Um crime chocante abalou o bairro do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, na tarde de terça-feira, 1º de abril. Jefferson Dias, um arquiteto de 43 anos, foi baleado e morto após tentar impedir a fuga de um assaltante que havia roubado uma mulher. Recém-casado e com planos de formar uma família, ele dirigia seu carro acompanhado de um amigo quando presenciou o assalto na Rua Desembargador Armando Fairbanks. Em um ato impulsivo, jogou o veículo contra o criminoso, que estava em uma moto roubada, mas acabou atingido por disparos. Levado ao Hospital Universitário pelo Samu, Jefferson não resistiu aos ferimentos. O caso, registrado como latroc95ínio, está sob investigação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), enquanto o suspeito segue foragido. A morte do arquiteto reacende o debate sobre a violência urbana e os índices de criminalidade na capital paulista, que mostram redução nos latrocínios, mas aumento nos homicídios dolosos em 2025.
A família de Jefferson Dias está devastada. Jaqueline Dias, irmã do arquiteto, descreveu-o como uma pessoa de coração generoso, sempre presente e querido por todos. Emocionada, ela destacou a proximidade dele com os parentes e o vazio que sua ausência deixará nos encontros familiares. O velório e o enterro estão marcados para quinta-feira, 3 de abril, no Cemitério Parque dos Ypês, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
Um homem foi morto após atropelar um assaltante, nesta terça-feira (1º), no Butantã, bairro da Zona Oeste de São Paulo. Uma câmera de segurança flagrou o momento em que o arquiteto Jefferson Dias Aguiar, de 43 anos, é baleado na tentativa de assalto.
As imagens mostram o… pic.twitter.com/oaU894qRwq
— Jovem Pan News (@JovemPanNews) April 2, 2025
O crime aconteceu em um momento de aparente tranquilidade na rua. Câmeras de segurança captaram a ação do assaltante, que subiu na calçada com a moto e, ao retornar para a pista, foi surpreendido pelo carro de Jefferson. Após ser atingido e cair, o criminoso se levantou rapidamente e disparou contra o arquiteto antes de fugir a pé, abandonando a motocicleta.
Detalhes do crime no Butantã
Testemunhas relatam que o assalto começou quando o motociclista abordou uma mulher, roubando seu celular e aliança. Jefferson, que passava pelo local com um amigo no banco do carona, decidiu agir. Ao jogar o carro contra a moto, ele conseguiu derrubar o ladrão, mas a reação do criminoso foi imediata. Os tiros atingiram o arquiteto, que caiu no chão, enquanto o amigo conseguiu escapar correndo. A vítima inicial do assalto não sofreu ferimentos.
A polícia confirmou que a moto usada pelo assaltante era roubada, o que reforça a suspeita de que o crime fazia parte de uma onda de ações semelhantes na região. Equipes do Samu chegaram rapidamente ao local, mas os esforços para salvar Jefferson foram em vão. O Hospital Universitário, para onde ele foi levado, informou que os ferimentos eram graves demais.
Investigadores do DEIC já analisam as imagens das câmeras de segurança e buscam pistas que levem à identificação e captura do suspeito. Até o momento, o criminoso não foi localizado, mas a polícia trabalha com a possibilidade de que ele tenha agido sozinho.
Perfil de Jefferson Dias
Jefferson Dias tinha 43 anos e vivia um momento especial na vida pessoal. Recém-casado, ele e a esposa sonhavam em ter filhos e construir uma família. Formado em arquitetura, era conhecido entre amigos e colegas por seu talento e dedicação ao trabalho. Sua irmã, Jaqueline, lembrou que ele era o tipo de pessoa que não media esforços para ajudar quem precisasse, fosse na família ou fora dela.
A morte prematura interrompeu esses planos e deixou um vazio irreparável. Jaqueline destacou que Jefferson era presença constante nos almoços de família e mantinha contato frequente por mensagens, uma rotina que agora será apenas memória. A família se prepara para a despedida no cemitério em Itapecerica da Serra, onde amigos e parentes devem se reunir para prestar as últimas homenagens.
