A espera pelo décimo terceiro salário mobiliza milhões de brasileiros anualmente, seja entre os aposentados e pensionistas atendidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Esse benefício, pago em duas parcelas, desempenha um papel crucial no orçamento familiar e na economia nacional, aquecendo o comércio e os serviços em períodos estratégicos. Em 2025, a projeção é de que mais de 90 milhões de pessoas recebam o abono, movimentando cifras superiores a R$ 320 bilhões, valor impulsionado pelo reajuste do salário mínimo para R$ 1.518 e pela possibilidade de antecipação dos pagamentos aos segurados do INSS. A prática de adiantar o benefício, adotada desde 2020, ganhou força nos últimos anos e pode se repetir, trazendo alívio financeiro no primeiro semestre.
Para os beneficiários do INSS, a expectativa de receber o décimo terceiro mais cedo é um dos assuntos mais debatidos. Nos últimos cinco anos, o governo federal antecipou as parcelas, geralmente liberadas entre abril e junho, como medida de estímulo econômico. Em 2024, os depósitos da primeira parcela começaram em 24 de abril e se estenderam até 8 de maio, enquanto a segunda foi paga entre 24 de maio e 7 de junho, alcançando 33,7 milhões de segurados. O montante total injetado chegou a R$ 67,6 bilhões, valor que reflete a importância do abono para aposentados e pensionistas. Já no setor privado, os prazos são fixos: a primeira parcela deve ser quitada até 30 de novembro, e a segunda, até 20 de dezembro, beneficiando cerca de 60 milhões de trabalhadores formais em 2024.
O impacto econômico do décimo terceiro é inegável, representando cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país a cada ano. Além de fortalecer o consumo, o benefício ajuda a equilibrar as finanças de famílias em momentos de alta demanda, como o início do ano, com despesas escolares e impostos, e o fim do ano, com as festas de Natal e Réveillon. Em 2025, a combinação entre o aumento do salário mínimo e a possível antecipação do INSS deve ampliar ainda mais essa movimentação, com reflexos diretos no varejo e em cidades menores, onde os aposentados têm peso significativo na economia local.
Antecipação do INSS em 2025: o que esperar
Nos últimos anos, a antecipação do décimo terceiro para os segurados do INSS transformou-se em uma estratégia recorrente do governo federal. Iniciada em 2020 como resposta à pandemia de Covid-19, a medida foi mantida em anos seguintes para apoiar a recuperação econômica. Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto em março que liberou as parcelas em abril e maio, injetando bilhões no mercado. Já em 2024, a confirmação veio com a publicação no Diário Oficial da União, consolidando o padrão de pagamento antecipado entre o final de abril e o início de junho.
Para 2025, a expectativa é que o governo mantenha essa política, embora a decisão dependa de fatores como a situação fiscal e a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), prevista para a segunda quinzena de março. Caso a antecipação seja confirmada, os depósitos devem começar em 24 de abril para a primeira parcela e em 24 de maio para a segunda, seguindo a organização pelo número final do benefício. Sem a antecipação, os pagamentos retornariam ao calendário tradicional, com a primeira parcela em agosto e a segunda em novembro. Mais de 40 milhões de benefícios previdenciários são pagos mensalmente pelo INSS, dos quais 28,2 milhões até um salário mínimo e 12,3 milhões acima desse valor.
A antecipação beneficia especialmente os aposentados e pensionistas que dependem do abono para despesas do primeiro semestre. Em cidades menores, onde o INSS é uma das principais fontes de renda, o impacto é ainda mais significativo, impulsionando o comércio local e serviços essenciais. A medida também alivia a pressão financeira em meses tradicionalmente difíceis, como janeiro e fevereiro, marcados por contas como IPVA, IPTU e material escolar.
Cronograma previsto para os pagamentos do INSS
O INSS organiza os depósitos do décimo terceiro com base no número final do benefício, sem considerar o dígito verificador. Para quem recebe até um salário mínimo, os pagamentos começam no fim do mês e seguem até o início do seguinte. Já os segurados com valores acima do piso têm os créditos liberados nos primeiros dias úteis do mês posterior. Em 2024, o calendário antecipado foi bem recebido, e a projeção para 2025 segue o mesmo padrão, caso a antecipação ocorra.
- Final 1: 24 de abril (primeira parcela) e 24 de maio (segunda parcela).
- Final 5: 30 de abril (primeira parcela) e 30 de maio (segunda parcela).
- Final 0: 8 de maio (primeira parcela) e 7 de junho (segunda parcela).
