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3 Apr 2025, Thu

Yassine Cheuko revela proibição nos campos da MLS e alerta sobre assédio a Messi

Lionel Messi


Desde que Lionel Messi desembarcou nos Estados Unidos em julho de 2023 para jogar pelo Inter Miami, o astro argentino trouxe consigo não apenas seu talento inigualável, mas também uma legião de fãs apaixonados e um desafio crescente para a segurança nos estádios. Yassine Cheuko, ex-soldado americano e guarda-costas pessoal do camisa 10, tornou-se uma figura quase tão conhecida quanto o próprio jogador, frequentemente visto correndo à beira do campo para proteger o craque de invasores. Contudo, uma recente decisão da Major League Soccer (MLS) mudou esse cenário: Cheuko foi proibido de entrar nos gramados durante as partidas, medida que também se estende aos jogos da Concacaf Champions Cup. Em entrevista ao canal “House of Highlights”, no Youtube, o segurança lamentou o veto, destacando que o problema do assédio a Messi nos EUA só aumentou desde sua chegada, e sua exclusão do campo não resolve a questão.

A trajetória de Yassine Cheuko com Messi não começou na Flórida. Antes de acompanhar o argentino na MLS, ele já trabalhava ao seu lado na Europa, durante os tempos de Paris Saint-Germain, nas competições da Ligue 1 e da Champions League. Lá, porém, o ambiente era bem diferente. Em sete anos atuando no futebol europeu, ele testemunhou apenas seis invasões de campo, um número que reflete a rigidez das medidas de segurança no continente. Nos Estados Unidos, em menos de dois anos, o cenário mudou drasticamente: foram 16 invasores em 20 meses, um aumento que ele atribui tanto à popularidade de Messi quanto à menor eficiência da segurança local. Para Cheuko, essa disparidade evidencia um problema estrutural na MLS, que a proibição de sua presença nos gramados não consegue endereçar.

Apesar da experiência militar no Iraque e no Afeganistão e do treinamento em artes marciais, como boxe e outras disciplinas, Yassine nem sempre consegue conter o entusiasmo dos torcedores americanos. Um episódio marcante ocorreu em fevereiro deste ano, durante um amistoso do Inter Miami contra o Sporting San Miguelito, no Panamá. Um fã invadiu o campo, driblou o segurança e conseguiu abraçar Messi, deixando Cheuko no chão em uma cena que rapidamente viralizou nas redes sociais. O incidente, embora isolado, reforça a percepção de que o assédio ao craque ultrapassa as capacidades de um único profissional, por mais preparado que seja.

Quem é Yassine Cheuko, o fiel escudeiro de Messi

Nascido nos Estados Unidos, Yassine Cheuko carrega um currículo impressionante que vai além do futebol. Veterano de guerra, ele serviu em missões no Iraque e no Afeganistão, onde desenvolveu habilidades que hoje aplica na proteção de uma das maiores estrelas do esporte mundial. Especialista em artes marciais, com destaque para o boxe, Cheuko já participou de torneios e mantém uma rotina de treinos que compartilha esporadicamente em suas redes sociais. Sua escolha para o papel de guarda-costas de Messi não foi aleatória: ele foi selecionado pessoalmente por David Beckham, um dos proprietários do Inter Miami, para garantir a segurança do argentino e de sua família durante a estadia nos EUA.

A presença de Cheuko ao lado de Messi vai muito além dos gramados. Ele é o primeiro a descer do ônibus da equipe para inspecionar os locais antes dos jogos, acompanha o jogador até o vestiário e permanece atento durante treinos e eventos públicos. Em momentos de lazer, como idas ao supermercado com a família de Messi, o segurança também está por perto, sempre vigilante. Essa dedicação o transformou em uma figura icônica, frequentemente capturada em vídeos e fotos que circulam na internet, seja barrando torcedores ou apenas seguindo os passos do craque.

O impacto de Messi na MLS e o aumento das invasões

A chegada de Lionel Messi ao Inter Miami, em julho de 2023, marcou um ponto de virada para a Major League Soccer. Além de elevar o nível técnico da competição, o argentino impulsionou a visibilidade da liga, atraindo multidões aos estádios e gerando um impacto financeiro significativo. Dados mostram que a média de público da MLS em 2024 chegou a 23.246 torcedores por jogo, um aumento de 7% em relação ao ano anterior, antes da chegada de Messi. No caso do Inter Miami, o crescimento foi ainda mais expressivo: a média de público nos jogos em casa subiu 26,6% em comparação com 2023, refletindo o fenômeno que acompanha o camisa 10 por onde passa.

