A economia brasileira ganhará um fôlego extra no fim do ano com a antecipação do décimo terceiro salário, que deve injetar R$ 320 bilhões entre novembro e dezembro. O benefício, ajustado para os dias 28 de novembro e 19 de dezembro, alcançará cerca de 85 milhões de pessoas, incluindo trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos e aposentados do INSS. Esse montante, superior aos R$ 317 bilhões distribuídos em 2024, reflete o aumento do salário mínimo para R$ 1.518 e a formalização de aproximadamente 2 milhões de empregos nos últimos meses. Com os depósitos programados para evitar coincidências com fins de semana, o dinheiro chega em um momento estratégico, antes das festas de Natal e Ano Novo, oferecendo alívio financeiro às famílias e impulsionando setores como varejo, turismo e serviços. Pequenos negócios, grandes redes e destinos turísticos já se preparam para um aquecimento significativo, enquanto empresas ajustam o caixa para cumprir os prazos e evitar multas.
Esse impacto econômico não é novidade, mas ganha força em 2025 com o crescimento da base de beneficiários. Em 2024, 83 milhões de pessoas receberam o décimo terceiro, movimentando a economia com compras natalinas, quitação de dívidas e viagens. Agora, o ajuste no calendário e o aumento do poder de compra prometem ampliar esses efeitos, especialmente em regiões como Nordeste e Norte, onde o benefício sustenta o comércio local. Setores sazonais, como construção civil e varejo, enfrentam desafios logísticos, mas o retorno em consumo compensa os custos.
Criado em 1962 pela Lei nº 4.090, o décimo terceiro consolidou-se como um dos pilares do último trimestre. A previsão de R$ 320 bilhões representa cerca de 2,5% do PIB anual, concentrando-se em poucos meses e gerando um efeito multiplicador que beneficia desde feiras livres até o comércio eletrônico. Com a formalização do mercado de trabalho avançando, a expectativa é que mais brasileiros sejam alcançados, reforçando o papel do benefício na redução de desigualdades regionais.
Como funciona o pagamento ajustado
O cronograma do décimo terceiro em 2025 foi adaptado para garantir que os valores cheguem às mãos dos beneficiários em dias úteis. A primeira parcela, ou o pagamento único, será depositada até 28 de novembro, antecipada do dia 30, que cai em um domingo. Já a segunda parcela está marcada para 19 de dezembro, ajustada do dia 20, um sábado. Essa mudança segue determinação do Tribunal Superior do Trabalho, que exige depósitos em dias bancários, evitando atrasos no acesso aos recursos.
Em 2024, 95% das empresas cumpriram os prazos, injetando R$ 317 bilhões na economia. Para 2025, a expectativa é manter esse índice elevado, apesar da pressão sobre pequenos negócios, que representam 70% dos empregos formais. Aposentados do INSS, que somam 33 milhões, seguem um calendário tradicional em novembro e dezembro, mas a possibilidade de antecipação para o primeiro semestre, como ocorreu em 2024, ainda depende de decisão governamental.
Trabalhadores podem receber o benefício em uma ou duas etapas. A primeira parcela, equivalente a 50% do salário bruto, não sofre descontos, enquanto a segunda inclui deduções de INSS e Imposto de Renda, reduzindo o valor líquido. Em 2024, a antecipação para aposentados entre abril e maio liberou R$ 67,6 bilhões, aliviando despesas do início do ano.
Quem recebe o benefício
Têm direito ao décimo terceiro os trabalhadores com carteira assinada que atuaram por pelo menos 15 dias no ano. Esse grupo abrange empregados domésticos, rurais, urbanos e temporários, além de servidores públicos e trabalhadores avulsos, como estivadores. Aposentados e pensionistas do INSS, bem como beneficiários de auxílios por incapacidade temporária ou reclusão, também estão incluídos, totalizando 52 milhões de empregados formais e 33 milhões de segurados previdenciários.
Exceções restringem o acesso ao benefício. Empregados demitidos por justa causa perdem o direito, mesmo com meses trabalhados, enquanto estagiários, autônomos e recebedores do Benefício de Prestação Continuada ficam de fora. O crescimento de 2% no mercado formal em relação a 2024 eleva o número de beneficiários, especialmente em setores com alta rotatividade, como serviços e construção.
