O Flamengo inicia sua caminhada na Libertadores enfrentando um cenário de desafios antes mesmo de entrar em campo. Na partida contra o Deportivo Táchira, marcada para esta quinta-feira, em San Cristóbal, na Venezuela, o time carioca terá desfalques importantes que podem influenciar o desempenho na estreia da competição continental. O lateral-direito Wesley, o atacante Plata e o meia Gerson não viajaram com a delegação, deixando o técnico com opções reduzidas para montar a equipe. A ausência desses jogadores, somada à longa viagem até o local do jogo, coloca o Rubro-Negro diante de um teste de adaptação logo na primeira rodada da fase de grupos. O confronto, que acontece às 21h30 (horário de Brasília), é o pontapé inicial de uma chave na qual o Flamengo é apontado como favorito, mas que exige atenção aos detalhes para evitar surpresas.
A situação dos desfalques tem origem no desgaste físico acumulado durante a Data Fifa de março. Wesley, que defendeu a seleção brasileira em dois jogos, apresentou sinais de mialgia e foi vetado pelo departamento médico do clube. Ele entrou no segundo tempo da vitória sobre a Colômbia e jogou os 90 minutos na derrota para a Argentina, o que evidenciou a sobrecarga em seu corpo. Já Plata, titular nos dois compromissos do Equador, enfrentou problemas adicionais: além da fadiga generalizada, o atacante foi diagnosticado com faringite e febre, condições que o tiraram da viagem. Gerson, por sua vez, sentiu dores na coxa esquerda enquanto estava com a seleção brasileira e, após trabalhos à parte no retorno ao Rio de Janeiro, ainda não foi liberado para atuar. Esses contratempos obrigam o Flamengo a buscar alternativas no elenco para manter o nível competitivo.
Além das ausências, a logística da viagem representa outro obstáculo. O trajeto até San Cristóbal, a 4.628 km do Rio de Janeiro, inclui um voo de mais de seis horas até Santo Domingo, seguido por uma hora de deslocamento de ônibus. A chegada da delegação está prevista para as 19h desta quarta-feira, o que deixa pouco tempo de descanso antes do jogo. Esse fator é especialmente relevante para um elenco que já lida com jogadores em recuperação, como Danilo e Arrascaeta, ambos com lesões na coxa direita. A dupla segue em processo de reabilitação e deve retornar apenas na próxima rodada, contra o Central Córdoba, no dia 9 de abril, no Maracanã. Pedro, outro nome em recuperação, também é dúvida para a estreia, mas pode voltar a ser relacionado na segunda partida.
Elenco ajustado para a estreia
Diante desse cenário, o Flamengo divulgou a lista de relacionados para o confronto com o Deportivo Táchira, composta por jogadores que terão a missão de superar as adversidades. Entre os nomes confirmados estão Rossi, Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira, Alex Sandro, Pulgar, De La Cruz, Bruno Henrique, Luis Araújo, Michael e Juninho. A ausência de Wesley abre espaço para Varela assumir a lateral-direita, enquanto a falta de Plata e Gerson pode levar a ajustes no meio-campo e no ataque. A expectativa é que o técnico opte por um time misto, mesclando titulares habituais com peças que buscam mais minutos em campo, como Michael e Luis Araújo, para preservar o elenco em uma competição que exige consistência ao longo de várias rodadas.
Desfalques em destaque
- Wesley: Lateral-direito sofreu com desgaste físico após atuar pela seleção brasileira. Jogou 45 minutos contra a Colômbia e 90 contra a Argentina, apresentando mialgia.
- Plata: Atacante equatoriano foi titular nos dois jogos de sua seleção, mas contraiu faringite e febre, além de fadiga, sendo vetado pelo departamento médico.
- Gerson: Meia sentiu dores na coxa esquerda durante a Data Fifa e segue em recuperação, sem condições de jogo para a estreia.
