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30 Mar 2025, Sun

onde assistir e prováveis escalações para o dérbi paulista

Neo Química Arena


A noite desta quinta-feira, 27 de março, reserva um capítulo especial na história do futebol paulista. Corinthians e Palmeiras entram em campo às 21h35, na Neo Química Arena, para o segundo jogo da final do Campeonato Paulista. Após a vitória do Timão por 1 a 0 na partida de ida, com gol de Yuri Alberto, o Alvinegro chega com a vantagem de precisar apenas de um empate para levantar a taça. Já o Verdão, comandado por Abel Ferreira, busca uma virada histórica na casa do rival para conquistar o inédito tetracampeonato. O duelo, que marca a nona decisão do estadual entre os dois gigantes, promete emoção até o apito final.

O Corinthians vive um momento de expectativa e pressão. Sem conquistar um título desde 2019, quando também venceu o Paulistão, o clube encara a final como uma oportunidade de ouro para encerrar um jejum que já dura seis anos. A torcida lotará a Neo Química Arena, transformando o estádio em um caldeirão para apoiar a equipe de Ramón Díaz. No primeiro jogo, disputado no Allianz Parque, o Timão mostrou solidez defensiva e eficiência no ataque, mas agora precisa confirmar o favoritismo diante de um Palmeiras ferido e determinado a reverter o placar.

Por outro lado, o Palmeiras carrega o peso de uma campanha vitoriosa nos últimos anos. Atual tricampeão paulista, o time alviverde tenta escrever mais uma página gloriosa sob o comando de Abel Ferreira. Uma vitória por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis, enquanto um triunfo por dois ou mais gols garante o título diretamente. A missão, porém, não será fácil: o Verdão nunca conseguiu virar uma final estadual na casa do Corinthians em jogos de ida e volta, o que torna o desafio ainda mais instigante.

  • Horário: 21h35 (horário de Brasília)
  • Local: Neo Química Arena, São Paulo
  • Transmissão: Record TV, Play Plus, R7, CazéTV/YouTube, Max, Nosso Futebol, Uol Play e Zapping

Escalação do Corinthians sob pressão

Ramón Díaz tem dilemas para montar o Corinthians na decisão. O meia Rodrigo Garro, peça-chave no meio-campo, é dúvida após sentir dores no joelho durante o treino de quarta-feira. Caso não jogue, Talles Magno ou Ángel Romero podem ganhar a vaga. Além disso, André Carrillo e José Martínez, convocados por Peru e Venezuela na Data Fifa, não treinaram com bola na véspera do jogo e correm risco de serem substituídos por Alex Santana e Ryan. A base do time, porém, segue firme com Hugo Souza no gol, Félix Torres e Gustavo Henrique na zaga, e Yuri Alberto como esperança de gols ao lado de Memphis Depay.

A preparação do Timão foi intensa nos últimos dias. No CT Joaquim Grava, o elenco trabalhou em dois períodos para ajustar os detalhes táticos e físicos. A vitória no jogo de ida deu confiança, mas o técnico argentino sabe que o Palmeiras é um adversário perigoso, especialmente em confrontos eliminatórios. A escalação provável reflete a cautela de Díaz, que deve manter uma postura equilibrada entre defesa sólida e transições rápidas para explorar os contra-ataques.

Palmeiras aposta em selecionados e recuperação

Abel Ferreira, por sua vez, enfrentou uma semana desafiadora para escalar o Palmeiras. Seis jogadores convocados na Data Fifa – Weverton, Estêvão, Richard Ríos, Emi Martínez, Piquerez e Facundo Torres – retornaram ao clube com desgaste físico. Richard Ríos, que jogou mais tempo pela Colômbia, atrasou o retorno após um problema com o voo fretado, atingido por um raio, e pode ceder lugar a Aníbal Moreno ou Raphael Veiga recuado. Outro destaque é Maurício, que se recupera de cirurgia no ombro e pode voltar ao time, reforçando o meio-campo.

