Breaking
4 Apr 2025, Fri

como garantir sua parte até 16 de abril

Petrobras


A Petrobras, maior empresa do setor petrolífero brasileiro, está prestes a realizar um dos maiores pagamentos de dividendos de sua história recente. Com um total de R$ 9,1 bilhões a serem distribuídos em duas parcelas, a companhia atrai a atenção de investidores que buscam lucrar com os proventos. A primeira parcela será paga em 20 de maio, enquanto a segunda está agendada para 20 de junho, ambas no valor de R$ 0,35477261 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4). Para garantir participação nesse montante, os acionistas precisam estar posicionados até 16 de abril, data limite para ter direito aos valores na B3, a bolsa brasileira. A partir do dia seguinte, 17 de abril, as ações passam a ser negociadas sem direito aos dividendos, o que exige agilidade de quem deseja aproveitar a oportunidade.

Além da Petrobras, o mês de abril reserva outras chances para os investidores. Empresas como Bradesco, Eletrobras, Mitre Reality e Allos também têm datas de corte definidas, oferecendo diferentes valores por ação e prazos para posicionamento. O Bradesco, por exemplo, inicia o calendário com data limite em 1º de abril, enquanto a Eletrobras encerra o mês com registro até 29 de abril. Esses pagamentos refletem o desempenho sólido de grandes companhias em 2024, com lucros expressivos que agora retornam aos acionistas.

O interesse por dividendos cresce em um cenário de busca por renda passiva. A Petrobras, com dividend yield superior a 19% nos últimos 12 meses, destaca-se como uma das líderes nesse quesito no mercado brasileiro. Já o Bradesco, com yield acima de 10%, e a Eletrobras, com proventos de R$ 4 bilhões, mostram que o setor financeiro e o de energia também têm peso na distribuição de lucros.

Por que abril é decisivo para investidores

Abril se consolida como um mês estratégico para quem acompanha o mercado de ações no Brasil. Com datas de corte concentradas, o período exige planejamento para aproveitar os proventos anunciados por gigantes como Petrobras, Bradesco e Eletrobras. A Petrobras, por exemplo, fixou 16 de abril como o último dia para os investidores garantirem os R$ 9,1 bilhões em dividendos. Esse valor, aprovado pelo Conselho de Administração em fevereiro, será dividido igualmente em duas etapas, com pagamentos em maio e junho. Para os detentores de ADRs negociados na bolsa de Nova York, a data limite é um pouco mais longa, indo até 22 de abril, com o primeiro depósito previsto para maio.

Outras empresas seguem um cronograma semelhante. O Bradesco, com lucro de R$ 19 bilhões em 2024 e crescimento de 87,7% no quarto trimestre, oferece R$ 0,017249826 por ação ordinária (BBDC3) e R$ 0,018974809 por ação preferencial (BBDC4), com data de corte em 1º de abril e pagamento em 2 de maio. Já a Eletrobras, privatizada em 2022, distribuirá R$ 4 bilhões em 13 de maio, mas exige registro até 29 de abril. Esses prazos curtos demandam atenção redobrada dos investidores, especialmente em um mercado volátil.

Dividendos em foco: Petrobras lidera com R$ 9,1 bilhões

A decisão da Petrobras de pagar R$ 9,1 bilhões em dividendos reforça sua posição como uma das maiores pagadoras de proventos no Brasil. O valor, que será distribuído em duas parcelas de R$ 0,35477261 por ação, reflete a robustez financeira da companhia, mesmo diante de desafios no setor petrolífero. A data de corte na B3, marcada para 16 de abril, é o marco para quem deseja lucrar com essa distribuição. Após esse dia, as ações PETR3 e PETR4 passam a ser negociadas ex-direitos, ou seja, sem acesso aos proventos anunciados. Para os investidores internacionais com ADRs, o prazo se estende até 22 de abril, com pagamentos ajustados ao calendário da NYSE.

