A decisão do Tribunal Superior da Catalunha, na Espanha, de anular a condenação do ex-jogador Daniel Alves por agressão sexual pegou muitos de surpresa nesta sexta-feira, 28 de março. O atleta, que havia sido sentenciado a 4 anos e 6 meses de prisão em 2024 por um crime ocorrido em dezembro de 2022, agora está livre da pena após uma revisão unânime do caso. A reviravolta judicial rapidamente ganhou as redes sociais, onde a atriz Luana Piovani se manifestou com duras críticas, expressando revolta e incredulidade diante do desfecho.
O caso começou há mais de dois anos, quando uma jovem acusou Daniel Alves de tê-la estuprado em uma boate de Barcelona. Preso em janeiro de 2023, o ex-lateral da seleção brasileira passou por um longo processo judicial que culminou na condenação inicial. No entanto, a defesa do jogador conseguiu reverter a sentença, argumentando fragilidades nos depoimentos da acusação. Desde março de 2024, ele já estava em liberdade condicional após pagar uma fiança de 1 milhão de euros, equivalente a cerca de R$ 6,5 milhões na cotação atual.

Luana Piovani, conhecida por suas opiniões contundentes, não hesitou em expor sua indignação. Em postagens nos stories do Instagram, a atriz compartilhou uma notícia sobre a absolvição e escreveu “Malditos todos”, em um claro desabafo contra a decisão judicial. Minutos depois, ela voltou a se pronunciar, questionando “Como assim?” e destacando uma medida do Supremo Tribunal Federal (STF) que condena a prática de desqualificar vítimas de abuso sexual, reforçando seu posicionamento em defesa dos direitos das mulheres.
Reviravolta no tribunal espanhol
A anulação da sentença de Daniel Alves foi baseada em uma análise detalhada do tribunal catalão, que considerou insuficientes as provas apresentadas pela acusação. O caso, que desde o início gerou ampla repercussão na Espanha e no Brasil, teve como ponto central o depoimento da vítima, uma jovem que relatou ter sido abordada pelo jogador na área VIP da boate Sutton, em Barcelona, na noite de 30 de dezembro de 2022. Segundo ela, Alves a levou a um banheiro privativo e cometeu o crime.
Inicialmente, a Justiça espanhola deu razão à denunciante, resultando na prisão preventiva do atleta semanas após o ocorrido. A condenação em primeira instância veio em fevereiro de 2024, acompanhada de uma indenização fixada em 150 mil euros à vítima. Contudo, a defesa de Alves recorreu, alegando inconsistências no relato e ausência de evidências físicas conclusivas, o que levou à revisão do caso e à decisão favorável ao jogador.
A liberdade condicional já havia sido concedida ao ex-atleta em março de 2024, sob condições como a entrega de seus passaportes e a proibição de deixar a Espanha. Agora, com a absolvição, ele recupera plenamente seus direitos, encerrando uma batalha judicial que dividiu opiniões e reacendeu debates sobre violência de gênero e o funcionamento do sistema judiciário.
Reação nas redes sociais
A notícia da absolvição de Daniel Alves rapidamente se espalhou pelas plataformas digitais, gerando uma onda de reações. Luana Piovani foi uma das primeiras figuras públicas a se manifestar, usando sua visibilidade para criticar o desfecho. A atriz, que já abordou temas como feminismo e justiça em outras ocasiões, compartilhou seu descontentamento de forma visceral, ecoando o sentimento de muitos seguidores que também questionaram a decisão.
Além do comentário inicial, Piovani publicou uma imagem de uma reportagem sobre o caso e destacou a resolução do STF contra a desqualificação de vítimas, sugerindo que o Judiciário espanhol deveria adotar postura semelhante. Sua fala reverberou entre fãs e ativistas, que passaram a discutir os impactos da absolvição em casos futuros de violência sexual.

- Principais pontos da reação de Luana:
- Crítica direta à Justiça espanhola com a frase “Malditos todos”.
- Questionamento sobre a lógica da decisão com “Como assim?”.
- Referência ao STF como exemplo de proteção às vítimas.
Cronologia do caso Daniel Alves
O processo judicial envolvendo o ex-jogador tem uma linha do tempo marcada por eventos significativos. Entender os principais momentos ajuda a contextualizar a decisão recente:
- 30 de dezembro de 2022: Daniel Alves é acusado de estuprar uma jovem em uma boate em Barcelona.
