A temporada artística do Theatro Municipal do Rio de Janeiro promete emocionar o público com uma programação diversificada que mistura clássicos consagrados e estreias aguardadas. Após o sucesso de 2024, quando ingressos para “O lago dos cisnes” esgotaram em poucos minutos, o balé de Tchaikovsky retorna em maio como um dos destaques do ano. A venda de ingressos para os espetáculos do primeiro semestre começou no dia 2 de abril, às 12h, pelo site oficial, e às 13h na bilheteria física, localizada na Praça Floriano, no coração da Cinelândia. Além do famoso balé, a agenda inclui óperas como “Os pescadores de pérolas”, de Georges Bizet, e a inédita “Frida”, sobre a vida da pintora mexicana Frida Kahlo, que chega em outubro como uma das grandes apostas da casa.
Com um calendário que se estende de março a dezembro, o Theatro Municipal reforça seu papel como um dos principais palcos culturais da América Latina. A abertura da temporada ocorreu em março, com o concerto “Uma Noite Vienense”, celebrando os 200 anos de nascimento de Johann Strauss II. Agora, o foco se volta para os próximos meses, que trarão uma mistura de música, dança e teatro, com produções que vão desde a opereta “A viúva alegre”, em abril, até o tradicional “O Quebra-Nozes”, que encerrará o ano em dezembro. A expectativa é alta, especialmente após o sucesso de público registrado no ano anterior, quando mais de 150 mil espectadores passaram pelo teatro.
O acesso à cultura também está no centro das iniciativas do Theatro. Com patrocínio da Petrobras, a instituição mantém preços acessíveis, com ingressos que variam entre R$ 45 e R$ 120 para os balés, e oferece entrada gratuita em eventos especiais, como a apresentação de “Os pescadores de pérolas” no dia 14 de julho, data que marca os 116 anos do teatro. A programação ainda prevê sessões didáticas, oficinas e apresentações na escadaria, ampliando o alcance para públicos de todas as idades e reforçando a missão de popularizar a arte no Rio de Janeiro.
Clássicos que voltam ao palco
“O lago dos cisnes” será um dos momentos mais aguardados do ano. Com apresentações marcadas para maio, o balé contará com o Ballet e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, sob a regência de Javier Logioia Orbe. A história da princesa Odette, transformada em cisne por um feitiço e em busca do amor verdadeiro, ganha vida na concepção de Jorge Texeira, que adapta a coreografia original de Marius Petipa e Lev Ivanov. A direção e mise-en-scène ficam a cargo de Hélio Bejani, prometendo uma montagem que une tradição e frescor ao clássico de Tchaikovsky.
Outro retorno celebrado é o de “O Quebra-Nozes”, que fechará a temporada em dezembro. O balé, também de Tchaikovsky, terá nova montagem concebida por Hélio Bejani e Jorge Texeira, com regência de Felipe Prazeres, maestro titular da casa. A trama acompanha Clara, uma menina que, na véspera de Natal, embarca em uma aventura mágica ao lado de um quebra-nozes que ganha vida. A produção, que reúne Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica, é um dos eventos mais tradicionais do teatro e costuma atrair famílias inteiras, consolidando-se como um marco das festas de fim de ano no Rio.
A opereta “A viúva alegre”, de Franz Lehar, abrirá o mês de abril com uma montagem que promete leveza e sofisticação. Ambientada na Paris do início do século XX, a história gira em torno de uma viúva rica que desperta o interesse de muitos na Embaixada de Pontevedro, um país fictício. Com direção musical de Felipe Prazeres e concepção cênica de André Heller-Lopes, o espetáculo contará com a participação especial da atriz Alice Borges, além do Coro e da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, trazendo um toque de humor e romantismo ao palco.
- Clássicos em destaque no Theatro Municipal
- “O lago dos cisnes”: maio, com Ballet e Orquestra Sinfônica.
- “O Quebra-Nozes”: dezembro, encerrando o ano com magia natalina.
- “A viúva alegre”: abril, unindo opereta e comédia em Paris fictícia.
