Milhões de brasileiros aguardam anualmente o décimo terceiro salário, um benefício que vai além de um simples reforço no orçamento familiar. Para os trabalhadores formais, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o pagamento em duas parcelas é um momento crucial de planejamento financeiro. Em 2025, a projeção indica que mais de 90 milhões de pessoas devem receber o abono, movimentando cerca de R$ 320 bilhões na economia nacional. Esse montante, superior aos R$ 300 bilhões registrados em 2024, reflete o aumento do salário mínimo para R$ 1.518 e a possível antecipação dos depósitos para os segurados do INSS, uma medida que pode trazer alívio já nos primeiros meses do ano.
O impacto do décimo terceiro não se limita ao bolso dos beneficiários. Representando aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto (PIB) anual, ele impulsiona o consumo e a circulação de recursos em momentos estratégicos. Para o setor privado, os prazos fixos de 30 de novembro e 20 de dezembro garantem um aquecimento nas vendas de fim de ano, enquanto a antecipação do INSS, caso confirmada, estimula o comércio em meses como abril e maio. Em 2024, cerca de 60 milhões de empregados formais e 33,7 milhões de segurados receberam o benefício, beneficiando setores como varejo, serviços e turismo. A expectativa para 2025 é de um leve crescimento no número de contemplados, impulsionado pela formalização de empregos e pelo reajuste salarial.
Comerciantes e economistas monitoram de perto as decisões do governo sobre o INSS, já que a liberação antecipada de R$ 68 bilhões pode alterar o ritmo do consumo ao longo do ano. Pequenos municípios, onde os aposentados têm papel econômico relevante, sentem esse efeito de forma especial, com feiras, mercados e farmácias registrando aumento nas vendas. Já os grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, preparam-se para um fim de ano aquecido, liderado pelos pagamentos do setor privado. O cenário promete ser positivo, mas depende de fatores como a aprovação do Orçamento e a logística governamental.
Antecipação do INSS em 2025 ganha destaque
Nos últimos anos, antecipar o décimo terceiro para os segurados do INSS tornou-se uma estratégia recorrente do governo federal para estimular a economia. A prática começou em 2020, como resposta à crise da pandemia de Covid-19, e foi mantida nos anos seguintes, beneficiando milhões de aposentados e pensionistas. Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto em março que liberou as parcelas em abril e maio, enquanto em 2024 os pagamentos começaram em 24 de abril e se estenderam até 7 de junho. Para 2025, a equipe econômica avalia repetir o cronograma, com a possibilidade de adiantar novamente os depósitos, conforme indicam interlocutores do Ministério da Previdência Social.
A confirmação da antecipação, porém, não é automática. Ela depende da situação fiscal do país e da aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), prevista para a segunda quinzena de março. Sem a LOA, o governo enfrenta restrições para autorizar desembolsos significativos, como os R$ 68 bilhões estimados para o abono do INSS. Em 2024, o montante injetado alcançou R$ 67,6 bilhões, contemplando 33,7 milhões de segurados. Para este ano, o número de beneficiados pode ultrapassar 34 milhões, considerando o crescimento da base previdenciária e a inclusão de novos aposentados. A medida é vista como essencial para quem depende do benefício para despesas básicas, como medicamentos e contas do início do ano.
A logística para processar esses pagamentos exige coordenação precisa. Milhões de depósitos são realizados em um curto período, demandando sistemas eficientes e comunicação clara com os segurados. Em anos anteriores, a divulgação oficial ocorreu entre março e abril, e os beneficiários puderam consultar as datas exatas pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135, disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para 2025, a expectativa é que o anúncio siga o mesmo padrão, com ajustes conforme o calendário de dias úteis.
Como a antecipação beneficia os aposentados
Receber o décimo terceiro mais cedo transforma a realidade de milhões de brasileiros, especialmente os segurados do INSS. Em 2024, os depósitos antecipados entre abril e junho ajudaram aposentados e pensionistas a organizar melhor o orçamento em meses desafiadores, como janeiro e fevereiro, marcados por despesas como IPVA, IPTU e material escolar. Cidades menores, onde o benefício previdenciário é uma das principais fontes de renda, registraram aumento imediato no comércio local, com alta nas vendas de alimentos, remédios e itens essenciais.
