A escolha do próximo técnico da Seleção Brasileira ganhou um novo capítulo com a preferência popular apontando para Jorge Jesus. Em uma enquete realizada entre sexta-feira e domingo, o treinador português, atualmente no Al-Hilal, da Arábia Saudita, conquistou 37,36% dos quase 100 mil votos contabilizados. O resultado reflete o desejo de torcedores por um nome que combine experiência internacional e familiaridade com o futebol brasileiro, colocando Jesus à frente de nomes consagrados como Carlo Ancelotti, o favorito inicial da CBF. A votação expõe um contraste entre a opinião pública e os planos da entidade, que agora enfrenta pressão para alinhar suas estratégias às expectativas da torcida.
Enquanto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) mantém Carlo Ancelotti como prioridade, as negociações com o italiano do Real Madrid seguem complexas devido ao seu contrato até 2026 e ao Mundial de Clubes em julho. Jorge Jesus, por outro lado, aparece como uma alternativa mais acessível, com conversas já em andamento e a possibilidade de assumir o cargo antes da Data Fifa de junho, quando o Brasil enfrenta Equador e Paraguai pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
O desempenho de Jesus no Al-Hilal, onde acumula 83% de aproveitamento em 123 jogos e quatro títulos, reforça sua credibilidade. Sua passagem marcante pelo Flamengo entre 2019 e 2020, com conquistas como a Libertadores e o Brasileirão, também pesa a seu favor, alimentando o apoio popular que o coloca como líder na enquete.
NOTA OFICIAL 🇧🇷
A Confederação Brasileira de Futebol informa que o técnico Dorival Júnior não comanda mais a Seleção Brasileira. A direção agradece ao profissional e deseja sucesso na continuidade de sua carreira. A partir de agora, a CBF vai trabalhar em busca do substituto.… pic.twitter.com/CVbTAOaYPQ
— CBF Futebol (@CBF_Futebol) March 28, 2025
Por que Jorge Jesus conquistou os torcedores?
Entre os quase 97 mil participantes da votação, Jorge Jesus recebeu 36.368 votos, um número que reflete sua popularidade e o impacto de seu trabalho no Brasil. Sua gestão no Flamengo deixou um legado de futebol ofensivo e resultados expressivos, com cinco títulos em pouco mais de um ano. Esse histórico ressoa entre os torcedores, que veem no português a capacidade de transformar a Seleção, atualmente na quarta posição das Eliminatórias com 21 pontos, dez atrás da líder Argentina.
Além disso, a disposição de Jesus em assumir o comando antes do Mundial de Clubes, diferentemente de Ancelotti, que só estaria disponível após julho, é um fator prático que agrada. O treinador já manifestou publicamente o sonho de liderar a Seleção Brasileira, o que fortalece sua conexão emocional com o público.
Outro ponto a favor é sua experiência em lidar com elencos de alto nível. No Al-Hilal, Jesus perdeu apenas 9 de 123 jogos, mantendo uma média de 2,7 gols por partida. Esses números impressionam e contrastam com a instabilidade recente da Seleção sob Dorival Júnior, demitido após uma goleada de 4 a 1 para a Argentina.
Números da enquete revelam preferências claras
A votação trouxe uma hierarquia definida entre os nomes cogitados para o cargo:
- Jorge Jesus (Al-Hilal): 37,36% – 36.368 votos
- Renato Gaúcho (sem clube): 21,14% – 20.581 votos
- Abel Ferreira (Palmeiras): 20,15% – 19.620 votos
- Carlo Ancelotti (Real Madrid): 8,5% – 8.277 votos
- Filipe Luís (Flamengo): 8,12% – 7.905 votos
- Outros: 4,73% – 4.604 votos
O que está em jogo na escolha do novo técnico?
Com a demissão de Dorival Júnior sacramentada na sexta-feira, a CBF busca um nome capaz de reverter o cenário preocupante nas Eliminatórias. A derrota por 4 a 1 para a Argentina, na última rodada, foi o estopim para a saída do treinador, que em 16 jogos obteve sete vitórias, sete empates e duas derrotas – um aproveitamento de 58% considerado insuficiente para uma seleção pentacampeã mundial.
A pressão por resultados imediatos é evidente. Os próximos compromissos oficiais, em junho, contra Equador e Paraguai, exigem um comandante que chegue com autoridade e estratégia definida. Jorge Jesus, com sua liberação potencialmente facilitada pelo término do Campeonato Saudita em maio, surge como uma solução viável para esse calendário apertado.
