Breaking
4 Apr 2025, Fri

Ainda Estou Aqui conquistou o Oscar e chega ao Globoplay neste domingo

Neymar


A história de Eunice Paiva, uma mulher que enfrentou a ditadura militar brasileira em busca da verdade sobre o desaparecimento de seu marido, Rubens Paiva, ganha nova vida no streaming. Dirigido por Walter Salles, o filme Ainda Estou Aqui, primeiro longa brasileiro a conquistar o Oscar de melhor filme internacional, estreia no Globoplay neste domingo, dia 6 de abril. Com Fernanda Torres e Selton Mello nos papéis principais, a produção, que já emocionou mais de 5 milhões de espectadores nos cinemas, chega à plataforma após uma trajetória de sucesso que inclui prêmios em festivais internacionais e uma bilheteria global de US$ 35 milhões. Ambientado no Rio de Janeiro dos anos 1970, o longa retrata a luta de uma família marcada pela repressão, mas também pela resiliência, em um relato que mistura emoção e memória histórica.

Após estrear no Festival de Veneza em 2024, onde foi aplaudido por 10 minutos e levou o prêmio de melhor roteiro, o filme consolidou sua relevância. No Brasil, a exibição nos cinemas termina nesta quarta-feira, dia 2 de abril, abrindo espaço para a chegada exclusiva ao Globoplay. A vitória no Oscar, anunciada no início de março, foi um marco para o cinema nacional, superando concorrentes como Emilia Pérez, da França, e A garota da agulha, da Dinamarca. O impacto da obra vai além dos números: ela reacendeu debates sobre a ditadura e a Lei da Anistia, trazendo à tona a força de Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres em uma atuação que também concorreu ao Oscar de melhor atriz.

Com um elenco que inclui Fernanda Montenegro, o filme é uma produção original do Globoplay, que celebra 10 anos em 2024, coincidindo com o centenário da Globo. A narrativa, baseada no livro de Marcelo Rubens Paiva, filho do casal, oferece um olhar íntimo sobre os efeitos do regime autoritário em uma família. A estreia no streaming promete alcançar ainda mais público, permitindo que a história de resistência de Eunice Paiva continue a inspirar e emocionar, agora diretamente nas casas dos brasileiros.

Uma jornada até o Oscar

A conquista do Oscar por Ainda Estou Aqui não aconteceu por acaso. O filme começou a ganhar destaque internacional no Festival de Veneza, onde sua première mundial foi recebida com entusiasmo. A crítica elogiou a direção sensível de Walter Salles e a profundidade emocional trazida por Fernanda Torres, que interpreta Eunice Paiva em sua fase adulta. A vitória em Veneza abriu portas para uma campanha robusta rumo ao Oscar, com exibições estratégicas e apoio crescente no Brasil e no exterior.

No dia 23 de setembro do ano passado, a Academia Brasileira de Cinema escolheu o longa por unanimidade como representante do país na disputa pelo Oscar de melhor filme internacional. A indicação oficial veio em 23 de janeiro deste ano, gerando um aumento de 89% no público semanal nas salas brasileiras. A Semana do Cinema, em fevereiro, impulsionou ainda mais os números, com um salto de 174% na bilheteria, consolidando o filme como um fenômeno nacional antes mesmo da premiação em Los Angeles.

A cerimônia do Oscar, realizada no dia 2 de março, foi um momento de celebração. Walter Salles subiu ao palco e dedicou o prêmio a Eunice Paiva, destacando sua resistência contra o regime autoritário. A vitória surpreendeu muitos, já que o francês Emilia Pérez, com 13 indicações, era visto como favorito. O feito histórico colocou o Brasil no mapa do cinema mundial, marcando a primeira estatueta do país em quase 100 anos de premiação.

Cronograma da trajetória do filme

A caminhada de Ainda Estou Aqui é marcada por datas significativas:

  • Setembro de 2024: estreia mundial no Festival de Veneza e prêmio de melhor roteiro.
  • Novembro de 2024: lançamento nos cinemas brasileiros, alcançando 5 milhões de espectadores.
  • 23 de janeiro deste ano: indicação oficial ao Oscar, com aumento expressivo de público.
  • 2 de março: vitória como melhor filme internacional na 97ª edição do Oscar.
  • 6 de abril: estreia no Globoplay, disponível para streaming exclusivo.