Para 2025, a projeção é que a primeira parcela seja liberada a partir de 24 de abril e a segunda a partir de 24 de maio, seguindo o modelo escalonado pelo número final do benefício. Isso beneficia diretamente os 28,2 milhões de segurados que recebem até um salário mínimo e os 12,3 milhões com valores acima desse patamar. O sistema evita atrasos e facilita o acesso aos recursos, com datas ajustadas para dias úteis. Canais como o aplicativo Meu INSS e o telefone 135 seguem como ferramentas principais para acompanhar o cronograma.

- Primeira parcela: Paga sem descontos, geralmente no fim de abril ou início de maio.
- Segunda parcela: Inclui deduções de INSS e Imposto de Renda, liberada entre maio e junho.
- Consulta prática: Disponível pelo aplicativo Meu INSS ou pelo número 135, com atendimento em horário comercial.
Cronograma projetado para os pagamentos do INSS
O INSS organiza os depósitos do décimo terceiro com base no número final do benefício, ignorando o dígito verificador após o traço. Para quem recebe até um salário mínimo, os pagamentos começam no fim do mês e seguem até o início do mês seguinte. Segurados com valores acima do piso têm os créditos liberados nos primeiros dias úteis do mês posterior. Caso a antecipação seja confirmada para 2025, o calendário deve seguir o padrão de 2024, com ajustes para dias úteis. Confira as datas projetadas:
- Final 1: 24 de abril (primeira parcela) e 24 de maio (segunda parcela).
- Final 5: 30 de abril (primeira parcela) e 30 de maio (segunda parcela).
- Final 0: 8 de maio (primeira parcela) e 7 de junho (segunda parcela).
Sem a antecipação, os pagamentos retornariam ao modelo tradicional, com a primeira parcela em agosto e a segunda em novembro. A definição oficial deve ser anunciada até abril, após análises da equipe econômica e do Ministério da Previdência Social. O cronograma é essencial para que os beneficiários planejem o uso do dinheiro, especialmente em meses de alta demanda financeira.
Setor privado segue prazos tradicionais
Diferentemente do INSS, os trabalhadores do setor privado contam com um calendário fixo para o décimo terceiro, estabelecido pela Lei 4.090 de 1962. As empresas devem pagar a primeira parcela até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro, com ajustes para dias úteis. Em 2025, como 30 de novembro será um domingo, o prazo deve ser antecipado para 28 de novembro, uma sexta-feira. Já o dia 20 de dezembro, um sábado, pode ser ajustado para 19 de dezembro, garantindo a disponibilidade dos recursos antes do fim de semana.
Em 2024, cerca de 60 milhões de empregados formais receberam o benefício, injetando mais de R$ 320 bilhões na economia. O valor é calculado com base no salário bruto, sendo integral para quem trabalhou o ano todo ou proporcional aos meses trabalhados, com períodos acima de 15 dias contados como um mês completo. Para trabalhadores com renda variável, como comissões ou horas extras, a média anual é considerada, com ajustes na segunda parcela, que inclui descontos de INSS e Imposto de Renda. O pagamento impulsiona o comércio de fim de ano, especialmente em setores como varejo e turismo.
A rigidez dos prazos exige planejamento das empresas, que precisam organizar o fluxo de caixa para cumprir as datas sem atrasos. Em 2025, o aumento do salário mínimo para R$ 1.518 eleva o impacto do benefício, especialmente para trabalhadores de baixa renda, ampliando o poder de compra no último trimestre do ano.
Quem tem direito ao décimo terceiro
Nem todos os beneficiários do INSS recebem o décimo terceiro. O abono é garantido a aposentados, pensionistas e segurados com auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. Quem depende do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou da Renda Mensal Vitalícia (RMV), no entanto, fica de fora, por se tratarem de benefícios assistenciais. Em 2024, 33,6 milhões de segurados foram contemplados, e a projeção para 2025 aponta para um leve aumento, acompanhando a expansão da base previdenciária.