Grupos beneficiados em detalhes
A abrangência do décimo terceiro reflete sua importância para diferentes camadas da população:
- Trabalhadores CLT: Empregados com ao menos 15 dias de serviço no ano, incluindo temporários e domésticos.
- Servidores públicos: Federais, estaduais e municipais, além de avulsos com intermediação sindical.
- Aposentados e pensionistas: Segurados do INSS, com valores proporcionais ao tempo de benefício.
Essa diversidade garante que o impacto econômico alcance desde grandes centros urbanos até pequenas cidades, onde o comércio local depende fortemente desses recursos.
Impacto econômico nos setores
O varejo se prepara para um aumento significativo nas vendas com a chegada dos R$ 320 bilhões. Em 2024, o setor registrou alta de 5,6% em dezembro, com eletrônicos, roupas e alimentos liderando os gastos. Para 2025, a projeção é de crescimento similar, cerca de 5%, com supermercados ampliando estoques de itens natalinos e lojas de eletrodomésticos lançando promoções logo após o depósito de 28 de novembro.
O turismo também sente os efeitos positivos. Destinos como Salvador, Recife e Gramado esperam um salto de 15% a 20% nas reservas, repetindo o desempenho de 2024. Hotéis e restaurantes projetam alta de 4% na receita, contra 3% no ano anterior, aproveitando o aumento do salário mínimo e a antecipação dos pagamentos. Pequenos negócios em cidades menores ganham com o consumo imediato, com 40% do valor circulando localmente.
A construção civil, embora pressionada por custos sazonais, beneficia-se indiretamente com o aquecimento do consumo. Em 2024, o comércio eletrônico cresceu 10% em dezembro, e a tendência deve se manter, impulsionada por campanhas online que começam já em novembro.

Desafios para as empresas
Cumprir os prazos ajustados exige planejamento rigoroso das empresas. Pequenos negócios, que empregam a maioria dos trabalhadores formais, muitas vezes recorrem a empréstimos com juros elevados para honrar os pagamentos. Em 2024, 5% das companhias atrasaram os depósitos, enfrentando multas que somaram R$ 1,5 bilhão, um alerta para a necessidade de organização.
Setores sazonais, como varejo e construção, contratam temporários em novembro e precisam incluir o décimo terceiro proporcional nos custos, elevando os gastos em até 10% em relação ao ano anterior. Grandes empresas, com reservas planejadas, conseguem atender 90% dos prazos, ajustando contracheques e depósitos com antecedência. A multa de R$ 170,25 por empregado em caso de atraso pesa especialmente para negócios com muitos funcionários.
Organizar o fluxo de caixa é essencial. Em 2024, 15% das pequenas empresas buscaram financiamentos para cobrir o benefício, e a tendência deve persistir em 2025, com custos médios de empréstimos subindo 2%. A antecipação das datas, embora benéfica para o consumo, aumenta a pressão logística, exigindo coordenação com bancos e emissão antecipada de contracheques.
Cálculo prático do décimo terceiro
Calcular o valor do décimo terceiro é simples e acessível. O salário bruto é dividido por 12 e multiplicado pelo número de meses trabalhados. Um empregado com R$ 3.000 de salário que atuou o ano inteiro recebe R$ 3.000 brutos. Se começou em maio, com 8 meses de serviço, o valor é R$ 2.000. Períodos acima de 15 dias contam como um mês completo, garantindo proporcionalidade.
Descontos impactam o valor líquido. O INSS varia de 7,5% a 14%, enquanto o Imposto de Renda, cobrado na segunda parcela, afeta salários acima de R$ 2.824, com alíquotas de até 27,5%. Um trabalhador com o salário mínimo de R$ 1.518 recebe R$ 1.404 líquidos após R$ 114 de INSS, estando isento de IR. Para aposentados, um benefício de R$ 1.518 iniciado em agosto gera R$ 632 brutos, com R$ 585 líquidos após descontos.
Benefícios para os recebedores
Receber o décimo terceiro antes das festas traz alívio imediato às finanças. Em 2024, 40% dos beneficiários usaram o dinheiro em compras natalinas, 30% quitaram dívidas e 25% pouparam. Para trabalhadores de baixa renda, o valor líquido de R$ 1.404 cobre despesas sazonais, como presentes e ceias, enquanto salários maiores, como R$ 3.000, rendem cerca de R$ 2.700 após deduções, ampliando as possibilidades.