No cenário nacional, a Petrobras se destaca pelo dividend yield elevado. Nos últimos 12 meses, as ações ordinárias (PETR3) registraram 19,11%, enquanto as preferenciais (PETR4) atingiram 21,19%. Esses números superam a média de muitas empresas listadas na B3, consolidando a petroleira como uma opção atraente para quem busca retorno via dividendos. O pagamento em maio e junho deve movimentar o mercado, especialmente entre fundos e investidores individuais atentos ao fluxo de caixa da companhia.

Calendário de proventos: datas e valores para não perder

O mês de abril traz um cronograma apertado para quem quer garantir dividendos de grandes empresas. Confira os principais prazos e valores anunciados:

  • 1º de abril: Bradesco (BBDC3 e BBDC4) – R$ 0,017249826 por ação ordinária e R$ 0,018974809 por preferencial, pago em 2 de maio.
  • 16 de abril: Petrobras (PETR3 e PETR4) – R$ 0,35477261 por ação em duas parcelas, pagas em 20 de maio e 20 de junho.
  • 22 de abril: Allos (ALOS3) – R$ 0,03781618347 por ação, com pagamento em 6 de maio.
  • 29 de abril: Eletrobras (ELET3 e ELET6) – R$ 0,895300835 por ação ordinária e R$ 0,111041503 por preferencial, pago em 13 de maio.

Esses prazos são fundamentais para definir quem terá direito aos proventos, com valores variando conforme o tipo de ação e o desempenho das empresas em 2024.

Bradesco e Eletrobras: gigantes também pagam em abril

Enquanto a Petrobras domina as manchetes com seus R$ 9,1 bilhões, outras companhias não ficam atrás na distribuição de lucros. O Bradesco, um dos maiores bancos do país, abre o calendário de abril com data de corte em 1º de abril. O banco pagará R$ 0,017249826 por ação ordinária e R$ 0,018974809 por preferencial em 2 de maio, refletindo um dividend yield superior a 10% nos últimos 12 meses. O lucro de R$ 19 bilhões em 2024, com salto de 87,7% no último trimestre, sustenta essa distribuição, que deve atrair investidores do setor financeiro.

Já a Eletrobras, uma das líderes no setor de energia, planeja distribuir R$ 4 bilhões em 13 de maio. A data limite para garantir esses proventos é 29 de abril, com valores diferenciados por tipo de ação: R$ 0,895300835 para ordinárias (ELET3) e R$ 0,111041503 para preferenciais de classe B (ELET6). Apesar de um dividend yield mais modesto, de 3,09% nos últimos 12 meses, a companhia mantém sua relevância no mercado após a privatização, oferecendo uma opção estável para carteiras diversificadas.

Petrobras
Petrobras – Foto: Davi Correa / Shutterstock.com

Setores em destaque: petróleo, finanças e energia

Os dividendos de abril evidenciam a força de três setores-chave no Brasil: petróleo, financeiro e energia. A Petrobras, com sua distribuição bilionária, lidera o segmento petrolífero, beneficiada por um fluxo de caixa robusto e preços favoráveis do petróleo em 2024. O valor de R$ 9,1 bilhões, dividido em duas parcelas de R$ 0,35477261 por ação, reflete a política de remuneração da empresa, que destina 45% do fluxo de caixa livre aos acionistas quando o endividamento está controlado. Esse modelo tem garantido proventos expressivos nos últimos anos, atraindo tanto investidores locais quanto internacionais.

No setor financeiro, o Bradesco se destaca com um pagamento sólido, sustentado por um lucro anual de R$ 19 bilhões. O dividend yield projetado para 2025, entre 6% e 8%, indica que o banco continuará sendo uma escolha popular entre quem busca renda recorrente. Já a Eletrobras, no ramo de energia, mantém uma abordagem conservadora, mas consistente, com R$ 4 bilhões em proventos. A diferença nos valores por ação entre ordinárias e preferenciais reflete a estrutura acionária da companhia, que ainda preserva a golden share do governo, com poder de veto em decisões estratégicas.