Internamente, a CBF debate o perfil ideal para o cargo. Enquanto Ancelotti representa o sonho de um técnico de elite europeia, com duas Ligas dos Campeões pelo Real Madrid, sua chegada depende de negociações prolongadas com o clube espanhol. Já Jesus, com contrato até o fim do Mundial de Clubes e uma multa regressiva, oferece uma transição mais rápida e menos custosa.
Jorge Jesus e sua trajetória vitoriosa
A carreira de Jorge Jesus é marcada por conquistas em diferentes contextos. No Flamengo, entre 2019 e 2020, ele revolucionou o time com um estilo agressivo, conquistando a Libertadores, o Brasileirão, a Recopa Sul-Americana, a Supercopa do Brasil e o Carioca. Essa passagem de apenas 13 meses deixou uma impressão duradoura, com 43 vitórias em 57 jogos – um aproveitamento de 75,4%.
No Al-Hilal, desde 2023, o português mantém um nível elevado. Além do Campeonato Saudita, ele venceu a Copa do Rei e duas Supercopas, somando 98 vitórias em 123 partidas. Sua equipe criou 427 grandes chances de gol nesse período, convertendo 272, o que demonstra uma consistência ofensiva rara.
Antes disso, Jesus já havia brilhado em Portugal, com passagens por Benfica e Sporting, onde acumulou 10 títulos, incluindo três edições do Campeonato Português. Aos 70 anos, o treinador combina experiência, carisma e um histórico que o credencia como um dos mais preparados para o desafio de liderar a Seleção Brasileira.
A relação conturbada com Neymar
Um aspecto que não passa despercebido é o atrito entre Jorge Jesus e Neymar, principal estrela da Seleção. Em janeiro, enquanto estavam no Al-Hilal, o atacante criticou o treinador por comentários sobre sua condição física após uma lesão grave no joelho. Neymar afirmou estar pronto para jogar, mas Jesus optou por não inscrevê-lo no Campeonato Saudita, gerando descontentamento público.
Apesar disso, o português elogiou Neymar após sua saída do clube, chamando-o de “o melhor jogador que já treinei”. Nos bastidores da CBF, a relação entre os dois não foi um obstáculo nas conversas iniciais com Jesus, que teria sinalizado interesse em resolver eventuais arestas para trabalhar com o camisa 10 na Seleção.
Cronograma decisivo para a CBF
O calendário da Seleção Brasileira impõe urgência na decisão:
- 5 de junho: Brasil x Equador (Eliminatórias)
- 10 de junho: Brasil x Paraguai (Eliminatórias)
- 15 de junho a 13 de julho: Mundial de Clubes (Al-Hilal e Real Madrid)
- 26 de maio: Fim do Campeonato Saudita
Ancelotti: o plano A que divide opiniões
Carlo Ancelotti, técnico do Real Madrid, segue como o nome dos sonhos de Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF. Com um currículo que inclui quatro Ligas dos Campeões e títulos nacionais em cinco países, o italiano é visto como um símbolo de prestígio. No entanto, sua popularidade entre os torcedores foi baixa na enquete, com apenas 8,5% dos votos.
A espera por Ancelotti pode prolongar a incerteza no comando técnico. Seu contrato com o Real Madrid vai até junho de 2026, e o clube disputa o Mundial de Clubes entre junho e julho. Essa agenda conflita com os jogos de junho da Seleção, o que força a CBF a considerar alternativas mais imediatas, como Jorge Jesus.
A relação de Ancelotti com jogadores brasileiros como Vinicius Júnior, Rodrygo e Endrick é um trunfo. Mesmo assim, a demora em sua liberação e a preferência popular por Jesus colocam o italiano em uma posição delicada na disputa pelo cargo.
Outros nomes no radar da torcida
Renato Gaúcho, com 21,14% dos votos, aparece como o segundo mais votado. Sem clube desde sua saída do Grêmio, onde conquistou 10 títulos, o treinador é um nome conhecido no futebol brasileiro, mas sua falta de experiência internacional pesa contra ele. Abel Ferreira, terceiro com 20,15%, vive um momento de sucesso no Palmeiras, com 10 troféus desde 2020, mas seu contrato até 2025 e o desejo de trabalhar na Europa dificultam uma mudança imediata.
Filipe Luís, com 8,12%, é uma surpresa positiva. Aos 39 anos, o técnico do Flamengo conquistou três títulos em sete meses, mas sua inexperiência no comando de uma seleção ainda gera cautela. A opção “Outros”, com 4,73%, sugere que nomes como Pep Guardiola e José Mourinho também circulam entre os torcedores, embora sem força significativa na votação.
