Val Kilmer, um dos nomes mais icônicos de Hollywood, morreu aos 65 anos em Los Angeles, na Califórnia, nesta terça-feira, 2 de abril. A notícia foi confirmada por sua filha, Mercedes Kilmer, que revelou que a causa do falecimento foi pneumonia, uma infecção respiratória que comprometeu a saúde do ator. Conhecido por papéis marcantes em filmes como “Top Gun”, “Batman Eternamente” e “The Doors”, Kilmer deixa um legado de quase quatro décadas no cinema, com atuações que atravessaram gêneros e gerações. Sua morte encerra uma trajetória que, apesar de desafios de saúde nos últimos anos, incluindo um câncer de garganta superado em 2017, ainda emocionou fãs com seu retorno em “Top Gun: Maverick” em 2022. A perda do ator, que arrecadou quase US$ 2 bilhões em bilheterias globais, reverbera entre admiradores e colegas da indústria cinematográfica.
A carreira de Val Kilmer começou no teatro e rapidamente se expandiu para o cinema, onde ele se destacou pela versatilidade. Nascido em 31 de dezembro de 1959, no San Fernando Valley, na Califórnia, ele foi o aluno mais jovem aceito no prestigiado departamento de teatro da Juilliard School, em Nova York, aos 21 anos. Sua estreia nas telas veio com a comédia “Top Secret!” em 1984, mas foi com “Top Gun”, dois anos depois, que ele ganhou projeção mundial ao interpretar Tom “Iceman” Kazansky, o rival de Tom Cruise. O papel o consolidou como um galã dos anos 80 e abriu portas para uma sequência de sucessos que marcaram a década seguinte.
Val Kilmer has died at age 65 pic.twitter.com/kKyeJoqMY0
— ScreenTime (@screentime) April 2, 2025
Nos anos 90, Kilmer viveu seu auge, estrelando produções de diferentes estilos. Ele deu vida a Jim Morrison em “The Doors” (1991), enfrentou bandidos em “Tombstone” (1993), vestiu o uniforme do Cavaleiro das Trevas em “Batman Eternamente” (1995) e contracenou com Robert De Niro e Al Pacino em “Heat” (1995). Mesmo com a voz afetada por uma traqueostomia após o câncer, ele voltou a emocionar o público ao reprisar Iceman em “Top Gun: Maverick”, um momento que Tom Cruise descreveu como especial, destacando a química entre os dois no set.
Primeiros anos e ascensão em Hollywood
Val Kilmer nasceu em uma família sem tradição no entretenimento, mas desde cedo mostrou interesse pelas artes cênicas. Criado em San Fernando Valley, ele frequentou a Hollywood Professional School antes de se mudar para Nova York, onde ingressou na Juilliard School em 1981. Sua formação teatral trouxe uma base sólida que se refletiu em suas atuações intensas e detalhistas. Aos 24 anos, ele estreou no cinema com “Top Secret!”, uma paródia de filmes de espionagem que já indicava seu talento para papéis leves e carismáticos. A transição para papéis de maior peso veio rapidamente, e em 1986, “Top Gun” o colocou no radar de Hollywood como um dos jovens atores mais promissores de sua geração.
Aos poucos, Kilmer construiu uma reputação de versatilidade. Seu papel como Iceman em “Top Secret!” não apenas o apresentou ao grande público, mas também estabeleceu uma rivalidade memorável com Maverick, personagem de Tom Cruise. O filme, dirigido por Tony Scott, tornou-se um clássico dos anos 80 e arrecadou mais de US$ 356 milhões em bilheterias globais na época, um número impressionante para os padrões da década. A química entre Kilmer e Cruise foi tão marcante que, décadas depois, os dois se reuniram para “Top Gun: Maverick”, lançado em 2022, que superou US$ 1,4 bilhão em arrecadação e trouxe um dos momentos mais emocionantes da carreira tardia do ator.