Uma temporada de estreias e homenagens
A programação do Theatro Municipal não se limita aos clássicos. Em outubro, o público verá a estreia latino-americana de “Frida”, um balé que retrata a vida da icônica pintora mexicana Frida Kahlo. Premiado na Alemanha, o espetáculo chega ao Rio com coreografia de Reginaldo Oliveira e direção geral de Hélio Bejani, sob a batuta do diretor do Salzburg Landestheater. A montagem explora a trajetória de Frida, marcada por paixão, dor e resiliência, em uma fusão de dança e narrativa visual que promete emocionar os espectadores.
Julho será marcado por uma homenagem especial a Georges Bizet, no ano em que se completam 150 anos de sua morte. A ópera “Os pescadores de pérolas” subirá ao palco com direção musical de Luiz Fernando Malheiro e concepção cênica de Julianna Santos. Ambientada no Ceilão do século XIX, a trama aborda um triângulo amoroso entre dois pescadores e uma sacerdotisa, com melodias que destacam a genialidade do compositor francês. A apresentação do dia 14, que celebra o aniversário do teatro, terá entrada gratuita, reforçando o compromisso da instituição com a democratização da cultura.
Em setembro, o Festival Oficina da Ópera trará três títulos distintos. “Dido e Eneas”, de Henry Purcell, abrirá o evento com o Ensemble OSTM sob regência de Jésus Figueiredo. Em seguida, “O afiador de facas”, de Piero Schlochauer, terá direção e regência de Anderson Alves. O festival se encerrará com “Carmina Burana”, de Carl Orff, uma cantata profana interpretada pelo Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, com Victor Hugo Toro na regência. A diversidade de estilos e épocas promete atrair tanto amantes da ópera quanto novos públicos.
Música brasileira e parcerias internacionais
A valorização da música nacional também terá espaço na temporada. Em junho, a Série Música Brasileira em Foco apresentará um concerto com obras de compositores brasileiros consagrados. A Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, sob regência de Cláudio Cruz, executará a abertura da ópera “Fosca”, de Carlos Gomes, o “Concerto para Piano nº 2 em Formas Brasileiras”, de Hekel Tavares, com o solista Álvaro Siviero, e a “Série Brasileira”, de Alberto Nepomuceno. O evento destaca a riqueza do repertório nacional e reforça a identidade cultural do teatro.
Outubro trará ainda uma parceria internacional no âmbito do ano França-Brasil. Um concerto lírico reunirá jovens talentos selecionados pela Ópera de Paris, acompanhados pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, com regência de Felipe Prazeres. A iniciativa celebra a troca cultural entre os dois países e promete um encontro único de vozes emergentes com a tradição do palco carioca. A programação reflete o esforço do teatro em conectar o local ao global, trazendo ao Rio influências de diferentes partes do mundo.
No mês de novembro, “Negro Spirituals” retorna ao palco após apresentações bem-sucedidas em anos anteriores. O espetáculo, dirigido por Murilo Emerenciano, reúne cantores e instrumentistas do Municipal para explorar o gênero musical criado por escravizados negros nos Estados Unidos. A montagem destaca a força e a espiritualidade dessas canções, oferecendo ao público uma experiência que une história e emoção em um formato acessível e impactante.
Balés que encantam o público
Além de “O lago dos cisnes” e “O Quebra-Nozes”, o balé “O corsário” marcará presença em agosto. Baseado no poema “The Corsair”, de Lord Byron, o espetáculo narra a história de Conrad, um pirata que se apaixona por Medora, uma jovem escravizada vendida a um harém. A remontagem, assinada por Hélio Bejani e Jorge Texeira a partir da coreografia de Marius Petipa, combina romantismo e aventura em uma produção que destaca a técnica do Ballet do Theatro Municipal. A grandiosidade das cenas e a riqueza dos figurinos prometem impressionar os espectadores.