Impacto da escolha no futuro da Seleção
Escolher o novo técnico é uma decisão que vai além de resultados imediatos. A Seleção Brasileira vive um momento de transição, com jovens talentos como Vinicius Júnior e Raphinha despontando, mas sem a consistência necessária para competir com rivais como a Argentina. O próximo treinador terá a missão de unir o elenco e resgatar a confiança perdida após tropeços recentes.
Jorge Jesus, com seu estilo direto e histórico de vitórias, parece alinhado às demandas do momento. Sua capacidade de impor disciplina e extrair o melhor de jogadores de alto nível é vista como um diferencial. A torcida, pelo menos, já fez sua escolha, dando ao português um respaldo expressivo na enquete.
A CBF, por sua vez, precisa pesar os prós e contras de cada candidato. A pressa para definir o comando antes de junho e a pressão popular por Jesus podem acelerar as negociações com o treinador do Al-Hilal, enquanto Ancelotti permanece como um plano de longo prazo.
Curiosidades sobre Jorge Jesus na votação
Alguns dados destacam o peso de Jorge Jesus na preferência dos torcedores:
- Ele recebeu mais votos que Renato Gaúcho e Abel Ferreira juntos em algumas regiões do Brasil.
- Sua passagem pelo Flamengo foi citada por 68% dos votantes como principal motivo da escolha, segundo comentários na plataforma da enquete.
- Jesus é o único treinador estrangeiro entre os cinco mais votados, reforçando sua aceitação no país.
Expectativas para os próximos passos
Com a saída de Dorival Júnior, a CBF intensifica os contatos com Jorge Jesus, que já sinalizou interesse em assumir o cargo. A entidade planeja uma resolução nas próximas semanas, aproveitando o fim da temporada saudita em maio para negociar com o Al-Hilal. A possibilidade de pagar uma multa regressiva facilita o processo, mas o clube árabe ainda não se posicionou oficialmente.
Enquanto isso, a torcida acompanha de perto cada movimentação. A escolha de Jesus representaria uma aposta em um nome testado e aprovado no Brasil, mas com visão global. Se concretizada, sua chegada pode marcar o início de uma nova era para a Seleção, com foco em resultados e na reconstrução de uma identidade competitiva.

A escolha do próximo técnico da Seleção Brasileira ganhou um novo capítulo com a preferência popular apontando para Jorge Jesus. Em uma enquete realizada entre sexta-feira e domingo, o treinador português, atualmente no Al-Hilal, da Arábia Saudita, conquistou 37,36% dos quase 100 mil votos contabilizados. O resultado reflete o desejo de torcedores por um nome que combine experiência internacional e familiaridade com o futebol brasileiro, colocando Jesus à frente de nomes consagrados como Carlo Ancelotti, o favorito inicial da CBF. A votação expõe um contraste entre a opinião pública e os planos da entidade, que agora enfrenta pressão para alinhar suas estratégias às expectativas da torcida.
Enquanto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) mantém Carlo Ancelotti como prioridade, as negociações com o italiano do Real Madrid seguem complexas devido ao seu contrato até 2026 e ao Mundial de Clubes em julho. Jorge Jesus, por outro lado, aparece como uma alternativa mais acessível, com conversas já em andamento e a possibilidade de assumir o cargo antes da Data Fifa de junho, quando o Brasil enfrenta Equador e Paraguai pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
O desempenho de Jesus no Al-Hilal, onde acumula 83% de aproveitamento em 123 jogos e quatro títulos, reforça sua credibilidade. Sua passagem marcante pelo Flamengo entre 2019 e 2020, com conquistas como a Libertadores e o Brasileirão, também pesa a seu favor, alimentando o apoio popular que o coloca como líder na enquete.
NOTA OFICIAL 🇧🇷
A Confederação Brasileira de Futebol informa que o técnico Dorival Júnior não comanda mais a Seleção Brasileira. A direção agradece ao profissional e deseja sucesso na continuidade de sua carreira. A partir de agora, a CBF vai trabalhar em busca do substituto.… pic.twitter.com/CVbTAOaYPQ
— CBF Futebol (@CBF_Futebol) March 28, 2025
Por que Jorge Jesus conquistou os torcedores?
Entre os quase 97 mil participantes da votação, Jorge Jesus recebeu 36.368 votos, um número que reflete sua popularidade e o impacto de seu trabalho no Brasil. Sua gestão no Flamengo deixou um legado de futebol ofensivo e resultados expressivos, com cinco títulos em pouco mais de um ano. Esse histórico ressoa entre os torcedores, que veem no português a capacidade de transformar a Seleção, atualmente na quarta posição das Eliminatórias com 21 pontos, dez atrás da líder Argentina.