No setor privado, o direito abrange todos os trabalhadores com carteira assinada que tenham pelo menos 15 dias de vínculo em um mês, incluindo empregados fixos, temporários, rurais, avulsos e domésticos. Quem é demitido sem justa causa também recebe o valor proporcional na rescisão. A diferença entre os dois grupos está na flexibilidade: enquanto o INSS depende de decisões governamentais, as empresas seguem prazos legais rígidos, o que exige organização para atender às obrigações.
Cálculo detalhado do benefício
Para os segurados do INSS, o valor do décimo terceiro corresponde ao benefício mensal, pago integralmente a quem recebeu o ano todo ou proporcionalmente ao tempo de recebimento. Um aposentado com salário mínimo de R$ 1.518 em 2025 receberá R$ 759 na primeira parcela e o restante na segunda, já com descontos de Imposto de Renda, se aplicável. Quem começou a receber em julho terá direito a 6/12 do valor, ou seja, R$ 759 no total. Benefícios acima do mínimo são reajustados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que em 2024 foi de 4,77%.
No setor privado, o cálculo divide o salário bruto por 12 e multiplica pelos meses trabalhados. Um trabalhador com salário de R$ 3.000 que atuou o ano inteiro receberá R$ 1.500 em cada parcela, com ajustes na segunda para encargos. Horas extras e comissões entram na média anual, garantindo precisão para quem tem renda variável. O aumento do salário mínimo eleva o impacto do benefício, especialmente para trabalhadores de baixa renda.
Impacto regional do abono
O décimo terceiro gera efeitos distintos nas regiões do país, refletindo as desigualdades econômicas. No Sudeste, grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro concentram o maior volume de recursos, com bilhões injetados no varejo e nos serviços. Em 2024, essas cidades lideraram a movimentação financeira, impulsionadas pelos pagamentos do setor privado. Shoppings e lojas de rua registraram alta de até 5% nas vendas de fim de ano, tendência que deve se repetir em 2025 com o aumento do poder de compra.
No Nordeste e no Norte, o abono do INSS tem peso maior, sustentando a economia de cidades menores. Muitos municípios dependem desses recursos para manter o comércio ativo, especialmente em áreas onde os aposentados representam uma parcela significativa da população. No Sul, o pagamento das empresas destaca-se, com a indústria e o agronegócio absorvendo parte dos valores. A antecipação do INSS, se confirmada, deve ampliar esses efeitos, beneficiando regiões mais vulneráveis e equilibrando o consumo ao longo do ano.
Desafios fiscais e logísticos em pauta
Confirmar a antecipação do décimo terceiro do INSS em 2025 exige superar obstáculos significativos. O atraso na votação do Orçamento, adiado de dezembro de 2024 para março, limita a capacidade do governo de autorizar os R$ 68 bilhões estimados para o abono. Sem a LOA aprovada, grandes desembolsos ficam comprometidos, o que pode atrasar a decisão. A situação fiscal, com debates sobre cortes de gastos e aumento de receitas, também influencia o planejamento, exigindo equilíbrio entre estímulo econômico e responsabilidade financeira.
A logística é outro desafio crítico. Processar milhões de pagamentos em um curto período demanda coordenação entre o Ministério da Previdência Social e o INSS, além de sistemas operacionais robustos. Em anos anteriores, a divulgação oficial ocorreu entre março e abril, e os segurados acompanharam as atualizações pelos canais oficiais. O aplicativo Meu INSS e o telefone 135 seguem como as principais fontes de informação, garantindo acesso às datas e aos valores.
Curiosidades sobre o décimo terceiro
Criado em 1962 pela Lei 4.090, durante o governo de João Goulart, o décimo terceiro salário surgiu como resposta a demandas sindicais e foi consolidado na Constituição de 1988. Hoje, ele é um direito essencial, com particularidades que mostram sua evolução:
- A primeira parcela do INSS é paga sem descontos, enquanto a segunda inclui Imposto de Renda e INSS, quando aplicável.
- Empresas podem quitar o valor integral até 30 de novembro, desde que acordado com o empregado.
- No INSS, o valor proporcional é calculado com base nos meses de recebimento, mesmo para novos aposentados.
- O benefício representa cerca de 3% do PIB anual, com impacto concentrado no último trimestre.
