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3 Apr 2025, Thu

Murilo Rosa celebra sucesso de Beleza Fatal e destaca inovação da Max em novelas curtas

Murilo Rosa


Murilo Rosa, conhecido por seu papel como Tomás em Beleza Fatal, primeira novela original da Max, não esconde o entusiasmo ao falar sobre o impacto da produção no mercado audiovisual brasileiro. Em uma entrevista recente, o ator de 54 anos destacou como a plataforma de streaming, em parceria com a produtora Coração da Selva, conseguiu romper barreiras ao lançar uma novela fora do domínio tradicional da Globo, que por décadas foi sinônimo do gênero no país. Para ele, o sucesso da trama, que alcançou o topo da audiência na Max no Brasil e em outros 14 países, é a prova de que o modelo de obra fechada, com 40 capítulos gravados em seis meses, pode ser um divisor de águas. “Foi um passo muito bem dado e com muito cuidado pela Max”, afirmou Rosa, celebrando a ousadia da iniciativa.

A produção, lançada em janeiro de 2025 e finalizada em 21 de março, conquistou o público com uma trama repleta de reviravoltas, vingança e personagens marcantes, como a vilã Lola, interpretada por Camila Pitanga, e a protagonista Sofia, vivida por Camila Queiroz. Diferente das novelas tradicionais, que muitas vezes ultrapassam 150 capítulos, Beleza Fatal apostou em um formato mais enxuto, algo que Murilo considera um ganho tanto para os atores quanto para os espectadores. Ele também elogiou a escolha da Max em trabalhar com uma produtora independente, algo que, segundo ele, era visto com desconfiança antes do projeto. “Não se sabia direito se era possível fazer uma novela com uma produtora independente”, lembrou o ator.

Além do sucesso na plataforma, a novela também foi exibida na Band a partir de 10 de março, ampliando seu alcance. Apesar de não ter revolucionado a audiência na TV aberta, onde manteve os índices habituais da emissora, o desempenho no streaming e o engajamento nas redes sociais consolidaram Beleza Fatal como um marco. O elenco estelar, que inclui nomes como Giovanna Antonelli, Marcelo Serrado e Caio Blat, e a direção de Maria de Médicis, com supervisão de Silvio de Abreu, reforçaram a qualidade da produção, que agora abre caminho para novas apostas da Max, como a já gravada Dona Beja.

O pioneirismo da Max no mercado de novelas

Murilo Rosa não mediu palavras ao elogiar a estratégia da Max ao entrar no segmento das novelas, um território antes dominado por gigantes como a Globo. Para o ator, a decisão de produzir Beleza Fatal com uma equipe externa à estrutura tradicional das grandes emissoras foi um risco calculado que deu certo. “Existia um medo: como se faz uma novela fora dessa potência que é fazer uma novela dentro da Globo?”, questionou ele, apontando que o sucesso da trama dissipou essas dúvidas. A escolha da Coração da Selva, uma produtora sem experiência prévia no gênero, também foi destacada por Rosa como um acerto, já que a empresa enfrentou o desafio com competência e entregou um produto de alta qualidade.

O formato de obra fechada, com todos os capítulos gravados antes da estreia, trouxe benefícios diretos ao elenco. Diferente do ritmo acelerado das novelas ao vivo, que exigem ajustes constantes no roteiro, Beleza Fatal permitiu que os atores tivessem uma visão completa de seus personagens desde o início. “Nós tivemos seis meses para gravar 40 capítulos. Ter mais tempo para contar essa história é legal”, explicou Murilo, que interpretou Tomás, um médico envolvido em tramas familiares e segredos revelados por cartas anônimas. Esse modelo, segundo ele, facilita a construção de arcos narrativos mais consistentes e dá ao público uma experiência mais coesa.

A repercussão da novela também foi sentida fora do Brasil. Com audiência expressiva em 14 países, Beleza Fatal se tornou a produção nacional mais vista na história da Max, superando expectativas e provando que o gênero ainda tem fôlego no streaming. O último capítulo, exibido em 21 de março às 20h, mobilizou fãs que se reuniram para assistir juntos, recriando a tradição dos finais de novela na TV aberta, mas agora em um ambiente digital.

