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4 Apr 2025, Fri

Governo intensifica rastreio de celulares roubados com nova fase do Celular Seguro em 2025

Pessoa com celular


A partir desta semana, o governo federal dá um passo significativo no combate ao roubo e furto de celulares com a nova fase do programa Celular Seguro. Lançada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a iniciativa agora inclui o envio de mensagens via SMS e WhatsApp a aparelhos roubados ou furtados, solicitando que o portador os devolva a uma delegacia. Com mais de 2,6 milhões de usuários cadastrados e 121 mil alertas de bloqueio emitidos desde dezembro de 2023, o programa ganha reforço ao adotar estratégias inspiradas em experiências regionais, como a do Piauí, que já recuperou mais de mil dispositivos apenas no primeiro trimestre de 2024. A modernização promete facilitar o rastreamento e a recuperação de aparelhos, além de coibir a comercialização ilegal no mercado secundário.

Implementado inicialmente para bloquear dispositivos e proteger dados financeiros, o Celular Seguro evolui com o “Modo de Recuperação”. Essa funcionalidade permite que o aparelho permaneça ativo na rede, mas com restrições no chip e em aplicativos parceiros, possibilitando sua localização. O objetivo é alcançar quem adquiriu um celular sem saber de sua origem ilícita, oferecendo uma abordagem educativa em vez de punitiva. A medida reflete a preocupação com o aumento desses crimes, que registraram quase 1 milhão de casos em 2022, número que pode ser ainda maior devido à subnotificação.

O programa, disponível para Android e iOS, exige cadastro simples via conta gov.br e já se consolida como uma ferramenta essencial para a segurança digital. Além de enviar alertas, a nova fase propõe a criação de um banco de dados nacional com IMEIs de aparelhos roubados, permitindo consultas públicas para evitar compras de produtos com restrição. A seguir, o impacto dessa atualização deve ser sentido tanto por usuários quanto pelas autoridades, que ganham mais recursos para atuar contra quadrilhas especializadas.

Como funciona a nova fase do Celular Seguro

A atualização do Celular Seguro introduz mudanças práticas para aumentar sua eficiência. Antes limitada ao bloqueio total do aparelho, a plataforma agora oferece o “Modo de Recuperação”, que mantém o dispositivo conectado à rede mesmo após o registro de roubo ou furto. Quando um novo chip é inserido, operadoras identificam o IMEI – um código único de cada celular – e enviam uma notificação ao usuário atual, orientando-o a entregá-lo às autoridades. O processo é rápido e depende da colaboração entre empresas de telefonia, polícia e o Ministério da Justiça.

Essa estratégia já mostrou resultados no Piauí, onde 1.081 aparelhos foram recuperados entre janeiro e março de 2024. Lá, o governo local desenvolveu o aplicativo Cell Guard, que centraliza dados de IMEIs registrados em boletins de ocorrência e dispara intimações em massa. A experiência inspirou o governo federal a expandir o modelo, criando o Protocolo Nacional de Recuperação de Celulares. No Ceará, o programa Meu Celular segue moldes semelhantes, com mensagens enviadas desde abril de 2024 para notificar portadores de aparelhos com restrição.

O cadastro no Celular Seguro é acessível e leva poucos minutos. Após baixar o aplicativo, o usuário faz login com sua conta gov.br, registra o número da linha, a operadora e a marca do celular, podendo incluir uma pessoa de confiança para acionar o bloqueio em emergências. A simplicidade do processo explica o crescimento acelerado: em menos de dois anos, a ferramenta alcançou 2,6 milhões de usuários em todo o país.

Passo a passo para usar o Celular Seguro

Registrar-se no Celular Seguro é um processo direto e essencial para quem busca proteger seu aparelho. Veja como fazer:

  • Baixe o aplicativo Celular Seguro na Google Play Store (Android) ou App Store (iOS).
  • Faça login utilizando sua conta gov.br, que pode ser criada gratuitamente no site do governo.
  • Clique em “Registrar telefone” e preencha os dados solicitados: número da linha, operadora e marca do aparelho.
  • Opcionalmente, adicione uma pessoa de confiança clicando em “Pessoas de confiança” e inserindo seus dados.
  • Confirme o cadastro para garantir que o dispositivo esteja protegido em caso de roubo ou furto.

Além disso, o aplicativo permite verificar se um celular é roubado antes da compra, consultando o IMEI na opção “Celulares com Restrição”. O recurso é uma camada extra de segurança para consumidores no mercado de usados.

