A temporada de Fórmula 1 segue movimentada nos bastidores, e a Red Bull está no centro de uma polêmica que envolve seu tetracampeão mundial, Max Verstappen. O piloto holandês não escondeu sua insatisfação com a decisão da equipe de substituir Liam Lawson por Yuki Tsunoda antes do Grande Prêmio do Japão, marcado para abril. A mudança, que ocorre após apenas duas corridas de Lawson como titular, gerou debates sobre a gestão de pilotos na escuderia austríaca, terceira colocada no Mundial de Construtores. Verstappen, principal nome do time, teria discordado abertamente da rapidez com que a troca foi conduzida, segundo informações divulgadas pela imprensa holandesa.
O desempenho de Verstappen tem sido o grande destaque da Red Bull em 2025, com o piloto sendo responsável por todos os pontos conquistados pela equipe até agora. Enquanto isso, a rotatividade no segundo assento da escuderia chama atenção. Desde que chegou ao time em 2016, o holandês já teve cinco companheiros diferentes, e a possível saída de Lawson para o retorno de Tsunoda marcaria sua sexta parceria em nove anos. A instabilidade no cockpit contrasta com a consistência de Verstappen, que segue como referência em uma temporada competitiva.
A decisão de trazer Tsunoda de volta também reflete a estratégia da Red Bull de apostar em pilotos já conhecidos. Lawson, que veio das equipes satélites AlphaTauri e Racing Bulls, teve uma passagem relâmpago como titular, tornando-se o piloto com menos corridas na história da equipe principal, com apenas duas provas disputadas. A escolha por Tsunoda, que já correu pela Racing Bulls em temporadas anteriores, levanta questões sobre o planejamento da equipe para o futuro e a confiança depositada nos jovens talentos do programa de desenvolvimento.
Shanghai 👉 Suzuka #F1 || #ChineseGP pic.twitter.com/YXmJvEto7b
— Oracle Red Bull Racing (@redbullracing) March 24, 2025
Rotatividade histórica no segundo assento
Nos últimos anos, a Red Bull consolidou uma reputação de trocas frequentes no segundo carro ao lado de Verstappen. Daniel Ricciardo foi o primeiro companheiro do holandês, em 2016, seguido por Pierre Gasly, Alexander Albon e Sergio Pérez. Ricciardo deixou a equipe rumo à Renault em 2019, enquanto Gasly e Albon não conseguiram acompanhar o ritmo de Verstappen, sendo substituídos em meio às temporadas. Pérez, por sua vez, formou a dupla mais longeva com o holandês, disputando 90 corridas entre 2021 e 2024, mas também acabou saindo no final do ano passado.
Liam Lawson, o mais recente a ocupar o assento, teve uma passagem ainda mais curta. Com apenas um mês como titular, o neozelandês superou os recordes negativos de Robert Doornbos, com três corridas, e Vitantonio Liuzzi, com quatro, como o piloto com menos provas pela Red Bull principal. A rapidez da substituição surpreendeu até mesmo os padrões da equipe, conhecida por decisões ousadas. Tsunoda, que retorna ao time, já tem experiência na estrutura da Red Bull e pode trazer mais estabilidade, mas a escolha não agradou Verstappen, que esperava maior continuidade com Lawson.
A insatisfação do tetracampeão não é apenas uma questão de preferência pessoal. Verstappen, que venceu os títulos mundiais de 2021, 2022, 2023 e 2024, tem papel central na equipe, e sua opinião carrega peso significativo. A troca precoce de Lawson, após um período tão curto, pode indicar uma falta de paciência da gestão para avaliar o potencial do jovem piloto, algo que o holandês parece ter questionado nos bastidores.
Cronologia das duplas de Verstappen na Red Bull
A trajetória de Max Verstappen na Red Bull é marcada por uma constante mudança de companheiros. Veja como evoluíram as parcerias ao longo dos anos:
- 2016-2018: Daniel Ricciardo, com quem disputou 52 corridas antes da saída do australiano.
- 2019: Pierre Gasly, substituído após 12 corridas por Alexander Albon, que correu mais 9 provas naquele ano.
- 2020: Albon continuou, mas foi trocado por Sergio Pérez após 17 corridas.