Um elenco de peso e uma trama envolvente

Beleza Fatal não seria o sucesso que é sem seu elenco estelar e uma história que prendeu o público do primeiro ao último episódio. Escrita por Raphael Montes, a novela mergulha no universo da estética e da vaidade, explorando temas como vingança, justiça e poder. Murilo Rosa divide a cena com nomes como Camila Queiroz, que interpreta Sofia em sua busca por reparação, e Camila Pitanga, cuja vilã Lola se tornou um fenômeno nas redes sociais por sua extravagância e frases marcantes. Outros atores, como Giovanna Antonelli, no papel de Elvira Paixão, e Marcelo Serrado, como o irreverente Dr. Peitão, também contribuíram para o brilho da produção.

  • Principais destaques do elenco de Beleza Fatal:
    • Camila Queiroz como Sofia, a protagonista movida por vingança.
    • Camila Pitanga como Lola, a vilã carismática que conquistou os fãs.
    • Murilo Rosa como Tomás, médico central na trama familiar.
    • Giovanna Antonelli como Elvira Paixão, figura forte na narrativa.

A trama, ambientada no mundo dos procedimentos estéticos, trouxe reviravoltas que mantiveram os espectadores ansiosos por cada novo capítulo. O assassinato de Benjamin, personagem de Caio Blat, foi um dos mistérios que dominaram as conversas online, com o desfecho revelando o culpado no episódio final. A combinação de um roteiro ágil, direção precisa e atuações memoráveis fez da novela um marco que, segundo Murilo, “quebrou a tradição de novelas excessivamente longas”.

A experiência de gravar uma novela inovadora

Gravar Beleza Fatal foi uma experiência única para Murilo Rosa e seus colegas de elenco. O ator destacou a tranquilidade proporcionada pelo cronograma de seis meses, algo raro em produções tradicionais, onde os capítulos muitas vezes são finalizados dias antes de irem ao ar. “Conhecendo o início, meio e fim dos personagens é mais bacana”, afirmou ele, ressaltando como essa abordagem permitiu um mergulho mais profundo em Tomás, seu personagem. Na trama, Tomás lida com segredos familiares e a relação com Carol, interpretada por Manu Morelli, em cenas que misturam drama e suspense.

A produtora Coração da Selva, responsável pela execução, também recebeu elogios de Rosa. Apesar de ser sua primeira incursão em novelas, a empresa superou as expectativas e entregou um trabalho sem contratempos. “Uma produtora que não tinha essa experiência pegou um pepino pela frente e foi lindamente”, disse o ator, enfatizando a ausência de problemas durante as gravações. Esse sucesso logístico, aliado à visão da Max, consolidou a novela como um exemplo de como o gênero pode se reinventar fora do modelo tradicional.

A exibição simultânea na Band, embora não tenha alavancado a audiência da emissora, foi vista como uma estratégia para alcançar públicos diferentes. Na TV aberta, a novela estreou em 10 de março e seguiu um ritmo diário às 20h30, mas os números indicam que o verdadeiro impacto de Beleza Fatal se deu no streaming, onde os 40 capítulos já estavam disponíveis para maratonas.

O impacto de Beleza Fatal no streaming

A chegada de Beleza Fatal ao catálogo da Max marcou um momento histórico para o streaming no Brasil. Enquanto plataformas como Globoplay já haviam apostado em novelas originais, como Verdades Secretas 2 e Todas as Flores, a Max entrou no jogo com uma proposta ousada: competir com a Globo em seu próprio terreno, mas com um formato adaptado aos tempos atuais. Murilo Rosa vê isso como uma evolução natural do gênero. “As pessoas sentiam falta de um novelão, e a Max entregou isso com frescor”, comentou, ecoando a opinião de executivos da Warner Bros. Discovery, que celebraram o sucesso da produção.

O desempenho da novela no streaming foi impressionante. Com 2 milhões de contas assistindo ao último capítulo, segundo dados divulgados ao elenco, Beleza Fatal se consolidou como um fenômeno digital. A trama também gerou um engajamento massivo nas redes sociais, com memes sobre Lola e discussões sobre o destino de Sofia dominando plataformas como o Instagram e o Twitter. Esse sucesso abriu portas para a próxima novela da Max, Dona Beja, que já está gravada e deve seguir a mesma fórmula de capítulos enxutos e produção caprichada.

A escolha de lançar o episódio final às 20h de uma sexta-feira, simulando o horário nobre da TV aberta, foi outro acerto. Fãs organizaram encontros para assistir juntos, e até o elenco se reuniu no Rio de Janeiro para acompanhar o desfecho, em um evento que contou com a presença de Raphael Montes, Camila Queiroz e outros nomes da produção. Para Murilo, essa conexão com o público mostra que o formato de novela ainda tem força, desde que adaptado às novas formas de consumo.