Aposentados, que totalizam 33 milhões, dependem do benefício para equilibrar orçamentos. Em 2024, a antecipação entre abril e junho liberou R$ 67,6 bilhões, ajudando com IPTU e contas atrasadas. Se repetida em 2025, a medida pode aliviar o primeiro semestre, enquanto os depósitos de fim de ano garantem flexibilidade para novos segurados.
Cronograma detalhado dos pagamentos
O calendário ajustado facilita o planejamento financeiro:
- 28 de novembro: Primeira parcela ou pagamento único para trabalhadores formais.
- 19 de dezembro: Segunda parcela para trabalhadores formais, com descontos.
- Aposentados do INSS: 28/11 e 19/12, salvo antecipação a ser definida.
Em 2024, os depósitos para aposentados começaram em 24 de abril e terminaram em 7 de junho, escalonados pelo número final do benefício. Para 2025, o modelo tradicional será mantido em novembro e dezembro, com possíveis ajustes anunciados pelo governo. Bancos e o aplicativo Meu INSS ajudam a confirmar as datas.
Efeitos regionais na economia
O impacto do décimo terceiro varia entre regiões. No Nordeste e Norte, onde 60% dos beneficiários estão, o comércio local ganha fôlego, com cidades como Recife e Fortaleza esperando alta de 20% no turismo. Em 2024, os R$ 317 bilhões elevaram o consumo em 5%, e os R$ 320 bilhões de 2025 devem manter essa proporção, beneficiando feiras e lojas de bairro.
No Sudeste, grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro lideram o volume de recursos, com shoppings projetando alta de 7% nas vendas. A formalização do trabalho, que alcança 52 milhões de empregados CLT, e o aumento do salário mínimo ampliam o alcance do benefício, reduzindo desigualdades regionais. O e-commerce espera crescimento de 10% nas vendas online, com eletrônicos e roupas em destaque.
Varejo se prepara para o boom
O varejo aguarda ansiosamente a injeção de R$ 320 bilhões. Grandes redes planejam promoções a partir de novembro, enquanto pequenos comerciantes ajustam estoques para atender à demanda. Em 2024, 40% do valor foi gasto no comércio local, e a expectativa para 2025 é repetir esse padrão, com foco em alimentos, presentes e decoração natalina.
Supermercados investem em produtos sazonais, como carnes e bebidas, enquanto o comércio eletrônico amplia campanhas para capturar o crescimento projetado de 10%. Pequenos varejistas, apesar dos custos elevados, veem no período uma chance de recuperar perdas, especialmente em cidades menores, onde o dinheiro circula rapidamente.
Turismo ganha força no fim de ano
Destinos turísticos projetam um salto com a antecipação do décimo terceiro. Em 2024, Salvador registrou 15% mais visitantes em dezembro, e Gramado atraiu famílias com eventos natalinos. Para 2025, o Nordeste lidera a procura, com pacotes para Recife e Natal entre os mais vendidos, enquanto o Sul aposta em programações culturais.
Hotéis esperam ocupação 4% maior que no ano anterior, e restaurantes preveem alta na receita com ceias e festas de Réveillon. O aumento do salário mínimo eleva o poder de compra, incentivando viagens curtas e gastos em serviços locais, como passeios e artesanato, especialmente em cidades menores.
Dicas para aproveitar o décimo terceiro
Planejar o uso do décimo terceiro pode maximizar seus benefícios. Algumas sugestões práticas incluem:
- Priorizar dívidas com juros altos, como cartões de crédito.
- Reservar parte do valor para despesas de início de ano, como IPVA e material escolar.
- Pesquisar promoções antes de compras natalinas para economizar.
- Guardar um percentual para emergências ou investimentos de curto prazo.
Em 2024, 30% dos recebedores quitaram dívidas, enquanto 40% gastaram no comércio, padrão que deve se repetir em 2025.
Curiosidades sobre o benefício
O décimo terceiro tem uma trajetória marcante no Brasil:
- Instituído em 1962, transformou gratificações esporádicas em direito trabalhista.
- Representa cerca de 2,5% do PIB anual, com impacto concentrado no fim do ano.
- Em 2024, gerou mais de 100 mil vagas temporárias no varejo e serviços.
- A antecipação para aposentados, iniciada em 2020, tornou-se prática recorrente.
Esses aspectos destacam sua relevância econômica e social, consolidando-o como um motor do consumo.