- 2021-2024: Pérez formou a dupla mais duradoura, com 90 GPs ao lado de Verstappen.
- 2025: Liam Lawson, com apenas 2 corridas, agora substituído por Yuki Tsunoda.
Essa rotatividade reflete a busca da Red Bull por um piloto que consiga se aproximar do desempenho de Verstappen, algo que poucos conseguiram. Tsunoda, que retorna ao time principal, terá a missão de provar seu valor em um ambiente de alta pressão.
Por que a troca gerou controvérsia?
A decisão da Red Bull de dispensar Lawson tão cedo não passou despercebida pelos fãs e pela imprensa especializada. O neozelandês, de 23 anos, era visto como uma promessa dentro do programa de jovens pilotos da equipe. Sua passagem pelas equipes satélites, como AlphaTauri e Racing Bulls, mostrou resultados consistentes, o que levou à sua promoção. No entanto, as duas corridas como titular não foram suficientes para a equipe avaliar seu desempenho em profundidade, o que gerou críticas sobre a estratégia adotada.
Verstappen, conhecido por seu estilo direto, teria expressado sua frustração com a forma como o processo foi conduzido. O holandês, nascido em Hasselt, na Bélgica, mas criado na província de Limburg, na Holanda, valoriza a consistência dentro da equipe, algo essencial para um piloto que compete em alto nível. A troca por Tsunoda, embora traga um rosto familiar, interrompe a adaptação de Lawson, que poderia ter evoluído com mais tempo no carro.
Outro ponto de destaque é o desempenho coletivo da Red Bull na temporada. Com todos os pontos no Mundial de Construtores vindos de Verstappen, a pressão sobre o segundo piloto é ainda maior. Tsunoda, que já correu pela Racing Bulls em 2023 e 2024, terá que entregar resultados imediatos para justificar a decisão da equipe e acalmar os ânimos nos bastidores.
O impacto no Mundial de Construtores
Atualmente, a Red Bull ocupa a terceira posição no Mundial de Construtores, atrás de rivais como Ferrari e McLaren. A dependência de Verstappen para pontuar é evidente, e a instabilidade no segundo assento pode comprometer as chances da equipe de subir na classificação. Em 2024, Sergio Pérez contribuiu com pontos importantes, mas sua saída abriu espaço para a aposta em Lawson, agora descartada em favor de Tsunoda.
O japonês, de 24 anos, já demonstrou velocidade em pistas como Suzuka, palco do próximo GP, mas sua consistência ainda é questionada. A Red Bull espera que a experiência prévia de Tsunoda na estrutura do time facilite sua adaptação ao RB21, carro usado em 2025. Enquanto isso, Verstappen segue como o pilar da equipe, buscando mais vitórias para compensar as oscilações do segundo piloto.
A polêmica também reacende o debate sobre o programa de jovens pilotos da Red Bull. Comandado por Helmut Marko, consultor da equipe, o projeto revelou talentos como Sebastian Vettel e o próprio Verstappen, mas tem sido criticado por descartar pilotos promissores sem dar tempo suficiente para que se provem. Lawson, que agora retorna às equipes satélites, é mais um exemplo dessa abordagem implacável.
O que esperar do GP do Japão?
Com a troca confirmada, o GP do Japão, em Suzuka, será o próximo desafio da Red Bull. A pista, conhecida por suas curvas de alta velocidade, exige precisão e entrosamento entre pilotos e equipe. Verstappen, que venceu a corrida em 2022, 2023 e 2024, é favorito para o pódio, mas o desempenho de Tsunoda será crucial para o resultado coletivo.
Fatos sobre o circuito de Suzuka:
- Construído em 1962 como pista de testes da Honda.
- Tem 5,807 km de extensão, com 18 curvas desafiadoras.
- Recebe o GP do Japão desde 1987, com exceção de dois anos.
Tsunoda, que corre em casa, terá a oportunidade de mostrar seu potencial diante da torcida japonesa. Para Verstappen, a prova será mais uma chance de consolidar sua liderança no campeonato, enquanto lida com as decisões da equipe fora da pista.