Cronograma da produção de Beleza Fatal

A trajetória de Beleza Fatal, desde as gravações até o sucesso no streaming, seguiu um planejamento bem estruturado. Confira os principais marcos:

  • 2024: Início das gravações, com seis meses de produção.
  • Janeiro de 2025: Estreia na Max, com lançamento dos primeiros capítulos.
  • 10 de março de 2025: Início da exibição na Band, às 20h30.
  • 21 de março de 2025: Lançamento do último capítulo na Max, às 20h.

Um novo capítulo para as novelas brasileiras

O sucesso de Beleza Fatal não passou despercebido por outros nomes do meio artístico. Gloria Perez, renomada autora de novelas como O Clone e A Força do Querer, elogiou a produção, chamando-a de “novelão raiz”. O comentário veio após uma troca de alfinetadas entre Globo e Max nas redes sociais, com a emissora carioca sugerindo que Beleza Fatal não era um “novelão de verdade”. A resposta da Max, brincando com o termo “lolover” – usado para os fãs de Lola na trama –, mostrou que a novela já tinha conquistado seu espaço no imaginário popular.

Para Murilo Rosa, o diferencial da produção está na capacidade de unir o clássico ao contemporâneo. “A Max trouxe um formato mais dinâmico, com ganchos fortes e uma história que não se arrasta”, analisou. Esse modelo, segundo ele, atende à demanda de um público que, com a internet, perdeu a paciência para tramas longas. Estudos recentes apontam que novelas com 40 a 60 capítulos têm se mostrado mais eficazes no streaming, uma tendência confirmada por sucessos como Todas as Flores, do Globoplay, e Pedaço de Mim, da Netflix.

A parceria com a Band, embora não tenha elevado a audiência da TV aberta, foi um teste importante. A emissora, que historicamente não investe em novelas, apostou na exibição de Beleza Fatal para atrair um novo público, mas os resultados sugerem que o streaming continua sendo o principal palco para o gênero no momento. Ainda assim, o impacto cultural da novela é inegável, com personagens como Lola e Sofia entrando para a lista de ícones recentes da teledramaturgia.

A visão de Murilo Rosa sobre o futuro das novelas

Com mais de 20 anos de carreira, Murilo Rosa acumula papéis marcantes em novelas como América e Salve Jorge, ambas da Globo. Sua experiência o torna uma voz relevante para avaliar o futuro do gênero, e ele acredita que Beleza Fatal aponta um caminho promissor. “O público quer histórias envolventes, mas sem enrolação”, disse, defendendo o formato enxuto como uma solução para manter a relevância das novelas em um mercado dominado por séries e filmes.

O ator também destacou o trabalho em equipe como um dos pilares do sucesso da produção. A direção de Maria de Médicis, conhecida por trabalhos na Globo, trouxe um olhar experiente, enquanto a supervisão de Silvio de Abreu, autor de clássicos como Belíssima, garantiu a essência do “novelão”. Para Murilo, a combinação de talentos novos e veteranos foi essencial para que a Max acertasse em sua estreia no gênero. “A gente não teve nenhum problema, e isso é raro em produções grandes”, frisou.

A próxima aposta da Max, Dona Beja, com Grazi Massafera no elenco, já gera expectativa entre os fãs de Beleza Fatal. Embora a data de estreia ainda não tenha sido anunciada, a produção segue o mesmo modelo de obra fechada, sugerindo que a plataforma pretende solidificar sua posição no mercado de novelas. Para Murilo, o sucesso da primeira empreitada é um sinal de que o público está aberto a novas formas de consumir o gênero que faz parte da cultura brasileira há décadas.

Curiosidades sobre Beleza Fatal e Murilo Rosa

A jornada de Beleza Fatal e a participação de Murilo Rosa trouxeram alguns fatos interessantes à tona:

  • Murilo gravou suas cenas como Tomás em apenas seis meses, um ritmo mais tranquilo que o das novelas tradicionais.
  • A novela alcançou 2 milhões de contas na Max com o último capítulo, um recorde para produções nacionais da plataforma.
  • O personagem Tomás foi inspirado em médicos reais, trazendo um toque de realismo à trama.
  • Beleza Fatal foi exibida em 14 países, ampliando o alcance do trabalho de Murilo e do elenco.