Como funciona a data de corte nos dividendos

Entender a data de corte é essencial para quem quer lucrar com dividendos. Também conhecida como “data com”, ela determina o último dia em que o investidor precisa possuir as ações para ter direito aos proventos anunciados. Na Petrobras, por exemplo, quem comprar ações até 16 de abril na B3 garante os R$ 9,1 bilhões distribuídos em maio e junho. Após essa data, as ações passam a ser negociadas “ex-direitos”, ou seja, sem acesso ao pagamento. Para os ADRs, o prazo é 22 de abril, ajustado ao calendário internacional.

O mesmo princípio aplica-se às demais empresas. No Bradesco, a data de corte em 1º de abril define quem receberá os valores em maio, enquanto na Eletrobras, o dia 29 de abril é o limite para os proventos de maio. Esse mecanismo exige que o investidor acompanhe de perto o calendário e ajuste suas operações, especialmente em períodos de alta volatilidade no mercado.

Outras oportunidades em abril: Mitre Reality e Allos

Além dos gigantes Petrobras, Bradesco e Eletrobras, o mês de abril traz oportunidades em setores como construção e imobiliário. A Mitre Reality (MTRE3), focada em empreendimentos residenciais, tem data de corte em 16 de abril para um pagamento de R$ 0,35477261 por ação, agendado para 5 de maio. Com dividend yield de 12,52% nos últimos 12 meses, a empresa se posiciona como uma alternativa atraente no mercado de construção, especialmente para quem busca diversificação fora dos setores tradicionais.

A Allos (ALOS3), do segmento de shopping centers, também entra na lista com data de corte em 22 de abril. O pagamento, marcado para 6 de maio, será de R$ 0,03781618347 por ação, com yield de 9,41% nos últimos 12 meses. A companhia, que surgiu da fusão entre Aliansce Sonae e brMalls, tem apostado em dividendos mensais desde outubro do ano passado, mostrando resiliência em um setor impactado por oscilações no consumo.

Dividend yield: o que os números revelam

O dividend yield, indicador que mede o retorno dos dividendos em relação ao preço da ação, é uma métrica crucial para avaliar o desempenho das empresas em abril. A Petrobras lidera com 19,11% (PETR3) e 21,19% (PETR4) nos últimos 12 meses, números que refletem sua capacidade de gerar caixa mesmo em cenários desafiadores. O Bradesco, com 10,50% (BBDC3) e 10,45% (BBDC4), também impressiona, beneficiado pelo lucro robusto de 2024. Já a Mitre Reality, com 12,52%, destaca-se no setor imobiliário, enquanto a Allos registra 9,41%.

A Eletrobras, por outro lado, apresenta um yield mais baixo, de 3,09%, o que pode indicar uma estratégia mais conservadora na distribuição de lucros. Esses percentuais ajudam os investidores a comparar o retorno potencial de cada ação, considerando tanto o valor dos proventos quanto a cotação atual no mercado.

Planejamento para lucrar com os proventos

Aproveitar os dividendos de abril exige mais do que apenas comprar ações antes da data de corte. O investidor precisa considerar o timing da operação, os custos envolvidos e a estratégia de longo prazo. Na Petrobras, por exemplo, adquirir ações até 16 de abril garante o direito aos R$ 9,1 bilhões, mas é preciso avaliar se o preço da ação no momento da compra compensa o retorno esperado. O mesmo vale para o Bradesco, cuja data limite é mais próxima, em 1º de abril, exigindo decisões rápidas.

Para quem opera ADRs da Petrobras na NYSE, o prazo até 22 de abril oferece uma janela um pouco maior, mas os valores recebidos podem variar devido à conversão cambial. Já na Eletrobras, o registro até 29 de abril permite um planejamento mais tranquilo, embora o yield menor possa atrair perfis mais conservadores.