Impacto cultural e histórico

Contar a história de Eunice Paiva no cinema trouxe à tona um capítulo doloroso da história brasileira. Rubens Paiva, ex-deputado federal, foi sequestrado e assassinado pela ditadura militar em 1971, deixando a esposa e os cinco filhos em busca de respostas. Eunice, advogada e ativista, dedicou 40 anos de sua vida para esclarecer o caso, tornando-se um símbolo de luta por justiça. O filme retrata essa saga com delicadeza, mostrando como ela se reinventou enquanto criava os filhos e defendia os direitos humanos, especialmente de povos indígenas.

A produção também reacendeu discussões sobre a Lei da Anistia no Supremo Tribunal Federal. A narrativa familiar, centrada na perda e na resistência, conectou-se com o público jovem, que cresceu na democracia e encontrou no filme uma forma de sentir o peso da ditadura. A bilheteria de R$ 104,7 milhões no Brasil reflete esse impacto, com o longa respondendo por 32% do público de filmes nacionais neste ano. A chegada ao Globoplay deve ampliar ainda mais esse alcance, oferecendo acesso a quem não pôde assistir nos cinemas.

Além do sucesso local, o filme impressionou no exterior. Nos Estados Unidos, arrecadou mais de R$ 20 milhões, enquanto a bilheteria mundial atingiu US$ 35 milhões. A crítica internacional destacou a capacidade de Ainda Estou Aqui de equilibrar emoção e contexto histórico, algo que Walter Salles já havia explorado em Central do Brasil, outro marco de sua carreira.

Bastidores da produção

Produzir Ainda Estou Aqui foi um desafio que envolveu anos de preparação. Walter Salles, conhecido por sua atenção aos detalhes, trabalhou ao lado de Marcelo Rubens Paiva para adaptar o livro homônimo, publicado em 2015. A escolha do elenco foi crucial: Fernanda Torres trouxe intensidade à Eunice adulta, enquanto Fernanda Montenegro, que interpreta a personagem na velhice, adicionou camadas de experiência e emoção. Selton Mello, no papel de Rubens Paiva, completou o trio com uma atuação marcante.

As filmagens ocorreram em locações como uma casa no bairro da Urca, no Rio de Janeiro, que recriou o ambiente dos anos 1970. A prefeitura da cidade planeja adquirir o imóvel e transformá-lo na Casa do Cinema Brasileiro, um espaço para celebrar a vitória no Oscar e incentivar novas produções. A trilha sonora e a fotografia, premiadas em festivais, reforçam a atmosfera da época, mergulhando o espectador na tensão e na esperança da narrativa.

O Globoplay, como coprodutor, investiu em uma campanha que destacou a qualidade do filme. Manuel Belmar, diretor de produtos digitais da Globo, enfatizou que a obra representa o auge das produções da plataforma, especialmente em um ano de celebrações marcantes para a empresa. A estreia no streaming é vista como uma oportunidade de democratizar o acesso a essa história, que já acumula mais de 38 prêmios internacionais.

Repercussão entre público e crítica

Exibir a luta de Eunice Paiva nas telas gerou reações intensas. No Brasil, o filme foi celebrado durante o carnaval, com foliões usando máscaras de Fernanda Torres e Selton Mello na Sapucaí. A vitória no Oscar ampliou essa euforia, com famosos e políticos destacando o orgulho pelo cinema nacional. Nas redes sociais, memes e mensagens de apoio circularam, muitos deles relembrando a conquista de Fernanda Torres no Globo de Ouro como melhor atriz em drama.

A crítica internacional também se rendeu. A revista Variety apontou a vitória como uma surpresa diante das 13 indicações de Emilia Pérez, enquanto a People destacou a força do filme brasileiro na competição. A atuação de Fernanda Torres foi elogiada por nomes como Ariana Grande e Demi Moore, reforçando seu impacto em Hollywood. No entanto, alguns críticos observaram que o longa foca mais na esfera familiar do que no contexto político amplo, uma escolha que dividiu opiniões.

O público jovem, em especial, encontrou na obra uma conexão emocional. A identificação com os filhos de Eunice, que crescem sob o peso da ausência do pai, trouxe um novo entendimento sobre os efeitos da ditadura. A estreia no Globoplay promete reacender essas emoções, permitindo que mais pessoas vivenciem essa história de perda e superação.