Murilo Rosa, conhecido por seu papel como Tomás em Beleza Fatal, primeira novela original da Max, não esconde o entusiasmo ao falar sobre o impacto da produção no mercado audiovisual brasileiro. Em uma entrevista recente, o ator de 54 anos destacou como a plataforma de streaming, em parceria com a produtora Coração da Selva, conseguiu romper barreiras ao lançar uma novela fora do domínio tradicional da Globo, que por décadas foi sinônimo do gênero no país. Para ele, o sucesso da trama, que alcançou o topo da audiência na Max no Brasil e em outros 14 países, é a prova de que o modelo de obra fechada, com 40 capítulos gravados em seis meses, pode ser um divisor de águas. “Foi um passo muito bem dado e com muito cuidado pela Max”, afirmou Rosa, celebrando a ousadia da iniciativa.

A produção, lançada em janeiro de 2025 e finalizada em 21 de março, conquistou o público com uma trama repleta de reviravoltas, vingança e personagens marcantes, como a vilã Lola, interpretada por Camila Pitanga, e a protagonista Sofia, vivida por Camila Queiroz. Diferente das novelas tradicionais, que muitas vezes ultrapassam 150 capítulos, Beleza Fatal apostou em um formato mais enxuto, algo que Murilo considera um ganho tanto para os atores quanto para os espectadores. Ele também elogiou a escolha da Max em trabalhar com uma produtora independente, algo que, segundo ele, era visto com desconfiança antes do projeto. “Não se sabia direito se era possível fazer uma novela com uma produtora independente”, lembrou o ator.

Além do sucesso na plataforma, a novela também foi exibida na Band a partir de 10 de março, ampliando seu alcance. Apesar de não ter revolucionado a audiência na TV aberta, onde manteve os índices habituais da emissora, o desempenho no streaming e o engajamento nas redes sociais consolidaram Beleza Fatal como um marco. O elenco estelar, que inclui nomes como Giovanna Antonelli, Marcelo Serrado e Caio Blat, e a direção de Maria de Médicis, com supervisão de Silvio de Abreu, reforçaram a qualidade da produção, que agora abre caminho para novas apostas da Max, como a já gravada Dona Beja.

O pioneirismo da Max no mercado de novelas

Murilo Rosa não mediu palavras ao elogiar a estratégia da Max ao entrar no segmento das novelas, um território antes dominado por gigantes como a Globo. Para o ator, a decisão de produzir Beleza Fatal com uma equipe externa à estrutura tradicional das grandes emissoras foi um risco calculado que deu certo. “Existia um medo: como se faz uma novela fora dessa potência que é fazer uma novela dentro da Globo?”, questionou ele, apontando que o sucesso da trama dissipou essas dúvidas. A escolha da Coração da Selva, uma produtora sem experiência prévia no gênero, também foi destacada por Rosa como um acerto, já que a empresa enfrentou o desafio com competência e entregou um produto de alta qualidade.

O formato de obra fechada, com todos os capítulos gravados antes da estreia, trouxe benefícios diretos ao elenco. Diferente do ritmo acelerado das novelas ao vivo, que exigem ajustes constantes no roteiro, Beleza Fatal permitiu que os atores tivessem uma visão completa de seus personagens desde o início. “Nós tivemos seis meses para gravar 40 capítulos. Ter mais tempo para contar essa história é legal”, explicou Murilo, que interpretou Tomás, um médico envolvido em tramas familiares e segredos revelados por cartas anônimas. Esse modelo, segundo ele, facilita a construção de arcos narrativos mais consistentes e dá ao público uma experiência mais coesa.

A repercussão da novela também foi sentida fora do Brasil. Com audiência expressiva em 14 países, Beleza Fatal se tornou a produção nacional mais vista na história da Max, superando expectativas e provando que o gênero ainda tem fôlego no streaming. O último capítulo, exibido em 21 de março às 20h, mobilizou fãs que se reuniram para assistir juntos, recriando a tradição dos finais de novela na TV aberta, mas agora em um ambiente digital.