A economia brasileira ganhará um fôlego extra no fim do ano com a antecipação do décimo terceiro salário, que deve injetar R$ 320 bilhões entre novembro e dezembro. O benefício, ajustado para os dias 28 de novembro e 19 de dezembro, alcançará cerca de 85 milhões de pessoas, incluindo trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos e aposentados do INSS. Esse montante, superior aos R$ 317 bilhões distribuídos em 2024, reflete o aumento do salário mínimo para R$ 1.518 e a formalização de aproximadamente 2 milhões de empregos nos últimos meses. Com os depósitos programados para evitar coincidências com fins de semana, o dinheiro chega em um momento estratégico, antes das festas de Natal e Ano Novo, oferecendo alívio financeiro às famílias e impulsionando setores como varejo, turismo e serviços. Pequenos negócios, grandes redes e destinos turísticos já se preparam para um aquecimento significativo, enquanto empresas ajustam o caixa para cumprir os prazos e evitar multas.
Esse impacto econômico não é novidade, mas ganha força em 2025 com o crescimento da base de beneficiários. Em 2024, 83 milhões de pessoas receberam o décimo terceiro, movimentando a economia com compras natalinas, quitação de dívidas e viagens. Agora, o ajuste no calendário e o aumento do poder de compra prometem ampliar esses efeitos, especialmente em regiões como Nordeste e Norte, onde o benefício sustenta o comércio local. Setores sazonais, como construção civil e varejo, enfrentam desafios logísticos, mas o retorno em consumo compensa os custos.
Criado em 1962 pela Lei nº 4.090, o décimo terceiro consolidou-se como um dos pilares do último trimestre. A previsão de R$ 320 bilhões representa cerca de 2,5% do PIB anual, concentrando-se em poucos meses e gerando um efeito multiplicador que beneficia desde feiras livres até o comércio eletrônico. Com a formalização do mercado de trabalho avançando, a expectativa é que mais brasileiros sejam alcançados, reforçando o papel do benefício na redução de desigualdades regionais.
Como funciona o pagamento ajustado
O cronograma do décimo terceiro em 2025 foi adaptado para garantir que os valores cheguem às mãos dos beneficiários em dias úteis. A primeira parcela, ou o pagamento único, será depositada até 28 de novembro, antecipada do dia 30, que cai em um domingo. Já a segunda parcela está marcada para 19 de dezembro, ajustada do dia 20, um sábado. Essa mudança segue determinação do Tribunal Superior do Trabalho, que exige depósitos em dias bancários, evitando atrasos no acesso aos recursos.
Em 2024, 95% das empresas cumpriram os prazos, injetando R$ 317 bilhões na economia. Para 2025, a expectativa é manter esse índice elevado, apesar da pressão sobre pequenos negócios, que representam 70% dos empregos formais. Aposentados do INSS, que somam 33 milhões, seguem um calendário tradicional em novembro e dezembro, mas a possibilidade de antecipação para o primeiro semestre, como ocorreu em 2024, ainda depende de decisão governamental.
Trabalhadores podem receber o benefício em uma ou duas etapas. A primeira parcela, equivalente a 50% do salário bruto, não sofre descontos, enquanto a segunda inclui deduções de INSS e Imposto de Renda, reduzindo o valor líquido. Em 2024, a antecipação para aposentados entre abril e maio liberou R$ 67,6 bilhões, aliviando despesas do início do ano.
Quem recebe o benefício
Têm direito ao décimo terceiro os trabalhadores com carteira assinada que atuaram por pelo menos 15 dias no ano. Esse grupo abrange empregados domésticos, rurais, urbanos e temporários, além de servidores públicos e trabalhadores avulsos, como estivadores. Aposentados e pensionistas do INSS, bem como beneficiários de auxílios por incapacidade temporária ou reclusão, também estão incluídos, totalizando 52 milhões de empregados formais e 33 milhões de segurados previdenciários.
Exceções restringem o acesso ao benefício. Empregados demitidos por justa causa perdem o direito, mesmo com meses trabalhados, enquanto estagiários, autônomos e recebedores do Benefício de Prestação Continuada ficam de fora. O crescimento de 2% no mercado formal em relação a 2024 eleva o número de beneficiários, especialmente em setores com alta rotatividade, como serviços e construção.
