Os funcionários dos Correios estão no centro de uma polêmica envolvendo o atraso no depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), um direito garantido por lei que deveria ter sido pago até o dia 20 de março. Sindicatos como a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) e o Sintect/SP (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo) denunciaram a falha na semana passada, enviando cartas ao presidente da estatal, Fabiano Silva dos Santos, exigindo providências imediatas. A situação se agrava em meio à crise financeira da empresa, que acumulou um prejuízo de R$ 3,2 bilhões em 2024 e mais R$ 424 milhões apenas em janeiro de 2025, o maior déficit mensal já registrado em sua história. Esse cenário de instabilidade tem levado os trabalhadores a buscar alternativas para acessar os valores retidos, enquanto a estatal enfrenta pressão crescente para regularizar os pagamentos e responder às demandas da categoria.
A Fentect destacou a preocupação generalizada entre os empregados, afirmando que diversas reclamações foram recebidas sobre a ausência do depósito até o final de março. O Sintect/SP, liderado por Elias Diviza, reforçou a cobrança, mas optou por aguardar até o dia 31 de março, data prometida pelos Correios para a regularização, antes de decidir os próximos passos. Enquanto isso, a estatal nega irregularidades, sustentando que os depósitos estão sendo feitos dentro da legislação. A divergência entre as versões aumenta a tensão, especialmente porque o atraso impede os trabalhadores de usar o FGTS em situações como demissão sem justa causa ou compra de imóvel, direitos que dependem do fundo estar em dia.
Além do FGTS, a crise nos Correios também afeta transportadoras terceirizadas, que ameaçam paralisar serviços por falta de pagamento, agravando os problemas operacionais da empresa. Com mais de 90 mil funcionários em todo o país, a estatal enfrenta um momento crítico, enquanto sindicatos e trabalhadores exploram saques alternativos, como o saque-aniversário, e avaliam medidas legais para garantir o acesso aos recursos. O embate reflete não só questões financeiras, mas também a luta por transparência e respeito aos direitos trabalhistas em uma das maiores empresas públicas do Brasil.
Reação imediata dos sindicatos
A resposta dos sindicatos foi rápida diante do atraso no FGTS. A Fentect enviou uma carta formal ao presidente dos Correios, apontando que a falta de depósito em março gerou inquietação entre os trabalhadores, muitos dos quais dependem do fundo para emergências financeiras. O texto enfatiza a gravidade da situação, cobrando esclarecimentos sobre a gestão financeira da estatal.
Já o Sintect/SP adotou uma postura de diálogo cauteloso. Elias Diviza, presidente da entidade, informou que milhares de funcionários relataram o problema, mas a quantidade exata de afetados não foi detalhada. Após contato com a empresa, ele recebeu a garantia de que o pagamento seria regularizado até 31 de março, uma promessa que o sindicato monitora de perto.
Os Correios, por sua vez, divulgaram uma nota afirmando que os depósitos estão em conformidade com a lei, contradizendo as denúncias. A estatal não especificou datas ou valores, mas a negativa intensificou o clima de desconfiança entre os trabalhadores e suas representações sindicais.
Contexto da crise financeira dos Correios
A situação do FGTS atrasado é apenas um dos sintomas da crise que assola os Correios. Em 2024, a empresa registrou um prejuízo de R$ 3,2 bilhões, um rombo que se aprofundou com os R$ 424 milhões perdidos em janeiro de 2025. Sob a gestão de Fabiano Silva dos Santos, a estatal enfrenta dificuldades inéditas, incluindo atrasos em pagamentos a transportadoras terceirizadas, que ameaçam suspender entregas essenciais.
Esse cenário financeiro levou o senador Márcio Bittar (União Brasil-AC) a protocolar, em 19 de fevereiro de 2025, um pedido de CPI no Senado para investigar as causas do déficit, com apoio de 32 assinaturas. A proposta aguarda análise de Davi Alcolumbre, presidente da Casa, e reflete a gravidade da situação, que vai além do FGTS e impacta a operação da empresa como um todo.
Para os trabalhadores, o atraso no fundo é mais um golpe em um período de incertezas, enquanto os sindicatos pressionam por soluções e a estatal tenta manter a imagem de regularidade em meio a uma crise que já é considerada histórica.