Esses detalhes destacam como o décimo terceiro se adaptou às necessidades do país, mantendo sua relevância em 2025.
Varejo se prepara para o impulso econômico
O pagamento do décimo terceiro aquece o comércio em dois momentos distintos do ano. Com a antecipação do INSS, o primeiro semestre registra aumento no consumo, especialmente em cidades menores, onde os aposentados sustentam o varejo local. Supermercados, farmácias e feiras sentem o reflexo imediato, com alta nas vendas de itens essenciais. Em 2024, o benefício injetou R$ 67,6 bilhões entre abril e junho, e a projeção para 2025 é de um valor ainda maior, acompanhando o reajuste do salário mínimo.
No fim do ano, os depósitos do setor privado impulsionam as vendas de Natal e Réveillon, beneficiando grandes redes e pequenos empreendedores. Em 2024, o varejo cresceu 5% em dezembro, com destaque para eletrônicos, vestuário e alimentos. Para 2025, a expectativa é de um salto de até 7%, impulsionado pelos R$ 320 bilhões previstos. Lojas online também se preparam, projetando alta de 12% nas vendas, acima dos 10% registrados no ano passado.
Turismo e serviços aproveitam o benefício
Além do varejo, o décimo terceiro movimenta o setor de serviços e o turismo. Em 2024, cidades como Salvador e Florianópolis registraram aumento de 15% nas reservas de fim de ano, tendência que deve se intensificar em 2025 com os prazos ajustados. Hotéis e restaurantes preparam pacotes especiais, aproveitando o poder de compra extra dos trabalhadores e aposentados. O setor de serviços sazonais, como eventos e feiras, também cresce, com alta de 4% projetada para o último trimestre.
A antecipação do INSS amplia esse efeito no primeiro semestre, com segurados usando o benefício para pequenas viagens ou gastos em lazer. Regiões como o Nordeste e o Sul lideram a procura por destinos turísticos, refletindo a diversidade de uso do abono. Comerciantes e prestadores de serviços já planejam ações para atrair consumidores, consolidando o décimo terceiro como um dos principais motores econômicos do ano.

Milhões de brasileiros aguardam anualmente o décimo terceiro salário, um benefício que vai além de um simples reforço no orçamento familiar. Para os trabalhadores formais, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o pagamento em duas parcelas é um momento crucial de planejamento financeiro. Em 2025, a projeção indica que mais de 90 milhões de pessoas devem receber o abono, movimentando cerca de R$ 320 bilhões na economia nacional. Esse montante, superior aos R$ 300 bilhões registrados em 2024, reflete o aumento do salário mínimo para R$ 1.518 e a possível antecipação dos depósitos para os segurados do INSS, uma medida que pode trazer alívio já nos primeiros meses do ano.
O impacto do décimo terceiro não se limita ao bolso dos beneficiários. Representando aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto (PIB) anual, ele impulsiona o consumo e a circulação de recursos em momentos estratégicos. Para o setor privado, os prazos fixos de 30 de novembro e 20 de dezembro garantem um aquecimento nas vendas de fim de ano, enquanto a antecipação do INSS, caso confirmada, estimula o comércio em meses como abril e maio. Em 2024, cerca de 60 milhões de empregados formais e 33,7 milhões de segurados receberam o benefício, beneficiando setores como varejo, serviços e turismo. A expectativa para 2025 é de um leve crescimento no número de contemplados, impulsionado pela formalização de empregos e pelo reajuste salarial.
Comerciantes e economistas monitoram de perto as decisões do governo sobre o INSS, já que a liberação antecipada de R$ 68 bilhões pode alterar o ritmo do consumo ao longo do ano. Pequenos municípios, onde os aposentados têm papel econômico relevante, sentem esse efeito de forma especial, com feiras, mercados e farmácias registrando aumento nas vendas. Já os grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, preparam-se para um fim de ano aquecido, liderado pelos pagamentos do setor privado. O cenário promete ser positivo, mas depende de fatores como a aprovação do Orçamento e a logística governamental.