Contexto de violência em São Paulo
A morte de Jefferson Dias engrossa as estatísticas de latrocínios na capital paulista. Dados da Secretaria da Segurança Pública mostram que, no primeiro bimestre de 2025, São Paulo registrou 9 casos de latrocínio, uma queda de 25% em relação aos 12 registrados no mesmo período de 2024. Apesar da redução, episódios como esse evidenciam que o problema persiste, especialmente em áreas urbanas movimentadas como o Butantã.
Por outro lado, os homicídios dolosos apresentaram aumento no mesmo período. Foram 94 casos nos dois primeiros meses de 2025, com 95 vítimas, contra 81 casos e 85 vítimas em 2024, um crescimento de 16%. Esses números refletem a complexidade da segurança pública na cidade, que, embora tenha avanços em algumas áreas, ainda enfrenta desafios significativos.
Ação policial e investigação
O Departamento Estadual de Investigações Criminais assumiu o caso e trabalha para esclarecer os detalhes do crime. As imagens das câmeras de segurança são a principal pista até agora, mostrando o momento exato em que Jefferson tentou impedir o assaltante e foi baleado. A moto abandonada no local também está sendo periciada, na esperança de que impressões digitais ou outros vestígios ajudem a identificar o responsável.
Agentes do DEIC já realizaram buscas na região do Butantã e em bairros próximos, mas o suspeito permanece foragido. A polícia não descarta a possibilidade de que ele tenha se escondido em áreas residenciais ou fugido para outra cidade da Grande São Paulo. A identidade do criminoso ainda não foi confirmada, mas a investigação segue em ritmo acelerado.
A mulher que teve o celular e a aliança roubados prestou depoimento e confirmou a sequência dos eventos. Ela relatou que o assaltante agiu com rapidez e que a intervenção de Jefferson foi inesperada. Apesar do desfecho trágico, o ato do arquiteto evitou que o ladrão levasse os pertences dela consigo após o crime.
Números da criminalidade em 2025
Os índices de criminalidade em São Paulo neste início de ano mostram um cenário misto. Enquanto os latrocínios diminuíram na capital, outros crimes violentos seguem preocupando. No estado como um todo, os roubos caíram 11,2% no primeiro bimestre de 2025, passando de 34.049 para 30.180 registros. Já os furtos subiram ligeiramente, de 91.534 para 93.008 casos.
- Latrocínios na capital: 9 casos em 2025 contra 12 em 2024 (redução de 25%).
- Homicídios dolosos na capital: 94 casos em 2025 contra 81 em 2024 (aumento de 16%).
- Roubos no estado: 30.180 em 2025 contra 34.049 em 2024 (queda de 11,2%).
- Furtos no estado: 93.008 em 2025 contra 91.534 em 2024 (alta de 1,6%).
Esses dados indicam que, apesar de esforços para conter a violência, crimes letais como o que vitimou Jefferson Dias ainda ocorrem com frequência suficiente para gerar alarme entre a população.
Impacto na comunidade do Butantã
Moradores do Butantã estão abalados com o crime. A Rua Desembargador Armando Fairbanks, onde tudo aconteceu, é conhecida por ser uma via movimentada, mas relativamente tranquila. O caso trouxe à tona a sensação de insegurança que muitos sentem, mesmo em áreas consideradas menos violentas da Zona Oeste.
Relatos de vizinhos apontam que assaltos a pedestres têm sido registrados com certa regularidade na região, muitas vezes envolvendo motocicletas. A morte de Jefferson Dias intensificou os pedidos por mais policiamento e medidas preventivas, como a instalação de novas câmeras de monitoramento e rondas mais frequentes.
A comunidade local também se mobilizou para apoiar a família do arquiteto. Amigos e conhecidos organizam homenagens e planejam estar presentes no velório, em um gesto de solidariedade diante da tragédia.
Histórico de latrocínios na capital
Casos de latrocínio, como o que tirou a vida de Jefferson Dias, não são novidade em São Paulo. Em fevereiro deste ano, o ciclista Victor Medrado foi morto nas proximidades do Parque do Povo, na Zona Oeste, após ser baleado em uma tentativa de assalto. Em março, o agente da CET José Domingos da Silva também perdeu a vida em circunstâncias semelhantes, vítima de disparos durante um roubo.
Esses episódios, somados ao crime no Butantã, mostram que os assaltos com desfecho fatal continuam a desafiar as autoridades. A concentração de latrocínios em áreas periféricas diminuiu em 2025, mas os números na capital ainda preocupam, especialmente quando envolvem vítimas que tentam reagir ou intervir.