Os beneficiários podem consultar as datas exatas pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. A organização por finais ajuda a evitar atrasos e facilita o planejamento dos segurados.
Como funciona o décimo terceiro no setor privado
Diferentemente do INSS, os trabalhadores com carteira assinada têm um cronograma fixo para o décimo terceiro, estabelecido desde 1962 pela legislação trabalhista. As empresas devem pagar a primeira parcela até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. O valor é calculado com base no salário bruto, sendo integral para quem trabalhou o ano todo ou proporcional aos meses trabalhados, considerando períodos acima de 15 dias como um mês completo. Em 2024, cerca de 60 milhões de empregados formais receberam o benefício, movimentando mais de R$ 320 bilhões.
Para trabalhadores com remuneração variável, como comissões ou horas extras, o cálculo considera a média anual, ajustada na segunda parcela, que também inclui descontos como INSS e Imposto de Renda. O benefício abrange empregados temporários, rurais, avulsos e domésticos, desde que tenham pelo menos 15 dias de vínculo mensal. Empregados demitidos sem justa causa também recebem o valor proporcional na rescisão, o que é comum em meses como novembro e dezembro.
O pagamento no setor privado tem impacto direto no fim do ano, quando o comércio registra picos de vendas para o Natal e o Réveillon. Pequenas e médias empresas, porém, enfrentam desafios para arcar com o custo, especialmente em períodos de menor faturamento. O planejamento financeiro é essencial para cumprir os prazos legais e evitar multas do Ministério do Trabalho e Emprego.
Quem tem direito ao benefício
Nem todos os beneficiários do INSS recebem o décimo terceiro. O abono é garantido a aposentados, pensionistas e segurados com auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. Já quem depende do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou da Renda Mensal Vitalícia (RMV) não tem direito, por se tratarem de benefícios assistenciais. Em 2024, cerca de 33,6 milhões de segurados foram contemplados, número que deve crescer em 2025 com o aumento da base de beneficiários.
No setor privado, o direito é mais amplo, alcançando todos os trabalhadores com carteira assinada que tenham pelo menos 15 dias de vínculo em um mês. Isso inclui empregados fixos, temporários, rurais, avulsos e domésticos. O cálculo é simples: o salário bruto é dividido por 12 e multiplicado pelos meses trabalhados, com ajustes na segunda parcela para descontos legais. A diferença entre os dois grupos está na flexibilidade das datas, com o INSS sujeito a decisões governamentais e as empresas a prazos rígidos.
Cálculo do valor: INSS e setor privado
Para os segurados do INSS, o décimo terceiro equivale ao benefício mensal, pago integralmente a quem recebeu o ano todo ou proporcionalmente ao tempo de recebimento. Um aposentado com salário mínimo de R$ 1.518 em 2025 receberá R$ 759 na primeira parcela e o restante na segunda, já com descontos de Imposto de Renda, se aplicável. Quem começou a receber em julho terá direito a metade do valor. O reajuste dos benefícios acima do mínimo segue o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que em 2024 foi de 4,77%.
No setor privado, o cálculo considera o salário bruto dividido por 12, multiplicado pelos meses trabalhados. Um trabalhador com salário de R$ 3.000 que atuou o ano inteiro receberá R$ 1.500 em cada parcela, com ajustes na segunda para encargos. Horas extras e comissões entram na média anual, garantindo um valor justo para quem tem renda variável. O aumento do salário mínimo para R$ 1.518 em 2025, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias, eleva o impacto do benefício em ambos os grupos.

Impacto econômico nas regiões do Brasil
O décimo terceiro tem efeitos distintos nas regiões brasileiras, refletindo as desigualdades econômicas do país. No Sudeste, onde estão os maiores centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, o volume de recursos é expressivo, aquecendo o varejo e os serviços. Em 2024, essas cidades lideraram a movimentação financeira do benefício, com bilhões injetados na economia local. O comércio de fim de ano, especialmente, sente o reflexo dos pagamentos do setor privado.
No Nordeste e no Norte, o abono do INSS é mais relevante, sustentando a economia de cidades menores. Muitos municípios dependem desses recursos para manter o comércio ativo, especialmente em regiões onde os aposentados representam uma parcela significativa da população. No Sul, o pagamento das empresas ganha destaque, com a indústria e o agronegócio absorvendo parte dos valores liberados. Em 2025, o reajuste do salário mínimo e a possível antecipação do INSS devem ampliar esses efeitos, principalmente em áreas mais vulneráveis.