- 20 de janeiro de 2023: O jogador é preso preventivamente após prestar depoimento.
- Fevereiro de 2024: Condenação a 4 anos e 6 meses de prisão é anunciada.
- Março de 2024: Alves deixa a prisão sob fiança de 1 milhão de euros.
- 28 de março de 2025: Tribunal anula a sentença, absolvendo o atleta.
Essa sequência de acontecimentos mostra como o caso passou por diversas etapas antes de chegar ao desfecho atual, que surpreendeu tanto apoiadores quanto críticos do jogador.
Impactos da decisão judicial
A absolvição de Daniel Alves traz à tona discussões sobre a eficácia das investigações em casos de violência sexual. Na Espanha, o sistema judiciário já enfrentou críticas por decisões consideradas lenientes em situações semelhantes. Em 2018, por exemplo, o caso conhecido como “La Manada” gerou protestos em massa após cinco homens serem condenados apenas por abuso sexual, e não por estupro, em um crime contra uma jovem durante as festas de Sanfermin, em Pamplona.
No caso de Alves, a falta de provas materiais robustas foi determinante para a reviravolta. Exames médicos realizados na vítima à época indicaram lesões compatíveis com violência, mas a defesa conseguiu levantar dúvidas sobre a autoria e o contexto do encontro. Especialistas apontam que a decisão pode influenciar a forma como denúncias futuras serão tratadas, especialmente em situações que dependem fortemente de testemunhos.
Para além do aspecto jurídico, a absolvição reacende o debate sobre o peso da fama e do dinheiro em processos criminais. O pagamento da fiança milionária por Alves, em 2024, já havia gerado controvérsia, com muitos questionando se a justiça favorece quem tem recursos financeiros para se defender.
O que dizem os números
Casos de violência sexual continuam sendo um desafio global. Na Espanha, dados oficiais mostram que, em 2022, foram registrados mais de 3 mil casos de estupro, um aumento de 34% em relação ao ano anterior. No Brasil, o cenário também é alarmante: segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 66 mil casos de estupro foram notificados em 2023, sendo que a maioria das vítimas são mulheres e meninas menores de idade.
A subnotificação, no entanto, é um problema recorrente. Estima-se que apenas 10% das vítimas de violência sexual no Brasil denunciem os agressores, seja por medo, vergonha ou desconfiança nas instituições. Casos como o de Daniel Alves, que ganham visibilidade, frequentemente expõem essas fragilidades e alimentam a percepção de impunidade.
Debate público em alta
A reação de Luana Piovani reflete o sentimento de uma parcela significativa da sociedade que vê na absolvição de Daniel Alves um retrocesso na luta contra a violência de gênero. Nas redes sociais, hashtags relacionadas ao caso começaram a circular logo após o anúncio da decisão, com usuários divididos entre os que celebram a liberdade do jogador e os que lamentam o que consideram uma falha judicial.
Organizações feministas espanholas já sinalizaram que pretendem organizar atos para cobrar maior rigor em casos de abuso sexual. Em Barcelona, onde o crime ocorreu, moradores locais relataram à imprensa espanhola um clima de indignação, especialmente entre mulheres que frequentam a vida noturna da cidade.
A trajetória de Daniel Alves, que já foi um dos maiores nomes do futebol mundial, com passagens por clubes como Barcelona, Juventus e PSG, além de títulos pela seleção brasileira, agora fica marcada por esse episódio. Aos 41 anos, o jogador não atua profissionalmente desde sua saída do Pumas, do México, em 2022, antes de ser preso.
Fatos que chamam atenção
O caso de Daniel Alves traz alguns detalhes que ajudam a entender sua complexidade e o impacto na opinião pública:
- A boate Sutton, onde o crime teria ocorrido, é conhecida por atrair celebridades e turistas em Barcelona.
- Alves negou as acusações desde o início, afirmando que o encontro foi consensual.
- A vítima, cuja identidade é preservada, recebeu apoio de grupos feministas durante o processo.
- A fiança de 1 milhão de euros foi uma das mais altas já registradas em casos semelhantes na Espanha.
Esses elementos mostram como o caso transcende o âmbito judicial, alcançando questões sociais e culturais que continuam a desafiar autoridades e a sociedade como um todo.