Grupos beneficiados em detalhes
A abrangência do décimo terceiro reflete sua importância para diferentes camadas da população:
- Trabalhadores CLT: Empregados com ao menos 15 dias de serviço no ano, incluindo temporários e domésticos.
- Servidores públicos: Federais, estaduais e municipais, além de avulsos com intermediação sindical.
- Aposentados e pensionistas: Segurados do INSS, com valores proporcionais ao tempo de benefício.
Essa diversidade garante que o impacto econômico alcance desde grandes centros urbanos até pequenas cidades, onde o comércio local depende fortemente desses recursos.
Impacto econômico nos setores
O varejo se prepara para um aumento significativo nas vendas com a chegada dos R$ 320 bilhões. Em 2024, o setor registrou alta de 5,6% em dezembro, com eletrônicos, roupas e alimentos liderando os gastos. Para 2025, a projeção é de crescimento similar, cerca de 5%, com supermercados ampliando estoques de itens natalinos e lojas de eletrodomésticos lançando promoções logo após o depósito de 28 de novembro.
O turismo também sente os efeitos positivos. Destinos como Salvador, Recife e Gramado esperam um salto de 15% a 20% nas reservas, repetindo o desempenho de 2024. Hotéis e restaurantes projetam alta de 4% na receita, contra 3% no ano anterior, aproveitando o aumento do salário mínimo e a antecipação dos pagamentos. Pequenos negócios em cidades menores ganham com o consumo imediato, com 40% do valor circulando localmente.
A construção civil, embora pressionada por custos sazonais, beneficia-se indiretamente com o aquecimento do consumo. Em 2024, o comércio eletrônico cresceu 10% em dezembro, e a tendência deve se manter, impulsionada por campanhas online que começam já em novembro.

Desafios para as empresas
Cumprir os prazos ajustados exige planejamento rigoroso das empresas. Pequenos negócios, que empregam a maioria dos trabalhadores formais, muitas vezes recorrem a empréstimos com juros elevados para honrar os pagamentos. Em 2024, 5% das companhias atrasaram os depósitos, enfrentando multas que somaram R$ 1,5 bilhão, um alerta para a necessidade de organização.
Setores sazonais, como varejo e construção, contratam temporários em novembro e precisam incluir o décimo terceiro proporcional nos custos, elevando os gastos em até 10% em relação ao ano anterior. Grandes empresas, com reservas planejadas, conseguem atender 90% dos prazos, ajustando contracheques e depósitos com antecedência. A multa de R$ 170,25 por empregado em caso de atraso pesa especialmente para negócios com muitos funcionários.
Organizar o fluxo de caixa é essencial. Em 2024, 15% das pequenas empresas buscaram financiamentos para cobrir o benefício, e a tendência deve persistir em 2025, com custos médios de empréstimos subindo 2%. A antecipação das datas, embora benéfica para o consumo, aumenta a pressão logística, exigindo coordenação com bancos e emissão antecipada de contracheques.
Cálculo prático do décimo terceiro
Calcular o valor do décimo terceiro é simples e acessível. O salário bruto é dividido por 12 e multiplicado pelo número de meses trabalhados. Um empregado com R$ 3.000 de salário que atuou o ano inteiro recebe R$ 3.000 brutos. Se começou em maio, com 8 meses de serviço, o valor é R$ 2.000. Períodos acima de 15 dias contam como um mês completo, garantindo proporcionalidade.
Descontos impactam o valor líquido. O INSS varia de 7,5% a 14%, enquanto o Imposto de Renda, cobrado na segunda parcela, afeta salários acima de R$ 2.824, com alíquotas de até 27,5%. Um trabalhador com o salário mínimo de R$ 1.518 recebe R$ 1.404 líquidos após R$ 114 de INSS, estando isento de IR. Para aposentados, um benefício de R$ 1.518 iniciado em agosto gera R$ 632 brutos, com R$ 585 líquidos após descontos.
Benefícios para os recebedores
Receber o décimo terceiro antes das festas traz alívio imediato às finanças. Em 2024, 40% dos beneficiários usaram o dinheiro em compras natalinas, 30% quitaram dívidas e 25% pouparam. Para trabalhadores de baixa renda, o valor líquido de R$ 1.404 cobre despesas sazonais, como presentes e ceias, enquanto salários maiores, como R$ 3.000, rendem cerca de R$ 2.700 após deduções, ampliando as possibilidades.