Desafios para a antecipação do INSS
A antecipação do décimo terceiro do INSS em 2025 enfrenta obstáculos logísticos e fiscais. O atraso na votação do Orçamento de 2025, adiado de dezembro de 2024 para março, pode dificultar a liberação dos R$ 68 bilhões estimados para o abono. Sem a LOA aprovada, o governo tem limitações para autorizar grandes desembolsos. A situação fiscal, com discussões sobre cortes de gastos e aumento de receitas, também pesa na decisão.
A coordenação entre o Ministério da Previdência Social e o INSS é outro desafio. O sistema precisa estar preparado para processar milhões de pagamentos em um curto período, o que exige planejamento operacional. Em anos anteriores, a divulgação oficial ocorreu entre março e abril, e os segurados devem ficar atentos às atualizações nos próximos meses. Canais como o aplicativo Meu INSS e o telefone 135 são as principais fontes de informação.
Curiosidades sobre o décimo terceiro
O décimo terceiro salário tem uma história rica no Brasil, marcada por conquistas trabalhistas. Criado em 1962 pela Lei 4.090, durante o governo de João Goulart, o benefício surgiu como resposta a demandas sindicais e foi consolidado na Constituição de 1988. Hoje, ele é um direito essencial para milhões de brasileiros, com particularidades que chamam a atenção.
- A primeira parcela do INSS é paga sem descontos, enquanto a segunda inclui Imposto de Renda e INSS, quando aplicável.
- Empresas podem quitar o valor integral em uma única vez, desde que até 30 de novembro.
- No INSS, o valor proporcional é calculado com base nos meses de recebimento, mesmo para quem se aposentou no meio do ano.
Esses detalhes mostram como o benefício se adaptou às necessidades do país ao longo do tempo, mantendo sua relevância em 2025.
Projeções para o comércio em 2025
O pagamento do décimo terceiro deve impulsionar o comércio em dois momentos distintos de 2025. Com a antecipação do INSS, o primeiro semestre verá um aumento no consumo, especialmente em cidades menores, onde os aposentados sustentam o varejo local. Já no fim do ano, os depósitos do setor privado vão aquecer as vendas de Natal e Réveillon, beneficiando desde grandes redes até pequenos empreendedores. Em 2024, o benefício movimentou mais de R$ 320 bilhões, e a projeção para 2025 é de crescimento, acompanhando o reajuste salarial.

A espera pelo décimo terceiro salário mobiliza milhões de brasileiros anualmente, seja entre os aposentados e pensionistas atendidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Esse benefício, pago em duas parcelas, desempenha um papel crucial no orçamento familiar e na economia nacional, aquecendo o comércio e os serviços em períodos estratégicos. Em 2025, a projeção é de que mais de 90 milhões de pessoas recebam o abono, movimentando cifras superiores a R$ 320 bilhões, valor impulsionado pelo reajuste do salário mínimo para R$ 1.518 e pela possibilidade de antecipação dos pagamentos aos segurados do INSS. A prática de adiantar o benefício, adotada desde 2020, ganhou força nos últimos anos e pode se repetir, trazendo alívio financeiro no primeiro semestre.
Para os beneficiários do INSS, a expectativa de receber o décimo terceiro mais cedo é um dos assuntos mais debatidos. Nos últimos cinco anos, o governo federal antecipou as parcelas, geralmente liberadas entre abril e junho, como medida de estímulo econômico. Em 2024, os depósitos da primeira parcela começaram em 24 de abril e se estenderam até 8 de maio, enquanto a segunda foi paga entre 24 de maio e 7 de junho, alcançando 33,7 milhões de segurados. O montante total injetado chegou a R$ 67,6 bilhões, valor que reflete a importância do abono para aposentados e pensionistas. Já no setor privado, os prazos são fixos: a primeira parcela deve ser quitada até 30 de novembro, e a segunda, até 20 de dezembro, beneficiando cerca de 60 milhões de trabalhadores formais em 2024.
O impacto econômico do décimo terceiro é inegável, representando cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país a cada ano. Além de fortalecer o consumo, o benefício ajuda a equilibrar as finanças de famílias em momentos de alta demanda, como o início do ano, com despesas escolares e impostos, e o fim do ano, com as festas de Natal e Réveillon. Em 2025, a combinação entre o aumento do salário mínimo e a possível antecipação do INSS deve ampliar ainda mais essa movimentação, com reflexos diretos no varejo e em cidades menores, onde os aposentados têm peso significativo na economia local.