A dança também abrirá o segundo semestre com força. Em março, antes mesmo da temporada oficial de balés, o Theatro apresentou “Floresta Amazônica”, da Companhia de Ballet Dalal Achcar, celebrando 50 anos de sua estreia. Inspirado na sinfonia de Heitor Villa-Lobos, o espetáculo trouxe a exuberância da Amazônia ao palco, com ingressos que variaram entre R$ 45 e R$ 120. A montagem, que não está na programação regular de 2025, serviu como um aquecimento para os grandes títulos que virão ao longo do ano.
Os balés do Theatro Municipal têm se consolidado como um dos maiores atrativos da casa. Em 2024, “O lago dos cisnes” alcançou lotação máxima em todas as sessões, com mais de 2.200 ingressos vendidos por apresentação. A expectativa para este ano é que a demanda se repita, especialmente com a combinação de clássicos e novas produções que exploram temas variados, como a vida de Frida Kahlo e as paisagens sonoras de Villa-Lobos.
- Balés que prometem lotar o Theatro
- “O corsário”: agosto, com piratas e romantismo em cena.
- “Frida”: outubro, estreia inédita sobre a pintora mexicana.
- “Floresta Amazônica”: marco de março, celebrando Villa-Lobos.
Óperas que emocionam e educam
Novembro será o mês de “Madama Butterfly”, de Giacomo Puccini, uma das óperas mais amadas do repertório clássico. Com direção musical de Alessandro Sangiorgi e concepção cênica de Pedro Salazar, o espetáculo narra o trágico romance entre a japonesa Cio-Cio-San e um tenente americano. O Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal darão vida às melodias intensas de Puccini, em uma montagem que promete tocar o público com sua carga emocional e visual.
A ópera também terá um papel educativo na temporada. Sessões didáticas estão previstas ao longo do ano, com destaque para o concerto de março, que encerrou o mês com a Orquestra Sinfônica sob regência de Felipe Prazeres. O repertório incluiu obras de Bach, Mozart, Tchaikovsky e compositores brasileiros como Villa-Lobos, com texto de Eric Herrero. Essas apresentações, voltadas para crianças e jovens, buscam aproximar novos públicos da música de concerto, oferecendo explicações e momentos de interação.
A diversidade de óperas na programação reflete o compromisso do Theatro com diferentes estilos e épocas. De “Os pescadores de pérolas”, com seu exotismo oriental, a “Madama Butterfly”, com sua profundidade psicológica, o teatro oferece um panorama rico da história da ópera, enquanto o Festival Oficina da Ópera, em setembro, explora desde o barroco de Purcell até o contemporâneo de Schlochauer.
Calendário dos principais eventos
A temporada do Theatro Municipal segue um cronograma bem estruturado, com eventos distribuídos ao longo dos meses. Confira as datas e atrações mais esperadas:
- Março: “Uma Noite Vienense” (dias 13 e 14), abertura com Strauss.
- Abril: “A viúva alegre”, opereta com Alice Borges.
- Maio: “O lago dos cisnes”, retorno do clássico de Tchaikovsky.
- Julho: “Os pescadores de pérolas”, homenagem a Bizet no dia 14.
- Outubro: “Frida”, estreia inédita na América Latina.
- Dezembro: “O Quebra-Nozes”, encerramento natalino.
Esse calendário reflete a variedade da programação, que abrange desde concertos sinfônicos até balés e óperas, com destaque para datas comemorativas como o aniversário do teatro em julho. A venda antecipada de ingressos para o primeiro semestre, iniciada em abril, permite que o público se planeje para não perder os espetáculos mais concorridos, como “O lago dos cisnes” e “A viúva alegre”.
Elenco e produção de alto nível
A qualidade artística da temporada é garantida por um time de peso. Felipe Prazeres, maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, estará à frente de várias produções, incluindo “A viúva alegre” e “O Quebra-Nozes”. Outros nomes como Luiz Fernando Malheiro, regente de “Os pescadores de pérolas”, e Hélio Bejani, responsável por coreografias como “O corsário” e “Frida”, trazem experiência e inovação ao palco carioca.
