A McLaren começou a temporada 2025 da Fórmula 1 com força total, consolidando-se como a equipe a ser batida após vitórias consecutivas nas duas primeiras corridas do ano. O Grande Prêmio da China, disputado em Xangai, foi palco de uma dobradinha impressionante, com Oscar Piastri cruzando a linha de chegada em primeiro e Lando Norris garantindo o segundo lugar. O resultado não apenas reforçou a supremacia técnica do carro MCL39, mas também colocou o time laranja papaia na liderança do Mundial de Construtores com 21 pontos de vantagem sobre a Mercedes, segunda colocada. Zak Brown, CEO da equipe, não hesitou em atribuir o sucesso ao trabalho de Andrea Stella, chefe da equipe, a quem chamou de “verdadeira arma secreta” em entrevista após a corrida.
O desempenho em Xangai marcou a 50ª dobradinha da McLaren na história da Fórmula 1, um marco que reflete a consistência e a harmonia entre pilotos e equipe técnica. Piastri, que largou na pole pela primeira vez na carreira, liderou com autoridade, enquanto Norris mostrou resiliência ao segurar a pressão de adversários em uma prova cheia de variáveis, como mudanças climáticas e estratégias de pit stop. A vitória na China veio logo após o triunfo de Norris no GP da Austrália, em Melbourne, onde a equipe já havia dado sinais de que o MCL39 seria um concorrente difícil de superar em 2025.
Brown destacou a união entre pilotos, liderança técnica e o esforço coletivo como pilares do sucesso inicial. Para ele, a estabilidade proporcionada por Stella, aliada ao talento de Norris e Piastri, é o que permite à McLaren se destacar em um grid tão competitivo. A próxima etapa, o GP do Japão em Suzuka, entre os dias 4 e 6 de abril, será mais um teste para a equipe manter o ritmo avassalador que a colocou no topo logo no início da temporada.
Two races.
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— McLaren (@McLarenF1) March 26, 2025
Dobradinha em Xangai reforça favoritismo da McLaren
A corrida em Xangai foi um exemplo claro da força da McLaren em 2025. Oscar Piastri, de 23 anos, mostrou maturidade ao converter sua primeira pole position em uma vitória dominante, controlando o ritmo mesmo diante de condições desafiadoras no circuito de Shanghai International. Lando Norris, por sua vez, completou o pódio com um desempenho sólido, garantindo que a equipe maximizasse os pontos disponíveis. O resultado foi ainda mais significativo por ser a segunda vitória consecutiva do time, após Norris ter vencido em Melbourne na abertura do campeonato.
O MCL39, carro desenvolvido sob a supervisão de Andrea Stella, provou ser um trunfo desde o início. A combinação de velocidade em reta, aerodinâmica eficiente e confiabilidade permitiu que a McLaren superasse rivais como Red Bull e Ferrari, que até o momento não conseguiram acompanhar o ritmo imposto pela equipe britânica. A vantagem de 21 pontos no Mundial de Construtores após apenas duas corridas evidencia o quanto o time evoluiu desde a conquista do título em 2024, quando encerrou um jejum de 26 anos.
A estratégia em Xangai também foi um ponto alto. Apesar de momentos de tensão, como a chuva inesperada que afetou o traçado no setor final, a equipe executou paradas precisas e tomou decisões acertadas, mantendo os dois carros na frente. Brown elogiou o trabalho coletivo, afirmando que a liderança técnica de Stella foi essencial para alinhar pilotos e engenheiros em busca do melhor resultado possível.
Andrea Stella: o cérebro por trás do sucesso
Andrea Stella, engenheiro italiano que assumiu o comando da McLaren em 2023, tem sido peça-chave na ascensão da equipe. Sob sua gestão, o time saiu de uma posição modesta no início da temporada passada para conquistar o Mundial de Construtores em 2024, um feito que não alcançava desde 1998. Em 2025, seu impacto continua evidente, com o MCL39 mostrando evolução em relação ao carro anterior e os pilotos entregando desempenhos consistentes nas primeiras corridas.