Auge nos anos 90: de Batman a Tombstone
O sucesso de Val Kilmer nos anos 90 reflete sua capacidade de transitar entre gêneros cinematográficos com facilidade. Em 1991, ele interpretou Jim Morrison em “The Doors”, dirigido por Oliver Stone. O papel exigiu uma transformação física e vocal, e Kilmer passou meses estudando o líder do The Doors para capturar sua essência. O filme, que arrecadou cerca de US$ 34 milhões, foi elogiado pela crítica, e a atuação de Kilmer é frequentemente citada como uma das melhores cinebiografias musicais já feitas. Sua dedicação ao personagem impressionou até mesmo os colegas de elenco, que destacaram sua entrega total às filmagens.
Dois anos depois, em 1993, Kilmer brilhou como Doc Holliday em “Tombstone”, um faroeste que se tornou cult entre os fãs do gênero. Ao lado de Kurt Russell, ele interpretou o pistoleiro tuberculoso com um misto de humor ácido e fragilidade, roubando cenas em um elenco repleto de estrelas. O filme faturou mais de US$ 56 milhões e consolidou sua fama como um ator capaz de dar profundidade a personagens históricos. A performance em “Tombstone” é lembrada até hoje como um dos pontos altos de sua carreira, com diálogos marcantes que ainda ecoam entre os admiradores do cinema western.
Em 1995, Kilmer assumiu o manto do Batman em “Batman Eternamente”, dirigido por Joel Schumacher. Substituindo Michael Keaton, ele trouxe uma abordagem mais leve ao herói da DC Comics, contracenando com Jim Carrey e Tommy Lee Jones. Apesar das críticas mistas, o filme foi um sucesso comercial, arrecadando mais de US$ 336 milhões mundialmente. No mesmo ano, ele participou de “Heat”, um thriller policial de Michael Mann, onde dividiu a tela com Al Pacino e Robert De Niro. Sua participação, embora menor, foi essencial para a tensão da trama, e o filme se tornou um marco do gênero, com mais de US$ 187 milhões em bilheteria.
Marcos da carreira em números
A trajetória de Val Kilmer no cinema é impressionante não apenas pela qualidade de suas atuações, mas também pelos números que elas geraram. Ao longo de quase 40 anos, seus filmes acumularam quase US$ 2 bilhões em bilheterias globais, um feito que reflete sua popularidade e consistência. Abaixo, alguns destaques financeiros de sua carreira:
- “Top Gun” (1986): US$ 356 milhões
- “The Doors” (1991): US$ 34 milhões
- “Tombstone” (1993): US$ 56 milhões
- “Batman Eternamente” (1995): US$ 336 milhões
- “Heat” (1995): US$ 187 milhões
- “Top Gun: Maverick” (2022): US$ 1,4 bilhão
Esses valores mostram como Kilmer esteve presente em produções de grande impacto, desde blockbusters até filmes cults que ganharam força com o tempo.
Desafios de saúde e o impacto na carreira
Val Kilmer enfrentou um dos maiores desafios de sua vida em 2014, quando foi diagnosticado com câncer de garganta. A doença, que o levou a passar por uma traqueostomia, alterou permanentemente sua voz, deixando-a rouca e dificultando a fala. O tratamento foi longo e exigiu anos de recuperação, mas ele anunciou estar livre do câncer em 2017. Apesar disso, as sequelas da cirurgia mudaram sua relação com a atuação, levando-o a se afastar das telas por um período. Em entrevistas, ele revelou que a experiência o fez valorizar ainda mais a vida e o tempo com a família, especialmente seus filhos, Mercedes e Jack.
Mesmo com a voz comprometida, Kilmer não abandonou completamente o cinema. Sua volta em “Top Gun: Maverick” foi um marco emocional para ele e para os fãs. O diretor Joseph Kosinski afirmou que incluir Iceman na sequência era uma exigência de Tom Cruise e do produtor Jerry Bruckheimer, que viam o personagem como essencial à história. A cena entre Kilmer e Cruise, gravada em um ambiente íntimo, foi descrita como um reencontro poderoso, com os dois atores rindo e se emocionando durante as filmagens. O filme, que se tornou um dos maiores sucessos de 2022, mostrou que o talento de Kilmer ainda ressoava, mesmo em circunstâncias adversas.