Além disso, a disposição de Jesus em assumir o comando antes do Mundial de Clubes, diferentemente de Ancelotti, que só estaria disponível após julho, é um fator prático que agrada. O treinador já manifestou publicamente o sonho de liderar a Seleção Brasileira, o que fortalece sua conexão emocional com o público.
Outro ponto a favor é sua experiência em lidar com elencos de alto nível. No Al-Hilal, Jesus perdeu apenas 9 de 123 jogos, mantendo uma média de 2,7 gols por partida. Esses números impressionam e contrastam com a instabilidade recente da Seleção sob Dorival Júnior, demitido após uma goleada de 4 a 1 para a Argentina.
Números da enquete revelam preferências claras
A votação trouxe uma hierarquia definida entre os nomes cogitados para o cargo:
- Jorge Jesus (Al-Hilal): 37,36% – 36.368 votos
- Renato Gaúcho (sem clube): 21,14% – 20.581 votos
- Abel Ferreira (Palmeiras): 20,15% – 19.620 votos
- Carlo Ancelotti (Real Madrid): 8,5% – 8.277 votos
- Filipe Luís (Flamengo): 8,12% – 7.905 votos
- Outros: 4,73% – 4.604 votos
O que está em jogo na escolha do novo técnico?
Com a demissão de Dorival Júnior sacramentada na sexta-feira, a CBF busca um nome capaz de reverter o cenário preocupante nas Eliminatórias. A derrota por 4 a 1 para a Argentina, na última rodada, foi o estopim para a saída do treinador, que em 16 jogos obteve sete vitórias, sete empates e duas derrotas – um aproveitamento de 58% considerado insuficiente para uma seleção pentacampeã mundial.
A pressão por resultados imediatos é evidente. Os próximos compromissos oficiais, em junho, contra Equador e Paraguai, exigem um comandante que chegue com autoridade e estratégia definida. Jorge Jesus, com sua liberação potencialmente facilitada pelo término do Campeonato Saudita em maio, surge como uma solução viável para esse calendário apertado.
Internamente, a CBF debate o perfil ideal para o cargo. Enquanto Ancelotti representa o sonho de um técnico de elite europeia, com duas Ligas dos Campeões pelo Real Madrid, sua chegada depende de negociações prolongadas com o clube espanhol. Já Jesus, com contrato até o fim do Mundial de Clubes e uma multa regressiva, oferece uma transição mais rápida e menos custosa.
Jorge Jesus e sua trajetória vitoriosa
A carreira de Jorge Jesus é marcada por conquistas em diferentes contextos. No Flamengo, entre 2019 e 2020, ele revolucionou o time com um estilo agressivo, conquistando a Libertadores, o Brasileirão, a Recopa Sul-Americana, a Supercopa do Brasil e o Carioca. Essa passagem de apenas 13 meses deixou uma impressão duradoura, com 43 vitórias em 57 jogos – um aproveitamento de 75,4%.
No Al-Hilal, desde 2023, o português mantém um nível elevado. Além do Campeonato Saudita, ele venceu a Copa do Rei e duas Supercopas, somando 98 vitórias em 123 partidas. Sua equipe criou 427 grandes chances de gol nesse período, convertendo 272, o que demonstra uma consistência ofensiva rara.
Antes disso, Jesus já havia brilhado em Portugal, com passagens por Benfica e Sporting, onde acumulou 10 títulos, incluindo três edições do Campeonato Português. Aos 70 anos, o treinador combina experiência, carisma e um histórico que o credencia como um dos mais preparados para o desafio de liderar a Seleção Brasileira.
A relação conturbada com Neymar
Um aspecto que não passa despercebido é o atrito entre Jorge Jesus e Neymar, principal estrela da Seleção. Em janeiro, enquanto estavam no Al-Hilal, o atacante criticou o treinador por comentários sobre sua condição física após uma lesão grave no joelho. Neymar afirmou estar pronto para jogar, mas Jesus optou por não inscrevê-lo no Campeonato Saudita, gerando descontentamento público.
Apesar disso, o português elogiou Neymar após sua saída do clube, chamando-o de “o melhor jogador que já treinei”. Nos bastidores da CBF, a relação entre os dois não foi um obstáculo nas conversas iniciais com Jesus, que teria sinalizado interesse em resolver eventuais arestas para trabalhar com o camisa 10 na Seleção.