O elenco também impressiona. A soprano Michele Menezes participou da abertura com “Uma Noite Vienense”, enquanto o pianista Álvaro Siviero será solista na Série Música Brasileira em Foco. A atriz Alice Borges, conhecida por papéis na TV e no teatro, adicionará um toque especial à opereta de abril. A direção cênica de André Heller-Lopes e Julianna Santos, em “A viúva alegre” e “Os pescadores de pérolas”, respectivamente, promete montagens visualmente impactantes.
A produção do Theatro Municipal conta ainda com o apoio de instituições como a Associação dos Amigos do Teatro Municipal e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, além do patrocínio da Petrobras. Essa parceria permite que o teatro mantenha sua excelência artística enquanto amplia o acesso à cultura, com ingressos a preços populares e eventos gratuitos ao longo do ano.
Impacto cultural no Rio de Janeiro
O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado em 1909, segue como um símbolo da cultura carioca. Em 2024, a casa recebeu mais de 150 mil visitantes, número que reflete sua relevância como ponto de encontro para amantes da arte. A temporada deste ano, com sua mistura de clássicos e novidades, deve manter esse público cativo, enquanto atrai novos espectadores com produções como “Frida” e as sessões didáticas.
A localização na Cinelândia, no centro do Rio, facilita o acesso tanto para moradores quanto para turistas, que podem combinar a visita ao teatro com um passeio pela região histórica. A arquitetura imponente do prédio, com sua cúpula dourada e interiores luxuosos, é um atrativo à parte, complementando a experiência dos espetáculos. Em dias especiais, como o aniversário do teatro, apresentações na escadaria externa aproximam ainda mais a população da programação.
A iniciativa de popularizar a cultura também se reflete nas ações educativas. Oficinas, visitas guiadas e concertos para jovens fazem parte do esforço do Theatro para formar novas gerações de apreciadores da música e da dança. Com mais de 50 apresentações previstas até dezembro, o teatro reafirma seu compromisso com a arte e a educação, consolidando-se como um espaço vivo e pulsante no cenário cultural do Rio.

A temporada artística do Theatro Municipal do Rio de Janeiro promete emocionar o público com uma programação diversificada que mistura clássicos consagrados e estreias aguardadas. Após o sucesso de 2024, quando ingressos para “O lago dos cisnes” esgotaram em poucos minutos, o balé de Tchaikovsky retorna em maio como um dos destaques do ano. A venda de ingressos para os espetáculos do primeiro semestre começou no dia 2 de abril, às 12h, pelo site oficial, e às 13h na bilheteria física, localizada na Praça Floriano, no coração da Cinelândia. Além do famoso balé, a agenda inclui óperas como “Os pescadores de pérolas”, de Georges Bizet, e a inédita “Frida”, sobre a vida da pintora mexicana Frida Kahlo, que chega em outubro como uma das grandes apostas da casa.
Com um calendário que se estende de março a dezembro, o Theatro Municipal reforça seu papel como um dos principais palcos culturais da América Latina. A abertura da temporada ocorreu em março, com o concerto “Uma Noite Vienense”, celebrando os 200 anos de nascimento de Johann Strauss II. Agora, o foco se volta para os próximos meses, que trarão uma mistura de música, dança e teatro, com produções que vão desde a opereta “A viúva alegre”, em abril, até o tradicional “O Quebra-Nozes”, que encerrará o ano em dezembro. A expectativa é alta, especialmente após o sucesso de público registrado no ano anterior, quando mais de 150 mil espectadores passaram pelo teatro.
O acesso à cultura também está no centro das iniciativas do Theatro. Com patrocínio da Petrobras, a instituição mantém preços acessíveis, com ingressos que variam entre R$ 45 e R$ 120 para os balés, e oferece entrada gratuita em eventos especiais, como a apresentação de “Os pescadores de pérolas” no dia 14 de julho, data que marca os 116 anos do teatro. A programação ainda prevê sessões didáticas, oficinas e apresentações na escadaria, ampliando o alcance para públicos de todas as idades e reforçando a missão de popularizar a arte no Rio de Janeiro.