Impactos no combate ao crime organizado

O roubo de celulares é uma das principais portas de entrada para crimes digitais no Brasil. Com a crescente digitalização, os aparelhos tornaram-se alvos valiosos, armazenando dados bancários, pessoais e profissionais. Em 2022, quase 1 milhão de casos foram registrados, mas especialistas acreditam que a subnotificação esconda um cenário ainda mais grave. A nova fase do Celular Seguro busca atacar esse problema em duas frentes: dificultando a reutilização dos dispositivos e desestimulando o mercado ilegal.

No Piauí, a estratégia de rastreamento reduziu os furtos em 44% no primeiro trimestre de 2024, comparado ao mesmo período de 2023. A recuperação de 8 mil aparelhos em seis meses no estado demonstra o potencial do modelo. A integração com operadoras de telefonia, que fornecem a localização dos dispositivos às polícias civis, é um dos pilares do sucesso. Quando o portador não devolve o celular após a notificação, as autoridades podem rastreá-lo e apreendê-lo diretamente.

A ampliação nacional do programa prevê a formação de um banco de dados unificado, conectando secretarias de segurança pública de diversos estados. Onze unidades da federação, como Acre, Bahia e Rio Grande do Norte, já utilizam o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) para padronizar boletins de ocorrência, facilitando a troca de informações. A expectativa é que a medida pressione quadrilhas especializadas e reduza a circulação de aparelhos roubados.

Alerta em celular
Alerta em celular – Foto: CL STOCK/Shutterstock.com

Tecnologia a serviço da segurança pública

A modernização do Celular Seguro reflete o uso crescente de tecnologia no combate ao crime. O IMEI, um código de 15 dígitos único para cada aparelho, é a chave do sistema. Mesmo com a troca de chip, o número permanece inalterado, permitindo a identificação do dispositivo em qualquer rede. Para descobrir o IMEI do seu celular, basta acessar as configurações, ir até “Sobre o telefone” e localizar o campo correspondente.

A parceria com operadoras como Vivo, Tim e Oi garante que as notificações cheguem rapidamente aos aparelhos com restrição. No Ceará, por exemplo, a Secretaria da Segurança Pública desenvolveu o sistema Meu Celular, que opera em conjunto com o Poder Judiciário e o Ministério Público. Desde o lançamento, mensagens são enviadas orientando a entrega dos dispositivos em Fortaleza, com devolução aos proprietários organizada no Centro de Eventos do estado.

O Ministério da Justiça também negocia com gigantes como Google e Apple para incluir funcionalidades antirroubo nativas nos sistemas operacionais. Em 2024, o Google anunciou o Brasil como o primeiro país a receber recursos como o “modo ladrão”, que bloqueia a tela em caso de roubo. A colaboração com empresas privadas é vista como essencial para ampliar o alcance do programa.

Cronograma da evolução do Celular Seguro

O programa passou por etapas importantes desde sua criação. Confira a linha do tempo:

  • Dezembro de 2023: Lançamento do Celular Seguro, focado no bloqueio total de aparelhos roubados.
  • Abril de 2024: Atualização simplifica o cadastro, eliminando a exigência do IMEI e modelo do dispositivo.
  • Agosto de 2024: Assinatura do Protocolo Nacional de Recuperação de Celulares, inspirado no Piauí.
  • Dezembro de 2024: Introdução do “Modo de Recuperação” para facilitar o rastreamento.
  • Abril de 2025: Início do envio de mensagens SMS e WhatsApp a aparelhos roubados.

Esse calendário mostra o compromisso do governo em aprimorar a ferramenta com base em experiências locais e demandas da população.

Benefícios para os usuários

Proteger um celular contra roubo ou furto vai além de evitar a perda material. Com o Celular Seguro, os usuários ganham uma camada de segurança para seus dados pessoais e financeiros. O bloqueio de aplicativos bancários, que pode ser acionado em minutos por bancos como Nubank e Santander, impede golpes como a clonagem de WhatsApp ou saques não autorizados. Operadoras, por sua vez, prometem desativar linhas em até seis horas, enquanto a Anatel bloqueia o IMEI em até um dia útil.

A possibilidade de consultar o IMEI antes de comprar um aparelho usado é outro diferencial. Comerciantes e consumidores podem evitar transações arriscadas, reduzindo a circulação de produtos ilícitos. No Piauí, a entrega voluntária de aparelhos após notificações evitou punições a quem os adquiriu de boa-fé, um modelo que o programa nacional pretende replicar.