Curiosidades sobre os dividendos de abril

Os proventos anunciados para abril trazem alguns fatos interessantes que ajudam a entender o mercado brasileiro:

  • A Petrobras já foi a maior pagadora de dividendos do mundo em 2022, com US$ 4,18 bilhões distribuídos.
  • O Bradesco viu seu lucro no 4º trimestre de 2024 crescer 87,7%, um dos maiores saltos do setor financeiro.
  • A Eletrobras, mesmo após a privatização, mantém a golden share do governo, garantindo influência estatal.
  • A Mitre Reality tem se destacado por dividendos elevados no setor de construção, superando até gigantes tradicionais.

Esses pontos mostram como os setores representados em abril têm dinâmicas distintas, mas complementares, no cenário econômico.

Cronograma detalhado dos pagamentos

Para facilitar o acompanhamento, segue o calendário completo dos proventos com datas de corte em abril:

  • 1º de abril: Bradesco (BBDC3 e BBDC4) – Pagamento em 2 de maio.
  • 16 de abril: Petrobras (PETR3 e PETR4) – Pagamentos em 20 de maio e 20 de junho.
  • 16 de abril: Mitre Reality (MTRE3) – Pagamento em 5 de maio.
  • 22 de abril: Allos (ALOS3) – Pagamento em 6 de maio.
  • 29 de abril: Eletrobras (ELET3 e ELET6) – Pagamento em 13 de maio.

Esse cronograma é uma ferramenta essencial para organizar as operações e maximizar os ganhos com os dividendos.

Impacto dos proventos no mercado

A distribuição de dividendos em abril deve influenciar o comportamento das ações na B3. A Petrobras, com seus R$ 9,1 bilhões, pode atrair compras significativas até 16 de abril, elevando a liquidez das ações PETR3 e PETR4. Após a data de corte, é comum observar uma leve queda nos preços, já que as ações passam a ser negociadas ex-direitos. O mesmo movimento pode ocorrer com o Bradesco e a Eletrobras, dependendo do volume de investidores posicionados.

No caso da Mitre Reality e da Allos, os proventos reforçam a atratividade do setor imobiliário, que tem ganhado espaço entre os investidores de renda. A combinação desses pagamentos deve movimentar bilhões no mercado, com reflexos tanto na bolsa quanto na confiança dos acionistas.



A Petrobras, maior empresa do setor petrolífero brasileiro, está prestes a realizar um dos maiores pagamentos de dividendos de sua história recente. Com um total de R$ 9,1 bilhões a serem distribuídos em duas parcelas, a companhia atrai a atenção de investidores que buscam lucrar com os proventos. A primeira parcela será paga em 20 de maio, enquanto a segunda está agendada para 20 de junho, ambas no valor de R$ 0,35477261 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4). Para garantir participação nesse montante, os acionistas precisam estar posicionados até 16 de abril, data limite para ter direito aos valores na B3, a bolsa brasileira. A partir do dia seguinte, 17 de abril, as ações passam a ser negociadas sem direito aos dividendos, o que exige agilidade de quem deseja aproveitar a oportunidade.

Além da Petrobras, o mês de abril reserva outras chances para os investidores. Empresas como Bradesco, Eletrobras, Mitre Reality e Allos também têm datas de corte definidas, oferecendo diferentes valores por ação e prazos para posicionamento. O Bradesco, por exemplo, inicia o calendário com data limite em 1º de abril, enquanto a Eletrobras encerra o mês com registro até 29 de abril. Esses pagamentos refletem o desempenho sólido de grandes companhias em 2024, com lucros expressivos que agora retornam aos acionistas.

O interesse por dividendos cresce em um cenário de busca por renda passiva. A Petrobras, com dividend yield superior a 19% nos últimos 12 meses, destaca-se como uma das líderes nesse quesito no mercado brasileiro. Já o Bradesco, com yield acima de 10%, e a Eletrobras, com proventos de R$ 4 bilhões, mostram que o setor financeiro e o de energia também têm peso na distribuição de lucros.

