terremoto com base nas ondas sísmicas captadas por sismógrafos. Um tremor de magnitude 6 pode causar danos leves em áreas povoadas, como rachaduras em paredes, mas sua intensidade depende de fatores como profundidade e distância do epicentro.
No caso de Antofagasta, a profundidade superior a 90 quilômetros ajudou a dissipar parte da energia antes que ela chegasse à superfície. Por isso, os efeitos foram mais limitados, concentrando-se em vibrações perceptíveis e pequenos deslocamentos de objetos. Em comparação, tremores mais rasos, como o de magnitude 6,4 que atingiu a costa central do Chile em setembro de 2023, tendem a provocar maiores impactos.
Impactos e monitoramento contínuo
Embora o terremoto não tenha causado danos estruturais graves até o momento, a possibilidade de réplicas mantém as autoridades em alerta. Réplicas são tremores secundários que ocorrem após o abalo principal, geralmente de menor magnitude, mas capazes de agravar situações em áreas já fragilizadas. Equipes do Senapred continuam inspecionando prédios, estradas e redes de energia elétrica para garantir a segurança da população.
Na região de Sierra Gorda, na província de Antofagasta, o tremor foi registrado com clareza por sismógrafos locais. A área, conhecida por suas operações de mineração, não reportou interrupções significativas nas atividades, mas empresas do setor estão revisando suas instalações como medida preventiva.
A população, por sua vez, mantém a calma típica de quem vive em uma zona sísmica. Escolas e comércios locais seguiram funcionando normalmente após o evento, enquanto as redes sociais se tornaram um espaço para troca de relatos e imagens do ocorrido.
Curiosidades sobre terremotos no Chile
O Chile tem uma longa história de convivência com fenômenos tectônicos. Confira alguns fatos que ajudam a entender essa relação:
- O país registra, em média, milhares de tremores por ano, a maioria de baixa intensidade.
- O terremoto de Valdivia, em 1960, gerou um tsunami que atravessou o Pacífico e atingiu o Havaí e o Japão.
- A subducção da placa de Nazca sob a Sul-Americana é responsável por cerca de 90% dos sismos na região.
- Edifícios chilenos seguem normas rígidas de construção antissísmica, reduzindo danos em tremores moderados.
Esses elementos destacam a resiliência do país diante de sua geologia desafiadora.
Próximos passos após o tremor
Passado o susto inicial, o foco agora está na análise detalhada do evento. Sismólogos chilenos e internacionais estão compilando dados para entender melhor as características desse terremoto e suas implicações para o futuro. A profundidade do abalo, por exemplo, será estudada para avaliar se há mudanças no padrão de subducção na região.
Enquanto isso, a vida em Antofagasta segue seu curso. Os moradores, habituados a esse tipo de ocorrência, retomam suas rotinas, mas com a certeza de que novos tremores podem surgir a qualquer momento. O monitoramento sísmico permanece ativo, garantindo que qualquer alteração seja detectada rapidamente.