A adesão massiva – 2,6 milhões de usuários até abril de 2025 – reflete a confiança na iniciativa. Bruno, um usuário de São Paulo que teve o celular roubado três vezes, baixou o aplicativo e elogiou a atualização. “Agora tenho a chance de recuperar meu aparelho, além de bloqueá-lo rapidamente”, afirmou ele após testar o sistema.

Desafios e perspectivas no rastreamento

Expandir o Celular Seguro para todo o Brasil exige superar obstáculos logísticos e tecnológicos. A integração entre estados, operadoras e forças policiais depende de sistemas compatíveis e treinamento adequado. No Piauí, a Operação Interditados, em sua 15ª fase, já fechou 64 lojas envolvidas na revenda de celulares roubados e prendeu mais de 30 suspeitos, mas a escala nacional demanda maior coordenação.

Outro desafio é a conscientização. Muitos ainda não registram boletins de ocorrência após roubos, o que limita a base de dados do programa. No Ceará, o sistema Meu Celular mantém registros por 72 horas até a formalização do B.O., incentivando a notificação oficial. A subnotificação, que mascarou a real dimensão dos crimes em 2022, precisa ser enfrentada para que o rastreamento seja eficaz.

A proposta de penas mais duras para receptação qualificada, em análise no Congresso, complementa a iniciativa. Se aprovada, a lei pode aumentar a pressão sobre o mercado paralelo, reduzindo o incentivo ao crime. Enquanto isso, o programa segue como uma resposta imediata e acessível à população.

Curiosidades sobre o Celular Seguro

Alguns aspectos do programa chamam atenção pela inovação e praticidade. Confira:

  • O “Modo de Recuperação” foi testado com sucesso no Piauí antes de chegar ao programa nacional.
  • O aplicativo já bloqueou quase 100 mil celulares desde seu lançamento, um marco em menos de dois anos.
  • A consulta de IMEI é gratuita e pode ser feita por qualquer pessoa, mesmo sem cadastro.
  • Mais de 2,3 milhões de aparelhos foram registrados até o final de 2024, superando expectativas iniciais.

Esses detalhes mostram como o Celular Seguro combina tecnologia e políticas públicas para enfrentar um problema cotidiano.



A partir desta semana, o governo federal dá um passo significativo no combate ao roubo e furto de celulares com a nova fase do programa Celular Seguro. Lançada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a iniciativa agora inclui o envio de mensagens via SMS e WhatsApp a aparelhos roubados ou furtados, solicitando que o portador os devolva a uma delegacia. Com mais de 2,6 milhões de usuários cadastrados e 121 mil alertas de bloqueio emitidos desde dezembro de 2023, o programa ganha reforço ao adotar estratégias inspiradas em experiências regionais, como a do Piauí, que já recuperou mais de mil dispositivos apenas no primeiro trimestre de 2024. A modernização promete facilitar o rastreamento e a recuperação de aparelhos, além de coibir a comercialização ilegal no mercado secundário.

Implementado inicialmente para bloquear dispositivos e proteger dados financeiros, o Celular Seguro evolui com o “Modo de Recuperação”. Essa funcionalidade permite que o aparelho permaneça ativo na rede, mas com restrições no chip e em aplicativos parceiros, possibilitando sua localização. O objetivo é alcançar quem adquiriu um celular sem saber de sua origem ilícita, oferecendo uma abordagem educativa em vez de punitiva. A medida reflete a preocupação com o aumento desses crimes, que registraram quase 1 milhão de casos em 2022, número que pode ser ainda maior devido à subnotificação.

O programa, disponível para Android e iOS, exige cadastro simples via conta gov.br e já se consolida como uma ferramenta essencial para a segurança digital. Além de enviar alertas, a nova fase propõe a criação de um banco de dados nacional com IMEIs de aparelhos roubados, permitindo consultas públicas para evitar compras de produtos com restrição. A seguir, o impacto dessa atualização deve ser sentido tanto por usuários quanto pelas autoridades, que ganham mais recursos para atuar contra quadrilhas especializadas.

Como funciona a nova fase do Celular Seguro

A atualização do Celular Seguro introduz mudanças práticas para aumentar sua eficiência. Antes limitada ao bloqueio total do aparelho, a plataforma agora oferece o “Modo de Recuperação”, que mantém o dispositivo conectado à rede mesmo após o registro de roubo ou furto. Quando um novo chip é inserido, operadoras identificam o IMEI – um código único de cada celular – e enviam uma notificação ao usuário atual, orientando-o a entregá-lo às autoridades. O processo é rápido e depende da colaboração entre empresas de telefonia, polícia e o Ministério da Justiça.