Esse sucesso, porém, trouxe desafios inesperados. O entusiasmo dos torcedores americanos, menos acostumados a conviver com estrelas do calibre de Messi, resultou em um número crescente de invasões de campo. Diferentemente da Europa, onde os protocolos de segurança são mais rígidos e os fãs raramente conseguem acessar o gramado, os EUA enfrentam uma onda de incidentes que expõem vulnerabilidades nos estádios da MLS. Yassine Cheuko, com sua experiência, tornou-se uma barreira extra, mas nem mesmo ele consegue deter todos os invasores, como ficou evidente no episódio do Panamá.

Para ilustrar a dimensão do problema, alguns números impressionam:

  • Em sete anos na Europa, Cheuko registrou 6 invasões de campo.
  • Nos EUA, em menos de dois anos, foram 16 casos, mais que o dobro em um terço do tempo.
  • Apenas em 2024, pelo menos três invasões foram registradas em jogos do Inter Miami, todas contidas com a intervenção de Cheuko ou da segurança local.

Por que a MLS barrou o segurança de Messi

A decisão da MLS de proibir Yassine Cheuko de entrar nos gramados pegou muitos de surpresa, especialmente diante do aumento das invasões. Embora a liga não tenha detalhado publicamente os motivos, especula-se que a medida vise padronizar os protocolos de segurança, evitando que seguranças pessoais interfiram no trabalho das equipes dos estádios. A presença de Cheuko correndo ao lado do campo, muitas vezes em momentos de jogo, pode ter sido vista como uma distração ou até uma violação das regras da competição, que delegam a proteção dos jogadores exclusivamente aos stewards contratados pelos clubes e pela organização.

Cheuko, por sua vez, não escondeu a frustração. Ele argumenta que sua exclusão não aborda a raiz do problema: a falta de preparo das equipes de segurança locais para lidar com o assédio a Messi. Em sua entrevista ao “House of Highlights”, o guarda-costas fez um apelo à MLS e à Concacaf, предлагая colaboração. Ele destacou que ama as competições e está disposto a ajudar, trazendo sua experiência de anos no futebol europeu para melhorar a segurança nos estádios americanos.

O veto a Cheuko também levanta questões sobre como a MLS planeja proteger Messi daqui para frente. Com a popularidade do argentino em alta e a possibilidade de sua última temporada na liga em 2025, a liga precisará encontrar soluções eficazes para conter os fãs mais exaltados, especialmente em jogos decisivos como os playoffs ou as partidas internacionais da Concacaf.

Momentos marcantes de Cheuko em ação

Ao longo de quase dois anos nos EUA, Yassine Cheuko protagonizou cenas que ficarão na memória dos torcedores do Inter Miami. Sua agilidade e dedicação renderam vídeos virais e até mesmo comparações com zagueiros por sua capacidade de “marcar” Messi melhor que muitos adversários. Alguns desses momentos incluem:

  • Em setembro de 2023, contra o Los Angeles FC, ele correu mais rápido que um torcedor e o interceptou antes que chegasse ao craque.
  • Em abril de 2024, durante uma vitória sobre o Sporting Kansas City, Cheuko entrou nos acréscimos para barrar um fã que tentava uma selfie com Messi.
  • No incidente do Panamá, em fevereiro deste ano, apesar de ser driblado, ele se levantou rapidamente para garantir que o torcedor fosse retirado sem causar mais transtornos.

Esses episódios mostram o quanto Cheuko se tornou essencial na rotina de Messi, mas também expõem os limites de sua atuação como segurança solitário em um ambiente de multidões descontroladas.

A vida além da segurança: o lado empreendedor de Cheuko

Fora dos gramados, Yassine Cheuko também chama atenção por sua versatilidade. Em abril de 2024, ele lançou sua própria marca de roupas, chamada Voclain, inspirada em duas cidades que marcaram sua vida: Paris, onde trabalhou com Messi no PSG, e Miami, seu lar atual. A marca busca combinar o luxo parisiense com as cores vibrantes da Flórida, um reflexo de sua trajetória entre dois mundos. O empreendimento, anunciado em suas redes sociais, surpreendeu muitos fãs, que o viam apenas como o “guarda-costas de Messi”.