Entre os desfalques, Marcos Rocha, lesionado na coxa no primeiro jogo, dá lugar a Mayke na lateral direita. Paulinho e Gustavo Gómez, ainda em recuperação, seguem fora, assim como Bruno Rodrigues. A escalação provável do Verdão mantém Weverton como pilar no gol, Murilo e Micael na defesa, e Vitor Roque como referência no ataque, ao lado do jovem Estêvão e de Facundo Torres. A estratégia de Abel deve priorizar a posse de bola e a pressão alta para sufocar o Corinthians desde o início.

Histórico de decisões entre os rivais

Corinthians e Palmeiras já se enfrentaram em oito finais do Paulistão antes desta edição, com retrospecto equilibrado. O Timão levou a melhor em 1936, 1951, 1995 e 2018, enquanto o Verdão saiu vitorioso em 1920, 1938, 1993 e 2020. A decisão de 2025 será a nona da história, mas traz um sabor especial: é a primeira vez em anos que o Corinthians chega à final com vantagem após o jogo de ida, algo que não ocorria desde 1995, quando também venceu o rival.

O Palmeiras, por outro lado, tem um trunfo na memória recente. Em 2015, eliminou o Corinthians nos pênaltis na Neo Química Arena, em semifinal de jogo único, após empate por 2 a 2. Apesar de contextos diferentes, o episódio serve como inspiração para o elenco alviverde, que já mostrou capacidade de crescer em momentos decisivos sob o comando de Abel Ferreira. A rivalidade, alimentada por décadas de embates históricos, ganha mais um capítulo eletrizante nesta quinta-feira.

  • Finais vencidas pelo Corinthians: 1936, 1951, 1995, 2018
  • Finais vencidas pelo Palmeiras: 1920, 1938, 1993, 2020
  • Último confronto em mata-mata na Neo Química Arena: Palmeiras 2 x 2 Corinthians (2015, semifinal, vitória nos pênaltis)

Neo Química Arena como fator decisivo

Mandante da partida, o Corinthians conta com o apoio maciço de sua torcida na Neo Química Arena. Inaugurado em 2014, o estádio já foi palco de grandes vitórias do Timão, mas também de eliminações dolorosas contra o Palmeiras. Com capacidade para cerca de 47 mil torcedores, a expectativa é de casa cheia, com ingressos esgotados dias antes do jogo. O ambiente promete ser um diferencial, especialmente para um time que busca retomar a hegemonia no estado após anos de seca.

A pressão da arquibancada, no entanto, também pode jogar contra. Nos últimos anos, o Corinthians sofreu com instabilidade em casa em jogos decisivos, como na eliminação para o Guaraní-PAR na Libertadores de 2020. Para Ramón Díaz, manter o foco será essencial diante de um Palmeiras acostumado a finais e que já demonstrou frieza em situações adversas. A atmosfera da arena, com cânticos ensurdecedores e mosaicos, será um teste para os dois lados.

Desafios táticos da final

Taticamente, o jogo promete um duelo de estratégias bem definidas. O Corinthians de Ramón Díaz deve apostar em uma defesa compacta, com Félix Torres e Gustavo Henrique fechando os espaços, enquanto Yuri Alberto e Memphis Depay buscam explorar a velocidade nos contra-ataques. A dúvida no meio-campo, com Garro, Carrillo e Martínez, pode forçar ajustes de última hora, mas a ideia é manter o controle do jogo sem se expor demais, aproveitando a vantagem do empate.

Já o Palmeiras de Abel Ferreira deve adotar uma postura agressiva desde o apito inicial. Com Piquerez e Mayke abertos pelas laterais, o time tentará envolver a defesa corintiana, enquanto Richard Ríos e Emi Martínez ditam o ritmo no meio. Estêvão, jovem promessa do Verdão, será uma arma importante pela direita, enfrentando Angileri, que terá trabalho para conter o atacante. A necessidade de marcar gols pode abrir brechas, mas Abel já provou ser mestre em ajustar o time em momentos cruciais.