Por que abril é decisivo para investidores

Abril se consolida como um mês estratégico para quem acompanha o mercado de ações no Brasil. Com datas de corte concentradas, o período exige planejamento para aproveitar os proventos anunciados por gigantes como Petrobras, Bradesco e Eletrobras. A Petrobras, por exemplo, fixou 16 de abril como o último dia para os investidores garantirem os R$ 9,1 bilhões em dividendos. Esse valor, aprovado pelo Conselho de Administração em fevereiro, será dividido igualmente em duas etapas, com pagamentos em maio e junho. Para os detentores de ADRs negociados na bolsa de Nova York, a data limite é um pouco mais longa, indo até 22 de abril, com o primeiro depósito previsto para maio.

Outras empresas seguem um cronograma semelhante. O Bradesco, com lucro de R$ 19 bilhões em 2024 e crescimento de 87,7% no quarto trimestre, oferece R$ 0,017249826 por ação ordinária (BBDC3) e R$ 0,018974809 por ação preferencial (BBDC4), com data de corte em 1º de abril e pagamento em 2 de maio. Já a Eletrobras, privatizada em 2022, distribuirá R$ 4 bilhões em 13 de maio, mas exige registro até 29 de abril. Esses prazos curtos demandam atenção redobrada dos investidores, especialmente em um mercado volátil.

Dividendos em foco: Petrobras lidera com R$ 9,1 bilhões

A decisão da Petrobras de pagar R$ 9,1 bilhões em dividendos reforça sua posição como uma das maiores pagadoras de proventos no Brasil. O valor, que será distribuído em duas parcelas de R$ 0,35477261 por ação, reflete a robustez financeira da companhia, mesmo diante de desafios no setor petrolífero. A data de corte na B3, marcada para 16 de abril, é o marco para quem deseja lucrar com essa distribuição. Após esse dia, as ações PETR3 e PETR4 passam a ser negociadas ex-direitos, ou seja, sem acesso aos proventos anunciados. Para os investidores internacionais com ADRs, o prazo se estende até 22 de abril, com pagamentos ajustados ao calendário da NYSE.

No cenário nacional, a Petrobras se destaca pelo dividend yield elevado. Nos últimos 12 meses, as ações ordinárias (PETR3) registraram 19,11%, enquanto as preferenciais (PETR4) atingiram 21,19%. Esses números superam a média de muitas empresas listadas na B3, consolidando a petroleira como uma opção atraente para quem busca retorno via dividendos. O pagamento em maio e junho deve movimentar o mercado, especialmente entre fundos e investidores individuais atentos ao fluxo de caixa da companhia.

Calendário de proventos: datas e valores para não perder

O mês de abril traz um cronograma apertado para quem quer garantir dividendos de grandes empresas. Confira os principais prazos e valores anunciados:

  • 1º de abril: Bradesco (BBDC3 e BBDC4) – R$ 0,017249826 por ação ordinária e R$ 0,018974809 por preferencial, pago em 2 de maio.
  • 16 de abril: Petrobras (PETR3 e PETR4) – R$ 0,35477261 por ação em duas parcelas, pagas em 20 de maio e 20 de junho.
  • 22 de abril: Allos (ALOS3) – R$ 0,03781618347 por ação, com pagamento em 6 de maio.
  • 29 de abril: Eletrobras (ELET3 e ELET6) – R$ 0,895300835 por ação ordinária e R$ 0,111041503 por preferencial, pago em 13 de maio.

Esses prazos são fundamentais para definir quem terá direito aos proventos, com valores variando conforme o tipo de ação e o desempenho das empresas em 2024.

Bradesco e Eletrobras: gigantes também pagam em abril

Enquanto a Petrobras domina as manchetes com seus R$ 9,1 bilhões, outras companhias não ficam atrás na distribuição de lucros. O Bradesco, um dos maiores bancos do país, abre o calendário de abril com data de corte em 1º de abril. O banco pagará R$ 0,017249826 por ação ordinária e R$ 0,018974809 por preferencial em 2 de maio, refletindo um dividend yield superior a 10% nos últimos 12 meses. O lucro de R$ 19 bilhões em 2024, com salto de 87,7% no último trimestre, sustenta essa distribuição, que deve atrair investidores do setor financeiro.