A Secretaria da Segurança Pública destaca que o programa SP Vida, voltado para o monitoramento de crimes contra a vida, tem sido usado para ajustar estratégias de combate à criminalidade. No entanto, a morte de Jefferson evidencia que a sensação de segurança ainda está longe de ser plena.
Cronologia do caso Jefferson Dias
O crime que vitimou o arquiteto seguiu uma sequência rápida e trágica. Confira os principais momentos:
- Tarde de 1º de abril: Jefferson Dias passa de carro pela Rua Desembargador Armando Fairbanks e vê um assaltante roubando uma mulher.
- Intervenção: Ele joga o veículo contra a moto do criminoso, derrubando-o.
- Reação do assaltante: O ladrão se levanta e dispara contra Jefferson, que é atingido e cai no chão.
- Fuga: O criminoso abandona a moto roubada e foge a pé.
- Socorro: O Samu chega, leva Jefferson ao Hospital Universitário, mas ele não resiste.
- 3 de abril: Velório e enterro estão marcados no Cemitério Parque dos Ypês, em Itapecerica da Serra.
Essa timeline reflete a rapidez com que a situação escalou de um assalto comum para um latrocínio, deixando uma família em luto e uma comunidade em choque.
Repercussão entre familiares e amigos
Jaqueline Dias, irmã de Jefferson, foi a voz da família ao falar sobre a perda. Com lágrimas nos olhos, ela descreveu o irmão como alguém essencial no dia a dia dos parentes. A interrupção dos planos dele de ter filhos com a esposa recém-casada foi um dos pontos que mais a emocionaram.
Amigos do arquiteto também lamentaram a morte nas redes sociais, destacando sua coragem e bondade. Muitos lembraram de momentos compartilhados com Jefferson, como projetos profissionais e encontros casuais, reforçando o impacto que ele tinha em seu círculo social.
A esposa de Jefferson, ainda ab #silêncio#, não se pronunciou publicamente até o momento, mas recebe o apoio de familiares e amigos neste período de luto.
Medidas de segurança em debate
A morte de Jefferson Dias reacende a discussão sobre segurança pública em São Paulo. Especialistas apontam que os latrocínios, embora em queda na capital, seguem sendo um desafio, especialmente em situações envolvendo motos, que facilitam a fuga dos criminosos. A presença de armas de fogo em circulação também é vista como um agravante.
Autoridades prometem intensificar o policiamento no Butantã e em outras áreas afetadas por crimes semelhantes. A Operação Impacto, que visa fiscalizar motocicletas e coibir roubos, já vistoriou mais de 2,6 milhões de veículos desde o início da gestão atual, resultando em milhares de prisões.
Moradores, por sua vez, cobram ações mais efetivas, como a ampliação de câmeras de segurança e a presença constante de viaturas nas ruas. O caso do arquiteto, por sua brutalidade e pelo perfil da vítima, deve manter o tema em evidência nos próximos dias.
Dados recentes sobre violência
Além dos números do primeiro bimestre, outros indicadores mostram o panorama da criminalidade em São Paulo:
- Em 2024, o estado registrou 170 vítimas de latrocínio, contra 167 em 2023, um aumento de 1,8%.
- Na capital, a alta foi mais expressiva: 53 casos em 2024, contra 43 em 2023 (crescimento de 23,2%).
- Homicídios dolosos no estado caíram 3,5%, de 2,7 mil para 2,6 mil entre 2023 e 2024.
- Roubos em geral no estado tiveram queda de 15%, passando de 228 mil para 193,6 mil no último ano.
Esses dados mostram avanços em algumas áreas, mas a persistência de crimes violentos como o latrocínio mantém a população em alerta.
Preparativos para o adeus
A família de Jefferson Dias finaliza os preparativos para o velório e o enterro, que ocorrem na quinta-feira, 3 de abril. O Cemitério Parque dos Ypês, em Itapecerica da Serra, será o local da despedida, onde dezenas de pessoas são esperadas para prestar homenagens.
A cerimônia deve reunir familiares, amigos e colegas de profissão, todos ainda tentando processar a perda repentina. A presença de Jefferson, descrita como marcante por quem o conhecia, será lembrada em cada relato e memória compartilhada durante o evento.