- Ações dos sindicatos:
- Envio de cartas ao presidente Fabiano Silva dos Santos.
- Monitoramento do prazo de 31 de março para regularização.
- Cobrança por transparência na gestão financeira da estatal.
Prejuízos para os trabalhadores
O atraso no FGTS traz consequências diretas para os funcionários dos Correios. Sem o depósito regular, eles perdem acesso imediato ao saldo do fundo, essencial para situações como demissão sem justa causa, aposentadoria ou compra da casa própria. Em um momento de crise econômica, essa limitação pode agravar a situação financeira de muitos trabalhadores.
Além disso, a incerteza sobre os pagamentos gera ansiedade na categoria. Muitos dependem do fundo como uma reserva de emergência, e a falta de clareza da estatal sobre a regularização só aumenta a frustração. A Fentect destacou que o atraso compromete a confiança dos empregados na empresa, enquanto o Sintect/SP avalia medidas caso o prazo de 31 de março não seja cumprido.
Para os Correios, o descumprimento da lei implica custos adicionais. A Lei nº 9.964/2000 determina juros de 0,5% ao mês sobre o valor devido, além de multas que variam conforme a gravidade do atraso, o que pode elevar ainda mais o prejuízo da estatal se a situação persistir.

Alternativas buscadas pela categoria
Diante do atraso, os trabalhadores dos Correios exploram opções para acessar o FGTS. Uma das alternativas mais populares é o saque-aniversário, que permite retirar parte do saldo anualmente no mês de nascimento. Em 2025, cerca de 18 milhões de trabalhadores aderiram a essa modalidade em todo o Brasil, e os funcionários da estatal veem nela uma forma de contornar a retenção dos valores.
Outra possibilidade é recorrer a denúncias formais. Os empregados podem notificar a Caixa Econômica Federal ou o Ministério do Trabalho e Emprego, que têm poder para investigar e aplicar sanções à empresa, como multas ou ordens de pagamento imediato. Em casos extremos, ações judiciais individuais ou coletivas também estão em検討, especialmente se os atrasos se tornarem recorrentes.
A categoria também considera o uso do saldo para quitar dívidas, uma estratégia viável com o saque-aniversário. Com a crise financeira dos Correios afetando a confiança dos trabalhadores, essas alternativas ganham força enquanto o pagamento regular não é garantido.
Resposta dos Correios e controvérsias
A posição oficial dos Correios contrasta com as denúncias dos sindicatos. Em nota, a estatal afirmou que os depósitos do FGTS estão sendo realizados conforme a legislação, negando qualquer irregularidade. Essa declaração, porém, não detalhou datas específicas ou evidências de regularização, o que alimentou a desconfiança dos trabalhadores.
Elias Diviza, do Sintect/SP, informou que a empresa prometeu resolver a questão até 31 de março, uma data que servirá como teste para a credibilidade da gestão de Fabiano Silva dos Santos. Caso o prazo não seja cumprido, os sindicatos planejam intensificar as ações, possivelmente com protestos ou denúncias formais, aumentando a pressão sobre a estatal.
A controvérsia reflete um impasse maior: enquanto os Correios enfrentam prejuízos bilionários, a categoria exige transparência e cumprimento de obrigações básicas. A negativa da empresa, sem provas concretas, mantém o conflito em aberto, com os trabalhadores no centro das consequências.
- Medidas em検討 pela categoria:
- Adesão ao saque-aniversário do FGTS.
- Denúncias à Caixa ou ao Ministério do Trabalho.
- Ações judiciais contra a estatal.
Como calcular o FGTS atrasado
Regularizar o FGTS em atraso exige um processo específico, que os Correios precisarão seguir caso confirmada a falha. O cálculo é feito pelo sistema SEFIP, da Caixa Econômica Federal, que aplica juros de 0,5% ao mês e multas sobre o valor devido, conforme a Lei nº 9.964/2000. O procedimento começa com o acesso ao índice do FGTS do mês em atraso, disponível online ou em agências da Caixa.