Clássicos que voltam ao palco
“O lago dos cisnes” será um dos momentos mais aguardados do ano. Com apresentações marcadas para maio, o balé contará com o Ballet e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, sob a regência de Javier Logioia Orbe. A história da princesa Odette, transformada em cisne por um feitiço e em busca do amor verdadeiro, ganha vida na concepção de Jorge Texeira, que adapta a coreografia original de Marius Petipa e Lev Ivanov. A direção e mise-en-scène ficam a cargo de Hélio Bejani, prometendo uma montagem que une tradição e frescor ao clássico de Tchaikovsky.
Outro retorno celebrado é o de “O Quebra-Nozes”, que fechará a temporada em dezembro. O balé, também de Tchaikovsky, terá nova montagem concebida por Hélio Bejani e Jorge Texeira, com regência de Felipe Prazeres, maestro titular da casa. A trama acompanha Clara, uma menina que, na véspera de Natal, embarca em uma aventura mágica ao lado de um quebra-nozes que ganha vida. A produção, que reúne Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica, é um dos eventos mais tradicionais do teatro e costuma atrair famílias inteiras, consolidando-se como um marco das festas de fim de ano no Rio.
A opereta “A viúva alegre”, de Franz Lehar, abrirá o mês de abril com uma montagem que promete leveza e sofisticação. Ambientada na Paris do início do século XX, a história gira em torno de uma viúva rica que desperta o interesse de muitos na Embaixada de Pontevedro, um país fictício. Com direção musical de Felipe Prazeres e concepção cênica de André Heller-Lopes, o espetáculo contará com a participação especial da atriz Alice Borges, além do Coro e da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, trazendo um toque de humor e romantismo ao palco.
- Clássicos em destaque no Theatro Municipal
- “O lago dos cisnes”: maio, com Ballet e Orquestra Sinfônica.
- “O Quebra-Nozes”: dezembro, encerrando o ano com magia natalina.
- “A viúva alegre”: abril, unindo opereta e comédia em Paris fictícia.
Uma temporada de estreias e homenagens
A programação do Theatro Municipal não se limita aos clássicos. Em outubro, o público verá a estreia latino-americana de “Frida”, um balé que retrata a vida da icônica pintora mexicana Frida Kahlo. Premiado na Alemanha, o espetáculo chega ao Rio com coreografia de Reginaldo Oliveira e direção geral de Hélio Bejani, sob a batuta do diretor do Salzburg Landestheater. A montagem explora a trajetória de Frida, marcada por paixão, dor e resiliência, em uma fusão de dança e narrativa visual que promete emocionar os espectadores.
Julho será marcado por uma homenagem especial a Georges Bizet, no ano em que se completam 150 anos de sua morte. A ópera “Os pescadores de pérolas” subirá ao palco com direção musical de Luiz Fernando Malheiro e concepção cênica de Julianna Santos. Ambientada no Ceilão do século XIX, a trama aborda um triângulo amoroso entre dois pescadores e uma sacerdotisa, com melodias que destacam a genialidade do compositor francês. A apresentação do dia 14, que celebra o aniversário do teatro, terá entrada gratuita, reforçando o compromisso da instituição com a democratização da cultura.
Em setembro, o Festival Oficina da Ópera trará três títulos distintos. “Dido e Eneas”, de Henry Purcell, abrirá o evento com o Ensemble OSTM sob regência de Jésus Figueiredo. Em seguida, “O afiador de facas”, de Piero Schlochauer, terá direção e regência de Anderson Alves. O festival se encerrará com “Carmina Burana”, de Carl Orff, uma cantata profana interpretada pelo Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, com Victor Hugo Toro na regência. A diversidade de estilos e épocas promete atrair tanto amantes da ópera quanto novos públicos.