Um crime chocante abalou o bairro do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, na tarde de terça-feira, 1º de abril. Jefferson Dias, um arquiteto de 43 anos, foi baleado e morto após tentar impedir a fuga de um assaltante que havia roubado uma mulher. Recém-casado e com planos de formar uma família, ele dirigia seu carro acompanhado de um amigo quando presenciou o assalto na Rua Desembargador Armando Fairbanks. Em um ato impulsivo, jogou o veículo contra o criminoso, que estava em uma moto roubada, mas acabou atingido por disparos. Levado ao Hospital Universitário pelo Samu, Jefferson não resistiu aos ferimentos. O caso, registrado como latroc95ínio, está sob investigação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), enquanto o suspeito segue foragido. A morte do arquiteto reacende o debate sobre a violência urbana e os índices de criminalidade na capital paulista, que mostram redução nos latrocínios, mas aumento nos homicídios dolosos em 2025.
A família de Jefferson Dias está devastada. Jaqueline Dias, irmã do arquiteto, descreveu-o como uma pessoa de coração generoso, sempre presente e querido por todos. Emocionada, ela destacou a proximidade dele com os parentes e o vazio que sua ausência deixará nos encontros familiares. O velório e o enterro estão marcados para quinta-feira, 3 de abril, no Cemitério Parque dos Ypês, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
Um homem foi morto após atropelar um assaltante, nesta terça-feira (1º), no Butantã, bairro da Zona Oeste de São Paulo. Uma câmera de segurança flagrou o momento em que o arquiteto Jefferson Dias Aguiar, de 43 anos, é baleado na tentativa de assalto.
As imagens mostram o… pic.twitter.com/oaU894qRwq
— Jovem Pan News (@JovemPanNews) April 2, 2025
O crime aconteceu em um momento de aparente tranquilidade na rua. Câmeras de segurança captaram a ação do assaltante, que subiu na calçada com a moto e, ao retornar para a pista, foi surpreendido pelo carro de Jefferson. Após ser atingido e cair, o criminoso se levantou rapidamente e disparou contra o arquiteto antes de fugir a pé, abandonando a motocicleta.
Detalhes do crime no Butantã
Testemunhas relatam que o assalto começou quando o motociclista abordou uma mulher, roubando seu celular e aliança. Jefferson, que passava pelo local com um amigo no banco do carona, decidiu agir. Ao jogar o carro contra a moto, ele conseguiu derrubar o ladrão, mas a reação do criminoso foi imediata. Os tiros atingiram o arquiteto, que caiu no chão, enquanto o amigo conseguiu escapar correndo. A vítima inicial do assalto não sofreu ferimentos.
A polícia confirmou que a moto usada pelo assaltante era roubada, o que reforça a suspeita de que o crime fazia parte de uma onda de ações semelhantes na região. Equipes do Samu chegaram rapidamente ao local, mas os esforços para salvar Jefferson foram em vão. O Hospital Universitário, para onde ele foi levado, informou que os ferimentos eram graves demais.
Investigadores do DEIC já analisam as imagens das câmeras de segurança e buscam pistas que levem à identificação e captura do suspeito. Até o momento, o criminoso não foi localizado, mas a polícia trabalha com a possibilidade de que ele tenha agido sozinho.
Perfil de Jefferson Dias
Jefferson Dias tinha 43 anos e vivia um momento especial na vida pessoal. Recém-casado, ele e a esposa sonhavam em ter filhos e construir uma família. Formado em arquitetura, era conhecido entre amigos e colegas por seu talento e dedicação ao trabalho. Sua irmã, Jaqueline, lembrou que ele era o tipo de pessoa que não media esforços para ajudar quem precisasse, fosse na família ou fora dela.
A morte prematura interrompeu esses planos e deixou um vazio irreparável. Jaqueline destacou que Jefferson era presença constante nos almoços de família e mantinha contato frequente por mensagens, uma rotina que agora será apenas memória. A família se prepara para a despedida no cemitério em Itapecerica da Serra, onde amigos e parentes devem se reunir para prestar as últimas homenagens.