Já a Eletrobras, uma das líderes no setor de energia, planeja distribuir R$ 4 bilhões em 13 de maio. A data limite para garantir esses proventos é 29 de abril, com valores diferenciados por tipo de ação: R$ 0,895300835 para ordinárias (ELET3) e R$ 0,111041503 para preferenciais de classe B (ELET6). Apesar de um dividend yield mais modesto, de 3,09% nos últimos 12 meses, a companhia mantém sua relevância no mercado após a privatização, oferecendo uma opção estável para carteiras diversificadas.

Petrobras
Petrobras – Foto: Davi Correa / Shutterstock.com

Setores em destaque: petróleo, finanças e energia

Os dividendos de abril evidenciam a força de três setores-chave no Brasil: petróleo, financeiro e energia. A Petrobras, com sua distribuição bilionária, lidera o segmento petrolífero, beneficiada por um fluxo de caixa robusto e preços favoráveis do petróleo em 2024. O valor de R$ 9,1 bilhões, dividido em duas parcelas de R$ 0,35477261 por ação, reflete a política de remuneração da empresa, que destina 45% do fluxo de caixa livre aos acionistas quando o endividamento está controlado. Esse modelo tem garantido proventos expressivos nos últimos anos, atraindo tanto investidores locais quanto internacionais.

No setor financeiro, o Bradesco se destaca com um pagamento sólido, sustentado por um lucro anual de R$ 19 bilhões. O dividend yield projetado para 2025, entre 6% e 8%, indica que o banco continuará sendo uma escolha popular entre quem busca renda recorrente. Já a Eletrobras, no ramo de energia, mantém uma abordagem conservadora, mas consistente, com R$ 4 bilhões em proventos. A diferença nos valores por ação entre ordinárias e preferenciais reflete a estrutura acionária da companhia, que ainda preserva a golden share do governo, com poder de veto em decisões estratégicas.

Como funciona a data de corte nos dividendos

Entender a data de corte é essencial para quem quer lucrar com dividendos. Também conhecida como “data com”, ela determina o último dia em que o investidor precisa possuir as ações para ter direito aos proventos anunciados. Na Petrobras, por exemplo, quem comprar ações até 16 de abril na B3 garante os R$ 9,1 bilhões distribuídos em maio e junho. Após essa data, as ações passam a ser negociadas “ex-direitos”, ou seja, sem acesso ao pagamento. Para os ADRs, o prazo é 22 de abril, ajustado ao calendário internacional.

O mesmo princípio aplica-se às demais empresas. No Bradesco, a data de corte em 1º de abril define quem receberá os valores em maio, enquanto na Eletrobras, o dia 29 de abril é o limite para os proventos de maio. Esse mecanismo exige que o investidor acompanhe de perto o calendário e ajuste suas operações, especialmente em períodos de alta volatilidade no mercado.

Outras oportunidades em abril: Mitre Reality e Allos

Além dos gigantes Petrobras, Bradesco e Eletrobras, o mês de abril traz oportunidades em setores como construção e imobiliário. A Mitre Reality (MTRE3), focada em empreendimentos residenciais, tem data de corte em 16 de abril para um pagamento de R$ 0,35477261 por ação, agendado para 5 de maio. Com dividend yield de 12,52% nos últimos 12 meses, a empresa se posiciona como uma alternativa atraente no mercado de construção, especialmente para quem busca diversificação fora dos setores tradicionais.

A Allos (ALOS3), do segmento de shopping centers, também entra na lista com data de corte em 22 de abril. O pagamento, marcado para 6 de maio, será de R$ 0,03781618347 por ação, com yield de 9,41% nos últimos 12 meses. A companhia, que surgiu da fusão entre Aliansce Sonae e brMalls, tem apostado em dividendos mensais desde outubro do ano passado, mostrando resiliência em um setor impactado por oscilações no consumo.