Pneumonia: a causa da morte explicada
A pneumonia, que levou Val Kilmer à morte aos 65 anos, é uma infecção respiratória que inflama os pulmões e pode ser fatal, especialmente em pessoas com histórico de problemas de saúde. No caso de Kilmer, as sequelas do câncer de garganta e da traqueostomia podem ter aumentado sua vulnerabilidade. A doença é causada por bactérias, vírus ou fungos, e seus sintomas incluem febre, tosse, dificuldade para respirar e dor no peito. Em indivíduos com o sistema imunológico comprometido ou condições preexistentes, como as que Kilmer enfrentava, a pneumonia pode evoluir rapidamente para complicações graves.
Dados mostram que a pneumonia é uma das principais causas de morte em idosos nos Estados Unidos, com mais de 50 mil óbitos registrados anualmente. Fatores como tabagismo, doenças pulmonares crônicas ou cirurgias anteriores, como a traqueostomia de Kilmer, elevam o risco. Embora ele tenha superado o câncer, a fragilidade respiratória deixada pelo tratamento pode ter contribuído para o desfecho fatal, segundo especialistas em saúde respiratória.
Retorno em Top Gun: Maverick
O retorno de Val Kilmer como Iceman em “Top Gun: Maverick” foi um dos momentos mais aguardados pelos fãs. Lançado em maio de 2022, o filme trouxe de volta a rivalidade entre Iceman e Maverick, agora em um contexto mais maduro, com o personagem de Kilmer como um comandante da Marinha dos EUA. A cena em que os dois se encontram foi planejada para refletir a condição real do ator, com Iceman usando um dispositivo para se comunicar devido à perda da voz. Tom Cruise, que insistiu na participação de Kilmer, descreveu o reencontro como emocionante, destacando como o amigo “se transformou instantaneamente em Iceman novamente”.
A produção tomou cuidados especiais para acomodar as limitações de Kilmer. Sua filha, Mercedes, que esteve presente no set, chamou a experiência de “extraordinária” e “surreal”, lembrando que o pai, aos 62 anos na época, revivia um papel que interpretou pela primeira vez aos 26. O filme arrecadou mais de US$ 1,4 bilhão em bilheterias globais, tornando-se o maior sucesso da carreira de Kilmer e um testemunho de sua resiliência. A participação, embora breve, foi um presente para os fãs e um fechamento simbólico de sua jornada em Hollywood.
Legado no cinema e na memória dos fãs
Val Kilmer deixou uma marca indelével no cinema com papéis que misturaram carisma, intensidade e vulnerabilidade. Sua habilidade de interpretar desde heróis de ação até figuras históricas complexas o colocou entre os grandes atores de sua geração. Filmes como “Top Gun”, “Batman Eternamente” e “Tombstone” continuam a atrair novos públicos, enquanto sua performance em “The Doors” é estudada por aspirantes a atores. A arrecadação de quase US$ 2 bilhões de seus filmes reflete não apenas seu sucesso comercial, mas também o impacto cultural de suas escolhas.
Fora das telas, Kilmer era conhecido por sua paixão pela família e pela arte. Ele se afastou da atuação nos últimos anos para se dedicar aos filhos, Mercedes e Jack, frutos de seu casamento com Joanne Whalley, de quem se separou em 1996. Sua luta contra o câncer e o retorno triunfal em “Top Gun: Maverick” mostraram uma faceta de superação que inspirou muitos. A morte por pneumonia, embora trágica, não apaga o brilho de uma carreira que atravessou décadas e gêneros, deixando um vazio em Hollywood e nos corações dos fãs.