Contexto de violência em São Paulo
A morte de Jefferson Dias engrossa as estatísticas de latrocínios na capital paulista. Dados da Secretaria da Segurança Pública mostram que, no primeiro bimestre de 2025, São Paulo registrou 9 casos de latrocínio, uma queda de 25% em relação aos 12 registrados no mesmo período de 2024. Apesar da redução, episódios como esse evidenciam que o problema persiste, especialmente em áreas urbanas movimentadas como o Butantã.
Por outro lado, os homicídios dolosos apresentaram aumento no mesmo período. Foram 94 casos nos dois primeiros meses de 2025, com 95 vítimas, contra 81 casos e 85 vítimas em 2024, um crescimento de 16%. Esses números refletem a complexidade da segurança pública na cidade, que, embora tenha avanços em algumas áreas, ainda enfrenta desafios significativos.
Ação policial e investigação
O Departamento Estadual de Investigações Criminais assumiu o caso e trabalha para esclarecer os detalhes do crime. As imagens das câmeras de segurança são a principal pista até agora, mostrando o momento exato em que Jefferson tentou impedir o assaltante e foi baleado. A moto abandonada no local também está sendo periciada, na esperança de que impressões digitais ou outros vestígios ajudem a identificar o responsável.
Agentes do DEIC já realizaram buscas na região do Butantã e em bairros próximos, mas o suspeito permanece foragido. A polícia não descarta a possibilidade de que ele tenha se escondido em áreas residenciais ou fugido para outra cidade da Grande São Paulo. A identidade do criminoso ainda não foi confirmada, mas a investigação segue em ritmo acelerado.
A mulher que teve o celular e a aliança roubados prestou depoimento e confirmou a sequência dos eventos. Ela relatou que o assaltante agiu com rapidez e que a intervenção de Jefferson foi inesperada. Apesar do desfecho trágico, o ato do arquiteto evitou que o ladrão levasse os pertences dela consigo após o crime.
Números da criminalidade em 2025
Os índices de criminalidade em São Paulo neste início de ano mostram um cenário misto. Enquanto os latrocínios diminuíram na capital, outros crimes violentos seguem preocupando. No estado como um todo, os roubos caíram 11,2% no primeiro bimestre de 2025, passando de 34.049 para 30.180 registros. Já os furtos subiram ligeiramente, de 91.534 para 93.008 casos.
- Latrocínios na capital: 9 casos em 2025 contra 12 em 2024 (redução de 25%).
- Homicídios dolosos na capital: 94 casos em 2025 contra 81 em 2024 (aumento de 16%).
- Roubos no estado: 30.180 em 2025 contra 34.049 em 2024 (queda de 11,2%).
- Furtos no estado: 93.008 em 2025 contra 91.534 em 2024 (alta de 1,6%).
Esses dados indicam que, apesar de esforços para conter a violência, crimes letais como o que vitimou Jefferson Dias ainda ocorrem com frequência suficiente para gerar alarme entre a população.
Impacto na comunidade do Butantã
Moradores do Butantã estão abalados com o crime. A Rua Desembargador Armando Fairbanks, onde tudo aconteceu, é conhecida por ser uma via movimentada, mas relativamente tranquila. O caso trouxe à tona a sensação de insegurança que muitos sentem, mesmo em áreas consideradas menos violentas da Zona Oeste.
Relatos de vizinhos apontam que assaltos a pedestres têm sido registrados com certa regularidade na região, muitas vezes envolvendo motocicletas. A morte de Jefferson Dias intensificou os pedidos por mais policiamento e medidas preventivas, como a instalação de novas câmeras de monitoramento e rondas mais frequentes.
A comunidade local também se mobilizou para apoiar a família do arquiteto. Amigos e conhecidos organizam homenagens e planejam estar presentes no velório, em um gesto de solidariedade diante da tragédia.
Histórico de latrocínios na capital
Casos de latrocínio, como o que tirou a vida de Jefferson Dias, não são novidade em São Paulo. Em fevereiro deste ano, o ciclista Victor Medrado foi morto nas proximidades do Parque do Povo, na Zona Oeste, após ser baleado em uma tentativa de assalto. Em março, o agente da CET José Domingos da Silva também perdeu a vida em circunstâncias semelhantes, vítima de disparos durante um roubo.
Esses episódios, somados ao crime no Butantã, mostram que os assaltos com desfecho fatal continuam a desafiar as autoridades. A concentração de latrocínios em áreas periféricas diminuiu em 2025, mas os números na capital ainda preocupam, especialmente quando envolvem vítimas que tentam reagir ou intervir.