Cronograma decisivo para a CBF
O calendário da Seleção Brasileira impõe urgência na decisão:
- 5 de junho: Brasil x Equador (Eliminatórias)
- 10 de junho: Brasil x Paraguai (Eliminatórias)
- 15 de junho a 13 de julho: Mundial de Clubes (Al-Hilal e Real Madrid)
- 26 de maio: Fim do Campeonato Saudita
Ancelotti: o plano A que divide opiniões
Carlo Ancelotti, técnico do Real Madrid, segue como o nome dos sonhos de Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF. Com um currículo que inclui quatro Ligas dos Campeões e títulos nacionais em cinco países, o italiano é visto como um símbolo de prestígio. No entanto, sua popularidade entre os torcedores foi baixa na enquete, com apenas 8,5% dos votos.
A espera por Ancelotti pode prolongar a incerteza no comando técnico. Seu contrato com o Real Madrid vai até junho de 2026, e o clube disputa o Mundial de Clubes entre junho e julho. Essa agenda conflita com os jogos de junho da Seleção, o que força a CBF a considerar alternativas mais imediatas, como Jorge Jesus.
A relação de Ancelotti com jogadores brasileiros como Vinicius Júnior, Rodrygo e Endrick é um trunfo. Mesmo assim, a demora em sua liberação e a preferência popular por Jesus colocam o italiano em uma posição delicada na disputa pelo cargo.
Outros nomes no radar da torcida
Renato Gaúcho, com 21,14% dos votos, aparece como o segundo mais votado. Sem clube desde sua saída do Grêmio, onde conquistou 10 títulos, o treinador é um nome conhecido no futebol brasileiro, mas sua falta de experiência internacional pesa contra ele. Abel Ferreira, terceiro com 20,15%, vive um momento de sucesso no Palmeiras, com 10 troféus desde 2020, mas seu contrato até 2025 e o desejo de trabalhar na Europa dificultam uma mudança imediata.
Filipe Luís, com 8,12%, é uma surpresa positiva. Aos 39 anos, o técnico do Flamengo conquistou três títulos em sete meses, mas sua inexperiência no comando de uma seleção ainda gera cautela. A opção “Outros”, com 4,73%, sugere que nomes como Pep Guardiola e José Mourinho também circulam entre os torcedores, embora sem força significativa na votação.
Impacto da escolha no futuro da Seleção
Escolher o novo técnico é uma decisão que vai além de resultados imediatos. A Seleção Brasileira vive um momento de transição, com jovens talentos como Vinicius Júnior e Raphinha despontando, mas sem a consistência necessária para competir com rivais como a Argentina. O próximo treinador terá a missão de unir o elenco e resgatar a confiança perdida após tropeços recentes.
Jorge Jesus, com seu estilo direto e histórico de vitórias, parece alinhado às demandas do momento. Sua capacidade de impor disciplina e extrair o melhor de jogadores de alto nível é vista como um diferencial. A torcida, pelo menos, já fez sua escolha, dando ao português um respaldo expressivo na enquete.
A CBF, por sua vez, precisa pesar os prós e contras de cada candidato. A pressa para definir o comando antes de junho e a pressão popular por Jesus podem acelerar as negociações com o treinador do Al-Hilal, enquanto Ancelotti permanece como um plano de longo prazo.
Curiosidades sobre Jorge Jesus na votação
Alguns dados destacam o peso de Jorge Jesus na preferência dos torcedores:
- Ele recebeu mais votos que Renato Gaúcho e Abel Ferreira juntos em algumas regiões do Brasil.
- Sua passagem pelo Flamengo foi citada por 68% dos votantes como principal motivo da escolha, segundo comentários na plataforma da enquete.
- Jesus é o único treinador estrangeiro entre os cinco mais votados, reforçando sua aceitação no país.
Expectativas para os próximos passos
Com a saída de Dorival Júnior, a CBF intensifica os contatos com Jorge Jesus, que já sinalizou interesse em assumir o cargo. A entidade planeja uma resolução nas próximas semanas, aproveitando o fim da temporada saudita em maio para negociar com o Al-Hilal. A possibilidade de pagar uma multa regressiva facilita o processo, mas o clube árabe ainda não se posicionou oficialmente.
Enquanto isso, a torcida acompanha de perto cada movimentação. A escolha de Jesus representaria uma aposta em um nome testado e aprovado no Brasil, mas com visão global. Se concretizada, sua chegada pode marcar o início de uma nova era para a Seleção, com foco em resultados e na reconstrução de uma identidade competitiva.