Retrospecto em estreias preocupa
O Flamengo chega à Venezuela com um histórico recente que acende o alerta para a torcida. Nas últimas duas edições da Libertadores, o time tropeçou na rodada inicial da fase de grupos. Em 2023, a equipe foi derrotada por 2 a 1 pelo Aucas, no Equador, em um jogo marcado por falhas defensivas e dificuldades na altitude. Já em 2024, o Rubro-Negro empatou em 1 a 1 com o Millonarios, na Colômbia, em uma partida na qual desperdiçou chances e não conseguiu impor seu favoritismo. A última vitória fora de casa em uma estreia na competição aconteceu em 2020, contra o Junior Barranquilla, por 2 a 1. Desde então, o desempenho inicial tem sido irregular, o que aumenta a pressão para um resultado positivo contra o Deportivo Táchira.
Esse retrospecto ganha ainda mais peso quando se considera o adversário. O Deportivo Táchira, embora não seja um dos gigantes sul-americanos, já enfrentou o Flamengo em edições passadas da Libertadores. Em 1991, nas oitavas de final, o Rubro-Negro levou a melhor nos dois jogos: 3 a 2 na Venezuela e 5 a 0 no Maracanã. Apesar do histórico favorável, o time venezuelano é conhecido por sua postura aguerrida em casa, especialmente no Estádio Pueblo Nuevo, onde a torcida costuma criar um ambiente hostil. Com 26 participações na competição, o Táchira nunca conquistou o título, mas já mostrou capacidade de complicar a vida de favoritos em seus domínios.
Grupo C sob os holofotes
O Flamengo está inserido no Grupo C da Libertadores, ao lado de Deportivo Táchira, LDU e Central Córdoba. A chave é vista como acessível para o Rubro-Negro, que aparece como favorito absoluto para avançar às oitavas de final. A LDU, campeã do torneio em 2008, é o principal desafio, especialmente pelo fator altitude em Quito, a 2.850 metros acima do nível do mar. O Central Córdoba, da Argentina, é o caçula do grupo, estreando na competição após vencer a Copa Argentina em 2024. Já o Deportivo Táchira, apesar de sua tradição, tem um elenco menos competitivo em comparação com os brasileiros. Para o Flamengo, a missão é clara: somar pontos fora de casa e consolidar a liderança desde o início.
A campanha na fase de grupos será disputada entre 2 de abril e 29 de maio, com o Flamengo jogando como visitante nas rodadas 1, 3 e 4, e como mandante nas rodadas 2, 5 e 6. O jogo contra o Central Córdoba, no Maracanã, na próxima semana, pode marcar o retorno de peças importantes como Danilo e Arrascaeta, reforçando o elenco para os desafios seguintes. A LDU, adversária da quinta rodada, em 15 de maio, é apontada como o confronto mais complicado da chave, exigindo do Flamengo uma preparação especial para lidar com as condições adversas do Equador.
Logística e desgaste em pauta
A viagem para San Cristóbal não é apenas um detalhe logístico, mas um fator que pode impactar diretamente o desempenho do Flamengo. O trajeto longo, com mais de seis horas de voo e uma hora de ônibus, é um teste de resistência para os jogadores, especialmente em um momento em que o elenco já lida com desfalques por questões físicas. O clube optou por pousar em Santo Domingo, cidade próxima ao destino final, para minimizar o tempo em trânsito, mas a chegada às 19h de quarta-feira deixa a equipe com menos de 24 horas para se adaptar antes do apito inicial. Esse tipo de deslocamento é comum na Libertadores, mas exige uma gestão cuidadosa do departamento médico e da comissão técnica para evitar novos problemas físicos.
O histórico de viagens longas na competição mostra que o Flamengo já enfrentou situações semelhantes com resultados variados. Em 2022, por exemplo, o time venceu o Sporting Cristal por 2 a 0 no Peru, em uma estreia fora de casa, mas sofreu com a altitude em outros jogos, como contra o Talleres, na Argentina, onde empatou em 2 a 2. A experiência acumulada em campanhas anteriores pode ser um trunfo para o Rubro-Negro, que busca evitar os erros do passado e iniciar a competição com o pé direito, mesmo com um elenco desfalcado.