Cronologia da vida e carreira de Val Kilmer
A trajetória de Val Kilmer pode ser resumida em momentos-chave que definiram sua vida e obra. Veja abaixo um panorama de sua jornada:
- 1959: Nasce em 31 de dezembro, em San Fernando Valley, Califórnia
- 1981: Torna-se o aluno mais jovem aceito na Juilliard School
- 1984: Estreia no cinema com “Top Secret!”
- 1986: Ganha fama mundial com “Top Gun”
- 1991: Interpreta Jim Morrison em “The Doors”
- 1993: Brilha como Doc Holliday em “Tombstone”
- 1995: Assume o papel de Batman em “Batman Eternamente”
- 2014: É diagnosticado com câncer de garganta
- 2017: Anuncia estar livre do câncer após traqueostomia
- 2022: Retorna como Iceman em “Top Gun: Maverick”
- 2025: Morre aos 65 anos, em 2 de abril, vítima de pneumonia
Essa linha do tempo destaca os altos e baixos de uma carreira marcada por talento e determinação.
Reações à morte do ator
A notícia da morte de Val Kilmer gerou comoção imediata entre colegas e fãs. Tom Cruise, seu parceiro de cena em “Top Gun”, ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes próximas afirmam que ele ficou abalado com a perda. Joseph Kosinski, diretor de “Top Gun: Maverick”, lembrou a energia de Kilmer no set, mesmo com as limitações de saúde, e o chamou de “um verdadeiro ícone”. Mercedes Kilmer, que confirmou o falecimento ao New York Times, não deu detalhes sobre o estado de saúde do pai nos dias anteriores, mas agradeceu o apoio recebido.
Nas redes sociais, admiradores lamentaram a partida do ator, destacando papéis como Iceman e Doc Holliday. Um fã escreveu que “Hollywood perdeu um dos seus gigantes”, enquanto outro relembrou a emoção de vê-lo em “Top Gun: Maverick”. A morte de Kilmer, apenas dois meses após a de Gene Hackman, também em 2025, reforça a sensação de que uma era de ouro do cinema está se encerrando, com a perda de nomes que definiram gerações.

Val Kilmer, um dos nomes mais icônicos de Hollywood, morreu aos 65 anos em Los Angeles, na Califórnia, nesta terça-feira, 2 de abril. A notícia foi confirmada por sua filha, Mercedes Kilmer, que revelou que a causa do falecimento foi pneumonia, uma infecção respiratória que comprometeu a saúde do ator. Conhecido por papéis marcantes em filmes como “Top Gun”, “Batman Eternamente” e “The Doors”, Kilmer deixa um legado de quase quatro décadas no cinema, com atuações que atravessaram gêneros e gerações. Sua morte encerra uma trajetória que, apesar de desafios de saúde nos últimos anos, incluindo um câncer de garganta superado em 2017, ainda emocionou fãs com seu retorno em “Top Gun: Maverick” em 2022. A perda do ator, que arrecadou quase US$ 2 bilhões em bilheterias globais, reverbera entre admiradores e colegas da indústria cinematográfica.
A carreira de Val Kilmer começou no teatro e rapidamente se expandiu para o cinema, onde ele se destacou pela versatilidade. Nascido em 31 de dezembro de 1959, no San Fernando Valley, na Califórnia, ele foi o aluno mais jovem aceito no prestigiado departamento de teatro da Juilliard School, em Nova York, aos 21 anos. Sua estreia nas telas veio com a comédia “Top Secret!” em 1984, mas foi com “Top Gun”, dois anos depois, que ele ganhou projeção mundial ao interpretar Tom “Iceman” Kazansky, o rival de Tom Cruise. O papel o consolidou como um galã dos anos 80 e abriu portas para uma sequência de sucessos que marcaram a década seguinte.