Antecipação do INSS em 2025 ganha destaque
Nos últimos anos, antecipar o décimo terceiro para os segurados do INSS tornou-se uma estratégia recorrente do governo federal para estimular a economia. A prática começou em 2020, como resposta à crise da pandemia de Covid-19, e foi mantida nos anos seguintes, beneficiando milhões de aposentados e pensionistas. Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto em março que liberou as parcelas em abril e maio, enquanto em 2024 os pagamentos começaram em 24 de abril e se estenderam até 7 de junho. Para 2025, a equipe econômica avalia repetir o cronograma, com a possibilidade de adiantar novamente os depósitos, conforme indicam interlocutores do Ministério da Previdência Social.
A confirmação da antecipação, porém, não é automática. Ela depende da situação fiscal do país e da aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), prevista para a segunda quinzena de março. Sem a LOA, o governo enfrenta restrições para autorizar desembolsos significativos, como os R$ 68 bilhões estimados para o abono do INSS. Em 2024, o montante injetado alcançou R$ 67,6 bilhões, contemplando 33,7 milhões de segurados. Para este ano, o número de beneficiados pode ultrapassar 34 milhões, considerando o crescimento da base previdenciária e a inclusão de novos aposentados. A medida é vista como essencial para quem depende do benefício para despesas básicas, como medicamentos e contas do início do ano.
A logística para processar esses pagamentos exige coordenação precisa. Milhões de depósitos são realizados em um curto período, demandando sistemas eficientes e comunicação clara com os segurados. Em anos anteriores, a divulgação oficial ocorreu entre março e abril, e os beneficiários puderam consultar as datas exatas pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135, disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para 2025, a expectativa é que o anúncio siga o mesmo padrão, com ajustes conforme o calendário de dias úteis.
Como a antecipação beneficia os aposentados
Receber o décimo terceiro mais cedo transforma a realidade de milhões de brasileiros, especialmente os segurados do INSS. Em 2024, os depósitos antecipados entre abril e junho ajudaram aposentados e pensionistas a organizar melhor o orçamento em meses desafiadores, como janeiro e fevereiro, marcados por despesas como IPVA, IPTU e material escolar. Cidades menores, onde o benefício previdenciário é uma das principais fontes de renda, registraram aumento imediato no comércio local, com alta nas vendas de alimentos, remédios e itens essenciais.
Para 2025, a projeção é que a primeira parcela seja liberada a partir de 24 de abril e a segunda a partir de 24 de maio, seguindo o modelo escalonado pelo número final do benefício. Isso beneficia diretamente os 28,2 milhões de segurados que recebem até um salário mínimo e os 12,3 milhões com valores acima desse patamar. O sistema evita atrasos e facilita o acesso aos recursos, com datas ajustadas para dias úteis. Canais como o aplicativo Meu INSS e o telefone 135 seguem como ferramentas principais para acompanhar o cronograma.

- Primeira parcela: Paga sem descontos, geralmente no fim de abril ou início de maio.
- Segunda parcela: Inclui deduções de INSS e Imposto de Renda, liberada entre maio e junho.
- Consulta prática: Disponível pelo aplicativo Meu INSS ou pelo número 135, com atendimento em horário comercial.
Cronograma projetado para os pagamentos do INSS
O INSS organiza os depósitos do décimo terceiro com base no número final do benefício, ignorando o dígito verificador após o traço. Para quem recebe até um salário mínimo, os pagamentos começam no fim do mês e seguem até o início do mês seguinte. Segurados com valores acima do piso têm os créditos liberados nos primeiros dias úteis do mês posterior. Caso a antecipação seja confirmada para 2025, o calendário deve seguir o padrão de 2024, com ajustes para dias úteis. Confira as datas projetadas:
- Final 1: 24 de abril (primeira parcela) e 24 de maio (segunda parcela).
- Final 5: 30 de abril (primeira parcela) e 30 de maio (segunda parcela).
- Final 0: 8 de maio (primeira parcela) e 7 de junho (segunda parcela).
Sem a antecipação, os pagamentos retornariam ao modelo tradicional, com a primeira parcela em agosto e a segunda em novembro. A definição oficial deve ser anunciada até abril, após análises da equipe econômica e do Ministério da Previdência Social. O cronograma é essencial para que os beneficiários planejem o uso do dinheiro, especialmente em meses de alta demanda financeira.