Um elenco de peso e uma trama envolvente

Beleza Fatal não seria o sucesso que é sem seu elenco estelar e uma história que prendeu o público do primeiro ao último episódio. Escrita por Raphael Montes, a novela mergulha no universo da estética e da vaidade, explorando temas como vingança, justiça e poder. Murilo Rosa divide a cena com nomes como Camila Queiroz, que interpreta Sofia em sua busca por reparação, e Camila Pitanga, cuja vilã Lola se tornou um fenômeno nas redes sociais por sua extravagância e frases marcantes. Outros atores, como Giovanna Antonelli, no papel de Elvira Paixão, e Marcelo Serrado, como o irreverente Dr. Peitão, também contribuíram para o brilho da produção.

  • Principais destaques do elenco de Beleza Fatal:
    • Camila Queiroz como Sofia, a protagonista movida por vingança.
    • Camila Pitanga como Lola, a vilã carismática que conquistou os fãs.
    • Murilo Rosa como Tomás, médico central na trama familiar.
    • Giovanna Antonelli como Elvira Paixão, figura forte na narrativa.

A trama, ambientada no mundo dos procedimentos estéticos, trouxe reviravoltas que mantiveram os espectadores ansiosos por cada novo capítulo. O assassinato de Benjamin, personagem de Caio Blat, foi um dos mistérios que dominaram as conversas online, com o desfecho revelando o culpado no episódio final. A combinação de um roteiro ágil, direção precisa e atuações memoráveis fez da novela um marco que, segundo Murilo, “quebrou a tradição de novelas excessivamente longas”.

A experiência de gravar uma novela inovadora

Gravar Beleza Fatal foi uma experiência única para Murilo Rosa e seus colegas de elenco. O ator destacou a tranquilidade proporcionada pelo cronograma de seis meses, algo raro em produções tradicionais, onde os capítulos muitas vezes são finalizados dias antes de irem ao ar. “Conhecendo o início, meio e fim dos personagens é mais bacana”, afirmou ele, ressaltando como essa abordagem permitiu um mergulho mais profundo em Tomás, seu personagem. Na trama, Tomás lida com segredos familiares e a relação com Carol, interpretada por Manu Morelli, em cenas que misturam drama e suspense.

A produtora Coração da Selva, responsável pela execução, também recebeu elogios de Rosa. Apesar de ser sua primeira incursão em novelas, a empresa superou as expectativas e entregou um trabalho sem contratempos. “Uma produtora que não tinha essa experiência pegou um pepino pela frente e foi lindamente”, disse o ator, enfatizando a ausência de problemas durante as gravações. Esse sucesso logístico, aliado à visão da Max, consolidou a novela como um exemplo de como o gênero pode se reinventar fora do modelo tradicional.

A exibição simultânea na Band, embora não tenha alavancado a audiência da emissora, foi vista como uma estratégia para alcançar públicos diferentes. Na TV aberta, a novela estreou em 10 de março e seguiu um ritmo diário às 20h30, mas os números indicam que o verdadeiro impacto de Beleza Fatal se deu no streaming, onde os 40 capítulos já estavam disponíveis para maratonas.

O impacto de Beleza Fatal no streaming

A chegada de Beleza Fatal ao catálogo da Max marcou um momento histórico para o streaming no Brasil. Enquanto plataformas como Globoplay já haviam apostado em novelas originais, como Verdades Secretas 2 e Todas as Flores, a Max entrou no jogo com uma proposta ousada: competir com a Globo em seu próprio terreno, mas com um formato adaptado aos tempos atuais. Murilo Rosa vê isso como uma evolução natural do gênero. “As pessoas sentiam falta de um novelão, e a Max entregou isso com frescor”, comentou, ecoando a opinião de executivos da Warner Bros. Discovery, que celebraram o sucesso da produção.

O desempenho da novela no streaming foi impressionante. Com 2 milhões de contas assistindo ao último capítulo, segundo dados divulgados ao elenco, Beleza Fatal se consolidou como um fenômeno digital. A trama também gerou um engajamento massivo nas redes sociais, com memes sobre Lola e discussões sobre o destino de Sofia dominando plataformas como o Instagram e o Twitter. Esse sucesso abriu portas para a próxima novela da Max, Dona Beja, que já está gravada e deve seguir a mesma fórmula de capítulos enxutos e produção caprichada.

A escolha de lançar o episódio final às 20h de uma sexta-feira, simulando o horário nobre da TV aberta, foi outro acerto. Fãs organizaram encontros para assistir juntos, e até o elenco se reuniu no Rio de Janeiro para acompanhar o desfecho, em um evento que contou com a presença de Raphael Montes, Camila Queiroz e outros nomes da produção. Para Murilo, essa conexão com o público mostra que o formato de novela ainda tem força, desde que adaptado às novas formas de consumo.