Val Kilmer has died at age 65 pic.twitter.com/kKyeJoqMY0
— ScreenTime (@screentime) April 2, 2025
Nos anos 90, Kilmer viveu seu auge, estrelando produções de diferentes estilos. Ele deu vida a Jim Morrison em “The Doors” (1991), enfrentou bandidos em “Tombstone” (1993), vestiu o uniforme do Cavaleiro das Trevas em “Batman Eternamente” (1995) e contracenou com Robert De Niro e Al Pacino em “Heat” (1995). Mesmo com a voz afetada por uma traqueostomia após o câncer, ele voltou a emocionar o público ao reprisar Iceman em “Top Gun: Maverick”, um momento que Tom Cruise descreveu como especial, destacando a química entre os dois no set.
Primeiros anos e ascensão em Hollywood
Val Kilmer nasceu em uma família sem tradição no entretenimento, mas desde cedo mostrou interesse pelas artes cênicas. Criado em San Fernando Valley, ele frequentou a Hollywood Professional School antes de se mudar para Nova York, onde ingressou na Juilliard School em 1981. Sua formação teatral trouxe uma base sólida que se refletiu em suas atuações intensas e detalhistas. Aos 24 anos, ele estreou no cinema com “Top Secret!”, uma paródia de filmes de espionagem que já indicava seu talento para papéis leves e carismáticos. A transição para papéis de maior peso veio rapidamente, e em 1986, “Top Gun” o colocou no radar de Hollywood como um dos jovens atores mais promissores de sua geração.
Aos poucos, Kilmer construiu uma reputação de versatilidade. Seu papel como Iceman em “Top Secret!” não apenas o apresentou ao grande público, mas também estabeleceu uma rivalidade memorável com Maverick, personagem de Tom Cruise. O filme, dirigido por Tony Scott, tornou-se um clássico dos anos 80 e arrecadou mais de US$ 356 milhões em bilheterias globais na época, um número impressionante para os padrões da década. A química entre Kilmer e Cruise foi tão marcante que, décadas depois, os dois se reuniram para “Top Gun: Maverick”, lançado em 2022, que superou US$ 1,4 bilhão em arrecadação e trouxe um dos momentos mais emocionantes da carreira tardia do ator.
Auge nos anos 90: de Batman a Tombstone
O sucesso de Val Kilmer nos anos 90 reflete sua capacidade de transitar entre gêneros cinematográficos com facilidade. Em 1991, ele interpretou Jim Morrison em “The Doors”, dirigido por Oliver Stone. O papel exigiu uma transformação física e vocal, e Kilmer passou meses estudando o líder do The Doors para capturar sua essência. O filme, que arrecadou cerca de US$ 34 milhões, foi elogiado pela crítica, e a atuação de Kilmer é frequentemente citada como uma das melhores cinebiografias musicais já feitas. Sua dedicação ao personagem impressionou até mesmo os colegas de elenco, que destacaram sua entrega total às filmagens.
Dois anos depois, em 1993, Kilmer brilhou como Doc Holliday em “Tombstone”, um faroeste que se tornou cult entre os fãs do gênero. Ao lado de Kurt Russell, ele interpretou o pistoleiro tuberculoso com um misto de humor ácido e fragilidade, roubando cenas em um elenco repleto de estrelas. O filme faturou mais de US$ 56 milhões e consolidou sua fama como um ator capaz de dar profundidade a personagens históricos. A performance em “Tombstone” é lembrada até hoje como um dos pontos altos de sua carreira, com diálogos marcantes que ainda ecoam entre os admiradores do cinema western.
Em 1995, Kilmer assumiu o manto do Batman em “Batman Eternamente”, dirigido por Joel Schumacher. Substituindo Michael Keaton, ele trouxe uma abordagem mais leve ao herói da DC Comics, contracenando com Jim Carrey e Tommy Lee Jones. Apesar das críticas mistas, o filme foi um sucesso comercial, arrecadando mais de US$ 336 milhões mundialmente. No mesmo ano, ele participou de “Heat”, um thriller policial de Michael Mann, onde dividiu a tela com Al Pacino e Robert De Niro. Sua participação, embora menor, foi essencial para a tensão da trama, e o filme se tornou um marco do gênero, com mais de US$ 187 milhões em bilheteria.