Adversário sob análise
O Deportivo Táchira entra em campo como azarão, mas com a vantagem de jogar em casa. O clube venezuelano tem um elenco modesto, mas conta com a experiência de atletas acostumados à Libertadores. O Estádio Pueblo Nuevo, com capacidade para cerca de 38 mil torcedores, é um ponto forte do time, que costuma se impor diante de sua torcida. Na atual temporada, o Táchira disputa o Campeonato Venezuelano e busca surpreender na competição continental, algo que já conseguiu em edições passadas contra equipes de maior porte. Para o Flamengo, a chave será neutralizar a pressão inicial e aproveitar as brechas defensivas do adversário.
A última vez que as duas equipes se enfrentaram em San Cristóbal foi em 1991, quando o Flamengo venceu por 3 a 2 em um jogo disputado. Naquela ocasião, o Rubro-Negro contou com gols de Júnior, Gaúcho e Marcelinho para superar a resistência do Táchira. Hoje, o cenário é diferente, com o Flamengo trazendo um elenco mais robusto, mas também lidando com ausências que podem equilibrar a partida. A expectativa é que o time carioca use sua superioridade técnica para controlar o jogo, mesmo fora de casa.
Calendário da fase de grupos
O Flamengo terá uma sequência intensa na Libertadores, com jogos que exigirão planejamento estratégico. Confira as datas e adversários da fase de grupos no Grupo C:
- 3 de abril: Deportivo Táchira x Flamengo (fora)
- 9 de abril: Flamengo x Central Córdoba (casa)
- 23 de abril: LDU x Flamengo (fora)
- 7 de maio: Central Córdoba x Flamengo (fora)
- 15 de maio: Flamengo x LDU (casa)
- 28 de maio: Flamengo x Deportivo Táchira (casa)
Preparação em xeque
Com desfalques confirmados, o Flamengo precisará recorrer à profundidade de seu elenco para superar o Deportivo Táchira. A ausência de Wesley abre espaço para Varela, que já demonstrou solidez na lateral-direita em outras oportunidades. No ataque, a falta de Plata pode ser compensada por Luis Araújo ou Michael, ambos com características de velocidade e drible que podem desequilibrar. No meio-campo, a baixa de Gerson deve levar Pulgar e De La Cruz a assumirem maior responsabilidade na criação e na marcação. A escolha por um time misto reflete a necessidade de preservar jogadores para uma temporada longa, que inclui Brasileirão, Copa do Brasil e Mundial de Clubes.
A torcida, por sua vez, acompanha o início da campanha com expectativa e cautela. O Flamengo é tricampeão da Libertadores (1981, 2019 e 2022) e busca o quarto título para consolidar sua hegemonia no continente. A estreia contra o Deportivo Táchira é apenas o primeiro passo, mas carrega o peso de definir o tom da participação rubro-negra na competição. Um resultado positivo fora de casa pode dar confiança ao grupo, enquanto um tropeço reacenderia as críticas sobre o desempenho em estreias.
Foco no favoritismo
Apesar dos desafios, o Flamengo segue como favorito no Grupo C e na competição como um todo. O elenco, mesmo desfalcado, tem qualidade superior ao do Deportivo Táchira, e a experiência em torneios sul-americanos é um diferencial. A LDU, com sua altitude e tradição, é o principal obstáculo na chave, mas o Rubro-Negro tem condições de avançar sem grandes sustos se mantiver o foco. O Central Córdoba, estreante na Libertadores, deve ser um adversário menos complicado, especialmente no confronto no Maracanã. Para o jogo desta quinta-feira, a expectativa é que o time carioca imponha seu ritmo e saia da Venezuela com os três pontos.
A campanha de 2022, quando o Flamengo conquistou o título ao derrotar o Athletico Paranaense na final, serve como inspiração. Naquela edição, o time também enfrentou viagens longas e adversários traiçoeiros, mas soube se adaptar e crescer na competição. Agora, com um elenco renovado e sob nova direção técnica, o Rubro-Negro quer repetir o sucesso e escrever mais um capítulo glorioso em sua história na Libertadores.
Números que importam
- 26: Participações do Deportivo Táchira na Libertadores, sem nenhum título conquistado.
- 21: Vezes que o Flamengo disputou a competição, com três troféus na bagagem.
- 4.628 km: Distância entre o Rio de Janeiro e San Cristóbal, um desafio logístico para a estreia.