Zak Brown não mediu palavras ao descrever o chefe da equipe como “o melhor da Fórmula 1”. Para o CEO, a capacidade de Stella de unir o time técnico e motivar Norris e Piastri é o que diferencia a McLaren das demais equipes do grid. A estabilidade que ele trouxe, com contratos de longo prazo para pilotos e membros-chave da liderança, como o próprio Brown, reflete uma visão estratégica que já rende frutos em pista.
O trabalho de Stella vai além da gestão. Sua experiência como engenheiro, adquirida em anos trabalhando ao lado de nomes como Michael Schumacher na Ferrari, trouxe uma abordagem meticulosa ao desenvolvimento do carro. Em Xangai, essa precisão foi visível na forma como a equipe lidou com as mudanças de clima e na execução de uma estratégia que garantiu a dobradinha, mesmo sob pressão de adversários como Max Verstappen, da Red Bull.
Pilotos em harmonia: a força de Norris e Piastri
Lando Norris e Oscar Piastri formam uma dupla que alia experiência e juventude, um trunfo que a McLaren soube explorar em 2025. Norris, em sua sétima temporada na Fórmula 1, chega ao auge da carreira após ter sido o principal rival de Verstappen na disputa pelo título de pilotos em 2024. Sua vitória na Austrália e o segundo lugar na China mostram que ele está pronto para liderar a equipe em busca de mais conquistas.
Piastri, por outro lado, impressiona em seu terceiro ano na categoria. O australiano, que já havia vencido em Hungria e Azerbaijão em 2024, deu um salto de desempenho ao conquistar a pole e a vitória em Xangai. Sua consistência, somada à capacidade de aprender com Norris, faz dele um competidor à altura dentro do time. Brown destacou a camaradagem entre os dois, que, mesmo sendo rivais em pista, trabalham juntos para elevar o nível da McLaren.
A relação entre os pilotos foi exemplificada em um momento descontraído após a corrida na China. Na sala de cooldown, Norris e Piastri foram flagrados brincando sobre a reação de Stella a um incidente na pista, imitando o chefe com bom humor. A harmonia fora das corridas reflete a confiança que ambos têm no projeto da equipe e na liderança que os guia.
Momentos decisivos do GP da China
O Grande Prêmio da China foi uma prova de resistência para a McLaren, com condições variáveis que testaram pilotos e estrategistas. Piastri largou na frente e manteve a liderança após um reinício limpo, enquanto Norris segurou a segunda posição mesmo com a pressão de Verstappen, que terminou em terceiro. A chuva no final da corrida, que pegou os pilotos de surpresa no setor final, quase comprometeu o resultado, mas a equipe reagiu rápido com paradas estratégicas.
A dobradinha foi a 50ª da história da McLaren na Fórmula 1, um número que coloca o time ao lado de gigantes como Ferrari e Williams em feitos históricos. A execução impecável dos pit stops, mesmo em um cenário de alta tensão, foi destacada por Brown como um exemplo do trabalho de toda a equipe, desde os mecânicos até os engenheiros na pista.
- Largada perfeita: Piastri converteu a pole em liderança na primeira curva.
- Gestão na chuva: Norris e Piastri mantiveram a calma em condições adversas.
- Estratégia afiada: Paradas bem cronometradas garantiram a vantagem sobre rivais.
Um carro nascido para vencer
O MCL39, apresentado em Silverstone no início de fevereiro, é o coração do sucesso da McLaren em 2025. Desenvolvido com uma abordagem agressiva, o carro evoluiu a partir do modelo de 2024, que já havia levado o time ao título de construtores. Melhorias na aerodinâmica e no desempenho em diferentes tipos de circuito fizeram dele uma máquina versátil, capaz de brilhar tanto em Melbourne quanto em Xangai.
A pré-temporada em Bahrain já havia dado sinais de que o MCL39 seria competitivo, mas foi nas corridas que ele mostrou seu verdadeiro potencial. A velocidade em retas e a estabilidade em curvas de alta velocidade permitiram que Norris e Piastri explorassem o limite sem comprometer a confiabilidade. Stella enfatizou que o foco agora é manter essa evolução ao longo do ano, diante de rivais que certamente trarão atualizações.