Setor privado segue prazos tradicionais
Diferentemente do INSS, os trabalhadores do setor privado contam com um calendário fixo para o décimo terceiro, estabelecido pela Lei 4.090 de 1962. As empresas devem pagar a primeira parcela até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro, com ajustes para dias úteis. Em 2025, como 30 de novembro será um domingo, o prazo deve ser antecipado para 28 de novembro, uma sexta-feira. Já o dia 20 de dezembro, um sábado, pode ser ajustado para 19 de dezembro, garantindo a disponibilidade dos recursos antes do fim de semana.
Em 2024, cerca de 60 milhões de empregados formais receberam o benefício, injetando mais de R$ 320 bilhões na economia. O valor é calculado com base no salário bruto, sendo integral para quem trabalhou o ano todo ou proporcional aos meses trabalhados, com períodos acima de 15 dias contados como um mês completo. Para trabalhadores com renda variável, como comissões ou horas extras, a média anual é considerada, com ajustes na segunda parcela, que inclui descontos de INSS e Imposto de Renda. O pagamento impulsiona o comércio de fim de ano, especialmente em setores como varejo e turismo.
A rigidez dos prazos exige planejamento das empresas, que precisam organizar o fluxo de caixa para cumprir as datas sem atrasos. Em 2025, o aumento do salário mínimo para R$ 1.518 eleva o impacto do benefício, especialmente para trabalhadores de baixa renda, ampliando o poder de compra no último trimestre do ano.
Quem tem direito ao décimo terceiro
Nem todos os beneficiários do INSS recebem o décimo terceiro. O abono é garantido a aposentados, pensionistas e segurados com auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. Quem depende do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou da Renda Mensal Vitalícia (RMV), no entanto, fica de fora, por se tratarem de benefícios assistenciais. Em 2024, 33,6 milhões de segurados foram contemplados, e a projeção para 2025 aponta para um leve aumento, acompanhando a expansão da base previdenciária.
No setor privado, o direito abrange todos os trabalhadores com carteira assinada que tenham pelo menos 15 dias de vínculo em um mês, incluindo empregados fixos, temporários, rurais, avulsos e domésticos. Quem é demitido sem justa causa também recebe o valor proporcional na rescisão. A diferença entre os dois grupos está na flexibilidade: enquanto o INSS depende de decisões governamentais, as empresas seguem prazos legais rígidos, o que exige organização para atender às obrigações.
Cálculo detalhado do benefício
Para os segurados do INSS, o valor do décimo terceiro corresponde ao benefício mensal, pago integralmente a quem recebeu o ano todo ou proporcionalmente ao tempo de recebimento. Um aposentado com salário mínimo de R$ 1.518 em 2025 receberá R$ 759 na primeira parcela e o restante na segunda, já com descontos de Imposto de Renda, se aplicável. Quem começou a receber em julho terá direito a 6/12 do valor, ou seja, R$ 759 no total. Benefícios acima do mínimo são reajustados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que em 2024 foi de 4,77%.
No setor privado, o cálculo divide o salário bruto por 12 e multiplica pelos meses trabalhados. Um trabalhador com salário de R$ 3.000 que atuou o ano inteiro receberá R$ 1.500 em cada parcela, com ajustes na segunda para encargos. Horas extras e comissões entram na média anual, garantindo precisão para quem tem renda variável. O aumento do salário mínimo eleva o impacto do benefício, especialmente para trabalhadores de baixa renda.
Impacto regional do abono
O décimo terceiro gera efeitos distintos nas regiões do país, refletindo as desigualdades econômicas. No Sudeste, grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro concentram o maior volume de recursos, com bilhões injetados no varejo e nos serviços. Em 2024, essas cidades lideraram a movimentação financeira, impulsionadas pelos pagamentos do setor privado. Shoppings e lojas de rua registraram alta de até 5% nas vendas de fim de ano, tendência que deve se repetir em 2025 com o aumento do poder de compra.