Esse lado empreendedor mostra que Cheuko não se limita ao papel de protetor. Sua exposição ao lado de uma das maiores celebridades do esporte abriu portas para novos projetos, aproveitando a visibilidade que ganhou desde 2023. Ainda assim, ele mantém o foco em sua missão principal: garantir a segurança de Messi, mesmo que agora tenha que fazer isso de fora do campo.

O assédio a Messi em números e comparações

O fenômeno Messi nos Estados Unidos não é apenas uma percepção subjetiva; os números comprovam seu impacto. Em 2024, a MLS registrou uma média de 23.246 torcedores por jogo, mas os duelos do Inter Miami frequentemente superam essa marca. Em um confronto contra o Sporting Kansas City, no Arrowhead Stadium, mais de 70 mil pessoas lotaram as arquibancadas, estabelecendo o recorde de público da temporada. Esse aumento de interesse também eleva os riscos de incidentes, como as invasões de campo.

Comparado à Europa, o assédio a Messi nos EUA é mais visível e menos controlado. Na Ligue 1 e na Champions League, onde Cheuko trabalhou por sete anos, as invasões eram raras, com apenas seis registros. Nos EUA, o número de 16 em 20 meses indica uma média de quase uma invasão por mês, um desafio que a MLS ainda parece despreparada para enfrentar. A proibição de Cheuko, nesse contexto, pode ser um sinal de que a liga busca soluções internas, mas os resultados práticos ainda estão por vir.

Como o veto a Cheuko afeta o dia a dia de Messi

Sem Yassine Cheuko ao seu lado nos gramados, Lionel Messi enfrenta um novo cenário em sua rotina nos EUA. O argentino, acostumado à presença constante do segurança desde sua chegada ao Inter Miami, agora depende exclusivamente das equipes de segurança dos estádios. Isso pode trazer mudanças sutis, mas significativas, especialmente em jogos fora de casa, onde o assédio costuma ser mais intenso.

Em partidas recentes, como a vitória sobre o Toronto FC em outubro de 2024, Cheuko ainda aparecia em ação, interceptando torcedores antes que chegassem ao craque. Com o veto em vigor, essas intervenções rápidas não serão mais possíveis, e a responsabilidade recai sobre os stewards locais, muitas vezes criticados pelo próprio Cheuko por falta de foco. Em um desabafo nas redes sociais, após o incidente no Panamá, ele chegou a pedir que os profissionais de segurança “façam o trabalho pelo qual foram pagos”, apontando que muitos estão mais interessados em assistir ao jogo do que em proteger os jogadores.

Para Messi, que já conquistou a Leagues Cup em 2023 e segue como líder da Conferência Leste em 2024, o impacto pode ser mais psicológico do que prático. Aos 37 anos, o argentino mantém o mesmo magnetismo que o tornou alvo de multidões ao longo da carreira, mas agora precisará confiar em um sistema que, segundo seu próprio segurança, ainda deixa a desejar.

Cronograma das invasões e a evolução do problema

O aumento das invasões de campo desde a chegada de Messi ao Inter Miami pode ser acompanhado por uma linha do tempo clara:

  • Julho de 2023: Messi estreia na MLS, e a primeira invasão é registrada em seu segundo jogo, contra o Orlando City.
  • Setembro de 2023: Durante o duelo com o Los Angeles FC, Cheuko barra um torcedor, marcando o início de sua fama online.
  • Fevereiro de 2024: No amistoso no Panamá, um fã dribla Cheuko e abraça Messi, expondo fragilidades na segurança.
  • Outubro de 2024: Na vitória sobre o Toronto FC, mais uma tentativa de invasão é contida, mas já sob o alerta de Cheuko sobre o problema crescente.

Esse cronograma reflete não apenas a popularidade de Messi, mas também a dificuldade da MLS em adaptar seus protocolos a um jogador que atrai atenções como poucos na história do esporte.

Curiosidades sobre o trabalho de Cheuko

Yassine Cheuko não é apenas um rosto conhecido nos estádios; seu trabalho e sua vida rendem histórias interessantes:

  • Ele já foi confundido com um jogador por torcedores desavisados devido à sua presença constante na linha lateral.
  • Sua marca de roupas, Voclain, já atraiu interesse de fãs de Messi, que veem o segurança como uma extensão do carisma do craque.
  • Apesar de sua formação militar, Cheuko enfatiza que nunca machuca os invasores, priorizando a segurança de todos no campo.