A McLaren também se beneficiou de um inverno produtivo. Enquanto outras equipes ainda ajustam seus carros, o time laranja papaia chegou à Austrália com um pacote pronto para vencer, uma vantagem que se manteve na China. A consistência técnica é um reflexo do trabalho de Stella e sua equipe, que transformaram a McLaren em uma força dominante.
O caminho até Suzuka
Com duas vitórias em duas corridas, a McLaren chega ao Grande Prêmio do Japão, em Suzuka, como favorita. A pista, conhecida por suas curvas exigentes como a 130R e o Esses, será um teste crucial para o MCL39 e para a capacidade da equipe de manter o ímpeto. A corrida, marcada para os dias 4 a 6 de abril, pode consolidar a liderança no Mundial de Construtores e abrir ainda mais vantagem sobre Mercedes, Red Bull e Ferrari.
Norris e Piastri já demonstraram confiança no desempenho do carro em circuitos variados. Suzuka, com sua combinação de alta velocidade e exigência técnica, será uma oportunidade para a dupla mostrar que a McLaren não depende apenas de pistas específicas para vencer. Brown, por sua vez, reforçou a necessidade de manter o foco, sabendo que o campeonato ainda está no início.
A preparação para o Japão já começou, com a equipe analisando dados de Xangai para ajustar o MCL39 às características do traçado nipônico. A expectativa é que a McLaren continue a tendência de largadas fortes e estratégias sólidas, algo que tem sido sua marca em 2025.
Números que impressionam
Os resultados da McLaren em 2025 falam por si só. Após duas corridas, o time acumula 78 pontos no Mundial de Construtores, contra 57 da Mercedes, sua principal perseguidora. Norris lidera o campeonato de pilotos com 44 pontos, enquanto Piastri está em quarto, com 34, atrás de Verstappen (36) e George Russell (35). A consistência da dupla é um diferencial em um grid onde erros custam caro.
A história da equipe também ganha destaque com a dobradinha na China. Além de ser a 50ª vez que a McLaren coloca dois carros no topo, o resultado reforça sua posição como a segunda equipe mais antiga da Fórmula 1, atrás apenas da Ferrari em número de corridas disputadas. Desde sua fundação por Bruce McLaren em 1963, o time acumula feitos que agora voltam a brilhar.
- Pontos no Mundial: 78 (McLaren) x 57 (Mercedes).
- Vitórias em 2025: 2 (Norris na Austrália, Piastri na China).
- Dobradinhas históricas: 50 na Fórmula 1.
Calendário das próximas etapas
A temporada 2025 da Fórmula 1 segue em ritmo acelerado, e a McLaren já tem desafios importantes pela frente. Confira as próximas corridas que testarão a força da equipe:
- GP do Japão: 4 a 6 de abril, em Suzuka.
- GP de Miami: 2 a 4 de maio, nos Estados Unidos.
- GP de Mônaco: 23 a 25 de maio, em Monte Carlo.
Cada etapa traz particularidades que exigirão adaptação do MCL39 e decisões rápidas da equipe de Stella. Suzuka, por exemplo, será um teste de resistência, enquanto Mônaco demandará precisão nas ruas estreitas do principado.
Harmonia e competitividade no cockpit
A relação entre Norris e Piastri é um dos pilares do sucesso da McLaren. Diferente de outras duplas que enfrentam tensões internas, os dois pilotos mostram respeito mútuo e uma rivalidade saudável. Norris, mais experiente, serve como referência para Piastri, que, por sua vez, desafia o britânico a elevar seu desempenho a cada corrida.
Essa dinâmica foi evidente na China, onde ambos celebraram o resultado com bom humor. A brincadeira sobre Stella na sala de cooldown, com Norris imitando o chefe e Piastri rindo ao lado, mostra que a pressão da competição não abala a união do time. Brown destacou essa camaradagem como um fator que mantém a equipe focada em seus objetivos.
A McLaren entra em 2025 com a vantagem de ter dois pilotos capazes de vencer corridas. Enquanto Norris busca o título de pilotos que escapou em 2024, Piastri emerge como uma ameaça real, especialmente após sua performance em Xangai. A combinação de talento e harmonia pode ser o diferencial na luta pelo bicampeonato.
Desafios pela frente
Apesar do início dominante, a McLaren sabe que o caminho até o fim da temporada será longo e cheio de obstáculos. Red Bull, Ferrari e Mercedes já trabalham em atualizações para seus carros, e a diferença de 21 pontos no Mundial de Construtores pode diminuir rapidamente se o time laranja papaia vacilar. Suzuka será o primeiro grande teste após as vitórias iniciais.
Stella, sempre pragmático, reconhece que a competitividade do grid exige evolução constante. A chuva em Xangai, por exemplo, expôs a necessidade de ajustes no MCL39 para lidar com condições adversas. A capacidade da equipe de aprender com esses momentos será crucial para manter a liderança ao longo das 24 etapas do campeonato.
A pressão também cresce sobre Norris e Piastri. Ambos já declararam que o título de pilotos é o próximo objetivo, o que pode gerar disputas internas se os dois seguirem na briga até o fim. A habilidade de Stella em gerenciar essa situação, mantendo a harmonia, será tão importante quanto o desempenho em pista.
Legado em construção
A McLaren de 2025 não é apenas uma equipe em busca de títulos; é um time que resgata sua história de glórias. Desde a fundação por Bruce McLaren, passando pelos títulos de Emerson Fittipaldi em 1974 e a era dourada dos anos 1980 e 1990, a equipe sempre carregou o peso de uma tradição vencedora. O sucesso atual, sob a liderança de Brown e Stella, é um capítulo que honra esse legado.
A dobradinha na China e a vitória na Austrália mostram que a McLaren voltou ao topo com força. Para Norris e Piastri, cada corrida é uma chance de escrever seus nomes na história da equipe. Para Stella, é a oportunidade de consolidar sua reputação como um dos grandes estrategistas da Fórmula 1 moderna.
O GP do Japão, próximo desafio no calendário, será mais uma etapa nessa jornada. Com o MCL39 afinado e uma equipe unida, a McLaren tem tudo para continuar dominando em 2025, mas o grid da Fórmula 1 é imprevisível, e a luta pelo bicampeonato está apenas começando.

A McLaren começou a temporada 2025 da Fórmula 1 com força total, consolidando-se como a equipe a ser batida após vitórias consecutivas nas duas primeiras corridas do ano. O Grande Prêmio da China, disputado em Xangai, foi palco de uma dobradinha impressionante, com Oscar Piastri cruzando a linha de chegada em primeiro e Lando Norris garantindo o segundo lugar. O resultado não apenas reforçou a supremacia técnica do carro MCL39, mas também colocou o time laranja papaia na liderança do Mundial de Construtores com 21 pontos de vantagem sobre a Mercedes, segunda colocada. Zak Brown, CEO da equipe, não hesitou em atribuir o sucesso ao trabalho de Andrea Stella, chefe da equipe, a quem chamou de “verdadeira arma secreta” em entrevista após a corrida.
O desempenho em Xangai marcou a 50ª dobradinha da McLaren na história da Fórmula 1, um marco que reflete a consistência e a harmonia entre pilotos e equipe técnica. Piastri, que largou na pole pela primeira vez na carreira, liderou com autoridade, enquanto Norris mostrou resiliência ao segurar a pressão de adversários em uma prova cheia de variáveis, como mudanças climáticas e estratégias de pit stop. A vitória na China veio logo após o triunfo de Norris no GP da Austrália, em Melbourne, onde a equipe já havia dado sinais de que o MCL39 seria um concorrente difícil de superar em 2025.
Brown destacou a união entre pilotos, liderança técnica e o esforço coletivo como pilares do sucesso inicial. Para ele, a estabilidade proporcionada por Stella, aliada ao talento de Norris e Piastri, é o que permite à McLaren se destacar em um grid tão competitivo. A próxima etapa, o GP do Japão em Suzuka, entre os dias 4 e 6 de abril, será mais um teste para a equipe manter o ritmo avassalador que a colocou no topo logo no início da temporada.
Two races.