Após baixar o índice, a empresa importa os dados da folha de pagamento no SEFIP, seleciona a opção “FGTS em atraso” e informa a data do pagamento pendente. O sistema gera a Guia de Recolhimento do FGTS (GRF) com os valores atualizados, que devem ser pagos para regularizar a situação. Alternativamente, um representante pode comparecer a uma agência da Caixa com os dados dos funcionários para emitir a GRF diretamente.
Esse processo, embora técnico, é essencial para evitar encargos maiores e sanções legais. Para os Correios, com milhares de empregados, o custo do atraso pode ser significativo, somando-se aos prejuízos já registrados em 2024 e 2025.
Cronologia dos eventos do FGTS nos Correios
Acompanhe os principais momentos da crise do FGTS na estatal:
- 20 de março: Prazo legal para depósito do FGTS referente a fevereiro.
- Semana de 24 a 28 de março: Sindicatos denunciam atraso e enviam cartas à direção.
- 31 de março: Data prometida pelos Correios para regularização, segundo Sintect/SP.
- 1º de abril: Trabalhadores avaliam alternativas como saque-aniversário e denúncias.
Pressão crescente e próximos passos
A pressão sobre os Correios não para de crescer. A Fentect e o Sintect/SP mantêm a categoria mobilizada, aguardando o cumprimento da promessa de 31 de março. Se o depósito não for regularizado, os sindicatos sinalizam ações mais duras, como paralisações ou denúncias formais, o que pode ampliar o desgaste da estatal perante os trabalhadores e a opinião pública.
Enquanto isso, os funcionários exploram o saque-aniversário como solução imediata. Em 2024, mais de R$ 15 bilhões foram sacados por essa modalidade no Brasil, e os empregados dos Correios veem nela uma forma de aliviar os prejuízos do atraso. Ações judiciais também estão no radar, especialmente se a crise financeira da empresa continuar a comprometer direitos básicos.
A situação reflete um momento delicado para os Correios, que, além do FGTS, lidam com transportadoras terceirizadas exigindo pagamentos pendentes e um pedido de CPI no Senado. Para os trabalhadores, o foco é garantir o acesso ao fundo, seja por pressão sindical ou por vias alternativas, em um embate que testa os limites da gestão atual.

Os funcionários dos Correios estão no centro de uma polêmica envolvendo o atraso no depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), um direito garantido por lei que deveria ter sido pago até o dia 20 de março. Sindicatos como a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) e o Sintect/SP (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo) denunciaram a falha na semana passada, enviando cartas ao presidente da estatal, Fabiano Silva dos Santos, exigindo providências imediatas. A situação se agrava em meio à crise financeira da empresa, que acumulou um prejuízo de R$ 3,2 bilhões em 2024 e mais R$ 424 milhões apenas em janeiro de 2025, o maior déficit mensal já registrado em sua história. Esse cenário de instabilidade tem levado os trabalhadores a buscar alternativas para acessar os valores retidos, enquanto a estatal enfrenta pressão crescente para regularizar os pagamentos e responder às demandas da categoria.
A Fentect destacou a preocupação generalizada entre os empregados, afirmando que diversas reclamações foram recebidas sobre a ausência do depósito até o final de março. O Sintect/SP, liderado por Elias Diviza, reforçou a cobrança, mas optou por aguardar até o dia 31 de março, data prometida pelos Correios para a regularização, antes de decidir os próximos passos. Enquanto isso, a estatal nega irregularidades, sustentando que os depósitos estão sendo feitos dentro da legislação. A divergência entre as versões aumenta a tensão, especialmente porque o atraso impede os trabalhadores de usar o FGTS em situações como demissão sem justa causa ou compra de imóvel, direitos que dependem do fundo estar em dia.
Além do FGTS, a crise nos Correios também afeta transportadoras terceirizadas, que ameaçam paralisar serviços por falta de pagamento, agravando os problemas operacionais da empresa. Com mais de 90 mil funcionários em todo o país, a estatal enfrenta um momento crítico, enquanto sindicatos e trabalhadores exploram saques alternativos, como o saque-aniversário, e avaliam medidas legais para garantir o acesso aos recursos. O embate reflete não só questões financeiras, mas também a luta por transparência e respeito aos direitos trabalhistas em uma das maiores empresas públicas do Brasil.