Esses detalhes mostram como o guarda-costas se tornou uma figura única no universo do futebol americano, indo além do papel tradicional de segurança.






Desde que Lionel Messi desembarcou nos Estados Unidos em julho de 2023 para jogar pelo Inter Miami, o astro argentino trouxe consigo não apenas seu talento inigualável, mas também uma legião de fãs apaixonados e um desafio crescente para a segurança nos estádios. Yassine Cheuko, ex-soldado americano e guarda-costas pessoal do camisa 10, tornou-se uma figura quase tão conhecida quanto o próprio jogador, frequentemente visto correndo à beira do campo para proteger o craque de invasores. Contudo, uma recente decisão da Major League Soccer (MLS) mudou esse cenário: Cheuko foi proibido de entrar nos gramados durante as partidas, medida que também se estende aos jogos da Concacaf Champions Cup. Em entrevista ao canal “House of Highlights”, no Youtube, o segurança lamentou o veto, destacando que o problema do assédio a Messi nos EUA só aumentou desde sua chegada, e sua exclusão do campo não resolve a questão.

A trajetória de Yassine Cheuko com Messi não começou na Flórida. Antes de acompanhar o argentino na MLS, ele já trabalhava ao seu lado na Europa, durante os tempos de Paris Saint-Germain, nas competições da Ligue 1 e da Champions League. Lá, porém, o ambiente era bem diferente. Em sete anos atuando no futebol europeu, ele testemunhou apenas seis invasões de campo, um número que reflete a rigidez das medidas de segurança no continente. Nos Estados Unidos, em menos de dois anos, o cenário mudou drasticamente: foram 16 invasores em 20 meses, um aumento que ele atribui tanto à popularidade de Messi quanto à menor eficiência da segurança local. Para Cheuko, essa disparidade evidencia um problema estrutural na MLS, que a proibição de sua presença nos gramados não consegue endereçar.

Apesar da experiência militar no Iraque e no Afeganistão e do treinamento em artes marciais, como boxe e outras disciplinas, Yassine nem sempre consegue conter o entusiasmo dos torcedores americanos. Um episódio marcante ocorreu em fevereiro deste ano, durante um amistoso do Inter Miami contra o Sporting San Miguelito, no Panamá. Um fã invadiu o campo, driblou o segurança e conseguiu abraçar Messi, deixando Cheuko no chão em uma cena que rapidamente viralizou nas redes sociais. O incidente, embora isolado, reforça a percepção de que o assédio ao craque ultrapassa as capacidades de um único profissional, por mais preparado que seja.

Quem é Yassine Cheuko, o fiel escudeiro de Messi

Nascido nos Estados Unidos, Yassine Cheuko carrega um currículo impressionante que vai além do futebol. Veterano de guerra, ele serviu em missões no Iraque e no Afeganistão, onde desenvolveu habilidades que hoje aplica na proteção de uma das maiores estrelas do esporte mundial. Especialista em artes marciais, com destaque para o boxe, Cheuko já participou de torneios e mantém uma rotina de treinos que compartilha esporadicamente em suas redes sociais. Sua escolha para o papel de guarda-costas de Messi não foi aleatória: ele foi selecionado pessoalmente por David Beckham, um dos proprietários do Inter Miami, para garantir a segurança do argentino e de sua família durante a estadia nos EUA.

A presença de Cheuko ao lado de Messi vai muito além dos gramados. Ele é o primeiro a descer do ônibus da equipe para inspecionar os locais antes dos jogos, acompanha o jogador até o vestiário e permanece atento durante treinos e eventos públicos. Em momentos de lazer, como idas ao supermercado com a família de Messi, o segurança também está por perto, sempre vigilante. Essa dedicação o transformou em uma figura icônica, frequentemente capturada em vídeos e fotos que circulam na internet, seja barrando torcedores ou apenas seguindo os passos do craque.

O impacto de Messi na MLS e o aumento das invasões

A chegada de Lionel Messi ao Inter Miami, em julho de 2023, marcou um ponto de virada para a Major League Soccer. Além de elevar o nível técnico da competição, o argentino impulsionou a visibilidade da liga, atraindo multidões aos estádios e gerando um impacto financeiro significativo. Dados mostram que a média de público da MLS em 2024 chegou a 23.246 torcedores por jogo, um aumento de 7% em relação ao ano anterior, antes da chegada de Messi. No caso do Inter Miami, o crescimento foi ainda mais expressivo: a média de público nos jogos em casa subiu 26,6% em comparação com 2023, refletindo o fenômeno que acompanha o camisa 10 por onde passa.