Aposentados, que totalizam 33 milhões, dependem do benefício para equilibrar orçamentos. Em 2024, a antecipação entre abril e junho liberou R$ 67,6 bilhões, ajudando com IPTU e contas atrasadas. Se repetida em 2025, a medida pode aliviar o primeiro semestre, enquanto os depósitos de fim de ano garantem flexibilidade para novos segurados.
Cronograma detalhado dos pagamentos
O calendário ajustado facilita o planejamento financeiro:
- 28 de novembro: Primeira parcela ou pagamento único para trabalhadores formais.
- 19 de dezembro: Segunda parcela para trabalhadores formais, com descontos.
- Aposentados do INSS: 28/11 e 19/12, salvo antecipação a ser definida.
Em 2024, os depósitos para aposentados começaram em 24 de abril e terminaram em 7 de junho, escalonados pelo número final do benefício. Para 2025, o modelo tradicional será mantido em novembro e dezembro, com possíveis ajustes anunciados pelo governo. Bancos e o aplicativo Meu INSS ajudam a confirmar as datas.
Efeitos regionais na economia
O impacto do décimo terceiro varia entre regiões. No Nordeste e Norte, onde 60% dos beneficiários estão, o comércio local ganha fôlego, com cidades como Recife e Fortaleza esperando alta de 20% no turismo. Em 2024, os R$ 317 bilhões elevaram o consumo em 5%, e os R$ 320 bilhões de 2025 devem manter essa proporção, beneficiando feiras e lojas de bairro.
No Sudeste, grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro lideram o volume de recursos, com shoppings projetando alta de 7% nas vendas. A formalização do trabalho, que alcança 52 milhões de empregados CLT, e o aumento do salário mínimo ampliam o alcance do benefício, reduzindo desigualdades regionais. O e-commerce espera crescimento de 10% nas vendas online, com eletrônicos e roupas em destaque.
Varejo se prepara para o boom
O varejo aguarda ansiosamente a injeção de R$ 320 bilhões. Grandes redes planejam promoções a partir de novembro, enquanto pequenos comerciantes ajustam estoques para atender à demanda. Em 2024, 40% do valor foi gasto no comércio local, e a expectativa para 2025 é repetir esse padrão, com foco em alimentos, presentes e decoração natalina.
Supermercados investem em produtos sazonais, como carnes e bebidas, enquanto o comércio eletrônico amplia campanhas para capturar o crescimento projetado de 10%. Pequenos varejistas, apesar dos custos elevados, veem no período uma chance de recuperar perdas, especialmente em cidades menores, onde o dinheiro circula rapidamente.
Turismo ganha força no fim de ano
Destinos turísticos projetam um salto com a antecipação do décimo terceiro. Em 2024, Salvador registrou 15% mais visitantes em dezembro, e Gramado atraiu famílias com eventos natalinos. Para 2025, o Nordeste lidera a procura, com pacotes para Recife e Natal entre os mais vendidos, enquanto o Sul aposta em programações culturais.
Hotéis esperam ocupação 4% maior que no ano anterior, e restaurantes preveem alta na receita com ceias e festas de Réveillon. O aumento do salário mínimo eleva o poder de compra, incentivando viagens curtas e gastos em serviços locais, como passeios e artesanato, especialmente em cidades menores.
Dicas para aproveitar o décimo terceiro
Planejar o uso do décimo terceiro pode maximizar seus benefícios. Algumas sugestões práticas incluem:
- Priorizar dívidas com juros altos, como cartões de crédito.
- Reservar parte do valor para despesas de início de ano, como IPVA e material escolar.
- Pesquisar promoções antes de compras natalinas para economizar.
- Guardar um percentual para emergências ou investimentos de curto prazo.
Em 2024, 30% dos recebedores quitaram dívidas, enquanto 40% gastaram no comércio, padrão que deve se repetir em 2025.
Curiosidades sobre o benefício
O décimo terceiro tem uma trajetória marcante no Brasil:
- Instituído em 1962, transformou gratificações esporádicas em direito trabalhista.
- Representa cerca de 2,5% do PIB anual, com impacto concentrado no fim do ano.
- Em 2024, gerou mais de 100 mil vagas temporárias no varejo e serviços.
- A antecipação para aposentados, iniciada em 2020, tornou-se prática recorrente.
Esses aspectos destacam sua relevância econômica e social, consolidando-o como um motor do consumo.