Curiosidades que marcaram o filme

Alguns aspectos de Ainda Estou Aqui chamam atenção:

  • O filme foi aplaudido por 10 minutos em Veneza, um dos maiores reconhecimentos do festival.
  • A casa da Urca, usada nas filmagens, pode se tornar um marco do cinema brasileiro.
  • Fernanda Torres é a segunda brasileira indicada ao Oscar de melhor atriz, após sua mãe, Fernanda Montenegro.
  • O longa arrecadou R$ 200 milhões mundialmente, um recorde para produções nacionais recentes.

Um marco para o cinema brasileiro

Ganhar o Oscar colocou Ainda Estou Aqui em um patamar único. O feito histórico não apenas celebrou a história de Eunice Paiva, mas também abriu portas para o cinema nacional no mercado global. Programadores de festivais e plataformas de streaming passaram a olhar com mais atenção para produções brasileiras, um efeito comparado ao impacto de Parasita no cinema sul-coreano. No Brasil, o filme impulsionou o market share do cinema nacional para 30,1% neste ano, um número que cairia para 22,1% sem sua contribuição.

A estreia no Globoplay reforça essa influência. Com acesso facilitado, a obra pode alcançar novos públicos, incluindo aqueles que não foram aos cinemas. A plataforma planeja destacar o filme em sua grade, aproveitando o momento de visibilidade para promover outras produções nacionais. A história de Eunice Paiva, agora imortalizada no streaming, segue como um símbolo de resistência e um marco cultural para o país.

O legado de Eunice Paiva nas telas

Interpretar Eunice Paiva exigiu de Fernanda Torres uma entrega profunda. A advogada, que se tornou uma das pioneiras na defesa jurídica de povos indígenas, é mostrada no filme como uma mulher que transforma luto em ação. A parceria com Fernanda Montenegro, que vive a personagem na velhice, trouxe uma camada especial à narrativa, unindo mãe e filha na vida real em um projeto de peso. A química entre elas emocionou o público e foi destacada por Walter Salles em seu discurso no Oscar.

Selton Mello, como Rubens Paiva, também brilha ao retratar um homem cuja vida é interrompida brutalmente pelo regime. A reconstrução do Rio de Janeiro dos anos 1970, com detalhes como o Opel Kadett 1968 que aparece no filme, adiciona autenticidade à trama. Esse carro, aliás, será leiloado em breve, um reflexo do impacto cultural da obra. A estreia no Globoplay mantém viva essa memória, permitindo que a luta de Eunice ecoe para novas gerações.



A história de Eunice Paiva, uma mulher que enfrentou a ditadura militar brasileira em busca da verdade sobre o desaparecimento de seu marido, Rubens Paiva, ganha nova vida no streaming. Dirigido por Walter Salles, o filme Ainda Estou Aqui, primeiro longa brasileiro a conquistar o Oscar de melhor filme internacional, estreia no Globoplay neste domingo, dia 6 de abril. Com Fernanda Torres e Selton Mello nos papéis principais, a produção, que já emocionou mais de 5 milhões de espectadores nos cinemas, chega à plataforma após uma trajetória de sucesso que inclui prêmios em festivais internacionais e uma bilheteria global de US$ 35 milhões. Ambientado no Rio de Janeiro dos anos 1970, o longa retrata a luta de uma família marcada pela repressão, mas também pela resiliência, em um relato que mistura emoção e memória histórica.

Após estrear no Festival de Veneza em 2024, onde foi aplaudido por 10 minutos e levou o prêmio de melhor roteiro, o filme consolidou sua relevância. No Brasil, a exibição nos cinemas termina nesta quarta-feira, dia 2 de abril, abrindo espaço para a chegada exclusiva ao Globoplay. A vitória no Oscar, anunciada no início de março, foi um marco para o cinema nacional, superando concorrentes como Emilia Pérez, da França, e A garota da agulha, da Dinamarca. O impacto da obra vai além dos números: ela reacendeu debates sobre a ditadura e a Lei da Anistia, trazendo à tona a força de Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres em uma atuação que também concorreu ao Oscar de melhor atriz.

Com um elenco que inclui Fernanda Montenegro, o filme é uma produção original do Globoplay, que celebra 10 anos em 2024, coincidindo com o centenário da Globo. A narrativa, baseada no livro de Marcelo Rubens Paiva, filho do casal, oferece um olhar íntimo sobre os efeitos do regime autoritário em uma família. A estreia no streaming promete alcançar ainda mais público, permitindo que a história de resistência de Eunice Paiva continue a inspirar e emocionar, agora diretamente nas casas dos brasileiros.