One special team.2/24 complete 🧡 #McLaren pic.twitter.com/N0jvr0697K
— McLaren (@McLarenF1) March 26, 2025
Dobradinha em Xangai reforça favoritismo da McLaren
A corrida em Xangai foi um exemplo claro da força da McLaren em 2025. Oscar Piastri, de 23 anos, mostrou maturidade ao converter sua primeira pole position em uma vitória dominante, controlando o ritmo mesmo diante de condições desafiadoras no circuito de Shanghai International. Lando Norris, por sua vez, completou o pódio com um desempenho sólido, garantindo que a equipe maximizasse os pontos disponíveis. O resultado foi ainda mais significativo por ser a segunda vitória consecutiva do time, após Norris ter vencido em Melbourne na abertura do campeonato.
O MCL39, carro desenvolvido sob a supervisão de Andrea Stella, provou ser um trunfo desde o início. A combinação de velocidade em reta, aerodinâmica eficiente e confiabilidade permitiu que a McLaren superasse rivais como Red Bull e Ferrari, que até o momento não conseguiram acompanhar o ritmo imposto pela equipe britânica. A vantagem de 21 pontos no Mundial de Construtores após apenas duas corridas evidencia o quanto o time evoluiu desde a conquista do título em 2024, quando encerrou um jejum de 26 anos.
A estratégia em Xangai também foi um ponto alto. Apesar de momentos de tensão, como a chuva inesperada que afetou o traçado no setor final, a equipe executou paradas precisas e tomou decisões acertadas, mantendo os dois carros na frente. Brown elogiou o trabalho coletivo, afirmando que a liderança técnica de Stella foi essencial para alinhar pilotos e engenheiros em busca do melhor resultado possível.
Andrea Stella: o cérebro por trás do sucesso
Andrea Stella, engenheiro italiano que assumiu o comando da McLaren em 2023, tem sido peça-chave na ascensão da equipe. Sob sua gestão, o time saiu de uma posição modesta no início da temporada passada para conquistar o Mundial de Construtores em 2024, um feito que não alcançava desde 1998. Em 2025, seu impacto continua evidente, com o MCL39 mostrando evolução em relação ao carro anterior e os pilotos entregando desempenhos consistentes nas primeiras corridas.
Zak Brown não mediu palavras ao descrever o chefe da equipe como “o melhor da Fórmula 1”. Para o CEO, a capacidade de Stella de unir o time técnico e motivar Norris e Piastri é o que diferencia a McLaren das demais equipes do grid. A estabilidade que ele trouxe, com contratos de longo prazo para pilotos e membros-chave da liderança, como o próprio Brown, reflete uma visão estratégica que já rende frutos em pista.
O trabalho de Stella vai além da gestão. Sua experiência como engenheiro, adquirida em anos trabalhando ao lado de nomes como Michael Schumacher na Ferrari, trouxe uma abordagem meticulosa ao desenvolvimento do carro. Em Xangai, essa precisão foi visível na forma como a equipe lidou com as mudanças de clima e na execução de uma estratégia que garantiu a dobradinha, mesmo sob pressão de adversários como Max Verstappen, da Red Bull.
Pilotos em harmonia: a força de Norris e Piastri
Lando Norris e Oscar Piastri formam uma dupla que alia experiência e juventude, um trunfo que a McLaren soube explorar em 2025. Norris, em sua sétima temporada na Fórmula 1, chega ao auge da carreira após ter sido o principal rival de Verstappen na disputa pelo título de pilotos em 2024. Sua vitória na Austrália e o segundo lugar na China mostram que ele está pronto para liderar a equipe em busca de mais conquistas.
Piastri, por outro lado, impressiona em seu terceiro ano na categoria. O australiano, que já havia vencido em Hungria e Azerbaijão em 2024, deu um salto de desempenho ao conquistar a pole e a vitória em Xangai. Sua consistência, somada à capacidade de aprender com Norris, faz dele um competidor à altura dentro do time. Brown destacou a camaradagem entre os dois, que, mesmo sendo rivais em pista, trabalham juntos para elevar o nível da McLaren.
A relação entre os pilotos foi exemplificada em um momento descontraído após a corrida na China. Na sala de cooldown, Norris e Piastri foram flagrados brincando sobre a reação de Stella a um incidente na pista, imitando o chefe com bom humor. A harmonia fora das corridas reflete a confiança que ambos têm no projeto da equipe e na liderança que os guia.