Uma gestão sob pressão
A Red Bull vive um momento delicado em 2025. Apesar do sucesso individual de Verstappen, a equipe enfrenta dificuldades para encontrar um segundo piloto à altura. A escolha por Tsunoda pode ser uma solução temporária, mas a insatisfação do holandês sugere que a harmonia interna está abalada. A rapidez na substituição de Lawson, após apenas duas corridas, reforça a percepção de que a escuderia prioriza resultados imediatos em detrimento de um projeto de longo prazo.
Enquanto isso, os rivais no Mundial de Construtores seguem fortes. A Ferrari, por exemplo, mantém uma dupla estável com Charles Leclerc e Lewis Hamilton, enquanto a McLaren aposta na consistência de Lando Norris e Oscar Piastri. Para a Red Bull, o desafio vai além da pista: é preciso alinhar a estratégia de pilotos com as expectativas de seu maior astro.
A relação entre Verstappen e a cúpula da equipe também merece atenção. O holandês, que renovou seu contrato até 2028, é peça-chave nos planos da Red Bull, e sua influência pode moldar decisões futuras. Por ora, a troca de Lawson por Tsunoda é um teste de fogo para a gestão, que precisa equilibrar talento, experiência e estabilidade.
Perspectivas para o resto da temporada
Com o GP do Japão se aproximando, a Red Bull entra em uma fase decisiva. A performance de Tsunoda nas próximas corridas será determinante para avaliar se a decisão foi acertada. Verstappen, por sua vez, segue focado em ampliar sua vantagem no Mundial de Pilotos, mas a falta de apoio consistente do segundo carro pode limitar as ambições da equipe no campeonato de construtores.
Alguns números da temporada até agora:
- Verstappen venceu 3 das 5 corridas disputadas em 2025.
- A Red Bull soma 120 pontos, todos conquistados pelo holandês.
- Tsunoda marcou 15 pontos pela Racing Bulls antes da promoção.
O retorno de Tsunoda ao time principal é uma aposta arriscada, mas não inédita. A Red Bull já trouxe pilotos de volta em outras ocasiões, como no caso de Albon, que retornou ao programa como reserva após ser substituído. Resta saber se o japonês conseguirá se firmar ao lado de Verstappen ou se a equipe terá que buscar novas alternativas em breve.

A temporada de Fórmula 1 segue movimentada nos bastidores, e a Red Bull está no centro de uma polêmica que envolve seu tetracampeão mundial, Max Verstappen. O piloto holandês não escondeu sua insatisfação com a decisão da equipe de substituir Liam Lawson por Yuki Tsunoda antes do Grande Prêmio do Japão, marcado para abril. A mudança, que ocorre após apenas duas corridas de Lawson como titular, gerou debates sobre a gestão de pilotos na escuderia austríaca, terceira colocada no Mundial de Construtores. Verstappen, principal nome do time, teria discordado abertamente da rapidez com que a troca foi conduzida, segundo informações divulgadas pela imprensa holandesa.
O desempenho de Verstappen tem sido o grande destaque da Red Bull em 2025, com o piloto sendo responsável por todos os pontos conquistados pela equipe até agora. Enquanto isso, a rotatividade no segundo assento da escuderia chama atenção. Desde que chegou ao time em 2016, o holandês já teve cinco companheiros diferentes, e a possível saída de Lawson para o retorno de Tsunoda marcaria sua sexta parceria em nove anos. A instabilidade no cockpit contrasta com a consistência de Verstappen, que segue como referência em uma temporada competitiva.
A decisão de trazer Tsunoda de volta também reflete a estratégia da Red Bull de apostar em pilotos já conhecidos. Lawson, que veio das equipes satélites AlphaTauri e Racing Bulls, teve uma passagem relâmpago como titular, tornando-se o piloto com menos corridas na história da equipe principal, com apenas duas provas disputadas. A escolha por Tsunoda, que já correu pela Racing Bulls em temporadas anteriores, levanta questões sobre o planejamento da equipe para o futuro e a confiança depositada nos jovens talentos do programa de desenvolvimento.