Antecipação do INSS em 2025: o que esperar
Nos últimos anos, a antecipação do décimo terceiro para os segurados do INSS transformou-se em uma estratégia recorrente do governo federal. Iniciada em 2020 como resposta à pandemia de Covid-19, a medida foi mantida em anos seguintes para apoiar a recuperação econômica. Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto em março que liberou as parcelas em abril e maio, injetando bilhões no mercado. Já em 2024, a confirmação veio com a publicação no Diário Oficial da União, consolidando o padrão de pagamento antecipado entre o final de abril e o início de junho.
Para 2025, a expectativa é que o governo mantenha essa política, embora a decisão dependa de fatores como a situação fiscal e a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), prevista para a segunda quinzena de março. Caso a antecipação seja confirmada, os depósitos devem começar em 24 de abril para a primeira parcela e em 24 de maio para a segunda, seguindo a organização pelo número final do benefício. Sem a antecipação, os pagamentos retornariam ao calendário tradicional, com a primeira parcela em agosto e a segunda em novembro. Mais de 40 milhões de benefícios previdenciários são pagos mensalmente pelo INSS, dos quais 28,2 milhões até um salário mínimo e 12,3 milhões acima desse valor.
A antecipação beneficia especialmente os aposentados e pensionistas que dependem do abono para despesas do primeiro semestre. Em cidades menores, onde o INSS é uma das principais fontes de renda, o impacto é ainda mais significativo, impulsionando o comércio local e serviços essenciais. A medida também alivia a pressão financeira em meses tradicionalmente difíceis, como janeiro e fevereiro, marcados por contas como IPVA, IPTU e material escolar.
Cronograma previsto para os pagamentos do INSS
O INSS organiza os depósitos do décimo terceiro com base no número final do benefício, sem considerar o dígito verificador. Para quem recebe até um salário mínimo, os pagamentos começam no fim do mês e seguem até o início do seguinte. Já os segurados com valores acima do piso têm os créditos liberados nos primeiros dias úteis do mês posterior. Em 2024, o calendário antecipado foi bem recebido, e a projeção para 2025 segue o mesmo padrão, caso a antecipação ocorra.
- Final 1: 24 de abril (primeira parcela) e 24 de maio (segunda parcela).
- Final 5: 30 de abril (primeira parcela) e 30 de maio (segunda parcela).
- Final 0: 8 de maio (primeira parcela) e 7 de junho (segunda parcela).
Os beneficiários podem consultar as datas exatas pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. A organização por finais ajuda a evitar atrasos e facilita o planejamento dos segurados.
Como funciona o décimo terceiro no setor privado
Diferentemente do INSS, os trabalhadores com carteira assinada têm um cronograma fixo para o décimo terceiro, estabelecido desde 1962 pela legislação trabalhista. As empresas devem pagar a primeira parcela até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. O valor é calculado com base no salário bruto, sendo integral para quem trabalhou o ano todo ou proporcional aos meses trabalhados, considerando períodos acima de 15 dias como um mês completo. Em 2024, cerca de 60 milhões de empregados formais receberam o benefício, movimentando mais de R$ 320 bilhões.
Para trabalhadores com remuneração variável, como comissões ou horas extras, o cálculo considera a média anual, ajustada na segunda parcela, que também inclui descontos como INSS e Imposto de Renda. O benefício abrange empregados temporários, rurais, avulsos e domésticos, desde que tenham pelo menos 15 dias de vínculo mensal. Empregados demitidos sem justa causa também recebem o valor proporcional na rescisão, o que é comum em meses como novembro e dezembro.
O pagamento no setor privado tem impacto direto no fim do ano, quando o comércio registra picos de vendas para o Natal e o Réveillon. Pequenas e médias empresas, porém, enfrentam desafios para arcar com o custo, especialmente em períodos de menor faturamento. O planejamento financeiro é essencial para cumprir os prazos legais e evitar multas do Ministério do Trabalho e Emprego.
Quem tem direito ao benefício
Nem todos os beneficiários do INSS recebem o décimo terceiro. O abono é garantido a aposentados, pensionistas e segurados com auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. Já quem depende do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou da Renda Mensal Vitalícia (RMV) não tem direito, por se tratarem de benefícios assistenciais. Em 2024, cerca de 33,6 milhões de segurados foram contemplados, número que deve crescer em 2025 com o aumento da base de beneficiários.
No setor privado, o direito é mais amplo, alcançando todos os trabalhadores com carteira assinada que tenham pelo menos 15 dias de vínculo em um mês. Isso inclui empregados fixos, temporários, rurais, avulsos e domésticos. O cálculo é simples: o salário bruto é dividido por 12 e multiplicado pelos meses trabalhados, com ajustes na segunda parcela para descontos legais. A diferença entre os dois grupos está na flexibilidade das datas, com o INSS sujeito a decisões governamentais e as empresas a prazos rígidos.