Música brasileira e parcerias internacionais
A valorização da música nacional também terá espaço na temporada. Em junho, a Série Música Brasileira em Foco apresentará um concerto com obras de compositores brasileiros consagrados. A Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, sob regência de Cláudio Cruz, executará a abertura da ópera “Fosca”, de Carlos Gomes, o “Concerto para Piano nº 2 em Formas Brasileiras”, de Hekel Tavares, com o solista Álvaro Siviero, e a “Série Brasileira”, de Alberto Nepomuceno. O evento destaca a riqueza do repertório nacional e reforça a identidade cultural do teatro.
Outubro trará ainda uma parceria internacional no âmbito do ano França-Brasil. Um concerto lírico reunirá jovens talentos selecionados pela Ópera de Paris, acompanhados pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, com regência de Felipe Prazeres. A iniciativa celebra a troca cultural entre os dois países e promete um encontro único de vozes emergentes com a tradição do palco carioca. A programação reflete o esforço do teatro em conectar o local ao global, trazendo ao Rio influências de diferentes partes do mundo.
No mês de novembro, “Negro Spirituals” retorna ao palco após apresentações bem-sucedidas em anos anteriores. O espetáculo, dirigido por Murilo Emerenciano, reúne cantores e instrumentistas do Municipal para explorar o gênero musical criado por escravizados negros nos Estados Unidos. A montagem destaca a força e a espiritualidade dessas canções, oferecendo ao público uma experiência que une história e emoção em um formato acessível e impactante.
Balés que encantam o público
Além de “O lago dos cisnes” e “O Quebra-Nozes”, o balé “O corsário” marcará presença em agosto. Baseado no poema “The Corsair”, de Lord Byron, o espetáculo narra a história de Conrad, um pirata que se apaixona por Medora, uma jovem escravizada vendida a um harém. A remontagem, assinada por Hélio Bejani e Jorge Texeira a partir da coreografia de Marius Petipa, combina romantismo e aventura em uma produção que destaca a técnica do Ballet do Theatro Municipal. A grandiosidade das cenas e a riqueza dos figurinos prometem impressionar os espectadores.
A dança também abrirá o segundo semestre com força. Em março, antes mesmo da temporada oficial de balés, o Theatro apresentou “Floresta Amazônica”, da Companhia de Ballet Dalal Achcar, celebrando 50 anos de sua estreia. Inspirado na sinfonia de Heitor Villa-Lobos, o espetáculo trouxe a exuberância da Amazônia ao palco, com ingressos que variaram entre R$ 45 e R$ 120. A montagem, que não está na programação regular de 2025, serviu como um aquecimento para os grandes títulos que virão ao longo do ano.
Os balés do Theatro Municipal têm se consolidado como um dos maiores atrativos da casa. Em 2024, “O lago dos cisnes” alcançou lotação máxima em todas as sessões, com mais de 2.200 ingressos vendidos por apresentação. A expectativa para este ano é que a demanda se repita, especialmente com a combinação de clássicos e novas produções que exploram temas variados, como a vida de Frida Kahlo e as paisagens sonoras de Villa-Lobos.
- Balés que prometem lotar o Theatro
- “O corsário”: agosto, com piratas e romantismo em cena.
- “Frida”: outubro, estreia inédita sobre a pintora mexicana.
- “Floresta Amazônica”: marco de março, celebrando Villa-Lobos.
Óperas que emocionam e educam
Novembro será o mês de “Madama Butterfly”, de Giacomo Puccini, uma das óperas mais amadas do repertório clássico. Com direção musical de Alessandro Sangiorgi e concepção cênica de Pedro Salazar, o espetáculo narra o trágico romance entre a japonesa Cio-Cio-San e um tenente americano. O Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal darão vida às melodias intensas de Puccini, em uma montagem que promete tocar o público com sua carga emocional e visual.
A ópera também terá um papel educativo na temporada. Sessões didáticas estão previstas ao longo do ano, com destaque para o concerto de março, que encerrou o mês com a Orquestra Sinfônica sob regência de Felipe Prazeres. O repertório incluiu obras de Bach, Mozart, Tchaikovsky e compositores brasileiros como Villa-Lobos, com texto de Eric Herrero. Essas apresentações, voltadas para crianças e jovens, buscam aproximar novos públicos da música de concerto, oferecendo explicações e momentos de interação.