O Flamengo inicia sua caminhada na Libertadores enfrentando um cenário de desafios antes mesmo de entrar em campo. Na partida contra o Deportivo Táchira, marcada para esta quinta-feira, em San Cristóbal, na Venezuela, o time carioca terá desfalques importantes que podem influenciar o desempenho na estreia da competição continental. O lateral-direito Wesley, o atacante Plata e o meia Gerson não viajaram com a delegação, deixando o técnico com opções reduzidas para montar a equipe. A ausência desses jogadores, somada à longa viagem até o local do jogo, coloca o Rubro-Negro diante de um teste de adaptação logo na primeira rodada da fase de grupos. O confronto, que acontece às 21h30 (horário de Brasília), é o pontapé inicial de uma chave na qual o Flamengo é apontado como favorito, mas que exige atenção aos detalhes para evitar surpresas.
A situação dos desfalques tem origem no desgaste físico acumulado durante a Data Fifa de março. Wesley, que defendeu a seleção brasileira em dois jogos, apresentou sinais de mialgia e foi vetado pelo departamento médico do clube. Ele entrou no segundo tempo da vitória sobre a Colômbia e jogou os 90 minutos na derrota para a Argentina, o que evidenciou a sobrecarga em seu corpo. Já Plata, titular nos dois compromissos do Equador, enfrentou problemas adicionais: além da fadiga generalizada, o atacante foi diagnosticado com faringite e febre, condições que o tiraram da viagem. Gerson, por sua vez, sentiu dores na coxa esquerda enquanto estava com a seleção brasileira e, após trabalhos à parte no retorno ao Rio de Janeiro, ainda não foi liberado para atuar. Esses contratempos obrigam o Flamengo a buscar alternativas no elenco para manter o nível competitivo.
Além das ausências, a logística da viagem representa outro obstáculo. O trajeto até San Cristóbal, a 4.628 km do Rio de Janeiro, inclui um voo de mais de seis horas até Santo Domingo, seguido por uma hora de deslocamento de ônibus. A chegada da delegação está prevista para as 19h desta quarta-feira, o que deixa pouco tempo de descanso antes do jogo. Esse fator é especialmente relevante para um elenco que já lida com jogadores em recuperação, como Danilo e Arrascaeta, ambos com lesões na coxa direita. A dupla segue em processo de reabilitação e deve retornar apenas na próxima rodada, contra o Central Córdoba, no dia 9 de abril, no Maracanã. Pedro, outro nome em recuperação, também é dúvida para a estreia, mas pode voltar a ser relacionado na segunda partida.
Elenco ajustado para a estreia
Diante desse cenário, o Flamengo divulgou a lista de relacionados para o confronto com o Deportivo Táchira, composta por jogadores que terão a missão de superar as adversidades. Entre os nomes confirmados estão Rossi, Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira, Alex Sandro, Pulgar, De La Cruz, Bruno Henrique, Luis Araújo, Michael e Juninho. A ausência de Wesley abre espaço para Varela assumir a lateral-direita, enquanto a falta de Plata e Gerson pode levar a ajustes no meio-campo e no ataque. A expectativa é que o técnico opte por um time misto, mesclando titulares habituais com peças que buscam mais minutos em campo, como Michael e Luis Araújo, para preservar o elenco em uma competição que exige consistência ao longo de várias rodadas.
Desfalques em destaque
- Wesley: Lateral-direito sofreu com desgaste físico após atuar pela seleção brasileira. Jogou 45 minutos contra a Colômbia e 90 contra a Argentina, apresentando mialgia.
- Plata: Atacante equatoriano foi titular nos dois jogos de sua seleção, mas contraiu faringite e febre, além de fadiga, sendo vetado pelo departamento médico.
- Gerson: Meia sentiu dores na coxa esquerda durante a Data Fifa e segue em recuperação, sem condições de jogo para a estreia.
Retrospecto em estreias preocupa
O Flamengo chega à Venezuela com um histórico recente que acende o alerta para a torcida. Nas últimas duas edições da Libertadores, o time tropeçou na rodada inicial da fase de grupos. Em 2023, a equipe foi derrotada por 2 a 1 pelo Aucas, no Equador, em um jogo marcado por falhas defensivas e dificuldades na altitude. Já em 2024, o Rubro-Negro empatou em 1 a 1 com o Millonarios, na Colômbia, em uma partida na qual desperdiçou chances e não conseguiu impor seu favoritismo. A última vitória fora de casa em uma estreia na competição aconteceu em 2020, contra o Junior Barranquilla, por 2 a 1. Desde então, o desempenho inicial tem sido irregular, o que aumenta a pressão para um resultado positivo contra o Deportivo Táchira.
Esse retrospecto ganha ainda mais peso quando se considera o adversário. O Deportivo Táchira, embora não seja um dos gigantes sul-americanos, já enfrentou o Flamengo em edições passadas da Libertadores. Em 1991, nas oitavas de final, o Rubro-Negro levou a melhor nos dois jogos: 3 a 2 na Venezuela e 5 a 0 no Maracanã. Apesar do histórico favorável, o time venezuelano é conhecido por sua postura aguerrida em casa, especialmente no Estádio Pueblo Nuevo, onde a torcida costuma criar um ambiente hostil. Com 26 participações na competição, o Táchira nunca conquistou o título, mas já mostrou capacidade de complicar a vida de favoritos em seus domínios.
Grupo C sob os holofotes
O Flamengo está inserido no Grupo C da Libertadores, ao lado de Deportivo Táchira, LDU e Central Córdoba. A chave é vista como acessível para o Rubro-Negro, que aparece como favorito absoluto para avançar às oitavas de final. A LDU, campeã do torneio em 2008, é o principal desafio, especialmente pelo fator altitude em Quito, a 2.850 metros acima do nível do mar. O Central Córdoba, da Argentina, é o caçula do grupo, estreando na competição após vencer a Copa Argentina em 2024. Já o Deportivo Táchira, apesar de sua tradição, tem um elenco menos competitivo em comparação com os brasileiros. Para o Flamengo, a missão é clara: somar pontos fora de casa e consolidar a liderança desde o início.
A campanha na fase de grupos será disputada entre 2 de abril e 29 de maio, com o Flamengo jogando como visitante nas rodadas 1, 3 e 4, e como mandante nas rodadas 2, 5 e 6. O jogo contra o Central Córdoba, no Maracanã, na próxima semana, pode marcar o retorno de peças importantes como Danilo e Arrascaeta, reforçando o elenco para os desafios seguintes. A LDU, adversária da quinta rodada, em 15 de maio, é apontada como o confronto mais complicado da chave, exigindo do Flamengo uma preparação especial para lidar com as condições adversas do Equador.
Logística e desgaste em pauta
A viagem para San Cristóbal não é apenas um detalhe logístico, mas um fator que pode impactar diretamente o desempenho do Flamengo. O trajeto longo, com mais de seis horas de voo e uma hora de ônibus, é um teste de resistência para os jogadores, especialmente em um momento em que o elenco já lida com desfalques por questões físicas. O clube optou por pousar em Santo Domingo, cidade próxima ao destino final, para minimizar o tempo em trânsito, mas a chegada às 19h de quarta-feira deixa a equipe com menos de 24 horas para se adaptar antes do apito inicial. Esse tipo de deslocamento é comum na Libertadores, mas exige uma gestão cuidadosa do departamento médico e da comissão técnica para evitar novos problemas físicos.
O histórico de viagens longas na competição mostra que o Flamengo já enfrentou situações semelhantes com resultados variados. Em 2022, por exemplo, o time venceu o Sporting Cristal por 2 a 0 no Peru, em uma estreia fora de casa, mas sofreu com a altitude em outros jogos, como contra o Talleres, na Argentina, onde empatou em 2 a 2. A experiência acumulada em campanhas anteriores pode ser um trunfo para o Rubro-Negro, que busca evitar os erros do passado e iniciar a competição com o pé direito, mesmo com um elenco desfalcado.