Números que pesam na decisão

Os números do confronto trazem dados curiosos. Nos últimos dez Dérbis pelo Paulistão, o Corinthians venceu quatro, o Palmeiras três, e houve três empates. Na Neo Química Arena, o Timão tem leve vantagem: em 15 jogos contra o rival, foram sete vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Yuri Alberto, autor do gol na ida, chega embalado: em 2025, já marcou cinco vezes no estadual, sendo o artilheiro do time na competição.

O Palmeiras, por sua vez, ostenta a melhor defesa do campeonato, com apenas sete gols sofridos em 15 jogos. Weverton, um dos líderes do elenco, é o jogador com mais títulos paulistas em atividade pelo clube, com três taças (2020, 2022 e 2023). Outro destaque é Raphael Veiga, que soma quatro gols e três assistências no torneio, sendo o maestro do meio-campo alviverde. A eficiência ofensiva será crucial para superar Hugo Souza, que vive grande fase no gol corintiano.

Arbitragem sob os holofotes

A final terá Matheus Delgado Candançan como árbitro principal, auxiliado por Neuza Ines Back e Danilo Ricardo Simon Manis. No VAR, Daiane Muniz comanda a tecnologia, que já foi decisiva em outros Dérbis recentes. Em 2020, um pênalti marcado pelo vídeo na final vencida pelo Palmeiras gerou polêmica entre os corintianos, que questionaram a imparcialidade. Desta vez, a arbitragem promete estar sob escrutínio de ambas as torcidas, dado o equilíbrio do confronto.

A experiência de Candançan em jogos grandes é um ponto positivo. Em 2024, ele apitou clássicos como Santos x Palmeiras e Corinthians x São Paulo, com atuações elogiadas por sua firmeza. Ainda assim, qualquer lance polêmico pode incendiar o clima na Neo Química Arena, especialmente em uma partida que vale tanto para os dois lados. O quarto árbitro, João Vitor Gobi, e o quinto, Fabrini Bevilaqua Costa, completam o quinteto em campo.

Cronologia das finais recentes

Nos últimos anos, o Paulistão tem sido dominado por Corinthians e Palmeiras. Confira os desfechos mais recentes:

  • 2018: Corinthians 1 x 0 Palmeiras (ida), Palmeiras 0 x 1 Corinthians (volta, título nos pênaltis para o Timão)
  • 2020: Palmeiras 1 x 1 Corinthians (ida), Corinthians 0 x 0 Palmeiras (volta, título nos pênaltis para o Verdão)
  • 2022: Palmeiras 4 x 0 São Paulo (volta, após derrota na ida por 3 x 1)
  • 2023: Palmeiras 2 x 1 Água Santa (ida), Água Santa 0 x 4 Palmeiras (volta)

Expectativas para o desfecho

Independentemente do resultado, a final de 2025 entrará para a história como mais um marco na rivalidade entre Corinthians e Palmeiras. Para o Timão, o título representaria o fim de um ciclo de frustrações e a afirmação de Ramón Díaz como um técnico capaz de resgatar a grandeza do clube. A escalação mescla juventude, como Matheuzinho, com experiência, como Memphis Depay, o que pode ser o diferencial em um jogo de alta voltagem.

Para o Palmeiras, o tetracampeonato consolidaria Abel Ferreira como um dos maiores treinadores da história do clube, ao lado de nomes como Oswaldo Brandão. A presença de jovens como Estêvão e Vitor Roque, aliados a veteranos como Weverton, dá ao Verdão um elenco versátil e pronto para desafios. A capacidade de virar o placar fora de casa será o maior teste da temporada para o time alviverde.

A rivalidade, que já ultrapassa um século, ganha contornos ainda mais intensos nesta decisão. Seja pelo grito de campeão do Corinthians ou pela festa do Palmeiras, a Neo Química Arena será o palco de um espetáculo que mobiliza milhões de torcedores e define o rumo do futebol paulista em 2025.