A decisão do Tribunal Superior da Catalunha, na Espanha, de anular a condenação do ex-jogador Daniel Alves por agressão sexual pegou muitos de surpresa nesta sexta-feira, 28 de março. O atleta, que havia sido sentenciado a 4 anos e 6 meses de prisão em 2024 por um crime ocorrido em dezembro de 2022, agora está livre da pena após uma revisão unânime do caso. A reviravolta judicial rapidamente ganhou as redes sociais, onde a atriz Luana Piovani se manifestou com duras críticas, expressando revolta e incredulidade diante do desfecho.
O caso começou há mais de dois anos, quando uma jovem acusou Daniel Alves de tê-la estuprado em uma boate de Barcelona. Preso em janeiro de 2023, o ex-lateral da seleção brasileira passou por um longo processo judicial que culminou na condenação inicial. No entanto, a defesa do jogador conseguiu reverter a sentença, argumentando fragilidades nos depoimentos da acusação. Desde março de 2024, ele já estava em liberdade condicional após pagar uma fiança de 1 milhão de euros, equivalente a cerca de R$ 6,5 milhões na cotação atual.

Luana Piovani, conhecida por suas opiniões contundentes, não hesitou em expor sua indignação. Em postagens nos stories do Instagram, a atriz compartilhou uma notícia sobre a absolvição e escreveu “Malditos todos”, em um claro desabafo contra a decisão judicial. Minutos depois, ela voltou a se pronunciar, questionando “Como assim?” e destacando uma medida do Supremo Tribunal Federal (STF) que condena a prática de desqualificar vítimas de abuso sexual, reforçando seu posicionamento em defesa dos direitos das mulheres.
Reviravolta no tribunal espanhol
A anulação da sentença de Daniel Alves foi baseada em uma análise detalhada do tribunal catalão, que considerou insuficientes as provas apresentadas pela acusação. O caso, que desde o início gerou ampla repercussão na Espanha e no Brasil, teve como ponto central o depoimento da vítima, uma jovem que relatou ter sido abordada pelo jogador na área VIP da boate Sutton, em Barcelona, na noite de 30 de dezembro de 2022. Segundo ela, Alves a levou a um banheiro privativo e cometeu o crime.
Inicialmente, a Justiça espanhola deu razão à denunciante, resultando na prisão preventiva do atleta semanas após o ocorrido. A condenação em primeira instância veio em fevereiro de 2024, acompanhada de uma indenização fixada em 150 mil euros à vítima. Contudo, a defesa de Alves recorreu, alegando inconsistências no relato e ausência de evidências físicas conclusivas, o que levou à revisão do caso e à decisão favorável ao jogador.
A liberdade condicional já havia sido concedida ao ex-atleta em março de 2024, sob condições como a entrega de seus passaportes e a proibição de deixar a Espanha. Agora, com a absolvição, ele recupera plenamente seus direitos, encerrando uma batalha judicial que dividiu opiniões e reacendeu debates sobre violência de gênero e o funcionamento do sistema judiciário.
Reação nas redes sociais
A notícia da absolvição de Daniel Alves rapidamente se espalhou pelas plataformas digitais, gerando uma onda de reações. Luana Piovani foi uma das primeiras figuras públicas a se manifestar, usando sua visibilidade para criticar o desfecho. A atriz, que já abordou temas como feminismo e justiça em outras ocasiões, compartilhou seu descontentamento de forma visceral, ecoando o sentimento de muitos seguidores que também questionaram a decisão.
Além do comentário inicial, Piovani publicou uma imagem de uma reportagem sobre o caso e destacou a resolução do STF contra a desqualificação de vítimas, sugerindo que o Judiciário espanhol deveria adotar postura semelhante. Sua fala reverberou entre fãs e ativistas, que passaram a discutir os impactos da absolvição em casos futuros de violência sexual.

- Principais pontos da reação de Luana:
- Crítica direta à Justiça espanhola com a frase “Malditos todos”.
- Questionamento sobre a lógica da decisão com “Como assim?”.
- Referência ao STF como exemplo de proteção às vítimas.
Cronologia do caso Daniel Alves
O processo judicial envolvendo o ex-jogador tem uma linha do tempo marcada por eventos significativos. Entender os principais momentos ajuda a contextualizar a decisão recente:
- 30 de dezembro de 2022: Daniel Alves é acusado de estuprar uma jovem em uma boate em Barcelona.