Esse sucesso, porém, trouxe desafios inesperados. O entusiasmo dos torcedores americanos, menos acostumados a conviver com estrelas do calibre de Messi, resultou em um número crescente de invasões de campo. Diferentemente da Europa, onde os protocolos de segurança são mais rígidos e os fãs raramente conseguem acessar o gramado, os EUA enfrentam uma onda de incidentes que expõem vulnerabilidades nos estádios da MLS. Yassine Cheuko, com sua experiência, tornou-se uma barreira extra, mas nem mesmo ele consegue deter todos os invasores, como ficou evidente no episódio do Panamá.

Para ilustrar a dimensão do problema, alguns números impressionam:

  • Em sete anos na Europa, Cheuko registrou 6 invasões de campo.
  • Nos EUA, em menos de dois anos, foram 16 casos, mais que o dobro em um terço do tempo.
  • Apenas em 2024, pelo menos três invasões foram registradas em jogos do Inter Miami, todas contidas com a intervenção de Cheuko ou da segurança local.

Por que a MLS barrou o segurança de Messi

A decisão da MLS de proibir Yassine Cheuko de entrar nos gramados pegou muitos de surpresa, especialmente diante do aumento das invasões. Embora a liga não tenha detalhado publicamente os motivos, especula-se que a medida vise padronizar os protocolos de segurança, evitando que seguranças pessoais interfiram no trabalho das equipes dos estádios. A presença de Cheuko correndo ao lado do campo, muitas vezes em momentos de jogo, pode ter sido vista como uma distração ou até uma violação das regras da competição, que delegam a proteção dos jogadores exclusivamente aos stewards contratados pelos clubes e pela organização.

Cheuko, por sua vez, não escondeu a frustração. Ele argumenta que sua exclusão não aborda a raiz do problema: a falta de preparo das equipes de segurança locais para lidar com o assédio a Messi. Em sua entrevista ao “House of Highlights”, o guarda-costas fez um apelo à MLS e à Concacaf, предлагая colaboração. Ele destacou que ama as competições e está disposto a ajudar, trazendo sua experiência de anos no futebol europeu para melhorar a segurança nos estádios americanos.

O veto a Cheuko também levanta questões sobre como a MLS planeja proteger Messi daqui para frente. Com a popularidade do argentino em alta e a possibilidade de sua última temporada na liga em 2025, a liga precisará encontrar soluções eficazes para conter os fãs mais exaltados, especialmente em jogos decisivos como os playoffs ou as partidas internacionais da Concacaf.

Momentos marcantes de Cheuko em ação

Ao longo de quase dois anos nos EUA, Yassine Cheuko protagonizou cenas que ficarão na memória dos torcedores do Inter Miami. Sua agilidade e dedicação renderam vídeos virais e até mesmo comparações com zagueiros por sua capacidade de “marcar” Messi melhor que muitos adversários. Alguns desses momentos incluem:

  • Em setembro de 2023, contra o Los Angeles FC, ele correu mais rápido que um torcedor e o interceptou antes que chegasse ao craque.
  • Em abril de 2024, durante uma vitória sobre o Sporting Kansas City, Cheuko entrou nos acréscimos para barrar um fã que tentava uma selfie com Messi.
  • No incidente do Panamá, em fevereiro deste ano, apesar de ser driblado, ele se levantou rapidamente para garantir que o torcedor fosse retirado sem causar mais transtornos.

Esses episódios mostram o quanto Cheuko se tornou essencial na rotina de Messi, mas também expõem os limites de sua atuação como segurança solitário em um ambiente de multidões descontroladas.

A vida além da segurança: o lado empreendedor de Cheuko

Fora dos gramados, Yassine Cheuko também chama atenção por sua versatilidade. Em abril de 2024, ele lançou sua própria marca de roupas, chamada Voclain, inspirada em duas cidades que marcaram sua vida: Paris, onde trabalhou com Messi no PSG, e Miami, seu lar atual. A marca busca combinar o luxo parisiense com as cores vibrantes da Flórida, um reflexo de sua trajetória entre dois mundos. O empreendimento, anunciado em suas redes sociais, surpreendeu muitos fãs, que o viam apenas como o “guarda-costas de Messi”.