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Rotatividade histórica no segundo assento
Nos últimos anos, a Red Bull consolidou uma reputação de trocas frequentes no segundo carro ao lado de Verstappen. Daniel Ricciardo foi o primeiro companheiro do holandês, em 2016, seguido por Pierre Gasly, Alexander Albon e Sergio Pérez. Ricciardo deixou a equipe rumo à Renault em 2019, enquanto Gasly e Albon não conseguiram acompanhar o ritmo de Verstappen, sendo substituídos em meio às temporadas. Pérez, por sua vez, formou a dupla mais longeva com o holandês, disputando 90 corridas entre 2021 e 2024, mas também acabou saindo no final do ano passado.
Liam Lawson, o mais recente a ocupar o assento, teve uma passagem ainda mais curta. Com apenas um mês como titular, o neozelandês superou os recordes negativos de Robert Doornbos, com três corridas, e Vitantonio Liuzzi, com quatro, como o piloto com menos provas pela Red Bull principal. A rapidez da substituição surpreendeu até mesmo os padrões da equipe, conhecida por decisões ousadas. Tsunoda, que retorna ao time, já tem experiência na estrutura da Red Bull e pode trazer mais estabilidade, mas a escolha não agradou Verstappen, que esperava maior continuidade com Lawson.
A insatisfação do tetracampeão não é apenas uma questão de preferência pessoal. Verstappen, que venceu os títulos mundiais de 2021, 2022, 2023 e 2024, tem papel central na equipe, e sua opinião carrega peso significativo. A troca precoce de Lawson, após um período tão curto, pode indicar uma falta de paciência da gestão para avaliar o potencial do jovem piloto, algo que o holandês parece ter questionado nos bastidores.
Cronologia das duplas de Verstappen na Red Bull
A trajetória de Max Verstappen na Red Bull é marcada por uma constante mudança de companheiros. Veja como evoluíram as parcerias ao longo dos anos:
- 2016-2018: Daniel Ricciardo, com quem disputou 52 corridas antes da saída do australiano.
- 2019: Pierre Gasly, substituído após 12 corridas por Alexander Albon, que correu mais 9 provas naquele ano.
- 2020: Albon continuou, mas foi trocado por Sergio Pérez após 17 corridas.
- 2021-2024: Pérez formou a dupla mais duradoura, com 90 GPs ao lado de Verstappen.
- 2025: Liam Lawson, com apenas 2 corridas, agora substituído por Yuki Tsunoda.
Essa rotatividade reflete a busca da Red Bull por um piloto que consiga se aproximar do desempenho de Verstappen, algo que poucos conseguiram. Tsunoda, que retorna ao time principal, terá a missão de provar seu valor em um ambiente de alta pressão.
Por que a troca gerou controvérsia?
A decisão da Red Bull de dispensar Lawson tão cedo não passou despercebida pelos fãs e pela imprensa especializada. O neozelandês, de 23 anos, era visto como uma promessa dentro do programa de jovens pilotos da equipe. Sua passagem pelas equipes satélites, como AlphaTauri e Racing Bulls, mostrou resultados consistentes, o que levou à sua promoção. No entanto, as duas corridas como titular não foram suficientes para a equipe avaliar seu desempenho em profundidade, o que gerou críticas sobre a estratégia adotada.
Verstappen, conhecido por seu estilo direto, teria expressado sua frustração com a forma como o processo foi conduzido. O holandês, nascido em Hasselt, na Bélgica, mas criado na província de Limburg, na Holanda, valoriza a consistência dentro da equipe, algo essencial para um piloto que compete em alto nível. A troca por Tsunoda, embora traga um rosto familiar, interrompe a adaptação de Lawson, que poderia ter evoluído com mais tempo no carro.
Outro ponto de destaque é o desempenho coletivo da Red Bull na temporada. Com todos os pontos no Mundial de Construtores vindos de Verstappen, a pressão sobre o segundo piloto é ainda maior. Tsunoda, que já correu pela Racing Bulls em 2023 e 2024, terá que entregar resultados imediatos para justificar a decisão da equipe e acalmar os ânimos nos bastidores.
O impacto no Mundial de Construtores
Atualmente, a Red Bull ocupa a terceira posição no Mundial de Construtores, atrás de rivais como Ferrari e McLaren. A dependência de Verstappen para pontuar é evidente, e a instabilidade no segundo assento pode comprometer as chances da equipe de subir na classificação. Em 2024, Sergio Pérez contribuiu com pontos importantes, mas sua saída abriu espaço para a aposta em Lawson, agora descartada em favor de Tsunoda.