Cronograma da produção de Beleza Fatal

A trajetória de Beleza Fatal, desde as gravações até o sucesso no streaming, seguiu um planejamento bem estruturado. Confira os principais marcos:

  • 2024: Início das gravações, com seis meses de produção.
  • Janeiro de 2025: Estreia na Max, com lançamento dos primeiros capítulos.
  • 10 de março de 2025: Início da exibição na Band, às 20h30.
  • 21 de março de 2025: Lançamento do último capítulo na Max, às 20h.

Um novo capítulo para as novelas brasileiras

O sucesso de Beleza Fatal não passou despercebido por outros nomes do meio artístico. Gloria Perez, renomada autora de novelas como O Clone e A Força do Querer, elogiou a produção, chamando-a de “novelão raiz”. O comentário veio após uma troca de alfinetadas entre Globo e Max nas redes sociais, com a emissora carioca sugerindo que Beleza Fatal não era um “novelão de verdade”. A resposta da Max, brincando com o termo “lolover” – usado para os fãs de Lola na trama –, mostrou que a novela já tinha conquistado seu espaço no imaginário popular.

Para Murilo Rosa, o diferencial da produção está na capacidade de unir o clássico ao contemporâneo. “A Max trouxe um formato mais dinâmico, com ganchos fortes e uma história que não se arrasta”, analisou. Esse modelo, segundo ele, atende à demanda de um público que, com a internet, perdeu a paciência para tramas longas. Estudos recentes apontam que novelas com 40 a 60 capítulos têm se mostrado mais eficazes no streaming, uma tendência confirmada por sucessos como Todas as Flores, do Globoplay, e Pedaço de Mim, da Netflix.

A parceria com a Band, embora não tenha elevado a audiência da TV aberta, foi um teste importante. A emissora, que historicamente não investe em novelas, apostou na exibição de Beleza Fatal para atrair um novo público, mas os resultados sugerem que o streaming continua sendo o principal palco para o gênero no momento. Ainda assim, o impacto cultural da novela é inegável, com personagens como Lola e Sofia entrando para a lista de ícones recentes da teledramaturgia.

A visão de Murilo Rosa sobre o futuro das novelas

Com mais de 20 anos de carreira, Murilo Rosa acumula papéis marcantes em novelas como América e Salve Jorge, ambas da Globo. Sua experiência o torna uma voz relevante para avaliar o futuro do gênero, e ele acredita que Beleza Fatal aponta um caminho promissor. “O público quer histórias envolventes, mas sem enrolação”, disse, defendendo o formato enxuto como uma solução para manter a relevância das novelas em um mercado dominado por séries e filmes.

O ator também destacou o trabalho em equipe como um dos pilares do sucesso da produção. A direção de Maria de Médicis, conhecida por trabalhos na Globo, trouxe um olhar experiente, enquanto a supervisão de Silvio de Abreu, autor de clássicos como Belíssima, garantiu a essência do “novelão”. Para Murilo, a combinação de talentos novos e veteranos foi essencial para que a Max acertasse em sua estreia no gênero. “A gente não teve nenhum problema, e isso é raro em produções grandes”, frisou.

A próxima aposta da Max, Dona Beja, com Grazi Massafera no elenco, já gera expectativa entre os fãs de Beleza Fatal. Embora a data de estreia ainda não tenha sido anunciada, a produção segue o mesmo modelo de obra fechada, sugerindo que a plataforma pretende solidificar sua posição no mercado de novelas. Para Murilo, o sucesso da primeira empreitada é um sinal de que o público está aberto a novas formas de consumir o gênero que faz parte da cultura brasileira há décadas.

Curiosidades sobre Beleza Fatal e Murilo Rosa

A jornada de Beleza Fatal e a participação de Murilo Rosa trouxeram alguns fatos interessantes à tona:

  • Murilo gravou suas cenas como Tomás em apenas seis meses, um ritmo mais tranquilo que o das novelas tradicionais.
  • A novela alcançou 2 milhões de contas na Max com o último capítulo, um recorde para produções nacionais da plataforma.
  • O personagem Tomás foi inspirado em médicos reais, trazendo um toque de realismo à trama.
  • Beleza Fatal foi exibida em 14 países, ampliando o alcance do trabalho de Murilo e do elenco.



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