Esse lado empreendedor mostra que Cheuko não se limita ao papel de protetor. Sua exposição ao lado de uma das maiores celebridades do esporte abriu portas para novos projetos, aproveitando a visibilidade que ganhou desde 2023. Ainda assim, ele mantém o foco em sua missão principal: garantir a segurança de Messi, mesmo que agora tenha que fazer isso de fora do campo.

O assédio a Messi em números e comparações

O fenômeno Messi nos Estados Unidos não é apenas uma percepção subjetiva; os números comprovam seu impacto. Em 2024, a MLS registrou uma média de 23.246 torcedores por jogo, mas os duelos do Inter Miami frequentemente superam essa marca. Em um confronto contra o Sporting Kansas City, no Arrowhead Stadium, mais de 70 mil pessoas lotaram as arquibancadas, estabelecendo o recorde de público da temporada. Esse aumento de interesse também eleva os riscos de incidentes, como as invasões de campo.

Comparado à Europa, o assédio a Messi nos EUA é mais visível e menos controlado. Na Ligue 1 e na Champions League, onde Cheuko trabalhou por sete anos, as invasões eram raras, com apenas seis registros. Nos EUA, o número de 16 em 20 meses indica uma média de quase uma invasão por mês, um desafio que a MLS ainda parece despreparada para enfrentar. A proibição de Cheuko, nesse contexto, pode ser um sinal de que a liga busca soluções internas, mas os resultados práticos ainda estão por vir.

Como o veto a Cheuko afeta o dia a dia de Messi

Sem Yassine Cheuko ao seu lado nos gramados, Lionel Messi enfrenta um novo cenário em sua rotina nos EUA. O argentino, acostumado à presença constante do segurança desde sua chegada ao Inter Miami, agora depende exclusivamente das equipes de segurança dos estádios. Isso pode trazer mudanças sutis, mas significativas, especialmente em jogos fora de casa, onde o assédio costuma ser mais intenso.

Em partidas recentes, como a vitória sobre o Toronto FC em outubro de 2024, Cheuko ainda aparecia em ação, interceptando torcedores antes que chegassem ao craque. Com o veto em vigor, essas intervenções rápidas não serão mais possíveis, e a responsabilidade recai sobre os stewards locais, muitas vezes criticados pelo próprio Cheuko por falta de foco. Em um desabafo nas redes sociais, após o incidente no Panamá, ele chegou a pedir que os profissionais de segurança “façam o trabalho pelo qual foram pagos”, apontando que muitos estão mais interessados em assistir ao jogo do que em proteger os jogadores.

Para Messi, que já conquistou a Leagues Cup em 2023 e segue como líder da Conferência Leste em 2024, o impacto pode ser mais psicológico do que prático. Aos 37 anos, o argentino mantém o mesmo magnetismo que o tornou alvo de multidões ao longo da carreira, mas agora precisará confiar em um sistema que, segundo seu próprio segurança, ainda deixa a desejar.

Cronograma das invasões e a evolução do problema

O aumento das invasões de campo desde a chegada de Messi ao Inter Miami pode ser acompanhado por uma linha do tempo clara:

  • Julho de 2023: Messi estreia na MLS, e a primeira invasão é registrada em seu segundo jogo, contra o Orlando City.
  • Setembro de 2023: Durante o duelo com o Los Angeles FC, Cheuko barra um torcedor, marcando o início de sua fama online.
  • Fevereiro de 2024: No amistoso no Panamá, um fã dribla Cheuko e abraça Messi, expondo fragilidades na segurança.
  • Outubro de 2024: Na vitória sobre o Toronto FC, mais uma tentativa de invasão é contida, mas já sob o alerta de Cheuko sobre o problema crescente.

Esse cronograma reflete não apenas a popularidade de Messi, mas também a dificuldade da MLS em adaptar seus protocolos a um jogador que atrai atenções como poucos na história do esporte.

Curiosidades sobre o trabalho de Cheuko

Yassine Cheuko não é apenas um rosto conhecido nos estádios; seu trabalho e sua vida rendem histórias interessantes:

  • Ele já foi confundido com um jogador por torcedores desavisados devido à sua presença constante na linha lateral.
  • Sua marca de roupas, Voclain, já atraiu interesse de fãs de Messi, que veem o segurança como uma extensão do carisma do craque.
  • Apesar de sua formação militar, Cheuko enfatiza que nunca machuca os invasores, priorizando a segurança de todos no campo.

Esses detalhes mostram como o guarda-costas se tornou uma figura única no universo do futebol americano, indo além do papel tradicional de segurança.






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