A Secretaria da Segurança Pública destaca que o programa SP Vida, voltado para o monitoramento de crimes contra a vida, tem sido usado para ajustar estratégias de combate à criminalidade. No entanto, a morte de Jefferson evidencia que a sensação de segurança ainda está longe de ser plena.
Cronologia do caso Jefferson Dias
O crime que vitimou o arquiteto seguiu uma sequência rápida e trágica. Confira os principais momentos:
- Tarde de 1º de abril: Jefferson Dias passa de carro pela Rua Desembargador Armando Fairbanks e vê um assaltante roubando uma mulher.
- Intervenção: Ele joga o veículo contra a moto do criminoso, derrubando-o.
- Reação do assaltante: O ladrão se levanta e dispara contra Jefferson, que é atingido e cai no chão.
- Fuga: O criminoso abandona a moto roubada e foge a pé.
- Socorro: O Samu chega, leva Jefferson ao Hospital Universitário, mas ele não resiste.
- 3 de abril: Velório e enterro estão marcados no Cemitério Parque dos Ypês, em Itapecerica da Serra.
Essa timeline reflete a rapidez com que a situação escalou de um assalto comum para um latrocínio, deixando uma família em luto e uma comunidade em choque.
Repercussão entre familiares e amigos
Jaqueline Dias, irmã de Jefferson, foi a voz da família ao falar sobre a perda. Com lágrimas nos olhos, ela descreveu o irmão como alguém essencial no dia a dia dos parentes. A interrupção dos planos dele de ter filhos com a esposa recém-casada foi um dos pontos que mais a emocionaram.
Amigos do arquiteto também lamentaram a morte nas redes sociais, destacando sua coragem e bondade. Muitos lembraram de momentos compartilhados com Jefferson, como projetos profissionais e encontros casuais, reforçando o impacto que ele tinha em seu círculo social.
A esposa de Jefferson, ainda ab #silêncio#, não se pronunciou publicamente até o momento, mas recebe o apoio de familiares e amigos neste período de luto.
Medidas de segurança em debate
A morte de Jefferson Dias reacende a discussão sobre segurança pública em São Paulo. Especialistas apontam que os latrocínios, embora em queda na capital, seguem sendo um desafio, especialmente em situações envolvendo motos, que facilitam a fuga dos criminosos. A presença de armas de fogo em circulação também é vista como um agravante.
Autoridades prometem intensificar o policiamento no Butantã e em outras áreas afetadas por crimes semelhantes. A Operação Impacto, que visa fiscalizar motocicletas e coibir roubos, já vistoriou mais de 2,6 milhões de veículos desde o início da gestão atual, resultando em milhares de prisões.
Moradores, por sua vez, cobram ações mais efetivas, como a ampliação de câmeras de segurança e a presença constante de viaturas nas ruas. O caso do arquiteto, por sua brutalidade e pelo perfil da vítima, deve manter o tema em evidência nos próximos dias.
Dados recentes sobre violência
Além dos números do primeiro bimestre, outros indicadores mostram o panorama da criminalidade em São Paulo:
- Em 2024, o estado registrou 170 vítimas de latrocínio, contra 167 em 2023, um aumento de 1,8%.
- Na capital, a alta foi mais expressiva: 53 casos em 2024, contra 43 em 2023 (crescimento de 23,2%).
- Homicídios dolosos no estado caíram 3,5%, de 2,7 mil para 2,6 mil entre 2023 e 2024.
- Roubos em geral no estado tiveram queda de 15%, passando de 228 mil para 193,6 mil no último ano.
Esses dados mostram avanços em algumas áreas, mas a persistência de crimes violentos como o latrocínio mantém a população em alerta.
Preparativos para o adeus
A família de Jefferson Dias finaliza os preparativos para o velório e o enterro, que ocorrem na quinta-feira, 3 de abril. O Cemitério Parque dos Ypês, em Itapecerica da Serra, será o local da despedida, onde dezenas de pessoas são esperadas para prestar homenagens.
A cerimônia deve reunir familiares, amigos e colegas de profissão, todos ainda tentando processar a perda repentina. A presença de Jefferson, descrita como marcante por quem o conhecia, será lembrada em cada relato e memória compartilhada durante o evento.