A noite desta quinta-feira, 27 de março, reserva um capítulo especial na história do futebol paulista. Corinthians e Palmeiras entram em campo às 21h35, na Neo Química Arena, para o segundo jogo da final do Campeonato Paulista. Após a vitória do Timão por 1 a 0 na partida de ida, com gol de Yuri Alberto, o Alvinegro chega com a vantagem de precisar apenas de um empate para levantar a taça. Já o Verdão, comandado por Abel Ferreira, busca uma virada histórica na casa do rival para conquistar o inédito tetracampeonato. O duelo, que marca a nona decisão do estadual entre os dois gigantes, promete emoção até o apito final.

O Corinthians vive um momento de expectativa e pressão. Sem conquistar um título desde 2019, quando também venceu o Paulistão, o clube encara a final como uma oportunidade de ouro para encerrar um jejum que já dura seis anos. A torcida lotará a Neo Química Arena, transformando o estádio em um caldeirão para apoiar a equipe de Ramón Díaz. No primeiro jogo, disputado no Allianz Parque, o Timão mostrou solidez defensiva e eficiência no ataque, mas agora precisa confirmar o favoritismo diante de um Palmeiras ferido e determinado a reverter o placar.

Por outro lado, o Palmeiras carrega o peso de uma campanha vitoriosa nos últimos anos. Atual tricampeão paulista, o time alviverde tenta escrever mais uma página gloriosa sob o comando de Abel Ferreira. Uma vitória por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis, enquanto um triunfo por dois ou mais gols garante o título diretamente. A missão, porém, não será fácil: o Verdão nunca conseguiu virar uma final estadual na casa do Corinthians em jogos de ida e volta, o que torna o desafio ainda mais instigante.

  • Horário: 21h35 (horário de Brasília)
  • Local: Neo Química Arena, São Paulo
  • Transmissão: Record TV, Play Plus, R7, CazéTV/YouTube, Max, Nosso Futebol, Uol Play e Zapping

Escalação do Corinthians sob pressão

Ramón Díaz tem dilemas para montar o Corinthians na decisão. O meia Rodrigo Garro, peça-chave no meio-campo, é dúvida após sentir dores no joelho durante o treino de quarta-feira. Caso não jogue, Talles Magno ou Ángel Romero podem ganhar a vaga. Além disso, André Carrillo e José Martínez, convocados por Peru e Venezuela na Data Fifa, não treinaram com bola na véspera do jogo e correm risco de serem substituídos por Alex Santana e Ryan. A base do time, porém, segue firme com Hugo Souza no gol, Félix Torres e Gustavo Henrique na zaga, e Yuri Alberto como esperança de gols ao lado de Memphis Depay.

A preparação do Timão foi intensa nos últimos dias. No CT Joaquim Grava, o elenco trabalhou em dois períodos para ajustar os detalhes táticos e físicos. A vitória no jogo de ida deu confiança, mas o técnico argentino sabe que o Palmeiras é um adversário perigoso, especialmente em confrontos eliminatórios. A escalação provável reflete a cautela de Díaz, que deve manter uma postura equilibrada entre defesa sólida e transições rápidas para explorar os contra-ataques.

Palmeiras aposta em selecionados e recuperação

Abel Ferreira, por sua vez, enfrentou uma semana desafiadora para escalar o Palmeiras. Seis jogadores convocados na Data Fifa – Weverton, Estêvão, Richard Ríos, Emi Martínez, Piquerez e Facundo Torres – retornaram ao clube com desgaste físico. Richard Ríos, que jogou mais tempo pela Colômbia, atrasou o retorno após um problema com o voo fretado, atingido por um raio, e pode ceder lugar a Aníbal Moreno ou Raphael Veiga recuado. Outro destaque é Maurício, que se recupera de cirurgia no ombro e pode voltar ao time, reforçando o meio-campo.