Momentos decisivos do GP da China
O Grande Prêmio da China foi uma prova de resistência para a McLaren, com condições variáveis que testaram pilotos e estrategistas. Piastri largou na frente e manteve a liderança após um reinício limpo, enquanto Norris segurou a segunda posição mesmo com a pressão de Verstappen, que terminou em terceiro. A chuva no final da corrida, que pegou os pilotos de surpresa no setor final, quase comprometeu o resultado, mas a equipe reagiu rápido com paradas estratégicas.
A dobradinha foi a 50ª da história da McLaren na Fórmula 1, um número que coloca o time ao lado de gigantes como Ferrari e Williams em feitos históricos. A execução impecável dos pit stops, mesmo em um cenário de alta tensão, foi destacada por Brown como um exemplo do trabalho de toda a equipe, desde os mecânicos até os engenheiros na pista.
- Largada perfeita: Piastri converteu a pole em liderança na primeira curva.
- Gestão na chuva: Norris e Piastri mantiveram a calma em condições adversas.
- Estratégia afiada: Paradas bem cronometradas garantiram a vantagem sobre rivais.
Um carro nascido para vencer
O MCL39, apresentado em Silverstone no início de fevereiro, é o coração do sucesso da McLaren em 2025. Desenvolvido com uma abordagem agressiva, o carro evoluiu a partir do modelo de 2024, que já havia levado o time ao título de construtores. Melhorias na aerodinâmica e no desempenho em diferentes tipos de circuito fizeram dele uma máquina versátil, capaz de brilhar tanto em Melbourne quanto em Xangai.
A pré-temporada em Bahrain já havia dado sinais de que o MCL39 seria competitivo, mas foi nas corridas que ele mostrou seu verdadeiro potencial. A velocidade em retas e a estabilidade em curvas de alta velocidade permitiram que Norris e Piastri explorassem o limite sem comprometer a confiabilidade. Stella enfatizou que o foco agora é manter essa evolução ao longo do ano, diante de rivais que certamente trarão atualizações.
A McLaren também se beneficiou de um inverno produtivo. Enquanto outras equipes ainda ajustam seus carros, o time laranja papaia chegou à Austrália com um pacote pronto para vencer, uma vantagem que se manteve na China. A consistência técnica é um reflexo do trabalho de Stella e sua equipe, que transformaram a McLaren em uma força dominante.
O caminho até Suzuka
Com duas vitórias em duas corridas, a McLaren chega ao Grande Prêmio do Japão, em Suzuka, como favorita. A pista, conhecida por suas curvas exigentes como a 130R e o Esses, será um teste crucial para o MCL39 e para a capacidade da equipe de manter o ímpeto. A corrida, marcada para os dias 4 a 6 de abril, pode consolidar a liderança no Mundial de Construtores e abrir ainda mais vantagem sobre Mercedes, Red Bull e Ferrari.
Norris e Piastri já demonstraram confiança no desempenho do carro em circuitos variados. Suzuka, com sua combinação de alta velocidade e exigência técnica, será uma oportunidade para a dupla mostrar que a McLaren não depende apenas de pistas específicas para vencer. Brown, por sua vez, reforçou a necessidade de manter o foco, sabendo que o campeonato ainda está no início.
A preparação para o Japão já começou, com a equipe analisando dados de Xangai para ajustar o MCL39 às características do traçado nipônico. A expectativa é que a McLaren continue a tendência de largadas fortes e estratégias sólidas, algo que tem sido sua marca em 2025.
Números que impressionam
Os resultados da McLaren em 2025 falam por si só. Após duas corridas, o time acumula 78 pontos no Mundial de Construtores, contra 57 da Mercedes, sua principal perseguidora. Norris lidera o campeonato de pilotos com 44 pontos, enquanto Piastri está em quarto, com 34, atrás de Verstappen (36) e George Russell (35). A consistência da dupla é um diferencial em um grid onde erros custam caro.
A história da equipe também ganha destaque com a dobradinha na China. Além de ser a 50ª vez que a McLaren coloca dois carros no topo, o resultado reforça sua posição como a segunda equipe mais antiga da Fórmula 1, atrás apenas da Ferrari em número de corridas disputadas. Desde sua fundação por Bruce McLaren em 1963, o time acumula feitos que agora voltam a brilhar.