Cálculo do valor: INSS e setor privado
Para os segurados do INSS, o décimo terceiro equivale ao benefício mensal, pago integralmente a quem recebeu o ano todo ou proporcionalmente ao tempo de recebimento. Um aposentado com salário mínimo de R$ 1.518 em 2025 receberá R$ 759 na primeira parcela e o restante na segunda, já com descontos de Imposto de Renda, se aplicável. Quem começou a receber em julho terá direito a metade do valor. O reajuste dos benefícios acima do mínimo segue o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que em 2024 foi de 4,77%.
No setor privado, o cálculo considera o salário bruto dividido por 12, multiplicado pelos meses trabalhados. Um trabalhador com salário de R$ 3.000 que atuou o ano inteiro receberá R$ 1.500 em cada parcela, com ajustes na segunda para encargos. Horas extras e comissões entram na média anual, garantindo um valor justo para quem tem renda variável. O aumento do salário mínimo para R$ 1.518 em 2025, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias, eleva o impacto do benefício em ambos os grupos.

Impacto econômico nas regiões do Brasil
O décimo terceiro tem efeitos distintos nas regiões brasileiras, refletindo as desigualdades econômicas do país. No Sudeste, onde estão os maiores centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, o volume de recursos é expressivo, aquecendo o varejo e os serviços. Em 2024, essas cidades lideraram a movimentação financeira do benefício, com bilhões injetados na economia local. O comércio de fim de ano, especialmente, sente o reflexo dos pagamentos do setor privado.
No Nordeste e no Norte, o abono do INSS é mais relevante, sustentando a economia de cidades menores. Muitos municípios dependem desses recursos para manter o comércio ativo, especialmente em regiões onde os aposentados representam uma parcela significativa da população. No Sul, o pagamento das empresas ganha destaque, com a indústria e o agronegócio absorvendo parte dos valores liberados. Em 2025, o reajuste do salário mínimo e a possível antecipação do INSS devem ampliar esses efeitos, principalmente em áreas mais vulneráveis.
Desafios para a antecipação do INSS
A antecipação do décimo terceiro do INSS em 2025 enfrenta obstáculos logísticos e fiscais. O atraso na votação do Orçamento de 2025, adiado de dezembro de 2024 para março, pode dificultar a liberação dos R$ 68 bilhões estimados para o abono. Sem a LOA aprovada, o governo tem limitações para autorizar grandes desembolsos. A situação fiscal, com discussões sobre cortes de gastos e aumento de receitas, também pesa na decisão.
A coordenação entre o Ministério da Previdência Social e o INSS é outro desafio. O sistema precisa estar preparado para processar milhões de pagamentos em um curto período, o que exige planejamento operacional. Em anos anteriores, a divulgação oficial ocorreu entre março e abril, e os segurados devem ficar atentos às atualizações nos próximos meses. Canais como o aplicativo Meu INSS e o telefone 135 são as principais fontes de informação.
Curiosidades sobre o décimo terceiro
O décimo terceiro salário tem uma história rica no Brasil, marcada por conquistas trabalhistas. Criado em 1962 pela Lei 4.090, durante o governo de João Goulart, o benefício surgiu como resposta a demandas sindicais e foi consolidado na Constituição de 1988. Hoje, ele é um direito essencial para milhões de brasileiros, com particularidades que chamam a atenção.
- A primeira parcela do INSS é paga sem descontos, enquanto a segunda inclui Imposto de Renda e INSS, quando aplicável.
- Empresas podem quitar o valor integral em uma única vez, desde que até 30 de novembro.
- No INSS, o valor proporcional é calculado com base nos meses de recebimento, mesmo para quem se aposentou no meio do ano.
Esses detalhes mostram como o benefício se adaptou às necessidades do país ao longo do tempo, mantendo sua relevância em 2025.
Projeções para o comércio em 2025
O pagamento do décimo terceiro deve impulsionar o comércio em dois momentos distintos de 2025. Com a antecipação do INSS, o primeiro semestre verá um aumento no consumo, especialmente em cidades menores, onde os aposentados sustentam o varejo local. Já no fim do ano, os depósitos do setor privado vão aquecer as vendas de Natal e Réveillon, beneficiando desde grandes redes até pequenos empreendedores. Em 2024, o benefício movimentou mais de R$ 320 bilhões, e a projeção para 2025 é de crescimento, acompanhando o reajuste salarial.