Dividend yield: o que os números revelam

O dividend yield, indicador que mede o retorno dos dividendos em relação ao preço da ação, é uma métrica crucial para avaliar o desempenho das empresas em abril. A Petrobras lidera com 19,11% (PETR3) e 21,19% (PETR4) nos últimos 12 meses, números que refletem sua capacidade de gerar caixa mesmo em cenários desafiadores. O Bradesco, com 10,50% (BBDC3) e 10,45% (BBDC4), também impressiona, beneficiado pelo lucro robusto de 2024. Já a Mitre Reality, com 12,52%, destaca-se no setor imobiliário, enquanto a Allos registra 9,41%.

A Eletrobras, por outro lado, apresenta um yield mais baixo, de 3,09%, o que pode indicar uma estratégia mais conservadora na distribuição de lucros. Esses percentuais ajudam os investidores a comparar o retorno potencial de cada ação, considerando tanto o valor dos proventos quanto a cotação atual no mercado.

Planejamento para lucrar com os proventos

Aproveitar os dividendos de abril exige mais do que apenas comprar ações antes da data de corte. O investidor precisa considerar o timing da operação, os custos envolvidos e a estratégia de longo prazo. Na Petrobras, por exemplo, adquirir ações até 16 de abril garante o direito aos R$ 9,1 bilhões, mas é preciso avaliar se o preço da ação no momento da compra compensa o retorno esperado. O mesmo vale para o Bradesco, cuja data limite é mais próxima, em 1º de abril, exigindo decisões rápidas.

Para quem opera ADRs da Petrobras na NYSE, o prazo até 22 de abril oferece uma janela um pouco maior, mas os valores recebidos podem variar devido à conversão cambial. Já na Eletrobras, o registro até 29 de abril permite um planejamento mais tranquilo, embora o yield menor possa atrair perfis mais conservadores.

Curiosidades sobre os dividendos de abril

Os proventos anunciados para abril trazem alguns fatos interessantes que ajudam a entender o mercado brasileiro:

  • A Petrobras já foi a maior pagadora de dividendos do mundo em 2022, com US$ 4,18 bilhões distribuídos.
  • O Bradesco viu seu lucro no 4º trimestre de 2024 crescer 87,7%, um dos maiores saltos do setor financeiro.
  • A Eletrobras, mesmo após a privatização, mantém a golden share do governo, garantindo influência estatal.
  • A Mitre Reality tem se destacado por dividendos elevados no setor de construção, superando até gigantes tradicionais.

Esses pontos mostram como os setores representados em abril têm dinâmicas distintas, mas complementares, no cenário econômico.

Cronograma detalhado dos pagamentos

Para facilitar o acompanhamento, segue o calendário completo dos proventos com datas de corte em abril:

  • 1º de abril: Bradesco (BBDC3 e BBDC4) – Pagamento em 2 de maio.
  • 16 de abril: Petrobras (PETR3 e PETR4) – Pagamentos em 20 de maio e 20 de junho.
  • 16 de abril: Mitre Reality (MTRE3) – Pagamento em 5 de maio.
  • 22 de abril: Allos (ALOS3) – Pagamento em 6 de maio.
  • 29 de abril: Eletrobras (ELET3 e ELET6) – Pagamento em 13 de maio.

Esse cronograma é uma ferramenta essencial para organizar as operações e maximizar os ganhos com os dividendos.

Impacto dos proventos no mercado

A distribuição de dividendos em abril deve influenciar o comportamento das ações na B3. A Petrobras, com seus R$ 9,1 bilhões, pode atrair compras significativas até 16 de abril, elevando a liquidez das ações PETR3 e PETR4. Após a data de corte, é comum observar uma leve queda nos preços, já que as ações passam a ser negociadas ex-direitos. O mesmo movimento pode ocorrer com o Bradesco e a Eletrobras, dependendo do volume de investidores posicionados.

No caso da Mitre Reality e da Allos, os proventos reforçam a atratividade do setor imobiliário, que tem ganhado espaço entre os investidores de renda. A combinação desses pagamentos deve movimentar bilhões no mercado, com reflexos tanto na bolsa quanto na confiança dos acionistas.



Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *