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3 Apr 2025, Thu

Galípolo: transição com Campos Neto mostrou “fortaleza institucional”


O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, agradeceu, nesta quarta-feira (2/4), o ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto pela ajuda durante a transição de mandatos. Para ele, o processo evidenciou a “fortaleza institucional” do BC.

A declaração foi dada durante evento para celebrar os 60 anos de história, na sede da instituição em Brasília (DF), com a participação de ex-presidentes, integrantes da diretoria colegiada, servidores e convidados.

“Eu tenho muito orgulho de ter passado por esse processo, em um momento, eu sei que a palavra já está meio vulgarizada, de polarização da nossa sociedade. E que o Banco Central tenha conseguido dar esse exemplo de fortaleza institucional e fazer essa transição da melhor maneira, do ponto de vista técnico, profissional e pessoal”, destacou Galípolo.

O presidente do BC acrescentou que “é uma demonstração de fortaleza institucional, que garante uma estabilidade de política monetária, mas sendo ousado aqui, eu acho que o Banco Central deu um exemplo para além do que é seu mandato da estabilidade monetária e financeira: De que é possível sim ter um convívio harmonioso, trabalhar tecnicamente e garantir estabilidade olhando para o que é preocupação do país”.

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Presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre e Hugo Motta, além dos Ministros de Estado Fernando Haddad e Simone Tebet participam de solenidade de comemoração dos 60 anos do Banco Central ao lado do presidente da instituição Gabriel Galípolo

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

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Desafios

Galípolo afirmou que o maior desafio, da geração atual do BC, é “tentar normalizar a política monetária do país”. Ele também voltou a citar o número de subsídios concedidos no Brasil.

“Os canais de transmissão da política monetária, talvez, não funcionem tão bem no Brasil como em outros países. Desobstruir e normalizar esses canais para que a gente possa ter doses menores do remédio [juros] e fazer o mesmo efeito para o paciente [inflação], é um desafio geracional”, avaliou o presidente.

“A gente não vai conseguir ter uma solução que é uma bala de prata, isso vai demandar uma série de reformas longas, muitas vezes, parte delas fora do que é o mandato do Banco Central”, reforçou.

Galípolo ainda citou que um dos maiores desafios do Banco Central será lidar com a comunicação.

Além disso, ele disse que vê com “muitos bons olhos” o debate em torno da condução da política monetária, mesmo que, às vezes, ele ocorra de “forma acalorada”. Ele defendeu que o debate “se democratize”.

Para Galípolo, a autonomia do BC significa “prestar mais contas, explicar melhor”. “A obrigação é nossa de explicar o que estamos fazendo e por que estamos fazendo. Essa legitimidade de debater é de todos, em especial, de quem foi democraticamente eleito”, frisou.

Novidades no Pix

Galípolo adiantou a agenda de inovação do BC. Entre elas, mais funcionalidades do Pix.

Confira o que foi dito:

  • Lançamento do Pix Parcelado, que permitirá o parcelamento de compras nessa modalidade com taxas mais baixas e atrativas;
  • Implementar o Pix como Garantia, onde o empreendedor poderá usar a chave Pix como garantia.
  • Evoluir no processo de segurança do Pix, o BC pretende rastrear os recursos em função de golpes.
  • Criar o Drex, o real digital.

60 anos do Banco Central

Além do lançamento do selo institucional em comemoração aos 60 anos do BC, a celebração contou com a presença de autoridades.

Estavam presentes:

  • os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça), Luiz Marinho (Trabalho), Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e Jorge Messias (AGU).
  • os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), representaram o poder Legislativo durante a cerimônia.
  • os ex-presidentes do Banco Central: Roberto Campos Neto, Ilan Goldfajn, Alexandre Tombini, Henrique Meirelles, Arminio Fraga, Gustavo Franco, Gustavo Loyola, Pedro Malan e Wadico Waldir Bucchi.

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, agradeceu, nesta quarta-feira (2/4), o ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto pela ajuda durante a transição de mandatos. Para ele, o processo evidenciou a “fortaleza institucional” do BC.

A declaração foi dada durante evento para celebrar os 60 anos de história, na sede da instituição em Brasília (DF), com a participação de ex-presidentes, integrantes da diretoria colegiada, servidores e convidados.

“Eu tenho muito orgulho de ter passado por esse processo, em um momento, eu sei que a palavra já está meio vulgarizada, de polarização da nossa sociedade. E que o Banco Central tenha conseguido dar esse exemplo de fortaleza institucional e fazer essa transição da melhor maneira, do ponto de vista técnico, profissional e pessoal”, destacou Galípolo.

O presidente do BC acrescentou que “é uma demonstração de fortaleza institucional, que garante uma estabilidade de política monetária, mas sendo ousado aqui, eu acho que o Banco Central deu um exemplo para além do que é seu mandato da estabilidade monetária e financeira: De que é possível sim ter um convívio harmonioso, trabalhar tecnicamente e garantir estabilidade olhando para o que é preocupação do país”.

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Desafios

Galípolo afirmou que o maior desafio, da geração atual do BC, é “tentar normalizar a política monetária do país”. Ele também voltou a citar o número de subsídios concedidos no Brasil.

“Os canais de transmissão da política monetária, talvez, não funcionem tão bem no Brasil como em outros países. Desobstruir e normalizar esses canais para que a gente possa ter doses menores do remédio [juros] e fazer o mesmo efeito para o paciente [inflação], é um desafio geracional”, avaliou o presidente.

“A gente não vai conseguir ter uma solução que é uma bala de prata, isso vai demandar uma série de reformas longas, muitas vezes, parte delas fora do que é o mandato do Banco Central”, reforçou.

Galípolo ainda citou que um dos maiores desafios do Banco Central será lidar com a comunicação.

Além disso, ele disse que vê com “muitos bons olhos” o debate em torno da condução da política monetária, mesmo que, às vezes, ele ocorra de “forma acalorada”. Ele defendeu que o debate “se democratize”.

Para Galípolo, a autonomia do BC significa “prestar mais contas, explicar melhor”. “A obrigação é nossa de explicar o que estamos fazendo e por que estamos fazendo. Essa legitimidade de debater é de todos, em especial, de quem foi democraticamente eleito”, frisou.

Novidades no Pix

Galípolo adiantou a agenda de inovação do BC. Entre elas, mais funcionalidades do Pix.

Confira o que foi dito:

  • Lançamento do Pix Parcelado, que permitirá o parcelamento de compras nessa modalidade com taxas mais baixas e atrativas;
  • Implementar o Pix como Garantia, onde o empreendedor poderá usar a chave Pix como garantia.
  • Evoluir no processo de segurança do Pix, o BC pretende rastrear os recursos em função de golpes.
  • Criar o Drex, o real digital.

60 anos do Banco Central

Além do lançamento do selo institucional em comemoração aos 60 anos do BC, a celebração contou com a presença de autoridades.

Estavam presentes:

  • os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça), Luiz Marinho (Trabalho), Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e Jorge Messias (AGU).
  • os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), representaram o poder Legislativo durante a cerimônia.
  • os ex-presidentes do Banco Central: Roberto Campos Neto, Ilan Goldfajn, Alexandre Tombini, Henrique Meirelles, Arminio Fraga, Gustavo Franco, Gustavo Loyola, Pedro Malan e Wadico Waldir Bucchi.



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