A diversidade de óperas na programação reflete o compromisso do Theatro com diferentes estilos e épocas. De “Os pescadores de pérolas”, com seu exotismo oriental, a “Madama Butterfly”, com sua profundidade psicológica, o teatro oferece um panorama rico da história da ópera, enquanto o Festival Oficina da Ópera, em setembro, explora desde o barroco de Purcell até o contemporâneo de Schlochauer.
Calendário dos principais eventos
A temporada do Theatro Municipal segue um cronograma bem estruturado, com eventos distribuídos ao longo dos meses. Confira as datas e atrações mais esperadas:
- Março: “Uma Noite Vienense” (dias 13 e 14), abertura com Strauss.
- Abril: “A viúva alegre”, opereta com Alice Borges.
- Maio: “O lago dos cisnes”, retorno do clássico de Tchaikovsky.
- Julho: “Os pescadores de pérolas”, homenagem a Bizet no dia 14.
- Outubro: “Frida”, estreia inédita na América Latina.
- Dezembro: “O Quebra-Nozes”, encerramento natalino.
Esse calendário reflete a variedade da programação, que abrange desde concertos sinfônicos até balés e óperas, com destaque para datas comemorativas como o aniversário do teatro em julho. A venda antecipada de ingressos para o primeiro semestre, iniciada em abril, permite que o público se planeje para não perder os espetáculos mais concorridos, como “O lago dos cisnes” e “A viúva alegre”.
Elenco e produção de alto nível
A qualidade artística da temporada é garantida por um time de peso. Felipe Prazeres, maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, estará à frente de várias produções, incluindo “A viúva alegre” e “O Quebra-Nozes”. Outros nomes como Luiz Fernando Malheiro, regente de “Os pescadores de pérolas”, e Hélio Bejani, responsável por coreografias como “O corsário” e “Frida”, trazem experiência e inovação ao palco carioca.
O elenco também impressiona. A soprano Michele Menezes participou da abertura com “Uma Noite Vienense”, enquanto o pianista Álvaro Siviero será solista na Série Música Brasileira em Foco. A atriz Alice Borges, conhecida por papéis na TV e no teatro, adicionará um toque especial à opereta de abril. A direção cênica de André Heller-Lopes e Julianna Santos, em “A viúva alegre” e “Os pescadores de pérolas”, respectivamente, promete montagens visualmente impactantes.
A produção do Theatro Municipal conta ainda com o apoio de instituições como a Associação dos Amigos do Teatro Municipal e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, além do patrocínio da Petrobras. Essa parceria permite que o teatro mantenha sua excelência artística enquanto amplia o acesso à cultura, com ingressos a preços populares e eventos gratuitos ao longo do ano.
Impacto cultural no Rio de Janeiro
O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado em 1909, segue como um símbolo da cultura carioca. Em 2024, a casa recebeu mais de 150 mil visitantes, número que reflete sua relevância como ponto de encontro para amantes da arte. A temporada deste ano, com sua mistura de clássicos e novidades, deve manter esse público cativo, enquanto atrai novos espectadores com produções como “Frida” e as sessões didáticas.
A localização na Cinelândia, no centro do Rio, facilita o acesso tanto para moradores quanto para turistas, que podem combinar a visita ao teatro com um passeio pela região histórica. A arquitetura imponente do prédio, com sua cúpula dourada e interiores luxuosos, é um atrativo à parte, complementando a experiência dos espetáculos. Em dias especiais, como o aniversário do teatro, apresentações na escadaria externa aproximam ainda mais a população da programação.
A iniciativa de popularizar a cultura também se reflete nas ações educativas. Oficinas, visitas guiadas e concertos para jovens fazem parte do esforço do Theatro para formar novas gerações de apreciadores da música e da dança. Com mais de 50 apresentações previstas até dezembro, o teatro reafirma seu compromisso com a arte e a educação, consolidando-se como um espaço vivo e pulsante no cenário cultural do Rio.