- 20 de janeiro de 2023: O jogador é preso preventivamente após prestar depoimento.
- Fevereiro de 2024: Condenação a 4 anos e 6 meses de prisão é anunciada.
- Março de 2024: Alves deixa a prisão sob fiança de 1 milhão de euros.
- 28 de março de 2025: Tribunal anula a sentença, absolvendo o atleta.
Essa sequência de acontecimentos mostra como o caso passou por diversas etapas antes de chegar ao desfecho atual, que surpreendeu tanto apoiadores quanto críticos do jogador.
Impactos da decisão judicial
A absolvição de Daniel Alves traz à tona discussões sobre a eficácia das investigações em casos de violência sexual. Na Espanha, o sistema judiciário já enfrentou críticas por decisões consideradas lenientes em situações semelhantes. Em 2018, por exemplo, o caso conhecido como “La Manada” gerou protestos em massa após cinco homens serem condenados apenas por abuso sexual, e não por estupro, em um crime contra uma jovem durante as festas de Sanfermin, em Pamplona.
No caso de Alves, a falta de provas materiais robustas foi determinante para a reviravolta. Exames médicos realizados na vítima à época indicaram lesões compatíveis com violência, mas a defesa conseguiu levantar dúvidas sobre a autoria e o contexto do encontro. Especialistas apontam que a decisão pode influenciar a forma como denúncias futuras serão tratadas, especialmente em situações que dependem fortemente de testemunhos.
Para além do aspecto jurídico, a absolvição reacende o debate sobre o peso da fama e do dinheiro em processos criminais. O pagamento da fiança milionária por Alves, em 2024, já havia gerado controvérsia, com muitos questionando se a justiça favorece quem tem recursos financeiros para se defender.
O que dizem os números
Casos de violência sexual continuam sendo um desafio global. Na Espanha, dados oficiais mostram que, em 2022, foram registrados mais de 3 mil casos de estupro, um aumento de 34% em relação ao ano anterior. No Brasil, o cenário também é alarmante: segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 66 mil casos de estupro foram notificados em 2023, sendo que a maioria das vítimas são mulheres e meninas menores de idade.
A subnotificação, no entanto, é um problema recorrente. Estima-se que apenas 10% das vítimas de violência sexual no Brasil denunciem os agressores, seja por medo, vergonha ou desconfiança nas instituições. Casos como o de Daniel Alves, que ganham visibilidade, frequentemente expõem essas fragilidades e alimentam a percepção de impunidade.
Debate público em alta
A reação de Luana Piovani reflete o sentimento de uma parcela significativa da sociedade que vê na absolvição de Daniel Alves um retrocesso na luta contra a violência de gênero. Nas redes sociais, hashtags relacionadas ao caso começaram a circular logo após o anúncio da decisão, com usuários divididos entre os que celebram a liberdade do jogador e os que lamentam o que consideram uma falha judicial.
Organizações feministas espanholas já sinalizaram que pretendem organizar atos para cobrar maior rigor em casos de abuso sexual. Em Barcelona, onde o crime ocorreu, moradores locais relataram à imprensa espanhola um clima de indignação, especialmente entre mulheres que frequentam a vida noturna da cidade.
A trajetória de Daniel Alves, que já foi um dos maiores nomes do futebol mundial, com passagens por clubes como Barcelona, Juventus e PSG, além de títulos pela seleção brasileira, agora fica marcada por esse episódio. Aos 41 anos, o jogador não atua profissionalmente desde sua saída do Pumas, do México, em 2022, antes de ser preso.
Fatos que chamam atenção
O caso de Daniel Alves traz alguns detalhes que ajudam a entender sua complexidade e o impacto na opinião pública:
- A boate Sutton, onde o crime teria ocorrido, é conhecida por atrair celebridades e turistas em Barcelona.
- Alves negou as acusações desde o início, afirmando que o encontro foi consensual.
- A vítima, cuja identidade é preservada, recebeu apoio de grupos feministas durante o processo.
- A fiança de 1 milhão de euros foi uma das mais altas já registradas em casos semelhantes na Espanha.
Esses elementos mostram como o caso transcende o âmbito judicial, alcançando questões sociais e culturais que continuam a desafiar autoridades e a sociedade como um todo.