Reação imediata dos sindicatos
A resposta dos sindicatos foi rápida diante do atraso no FGTS. A Fentect enviou uma carta formal ao presidente dos Correios, apontando que a falta de depósito em março gerou inquietação entre os trabalhadores, muitos dos quais dependem do fundo para emergências financeiras. O texto enfatiza a gravidade da situação, cobrando esclarecimentos sobre a gestão financeira da estatal.
Já o Sintect/SP adotou uma postura de diálogo cauteloso. Elias Diviza, presidente da entidade, informou que milhares de funcionários relataram o problema, mas a quantidade exata de afetados não foi detalhada. Após contato com a empresa, ele recebeu a garantia de que o pagamento seria regularizado até 31 de março, uma promessa que o sindicato monitora de perto.
Os Correios, por sua vez, divulgaram uma nota afirmando que os depósitos estão em conformidade com a lei, contradizendo as denúncias. A estatal não especificou datas ou valores, mas a negativa intensificou o clima de desconfiança entre os trabalhadores e suas representações sindicais.
Contexto da crise financeira dos Correios
A situação do FGTS atrasado é apenas um dos sintomas da crise que assola os Correios. Em 2024, a empresa registrou um prejuízo de R$ 3,2 bilhões, um rombo que se aprofundou com os R$ 424 milhões perdidos em janeiro de 2025. Sob a gestão de Fabiano Silva dos Santos, a estatal enfrenta dificuldades inéditas, incluindo atrasos em pagamentos a transportadoras terceirizadas, que ameaçam suspender entregas essenciais.
Esse cenário financeiro levou o senador Márcio Bittar (União Brasil-AC) a protocolar, em 19 de fevereiro de 2025, um pedido de CPI no Senado para investigar as causas do déficit, com apoio de 32 assinaturas. A proposta aguarda análise de Davi Alcolumbre, presidente da Casa, e reflete a gravidade da situação, que vai além do FGTS e impacta a operação da empresa como um todo.
Para os trabalhadores, o atraso no fundo é mais um golpe em um período de incertezas, enquanto os sindicatos pressionam por soluções e a estatal tenta manter a imagem de regularidade em meio a uma crise que já é considerada histórica.
- Ações dos sindicatos:
- Envio de cartas ao presidente Fabiano Silva dos Santos.
- Monitoramento do prazo de 31 de março para regularização.
- Cobrança por transparência na gestão financeira da estatal.
Prejuízos para os trabalhadores
O atraso no FGTS traz consequências diretas para os funcionários dos Correios. Sem o depósito regular, eles perdem acesso imediato ao saldo do fundo, essencial para situações como demissão sem justa causa, aposentadoria ou compra da casa própria. Em um momento de crise econômica, essa limitação pode agravar a situação financeira de muitos trabalhadores.
Além disso, a incerteza sobre os pagamentos gera ansiedade na categoria. Muitos dependem do fundo como uma reserva de emergência, e a falta de clareza da estatal sobre a regularização só aumenta a frustração. A Fentect destacou que o atraso compromete a confiança dos empregados na empresa, enquanto o Sintect/SP avalia medidas caso o prazo de 31 de março não seja cumprido.
Para os Correios, o descumprimento da lei implica custos adicionais. A Lei nº 9.964/2000 determina juros de 0,5% ao mês sobre o valor devido, além de multas que variam conforme a gravidade do atraso, o que pode elevar ainda mais o prejuízo da estatal se a situação persistir.

Alternativas buscadas pela categoria
Diante do atraso, os trabalhadores dos Correios exploram opções para acessar o FGTS. Uma das alternativas mais populares é o saque-aniversário, que permite retirar parte do saldo anualmente no mês de nascimento. Em 2025, cerca de 18 milhões de trabalhadores aderiram a essa modalidade em todo o Brasil, e os funcionários da estatal veem nela uma forma de contornar a retenção dos valores.
Outra possibilidade é recorrer a denúncias formais. Os empregados podem notificar a Caixa Econômica Federal ou o Ministério do Trabalho e Emprego, que têm poder para investigar e aplicar sanções à empresa, como multas ou ordens de pagamento imediato. Em casos extremos, ações judiciais individuais ou coletivas também estão em検討, especialmente se os atrasos se tornarem recorrentes.