Entre os desfalques, Marcos Rocha, lesionado na coxa no primeiro jogo, dá lugar a Mayke na lateral direita. Paulinho e Gustavo Gómez, ainda em recuperação, seguem fora, assim como Bruno Rodrigues. A escalação provável do Verdão mantém Weverton como pilar no gol, Murilo e Micael na defesa, e Vitor Roque como referência no ataque, ao lado do jovem Estêvão e de Facundo Torres. A estratégia de Abel deve priorizar a posse de bola e a pressão alta para sufocar o Corinthians desde o início.

Histórico de decisões entre os rivais

Corinthians e Palmeiras já se enfrentaram em oito finais do Paulistão antes desta edição, com retrospecto equilibrado. O Timão levou a melhor em 1936, 1951, 1995 e 2018, enquanto o Verdão saiu vitorioso em 1920, 1938, 1993 e 2020. A decisão de 2025 será a nona da história, mas traz um sabor especial: é a primeira vez em anos que o Corinthians chega à final com vantagem após o jogo de ida, algo que não ocorria desde 1995, quando também venceu o rival.

O Palmeiras, por outro lado, tem um trunfo na memória recente. Em 2015, eliminou o Corinthians nos pênaltis na Neo Química Arena, em semifinal de jogo único, após empate por 2 a 2. Apesar de contextos diferentes, o episódio serve como inspiração para o elenco alviverde, que já mostrou capacidade de crescer em momentos decisivos sob o comando de Abel Ferreira. A rivalidade, alimentada por décadas de embates históricos, ganha mais um capítulo eletrizante nesta quinta-feira.

  • Finais vencidas pelo Corinthians: 1936, 1951, 1995, 2018
  • Finais vencidas pelo Palmeiras: 1920, 1938, 1993, 2020
  • Último confronto em mata-mata na Neo Química Arena: Palmeiras 2 x 2 Corinthians (2015, semifinal, vitória nos pênaltis)

Neo Química Arena como fator decisivo

Mandante da partida, o Corinthians conta com o apoio maciço de sua torcida na Neo Química Arena. Inaugurado em 2014, o estádio já foi palco de grandes vitórias do Timão, mas também de eliminações dolorosas contra o Palmeiras. Com capacidade para cerca de 47 mil torcedores, a expectativa é de casa cheia, com ingressos esgotados dias antes do jogo. O ambiente promete ser um diferencial, especialmente para um time que busca retomar a hegemonia no estado após anos de seca.

A pressão da arquibancada, no entanto, também pode jogar contra. Nos últimos anos, o Corinthians sofreu com instabilidade em casa em jogos decisivos, como na eliminação para o Guaraní-PAR na Libertadores de 2020. Para Ramón Díaz, manter o foco será essencial diante de um Palmeiras acostumado a finais e que já demonstrou frieza em situações adversas. A atmosfera da arena, com cânticos ensurdecedores e mosaicos, será um teste para os dois lados.

Desafios táticos da final

Taticamente, o jogo promete um duelo de estratégias bem definidas. O Corinthians de Ramón Díaz deve apostar em uma defesa compacta, com Félix Torres e Gustavo Henrique fechando os espaços, enquanto Yuri Alberto e Memphis Depay buscam explorar a velocidade nos contra-ataques. A dúvida no meio-campo, com Garro, Carrillo e Martínez, pode forçar ajustes de última hora, mas a ideia é manter o controle do jogo sem se expor demais, aproveitando a vantagem do empate.

Já o Palmeiras de Abel Ferreira deve adotar uma postura agressiva desde o apito inicial. Com Piquerez e Mayke abertos pelas laterais, o time tentará envolver a defesa corintiana, enquanto Richard Ríos e Emi Martínez ditam o ritmo no meio. Estêvão, jovem promessa do Verdão, será uma arma importante pela direita, enfrentando Angileri, que terá trabalho para conter o atacante. A necessidade de marcar gols pode abrir brechas, mas Abel já provou ser mestre em ajustar o time em momentos cruciais.