Adversário sob análise
O Deportivo Táchira entra em campo como azarão, mas com a vantagem de jogar em casa. O clube venezuelano tem um elenco modesto, mas conta com a experiência de atletas acostumados à Libertadores. O Estádio Pueblo Nuevo, com capacidade para cerca de 38 mil torcedores, é um ponto forte do time, que costuma se impor diante de sua torcida. Na atual temporada, o Táchira disputa o Campeonato Venezuelano e busca surpreender na competição continental, algo que já conseguiu em edições passadas contra equipes de maior porte. Para o Flamengo, a chave será neutralizar a pressão inicial e aproveitar as brechas defensivas do adversário.
A última vez que as duas equipes se enfrentaram em San Cristóbal foi em 1991, quando o Flamengo venceu por 3 a 2 em um jogo disputado. Naquela ocasião, o Rubro-Negro contou com gols de Júnior, Gaúcho e Marcelinho para superar a resistência do Táchira. Hoje, o cenário é diferente, com o Flamengo trazendo um elenco mais robusto, mas também lidando com ausências que podem equilibrar a partida. A expectativa é que o time carioca use sua superioridade técnica para controlar o jogo, mesmo fora de casa.
Calendário da fase de grupos
O Flamengo terá uma sequência intensa na Libertadores, com jogos que exigirão planejamento estratégico. Confira as datas e adversários da fase de grupos no Grupo C:
- 3 de abril: Deportivo Táchira x Flamengo (fora)
- 9 de abril: Flamengo x Central Córdoba (casa)
- 23 de abril: LDU x Flamengo (fora)
- 7 de maio: Central Córdoba x Flamengo (fora)
- 15 de maio: Flamengo x LDU (casa)
- 28 de maio: Flamengo x Deportivo Táchira (casa)
Preparação em xeque
Com desfalques confirmados, o Flamengo precisará recorrer à profundidade de seu elenco para superar o Deportivo Táchira. A ausência de Wesley abre espaço para Varela, que já demonstrou solidez na lateral-direita em outras oportunidades. No ataque, a falta de Plata pode ser compensada por Luis Araújo ou Michael, ambos com características de velocidade e drible que podem desequilibrar. No meio-campo, a baixa de Gerson deve levar Pulgar e De La Cruz a assumirem maior responsabilidade na criação e na marcação. A escolha por um time misto reflete a necessidade de preservar jogadores para uma temporada longa, que inclui Brasileirão, Copa do Brasil e Mundial de Clubes.
A torcida, por sua vez, acompanha o início da campanha com expectativa e cautela. O Flamengo é tricampeão da Libertadores (1981, 2019 e 2022) e busca o quarto título para consolidar sua hegemonia no continente. A estreia contra o Deportivo Táchira é apenas o primeiro passo, mas carrega o peso de definir o tom da participação rubro-negra na competição. Um resultado positivo fora de casa pode dar confiança ao grupo, enquanto um tropeço reacenderia as críticas sobre o desempenho em estreias.
Foco no favoritismo
Apesar dos desafios, o Flamengo segue como favorito no Grupo C e na competição como um todo. O elenco, mesmo desfalcado, tem qualidade superior ao do Deportivo Táchira, e a experiência em torneios sul-americanos é um diferencial. A LDU, com sua altitude e tradição, é o principal obstáculo na chave, mas o Rubro-Negro tem condições de avançar sem grandes sustos se mantiver o foco. O Central Córdoba, estreante na Libertadores, deve ser um adversário menos complicado, especialmente no confronto no Maracanã. Para o jogo desta quinta-feira, a expectativa é que o time carioca imponha seu ritmo e saia da Venezuela com os três pontos.
A campanha de 2022, quando o Flamengo conquistou o título ao derrotar o Athletico Paranaense na final, serve como inspiração. Naquela edição, o time também enfrentou viagens longas e adversários traiçoeiros, mas soube se adaptar e crescer na competição. Agora, com um elenco renovado e sob nova direção técnica, o Rubro-Negro quer repetir o sucesso e escrever mais um capítulo glorioso em sua história na Libertadores.
Números que importam
- 26: Participações do Deportivo Táchira na Libertadores, sem nenhum título conquistado.
- 21: Vezes que o Flamengo disputou a competição, com três troféus na bagagem.
- 4.628 km: Distância entre o Rio de Janeiro e San Cristóbal, um desafio logístico para a estreia.