No Nordeste e no Norte, o abono do INSS tem peso maior, sustentando a economia de cidades menores. Muitos municípios dependem desses recursos para manter o comércio ativo, especialmente em áreas onde os aposentados representam uma parcela significativa da população. No Sul, o pagamento das empresas destaca-se, com a indústria e o agronegócio absorvendo parte dos valores. A antecipação do INSS, se confirmada, deve ampliar esses efeitos, beneficiando regiões mais vulneráveis e equilibrando o consumo ao longo do ano.
Desafios fiscais e logísticos em pauta
Confirmar a antecipação do décimo terceiro do INSS em 2025 exige superar obstáculos significativos. O atraso na votação do Orçamento, adiado de dezembro de 2024 para março, limita a capacidade do governo de autorizar os R$ 68 bilhões estimados para o abono. Sem a LOA aprovada, grandes desembolsos ficam comprometidos, o que pode atrasar a decisão. A situação fiscal, com debates sobre cortes de gastos e aumento de receitas, também influencia o planejamento, exigindo equilíbrio entre estímulo econômico e responsabilidade financeira.
A logística é outro desafio crítico. Processar milhões de pagamentos em um curto período demanda coordenação entre o Ministério da Previdência Social e o INSS, além de sistemas operacionais robustos. Em anos anteriores, a divulgação oficial ocorreu entre março e abril, e os segurados acompanharam as atualizações pelos canais oficiais. O aplicativo Meu INSS e o telefone 135 seguem como as principais fontes de informação, garantindo acesso às datas e aos valores.
Curiosidades sobre o décimo terceiro
Criado em 1962 pela Lei 4.090, durante o governo de João Goulart, o décimo terceiro salário surgiu como resposta a demandas sindicais e foi consolidado na Constituição de 1988. Hoje, ele é um direito essencial, com particularidades que mostram sua evolução:
- A primeira parcela do INSS é paga sem descontos, enquanto a segunda inclui Imposto de Renda e INSS, quando aplicável.
- Empresas podem quitar o valor integral até 30 de novembro, desde que acordado com o empregado.
- No INSS, o valor proporcional é calculado com base nos meses de recebimento, mesmo para novos aposentados.
- O benefício representa cerca de 3% do PIB anual, com impacto concentrado no último trimestre.
Esses detalhes destacam como o décimo terceiro se adaptou às necessidades do país, mantendo sua relevância em 2025.
Varejo se prepara para o impulso econômico
O pagamento do décimo terceiro aquece o comércio em dois momentos distintos do ano. Com a antecipação do INSS, o primeiro semestre registra aumento no consumo, especialmente em cidades menores, onde os aposentados sustentam o varejo local. Supermercados, farmácias e feiras sentem o reflexo imediato, com alta nas vendas de itens essenciais. Em 2024, o benefício injetou R$ 67,6 bilhões entre abril e junho, e a projeção para 2025 é de um valor ainda maior, acompanhando o reajuste do salário mínimo.
No fim do ano, os depósitos do setor privado impulsionam as vendas de Natal e Réveillon, beneficiando grandes redes e pequenos empreendedores. Em 2024, o varejo cresceu 5% em dezembro, com destaque para eletrônicos, vestuário e alimentos. Para 2025, a expectativa é de um salto de até 7%, impulsionado pelos R$ 320 bilhões previstos. Lojas online também se preparam, projetando alta de 12% nas vendas, acima dos 10% registrados no ano passado.
Turismo e serviços aproveitam o benefício
Além do varejo, o décimo terceiro movimenta o setor de serviços e o turismo. Em 2024, cidades como Salvador e Florianópolis registraram aumento de 15% nas reservas de fim de ano, tendência que deve se intensificar em 2025 com os prazos ajustados. Hotéis e restaurantes preparam pacotes especiais, aproveitando o poder de compra extra dos trabalhadores e aposentados. O setor de serviços sazonais, como eventos e feiras, também cresce, com alta de 4% projetada para o último trimestre.
A antecipação do INSS amplia esse efeito no primeiro semestre, com segurados usando o benefício para pequenas viagens ou gastos em lazer. Regiões como o Nordeste e o Sul lideram a procura por destinos turísticos, refletindo a diversidade de uso do abono. Comerciantes e prestadores de serviços já planejam ações para atrair consumidores, consolidando o décimo terceiro como um dos principais motores econômicos do ano.