Essa estratégia já mostrou resultados no Piauí, onde 1.081 aparelhos foram recuperados entre janeiro e março de 2024. Lá, o governo local desenvolveu o aplicativo Cell Guard, que centraliza dados de IMEIs registrados em boletins de ocorrência e dispara intimações em massa. A experiência inspirou o governo federal a expandir o modelo, criando o Protocolo Nacional de Recuperação de Celulares. No Ceará, o programa Meu Celular segue moldes semelhantes, com mensagens enviadas desde abril de 2024 para notificar portadores de aparelhos com restrição.

O cadastro no Celular Seguro é acessível e leva poucos minutos. Após baixar o aplicativo, o usuário faz login com sua conta gov.br, registra o número da linha, a operadora e a marca do celular, podendo incluir uma pessoa de confiança para acionar o bloqueio em emergências. A simplicidade do processo explica o crescimento acelerado: em menos de dois anos, a ferramenta alcançou 2,6 milhões de usuários em todo o país.

Passo a passo para usar o Celular Seguro

Registrar-se no Celular Seguro é um processo direto e essencial para quem busca proteger seu aparelho. Veja como fazer:

  • Baixe o aplicativo Celular Seguro na Google Play Store (Android) ou App Store (iOS).
  • Faça login utilizando sua conta gov.br, que pode ser criada gratuitamente no site do governo.
  • Clique em “Registrar telefone” e preencha os dados solicitados: número da linha, operadora e marca do aparelho.
  • Opcionalmente, adicione uma pessoa de confiança clicando em “Pessoas de confiança” e inserindo seus dados.
  • Confirme o cadastro para garantir que o dispositivo esteja protegido em caso de roubo ou furto.

Além disso, o aplicativo permite verificar se um celular é roubado antes da compra, consultando o IMEI na opção “Celulares com Restrição”. O recurso é uma camada extra de segurança para consumidores no mercado de usados.

Impactos no combate ao crime organizado

O roubo de celulares é uma das principais portas de entrada para crimes digitais no Brasil. Com a crescente digitalização, os aparelhos tornaram-se alvos valiosos, armazenando dados bancários, pessoais e profissionais. Em 2022, quase 1 milhão de casos foram registrados, mas especialistas acreditam que a subnotificação esconda um cenário ainda mais grave. A nova fase do Celular Seguro busca atacar esse problema em duas frentes: dificultando a reutilização dos dispositivos e desestimulando o mercado ilegal.

No Piauí, a estratégia de rastreamento reduziu os furtos em 44% no primeiro trimestre de 2024, comparado ao mesmo período de 2023. A recuperação de 8 mil aparelhos em seis meses no estado demonstra o potencial do modelo. A integração com operadoras de telefonia, que fornecem a localização dos dispositivos às polícias civis, é um dos pilares do sucesso. Quando o portador não devolve o celular após a notificação, as autoridades podem rastreá-lo e apreendê-lo diretamente.

A ampliação nacional do programa prevê a formação de um banco de dados unificado, conectando secretarias de segurança pública de diversos estados. Onze unidades da federação, como Acre, Bahia e Rio Grande do Norte, já utilizam o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) para padronizar boletins de ocorrência, facilitando a troca de informações. A expectativa é que a medida pressione quadrilhas especializadas e reduza a circulação de aparelhos roubados.

Alerta em celular
Alerta em celular – Foto: CL STOCK/Shutterstock.com

Tecnologia a serviço da segurança pública

A modernização do Celular Seguro reflete o uso crescente de tecnologia no combate ao crime. O IMEI, um código de 15 dígitos único para cada aparelho, é a chave do sistema. Mesmo com a troca de chip, o número permanece inalterado, permitindo a identificação do dispositivo em qualquer rede. Para descobrir o IMEI do seu celular, basta acessar as configurações, ir até “Sobre o telefone” e localizar o campo correspondente.

A parceria com operadoras como Vivo, Tim e Oi garante que as notificações cheguem rapidamente aos aparelhos com restrição. No Ceará, por exemplo, a Secretaria da Segurança Pública desenvolveu o sistema Meu Celular, que opera em conjunto com o Poder Judiciário e o Ministério Público. Desde o lançamento, mensagens são enviadas orientando a entrega dos dispositivos em Fortaleza, com devolução aos proprietários organizada no Centro de Eventos do estado.