A categoria também considera o uso do saldo para quitar dívidas, uma estratégia viável com o saque-aniversário. Com a crise financeira dos Correios afetando a confiança dos trabalhadores, essas alternativas ganham força enquanto o pagamento regular não é garantido.
Resposta dos Correios e controvérsias
A posição oficial dos Correios contrasta com as denúncias dos sindicatos. Em nota, a estatal afirmou que os depósitos do FGTS estão sendo realizados conforme a legislação, negando qualquer irregularidade. Essa declaração, porém, não detalhou datas específicas ou evidências de regularização, o que alimentou a desconfiança dos trabalhadores.
Elias Diviza, do Sintect/SP, informou que a empresa prometeu resolver a questão até 31 de março, uma data que servirá como teste para a credibilidade da gestão de Fabiano Silva dos Santos. Caso o prazo não seja cumprido, os sindicatos planejam intensificar as ações, possivelmente com protestos ou denúncias formais, aumentando a pressão sobre a estatal.
A controvérsia reflete um impasse maior: enquanto os Correios enfrentam prejuízos bilionários, a categoria exige transparência e cumprimento de obrigações básicas. A negativa da empresa, sem provas concretas, mantém o conflito em aberto, com os trabalhadores no centro das consequências.
- Medidas em検討 pela categoria:
- Adesão ao saque-aniversário do FGTS.
- Denúncias à Caixa ou ao Ministério do Trabalho.
- Ações judiciais contra a estatal.
Como calcular o FGTS atrasado
Regularizar o FGTS em atraso exige um processo específico, que os Correios precisarão seguir caso confirmada a falha. O cálculo é feito pelo sistema SEFIP, da Caixa Econômica Federal, que aplica juros de 0,5% ao mês e multas sobre o valor devido, conforme a Lei nº 9.964/2000. O procedimento começa com o acesso ao índice do FGTS do mês em atraso, disponível online ou em agências da Caixa.
Após baixar o índice, a empresa importa os dados da folha de pagamento no SEFIP, seleciona a opção “FGTS em atraso” e informa a data do pagamento pendente. O sistema gera a Guia de Recolhimento do FGTS (GRF) com os valores atualizados, que devem ser pagos para regularizar a situação. Alternativamente, um representante pode comparecer a uma agência da Caixa com os dados dos funcionários para emitir a GRF diretamente.
Esse processo, embora técnico, é essencial para evitar encargos maiores e sanções legais. Para os Correios, com milhares de empregados, o custo do atraso pode ser significativo, somando-se aos prejuízos já registrados em 2024 e 2025.
Cronologia dos eventos do FGTS nos Correios
Acompanhe os principais momentos da crise do FGTS na estatal:
- 20 de março: Prazo legal para depósito do FGTS referente a fevereiro.
- Semana de 24 a 28 de março: Sindicatos denunciam atraso e enviam cartas à direção.
- 31 de março: Data prometida pelos Correios para regularização, segundo Sintect/SP.
- 1º de abril: Trabalhadores avaliam alternativas como saque-aniversário e denúncias.
Pressão crescente e próximos passos
A pressão sobre os Correios não para de crescer. A Fentect e o Sintect/SP mantêm a categoria mobilizada, aguardando o cumprimento da promessa de 31 de março. Se o depósito não for regularizado, os sindicatos sinalizam ações mais duras, como paralisações ou denúncias formais, o que pode ampliar o desgaste da estatal perante os trabalhadores e a opinião pública.
Enquanto isso, os funcionários exploram o saque-aniversário como solução imediata. Em 2024, mais de R$ 15 bilhões foram sacados por essa modalidade no Brasil, e os empregados dos Correios veem nela uma forma de aliviar os prejuízos do atraso. Ações judiciais também estão no radar, especialmente se a crise financeira da empresa continuar a comprometer direitos básicos.
A situação reflete um momento delicado para os Correios, que, além do FGTS, lidam com transportadoras terceirizadas exigindo pagamentos pendentes e um pedido de CPI no Senado. Para os trabalhadores, o foco é garantir o acesso ao fundo, seja por pressão sindical ou por vias alternativas, em um embate que testa os limites da gestão atual.