- Pontos no Mundial: 78 (McLaren) x 57 (Mercedes).
- Vitórias em 2025: 2 (Norris na Austrália, Piastri na China).
- Dobradinhas históricas: 50 na Fórmula 1.
Calendário das próximas etapas
A temporada 2025 da Fórmula 1 segue em ritmo acelerado, e a McLaren já tem desafios importantes pela frente. Confira as próximas corridas que testarão a força da equipe:
- GP do Japão: 4 a 6 de abril, em Suzuka.
- GP de Miami: 2 a 4 de maio, nos Estados Unidos.
- GP de Mônaco: 23 a 25 de maio, em Monte Carlo.
Cada etapa traz particularidades que exigirão adaptação do MCL39 e decisões rápidas da equipe de Stella. Suzuka, por exemplo, será um teste de resistência, enquanto Mônaco demandará precisão nas ruas estreitas do principado.
Harmonia e competitividade no cockpit
A relação entre Norris e Piastri é um dos pilares do sucesso da McLaren. Diferente de outras duplas que enfrentam tensões internas, os dois pilotos mostram respeito mútuo e uma rivalidade saudável. Norris, mais experiente, serve como referência para Piastri, que, por sua vez, desafia o britânico a elevar seu desempenho a cada corrida.
Essa dinâmica foi evidente na China, onde ambos celebraram o resultado com bom humor. A brincadeira sobre Stella na sala de cooldown, com Norris imitando o chefe e Piastri rindo ao lado, mostra que a pressão da competição não abala a união do time. Brown destacou essa camaradagem como um fator que mantém a equipe focada em seus objetivos.
A McLaren entra em 2025 com a vantagem de ter dois pilotos capazes de vencer corridas. Enquanto Norris busca o título de pilotos que escapou em 2024, Piastri emerge como uma ameaça real, especialmente após sua performance em Xangai. A combinação de talento e harmonia pode ser o diferencial na luta pelo bicampeonato.
Desafios pela frente
Apesar do início dominante, a McLaren sabe que o caminho até o fim da temporada será longo e cheio de obstáculos. Red Bull, Ferrari e Mercedes já trabalham em atualizações para seus carros, e a diferença de 21 pontos no Mundial de Construtores pode diminuir rapidamente se o time laranja papaia vacilar. Suzuka será o primeiro grande teste após as vitórias iniciais.
Stella, sempre pragmático, reconhece que a competitividade do grid exige evolução constante. A chuva em Xangai, por exemplo, expôs a necessidade de ajustes no MCL39 para lidar com condições adversas. A capacidade da equipe de aprender com esses momentos será crucial para manter a liderança ao longo das 24 etapas do campeonato.
A pressão também cresce sobre Norris e Piastri. Ambos já declararam que o título de pilotos é o próximo objetivo, o que pode gerar disputas internas se os dois seguirem na briga até o fim. A habilidade de Stella em gerenciar essa situação, mantendo a harmonia, será tão importante quanto o desempenho em pista.
Legado em construção
A McLaren de 2025 não é apenas uma equipe em busca de títulos; é um time que resgata sua história de glórias. Desde a fundação por Bruce McLaren, passando pelos títulos de Emerson Fittipaldi em 1974 e a era dourada dos anos 1980 e 1990, a equipe sempre carregou o peso de uma tradição vencedora. O sucesso atual, sob a liderança de Brown e Stella, é um capítulo que honra esse legado.
A dobradinha na China e a vitória na Austrália mostram que a McLaren voltou ao topo com força. Para Norris e Piastri, cada corrida é uma chance de escrever seus nomes na história da equipe. Para Stella, é a oportunidade de consolidar sua reputação como um dos grandes estrategistas da Fórmula 1 moderna.
O GP do Japão, próximo desafio no calendário, será mais uma etapa nessa jornada. Com o MCL39 afinado e uma equipe unida, a McLaren tem tudo para continuar dominando em 2025, mas o grid da Fórmula 1 é imprevisível, e a luta pelo bicampeonato está apenas começando.