Números que pesam na decisão

Os números do confronto trazem dados curiosos. Nos últimos dez Dérbis pelo Paulistão, o Corinthians venceu quatro, o Palmeiras três, e houve três empates. Na Neo Química Arena, o Timão tem leve vantagem: em 15 jogos contra o rival, foram sete vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Yuri Alberto, autor do gol na ida, chega embalado: em 2025, já marcou cinco vezes no estadual, sendo o artilheiro do time na competição.

O Palmeiras, por sua vez, ostenta a melhor defesa do campeonato, com apenas sete gols sofridos em 15 jogos. Weverton, um dos líderes do elenco, é o jogador com mais títulos paulistas em atividade pelo clube, com três taças (2020, 2022 e 2023). Outro destaque é Raphael Veiga, que soma quatro gols e três assistências no torneio, sendo o maestro do meio-campo alviverde. A eficiência ofensiva será crucial para superar Hugo Souza, que vive grande fase no gol corintiano.

Arbitragem sob os holofotes

A final terá Matheus Delgado Candançan como árbitro principal, auxiliado por Neuza Ines Back e Danilo Ricardo Simon Manis. No VAR, Daiane Muniz comanda a tecnologia, que já foi decisiva em outros Dérbis recentes. Em 2020, um pênalti marcado pelo vídeo na final vencida pelo Palmeiras gerou polêmica entre os corintianos, que questionaram a imparcialidade. Desta vez, a arbitragem promete estar sob escrutínio de ambas as torcidas, dado o equilíbrio do confronto.

A experiência de Candançan em jogos grandes é um ponto positivo. Em 2024, ele apitou clássicos como Santos x Palmeiras e Corinthians x São Paulo, com atuações elogiadas por sua firmeza. Ainda assim, qualquer lance polêmico pode incendiar o clima na Neo Química Arena, especialmente em uma partida que vale tanto para os dois lados. O quarto árbitro, João Vitor Gobi, e o quinto, Fabrini Bevilaqua Costa, completam o quinteto em campo.

Cronologia das finais recentes

Nos últimos anos, o Paulistão tem sido dominado por Corinthians e Palmeiras. Confira os desfechos mais recentes:

  • 2018: Corinthians 1 x 0 Palmeiras (ida), Palmeiras 0 x 1 Corinthians (volta, título nos pênaltis para o Timão)
  • 2020: Palmeiras 1 x 1 Corinthians (ida), Corinthians 0 x 0 Palmeiras (volta, título nos pênaltis para o Verdão)
  • 2022: Palmeiras 4 x 0 São Paulo (volta, após derrota na ida por 3 x 1)
  • 2023: Palmeiras 2 x 1 Água Santa (ida), Água Santa 0 x 4 Palmeiras (volta)

Expectativas para o desfecho

Independentemente do resultado, a final de 2025 entrará para a história como mais um marco na rivalidade entre Corinthians e Palmeiras. Para o Timão, o título representaria o fim de um ciclo de frustrações e a afirmação de Ramón Díaz como um técnico capaz de resgatar a grandeza do clube. A escalação mescla juventude, como Matheuzinho, com experiência, como Memphis Depay, o que pode ser o diferencial em um jogo de alta voltagem.

Para o Palmeiras, o tetracampeonato consolidaria Abel Ferreira como um dos maiores treinadores da história do clube, ao lado de nomes como Oswaldo Brandão. A presença de jovens como Estêvão e Vitor Roque, aliados a veteranos como Weverton, dá ao Verdão um elenco versátil e pronto para desafios. A capacidade de virar o placar fora de casa será o maior teste da temporada para o time alviverde.

A rivalidade, que já ultrapassa um século, ganha contornos ainda mais intensos nesta decisão. Seja pelo grito de campeão do Corinthians ou pela festa do Palmeiras, a Neo Química Arena será o palco de um espetáculo que mobiliza milhões de torcedores e define o rumo do futebol paulista em 2025.



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