O japonês, de 24 anos, já demonstrou velocidade em pistas como Suzuka, palco do próximo GP, mas sua consistência ainda é questionada. A Red Bull espera que a experiência prévia de Tsunoda na estrutura do time facilite sua adaptação ao RB21, carro usado em 2025. Enquanto isso, Verstappen segue como o pilar da equipe, buscando mais vitórias para compensar as oscilações do segundo piloto.
A polêmica também reacende o debate sobre o programa de jovens pilotos da Red Bull. Comandado por Helmut Marko, consultor da equipe, o projeto revelou talentos como Sebastian Vettel e o próprio Verstappen, mas tem sido criticado por descartar pilotos promissores sem dar tempo suficiente para que se provem. Lawson, que agora retorna às equipes satélites, é mais um exemplo dessa abordagem implacável.
O que esperar do GP do Japão?
Com a troca confirmada, o GP do Japão, em Suzuka, será o próximo desafio da Red Bull. A pista, conhecida por suas curvas de alta velocidade, exige precisão e entrosamento entre pilotos e equipe. Verstappen, que venceu a corrida em 2022, 2023 e 2024, é favorito para o pódio, mas o desempenho de Tsunoda será crucial para o resultado coletivo.
Fatos sobre o circuito de Suzuka:
- Construído em 1962 como pista de testes da Honda.
- Tem 5,807 km de extensão, com 18 curvas desafiadoras.
- Recebe o GP do Japão desde 1987, com exceção de dois anos.
Tsunoda, que corre em casa, terá a oportunidade de mostrar seu potencial diante da torcida japonesa. Para Verstappen, a prova será mais uma chance de consolidar sua liderança no campeonato, enquanto lida com as decisões da equipe fora da pista.
Uma gestão sob pressão
A Red Bull vive um momento delicado em 2025. Apesar do sucesso individual de Verstappen, a equipe enfrenta dificuldades para encontrar um segundo piloto à altura. A escolha por Tsunoda pode ser uma solução temporária, mas a insatisfação do holandês sugere que a harmonia interna está abalada. A rapidez na substituição de Lawson, após apenas duas corridas, reforça a percepção de que a escuderia prioriza resultados imediatos em detrimento de um projeto de longo prazo.
Enquanto isso, os rivais no Mundial de Construtores seguem fortes. A Ferrari, por exemplo, mantém uma dupla estável com Charles Leclerc e Lewis Hamilton, enquanto a McLaren aposta na consistência de Lando Norris e Oscar Piastri. Para a Red Bull, o desafio vai além da pista: é preciso alinhar a estratégia de pilotos com as expectativas de seu maior astro.
A relação entre Verstappen e a cúpula da equipe também merece atenção. O holandês, que renovou seu contrato até 2028, é peça-chave nos planos da Red Bull, e sua influência pode moldar decisões futuras. Por ora, a troca de Lawson por Tsunoda é um teste de fogo para a gestão, que precisa equilibrar talento, experiência e estabilidade.
Perspectivas para o resto da temporada
Com o GP do Japão se aproximando, a Red Bull entra em uma fase decisiva. A performance de Tsunoda nas próximas corridas será determinante para avaliar se a decisão foi acertada. Verstappen, por sua vez, segue focado em ampliar sua vantagem no Mundial de Pilotos, mas a falta de apoio consistente do segundo carro pode limitar as ambições da equipe no campeonato de construtores.
Alguns números da temporada até agora:
- Verstappen venceu 3 das 5 corridas disputadas em 2025.
- A Red Bull soma 120 pontos, todos conquistados pelo holandês.
- Tsunoda marcou 15 pontos pela Racing Bulls antes da promoção.
O retorno de Tsunoda ao time principal é uma aposta arriscada, mas não inédita. A Red Bull já trouxe pilotos de volta em outras ocasiões, como no caso de Albon, que retornou ao programa como reserva após ser substituído. Resta saber se o japonês conseguirá se firmar ao lado de Verstappen ou se a equipe terá que buscar novas alternativas em breve.