Marcos da carreira em números
A trajetória de Val Kilmer no cinema é impressionante não apenas pela qualidade de suas atuações, mas também pelos números que elas geraram. Ao longo de quase 40 anos, seus filmes acumularam quase US$ 2 bilhões em bilheterias globais, um feito que reflete sua popularidade e consistência. Abaixo, alguns destaques financeiros de sua carreira:
- “Top Gun” (1986): US$ 356 milhões
- “The Doors” (1991): US$ 34 milhões
- “Tombstone” (1993): US$ 56 milhões
- “Batman Eternamente” (1995): US$ 336 milhões
- “Heat” (1995): US$ 187 milhões
- “Top Gun: Maverick” (2022): US$ 1,4 bilhão
Esses valores mostram como Kilmer esteve presente em produções de grande impacto, desde blockbusters até filmes cults que ganharam força com o tempo.
Desafios de saúde e o impacto na carreira
Val Kilmer enfrentou um dos maiores desafios de sua vida em 2014, quando foi diagnosticado com câncer de garganta. A doença, que o levou a passar por uma traqueostomia, alterou permanentemente sua voz, deixando-a rouca e dificultando a fala. O tratamento foi longo e exigiu anos de recuperação, mas ele anunciou estar livre do câncer em 2017. Apesar disso, as sequelas da cirurgia mudaram sua relação com a atuação, levando-o a se afastar das telas por um período. Em entrevistas, ele revelou que a experiência o fez valorizar ainda mais a vida e o tempo com a família, especialmente seus filhos, Mercedes e Jack.
Mesmo com a voz comprometida, Kilmer não abandonou completamente o cinema. Sua volta em “Top Gun: Maverick” foi um marco emocional para ele e para os fãs. O diretor Joseph Kosinski afirmou que incluir Iceman na sequência era uma exigência de Tom Cruise e do produtor Jerry Bruckheimer, que viam o personagem como essencial à história. A cena entre Kilmer e Cruise, gravada em um ambiente íntimo, foi descrita como um reencontro poderoso, com os dois atores rindo e se emocionando durante as filmagens. O filme, que se tornou um dos maiores sucessos de 2022, mostrou que o talento de Kilmer ainda ressoava, mesmo em circunstâncias adversas.
Pneumonia: a causa da morte explicada
A pneumonia, que levou Val Kilmer à morte aos 65 anos, é uma infecção respiratória que inflama os pulmões e pode ser fatal, especialmente em pessoas com histórico de problemas de saúde. No caso de Kilmer, as sequelas do câncer de garganta e da traqueostomia podem ter aumentado sua vulnerabilidade. A doença é causada por bactérias, vírus ou fungos, e seus sintomas incluem febre, tosse, dificuldade para respirar e dor no peito. Em indivíduos com o sistema imunológico comprometido ou condições preexistentes, como as que Kilmer enfrentava, a pneumonia pode evoluir rapidamente para complicações graves.
Dados mostram que a pneumonia é uma das principais causas de morte em idosos nos Estados Unidos, com mais de 50 mil óbitos registrados anualmente. Fatores como tabagismo, doenças pulmonares crônicas ou cirurgias anteriores, como a traqueostomia de Kilmer, elevam o risco. Embora ele tenha superado o câncer, a fragilidade respiratória deixada pelo tratamento pode ter contribuído para o desfecho fatal, segundo especialistas em saúde respiratória.
Retorno em Top Gun: Maverick
O retorno de Val Kilmer como Iceman em “Top Gun: Maverick” foi um dos momentos mais aguardados pelos fãs. Lançado em maio de 2022, o filme trouxe de volta a rivalidade entre Iceman e Maverick, agora em um contexto mais maduro, com o personagem de Kilmer como um comandante da Marinha dos EUA. A cena em que os dois se encontram foi planejada para refletir a condição real do ator, com Iceman usando um dispositivo para se comunicar devido à perda da voz. Tom Cruise, que insistiu na participação de Kilmer, descreveu o reencontro como emocionante, destacando como o amigo “se transformou instantaneamente em Iceman novamente”.
A produção tomou cuidados especiais para acomodar as limitações de Kilmer. Sua filha, Mercedes, que esteve presente no set, chamou a experiência de “extraordinária” e “surreal”, lembrando que o pai, aos 62 anos na época, revivia um papel que interpretou pela primeira vez aos 26. O filme arrecadou mais de US$ 1,4 bilhão em bilheterias globais, tornando-se o maior sucesso da carreira de Kilmer e um testemunho de sua resiliência. A participação, embora breve, foi um presente para os fãs e um fechamento simbólico de sua jornada em Hollywood.
Legado no cinema e na memória dos fãs
Val Kilmer deixou uma marca indelével no cinema com papéis que misturaram carisma, intensidade e vulnerabilidade. Sua habilidade de interpretar desde heróis de ação até figuras históricas complexas o colocou entre os grandes atores de sua geração. Filmes como “Top Gun”, “Batman Eternamente” e “Tombstone” continuam a atrair novos públicos, enquanto sua performance em “The Doors” é estudada por aspirantes a atores. A arrecadação de quase US$ 2 bilhões de seus filmes reflete não apenas seu sucesso comercial, mas também o impacto cultural de suas escolhas.
Fora das telas, Kilmer era conhecido por sua paixão pela família e pela arte. Ele se afastou da atuação nos últimos anos para se dedicar aos filhos, Mercedes e Jack, frutos de seu casamento com Joanne Whalley, de quem se separou em 1996. Sua luta contra o câncer e o retorno triunfal em “Top Gun: Maverick” mostraram uma faceta de superação que inspirou muitos. A morte por pneumonia, embora trágica, não apaga o brilho de uma carreira que atravessou décadas e gêneros, deixando um vazio em Hollywood e nos corações dos fãs.
Cronologia da vida e carreira de Val Kilmer
A trajetória de Val Kilmer pode ser resumida em momentos-chave que definiram sua vida e obra. Veja abaixo um panorama de sua jornada:
- 1959: Nasce em 31 de dezembro, em San Fernando Valley, Califórnia
- 1981: Torna-se o aluno mais jovem aceito na Juilliard School
- 1984: Estreia no cinema com “Top Secret!”
- 1986: Ganha fama mundial com “Top Gun”
- 1991: Interpreta Jim Morrison em “The Doors”
- 1993: Brilha como Doc Holliday em “Tombstone”
- 1995: Assume o papel de Batman em “Batman Eternamente”
- 2014: É diagnosticado com câncer de garganta
- 2017: Anuncia estar livre do câncer após traqueostomia
- 2022: Retorna como Iceman em “Top Gun: Maverick”
- 2025: Morre aos 65 anos, em 2 de abril, vítima de pneumonia
Essa linha do tempo destaca os altos e baixos de uma carreira marcada por talento e determinação.
Reações à morte do ator
A notícia da morte de Val Kilmer gerou comoção imediata entre colegas e fãs. Tom Cruise, seu parceiro de cena em “Top Gun”, ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes próximas afirmam que ele ficou abalado com a perda. Joseph Kosinski, diretor de “Top Gun: Maverick”, lembrou a energia de Kilmer no set, mesmo com as limitações de saúde, e o chamou de “um verdadeiro ícone”. Mercedes Kilmer, que confirmou o falecimento ao New York Times, não deu detalhes sobre o estado de saúde do pai nos dias anteriores, mas agradeceu o apoio recebido.
Nas redes sociais, admiradores lamentaram a partida do ator, destacando papéis como Iceman e Doc Holliday. Um fã escreveu que “Hollywood perdeu um dos seus gigantes”, enquanto outro relembrou a emoção de vê-lo em “Top Gun: Maverick”. A morte de Kilmer, apenas dois meses após a de Gene Hackman, também em 2025, reforça a sensação de que uma era de ouro do cinema está se encerrando, com a perda de nomes que definiram gerações.