O Ministério da Justiça também negocia com gigantes como Google e Apple para incluir funcionalidades antirroubo nativas nos sistemas operacionais. Em 2024, o Google anunciou o Brasil como o primeiro país a receber recursos como o “modo ladrão”, que bloqueia a tela em caso de roubo. A colaboração com empresas privadas é vista como essencial para ampliar o alcance do programa.

Cronograma da evolução do Celular Seguro

O programa passou por etapas importantes desde sua criação. Confira a linha do tempo:

  • Dezembro de 2023: Lançamento do Celular Seguro, focado no bloqueio total de aparelhos roubados.
  • Abril de 2024: Atualização simplifica o cadastro, eliminando a exigência do IMEI e modelo do dispositivo.
  • Agosto de 2024: Assinatura do Protocolo Nacional de Recuperação de Celulares, inspirado no Piauí.
  • Dezembro de 2024: Introdução do “Modo de Recuperação” para facilitar o rastreamento.
  • Abril de 2025: Início do envio de mensagens SMS e WhatsApp a aparelhos roubados.

Esse calendário mostra o compromisso do governo em aprimorar a ferramenta com base em experiências locais e demandas da população.

Benefícios para os usuários

Proteger um celular contra roubo ou furto vai além de evitar a perda material. Com o Celular Seguro, os usuários ganham uma camada de segurança para seus dados pessoais e financeiros. O bloqueio de aplicativos bancários, que pode ser acionado em minutos por bancos como Nubank e Santander, impede golpes como a clonagem de WhatsApp ou saques não autorizados. Operadoras, por sua vez, prometem desativar linhas em até seis horas, enquanto a Anatel bloqueia o IMEI em até um dia útil.

A possibilidade de consultar o IMEI antes de comprar um aparelho usado é outro diferencial. Comerciantes e consumidores podem evitar transações arriscadas, reduzindo a circulação de produtos ilícitos. No Piauí, a entrega voluntária de aparelhos após notificações evitou punições a quem os adquiriu de boa-fé, um modelo que o programa nacional pretende replicar.

A adesão massiva – 2,6 milhões de usuários até abril de 2025 – reflete a confiança na iniciativa. Bruno, um usuário de São Paulo que teve o celular roubado três vezes, baixou o aplicativo e elogiou a atualização. “Agora tenho a chance de recuperar meu aparelho, além de bloqueá-lo rapidamente”, afirmou ele após testar o sistema.

Desafios e perspectivas no rastreamento

Expandir o Celular Seguro para todo o Brasil exige superar obstáculos logísticos e tecnológicos. A integração entre estados, operadoras e forças policiais depende de sistemas compatíveis e treinamento adequado. No Piauí, a Operação Interditados, em sua 15ª fase, já fechou 64 lojas envolvidas na revenda de celulares roubados e prendeu mais de 30 suspeitos, mas a escala nacional demanda maior coordenação.

Outro desafio é a conscientização. Muitos ainda não registram boletins de ocorrência após roubos, o que limita a base de dados do programa. No Ceará, o sistema Meu Celular mantém registros por 72 horas até a formalização do B.O., incentivando a notificação oficial. A subnotificação, que mascarou a real dimensão dos crimes em 2022, precisa ser enfrentada para que o rastreamento seja eficaz.

A proposta de penas mais duras para receptação qualificada, em análise no Congresso, complementa a iniciativa. Se aprovada, a lei pode aumentar a pressão sobre o mercado paralelo, reduzindo o incentivo ao crime. Enquanto isso, o programa segue como uma resposta imediata e acessível à população.

Curiosidades sobre o Celular Seguro

Alguns aspectos do programa chamam atenção pela inovação e praticidade. Confira:

  • O “Modo de Recuperação” foi testado com sucesso no Piauí antes de chegar ao programa nacional.
  • O aplicativo já bloqueou quase 100 mil celulares desde seu lançamento, um marco em menos de dois anos.
  • A consulta de IMEI é gratuita e pode ser feita por qualquer pessoa, mesmo sem cadastro.
  • Mais de 2,3 milhões de aparelhos foram registrados até o final de 2024, superando expectativas iniciais.

Esses detalhes mostram como o Celular Seguro combina tecnologia e políticas públicas para enfrentar um problema cotidiano.



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