Uma jornada até o Oscar

A conquista do Oscar por Ainda Estou Aqui não aconteceu por acaso. O filme começou a ganhar destaque internacional no Festival de Veneza, onde sua première mundial foi recebida com entusiasmo. A crítica elogiou a direção sensível de Walter Salles e a profundidade emocional trazida por Fernanda Torres, que interpreta Eunice Paiva em sua fase adulta. A vitória em Veneza abriu portas para uma campanha robusta rumo ao Oscar, com exibições estratégicas e apoio crescente no Brasil e no exterior.

No dia 23 de setembro do ano passado, a Academia Brasileira de Cinema escolheu o longa por unanimidade como representante do país na disputa pelo Oscar de melhor filme internacional. A indicação oficial veio em 23 de janeiro deste ano, gerando um aumento de 89% no público semanal nas salas brasileiras. A Semana do Cinema, em fevereiro, impulsionou ainda mais os números, com um salto de 174% na bilheteria, consolidando o filme como um fenômeno nacional antes mesmo da premiação em Los Angeles.

A cerimônia do Oscar, realizada no dia 2 de março, foi um momento de celebração. Walter Salles subiu ao palco e dedicou o prêmio a Eunice Paiva, destacando sua resistência contra o regime autoritário. A vitória surpreendeu muitos, já que o francês Emilia Pérez, com 13 indicações, era visto como favorito. O feito histórico colocou o Brasil no mapa do cinema mundial, marcando a primeira estatueta do país em quase 100 anos de premiação.

Cronograma da trajetória do filme

A caminhada de Ainda Estou Aqui é marcada por datas significativas:

  • Setembro de 2024: estreia mundial no Festival de Veneza e prêmio de melhor roteiro.
  • Novembro de 2024: lançamento nos cinemas brasileiros, alcançando 5 milhões de espectadores.
  • 23 de janeiro deste ano: indicação oficial ao Oscar, com aumento expressivo de público.
  • 2 de março: vitória como melhor filme internacional na 97ª edição do Oscar.
  • 6 de abril: estreia no Globoplay, disponível para streaming exclusivo.

Impacto cultural e histórico

Contar a história de Eunice Paiva no cinema trouxe à tona um capítulo doloroso da história brasileira. Rubens Paiva, ex-deputado federal, foi sequestrado e assassinado pela ditadura militar em 1971, deixando a esposa e os cinco filhos em busca de respostas. Eunice, advogada e ativista, dedicou 40 anos de sua vida para esclarecer o caso, tornando-se um símbolo de luta por justiça. O filme retrata essa saga com delicadeza, mostrando como ela se reinventou enquanto criava os filhos e defendia os direitos humanos, especialmente de povos indígenas.

A produção também reacendeu discussões sobre a Lei da Anistia no Supremo Tribunal Federal. A narrativa familiar, centrada na perda e na resistência, conectou-se com o público jovem, que cresceu na democracia e encontrou no filme uma forma de sentir o peso da ditadura. A bilheteria de R$ 104,7 milhões no Brasil reflete esse impacto, com o longa respondendo por 32% do público de filmes nacionais neste ano. A chegada ao Globoplay deve ampliar ainda mais esse alcance, oferecendo acesso a quem não pôde assistir nos cinemas.

Além do sucesso local, o filme impressionou no exterior. Nos Estados Unidos, arrecadou mais de R$ 20 milhões, enquanto a bilheteria mundial atingiu US$ 35 milhões. A crítica internacional destacou a capacidade de Ainda Estou Aqui de equilibrar emoção e contexto histórico, algo que Walter Salles já havia explorado em Central do Brasil, outro marco de sua carreira.

Bastidores da produção

Produzir Ainda Estou Aqui foi um desafio que envolveu anos de preparação. Walter Salles, conhecido por sua atenção aos detalhes, trabalhou ao lado de Marcelo Rubens Paiva para adaptar o livro homônimo, publicado em 2015. A escolha do elenco foi crucial: Fernanda Torres trouxe intensidade à Eunice adulta, enquanto Fernanda Montenegro, que interpreta a personagem na velhice, adicionou camadas de experiência e emoção. Selton Mello, no papel de Rubens Paiva, completou o trio com uma atuação marcante.

As filmagens ocorreram em locações como uma casa no bairro da Urca, no Rio de Janeiro, que recriou o ambiente dos anos 1970. A prefeitura da cidade planeja adquirir o imóvel e transformá-lo na Casa do Cinema Brasileiro, um espaço para celebrar a vitória no Oscar e incentivar novas produções. A trilha sonora e a fotografia, premiadas em festivais, reforçam a atmosfera da época, mergulhando o espectador na tensão e na esperança da narrativa.

O Globoplay, como coprodutor, investiu em uma campanha que destacou a qualidade do filme. Manuel Belmar, diretor de produtos digitais da Globo, enfatizou que a obra representa o auge das produções da plataforma, especialmente em um ano de celebrações marcantes para a empresa. A estreia no streaming é vista como uma oportunidade de democratizar o acesso a essa história, que já acumula mais de 38 prêmios internacionais.

Repercussão entre público e crítica

Exibir a luta de Eunice Paiva nas telas gerou reações intensas. No Brasil, o filme foi celebrado durante o carnaval, com foliões usando máscaras de Fernanda Torres e Selton Mello na Sapucaí. A vitória no Oscar ampliou essa euforia, com famosos e políticos destacando o orgulho pelo cinema nacional. Nas redes sociais, memes e mensagens de apoio circularam, muitos deles relembrando a conquista de Fernanda Torres no Globo de Ouro como melhor atriz em drama.

A crítica internacional também se rendeu. A revista Variety apontou a vitória como uma surpresa diante das 13 indicações de Emilia Pérez, enquanto a People destacou a força do filme brasileiro na competição. A atuação de Fernanda Torres foi elogiada por nomes como Ariana Grande e Demi Moore, reforçando seu impacto em Hollywood. No entanto, alguns críticos observaram que o longa foca mais na esfera familiar do que no contexto político amplo, uma escolha que dividiu opiniões.

O público jovem, em especial, encontrou na obra uma conexão emocional. A identificação com os filhos de Eunice, que crescem sob o peso da ausência do pai, trouxe um novo entendimento sobre os efeitos da ditadura. A estreia no Globoplay promete reacender essas emoções, permitindo que mais pessoas vivenciem essa história de perda e superação.

Curiosidades que marcaram o filme

Alguns aspectos de Ainda Estou Aqui chamam atenção:

  • O filme foi aplaudido por 10 minutos em Veneza, um dos maiores reconhecimentos do festival.
  • A casa da Urca, usada nas filmagens, pode se tornar um marco do cinema brasileiro.
  • Fernanda Torres é a segunda brasileira indicada ao Oscar de melhor atriz, após sua mãe, Fernanda Montenegro.
  • O longa arrecadou R$ 200 milhões mundialmente, um recorde para produções nacionais recentes.

Um marco para o cinema brasileiro

Ganhar o Oscar colocou Ainda Estou Aqui em um patamar único. O feito histórico não apenas celebrou a história de Eunice Paiva, mas também abriu portas para o cinema nacional no mercado global. Programadores de festivais e plataformas de streaming passaram a olhar com mais atenção para produções brasileiras, um efeito comparado ao impacto de Parasita no cinema sul-coreano. No Brasil, o filme impulsionou o market share do cinema nacional para 30,1% neste ano, um número que cairia para 22,1% sem sua contribuição.

A estreia no Globoplay reforça essa influência. Com acesso facilitado, a obra pode alcançar novos públicos, incluindo aqueles que não foram aos cinemas. A plataforma planeja destacar o filme em sua grade, aproveitando o momento de visibilidade para promover outras produções nacionais. A história de Eunice Paiva, agora imortalizada no streaming, segue como um símbolo de resistência e um marco cultural para o país.

O legado de Eunice Paiva nas telas

Interpretar Eunice Paiva exigiu de Fernanda Torres uma entrega profunda. A advogada, que se tornou uma das pioneiras na defesa jurídica de povos indígenas, é mostrada no filme como uma mulher que transforma luto em ação. A parceria com Fernanda Montenegro, que vive a personagem na velhice, trouxe uma camada especial à narrativa, unindo mãe e filha na vida real em um projeto de peso. A química entre elas emocionou o público e foi destacada por Walter Salles em seu discurso no Oscar.

Selton Mello, como Rubens Paiva, também brilha ao retratar um homem cuja vida é interrompida brutalmente pelo regime. A reconstrução do Rio de Janeiro dos anos 1970, com detalhes como o Opel Kadett 1968 que aparece no filme, adiciona autenticidade à trama. Esse carro, aliás, será leiloado em breve, um reflexo do impacto cultural da obra. A estreia no Globoplay mantém viva essa memória, permitindo que a luta de Eunice ecoe para novas gerações.



Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *