A temporada 2025 da Fórmula 1 começou com desafios inesperados para a Red Bull, uma das equipes mais dominantes dos últimos anos. Max Verstappen, tetracampeão mundial, não escondeu sua frustração com o desempenho do RB21, carro que vem enfrentando problemas de dirigibilidade e equilíbrio desde as primeiras corridas. Em vez de apontar os pilotos como responsáveis pelo momento difícil, o holandês foi enfático ao sugerir que a equipe precisa priorizar soluções técnicas. A declaração veio após duas etapas complicadas, marcadas por trocas polêmicas de pilotos entre a Red Bull e sua equipe satélite, a Racing Bulls, o que gerou debates intensos no paddock e nas redes sociais.
O início do ano foi turbulento para a escuderia de Milton Keynes. Após apenas duas corridas, Liam Lawson, que ocupava o segundo assento ao lado de Verstappen, foi rebaixado para a Racing Bulls, enquanto Yuki Tsunoda fez o caminho inverso, assumindo a vaga a partir do Grande Prêmio do Japão. A decisão, tomada de forma abrupta, surpreendeu especialistas e dividiu opiniões. Para muitos, dar a Lawson tão pouco tempo para se adaptar ao carro principal foi uma medida dura, especialmente considerando as dificuldades técnicas já enfrentadas pela equipe. Verstappen, por sua vez, evitou entrar em detalhes sobre a troca, mas deixou claro que o foco deveria estar no desenvolvimento do RB21, e não em mudanças no grid.
A pressão sobre a Red Bull não é novidade, mas o cenário atual reflete um contraste com os anos anteriores, quando a equipe dominava a categoria com facilidade. O holandês, conhecido por sua sinceridade, passou um tempo na fábrica da equipe no Reino Unido, trabalhando ao lado dos engenheiros para entender os problemas do carro. Ele descreveu o RB21 como instável e nervoso, com falhas que variam conforme o tipo de curva, o asfalto e as condições dos pneus. A situação expõe uma equipe que, apesar de seu histórico vitorioso, enfrenta dificuldades para manter o ritmo em 2025, enquanto rivais como Ferrari e McLaren mostram consistência nas primeiras etapas.
Problemas técnicos em foco
Resolver os entraves do RB21 tornou-se a prioridade para Verstappen, que vê no carro o principal obstáculo para a Red Bull retomar a liderança. O tetracampeão destacou que a instabilidade do modelo afeta o desempenho em diferentes momentos das corridas, desde curvas de baixa velocidade até trechos mais exigentes com lombadas e meios-fios. A combinação de superaquecimento dos pneus e falta de equilíbrio tem comprometido os resultados, algo que ficou evidente nos últimos GPs. Para o piloto, melhorar a dirigibilidade seria um passo crucial para elevar o nível de competitividade, beneficiando inclusive quem ocupar o segundo assento.
A análise de Verstappen não se limita a críticas. Ele reconheceu o esforço da equipe técnica, que trabalha intensamente para encontrar soluções. Nos bastidores, engenheiros têm testado ajustes aerodinâmicos e de suspensão, mas os resultados ainda não apareceram na pista. A complexidade dos problemas sugere que não há uma única falha a ser corrigida, mas um conjunto de fatores que exige tempo e precisão para ser superado. Enquanto isso, a Red Bull segue sob os holofotes, com a pressão aumentando a cada etapa em que os pontos escapam.
O desempenho abaixo do esperado também reacendeu discussões sobre a estratégia da equipe. Nos últimos anos, a Red Bull consolidou uma reputação de excelência técnica, mas o RB21 parece não acompanhar a evolução das rivais. A troca de pilotos, vista por alguns como uma tentativa de desviar o foco dos problemas do carro, acabou gerando mais controvérsia do que soluções. Verstappen, no entanto, mantém o discurso alinhado ao aspecto técnico, evitando alimentar especulações sobre as decisões da cúpula.
Trocas polêmicas agitam o paddock
A substituição de Liam Lawson por Yuki Tsunoda após apenas duas corridas foi um dos episódios mais comentados do início da temporada. Lawson, que havia disputado 11 corridas antes de 2025, enfrentou um calendário desafiador, com pistas desconhecidas para ele na abertura do campeonato. A falta de experiência, somada às limitações do RB21, dificultou sua adaptação, mas a rapidez com que a Red Bull tomou a decisão surpreendeu. Yuki Tsunoda, por outro lado, traz mais bagagem e familiaridade com o ambiente da equipe, mas ainda precisa provar que pode entregar resultados consistentes ao lado de Verstappen.
A movimentação não passou despercebida por ex-pilotos e analistas. Giedo van der Garde, ex-competidor da Fórmula 1, usou as redes sociais para classificar a abordagem da Red Bull como próxima de “bullying”. Ele argumentou que dar a Lawson apenas duas chances antes de rebaixá-lo foi uma medida mais emocional do que estratégica, longe do padrão esperado em uma equipe de alto nível. A publicação ganhou apoio de Verstappen, que curtiu o texto e, ao ser questionado, confirmou que não foi um gesto acidental. O tetracampeão, porém, preferiu não se aprofundar no tema publicamente, limitando-se a dizer que suas opiniões já haviam sido compartilhadas internamente.
Dentro da Red Bull, a troca também gerou desconforto. Helmut Marko, conselheiro da equipe, revelou que Verstappen discordou da decisão, embora o piloto tenha evitado confrontos diretos com a direção. A cautela do holandês reflete sua postura pragmática: para ele, o sucesso da temporada depende mais de um carro competitivo do que de quem está no cockpit. A polêmica, no entanto, expôs fissuras na gestão da equipe, que agora precisa lidar com críticas externas enquanto busca soluções para o RB21.
- Fatores que dificultaram a adaptação de Lawson:
- Inexperiência em pistas do início da temporada.
- Carro instável e pouco previsível.
- Pressão intensa em apenas duas corridas.
Desafios para novatos na Fórmula 1 atual
Verstappen também aproveitou para destacar as dificuldades enfrentadas por pilotos novatos na categoria. Com um calendário que inclui circuitos técnicos logo nas primeiras etapas, jovens como Lawson têm pouco tempo para se acostumar aos carros e às exigências da competição. O holandês lembrou que a falta de familiaridade com as pistas, aliada a um equipamento problemático, cria um cenário desfavorável. Para ele, um RB21 mais equilibrado poderia facilitar a vida de qualquer piloto, independentemente do nível de experiência.
O tetracampeão não é o único a apontar esse problema. A Fórmula 1 moderna, com seus carros complexos e calendários extensos, exige adaptação rápida, algo que nem sempre é possível para quem está começando. A Red Bull, conhecida por sua política agressiva de promoção e substituição de pilotos, já enfrentou críticas no passado por não dar tempo suficiente a nomes como Pierre Gasly e Alex Albon. A situação de Lawson reforça esse padrão, mas o foco de Verstappen permanece no carro, que ele considera o verdadeiro calcanhar de Aquiles da equipe.
A experiência de Tsunoda, que retorna ao time principal, pode ser um trunfo. O japonês já competiu em diversas temporadas e conhece bem o funcionamento interno da Red Bull. Ainda assim, seu histórico de resultados irregulares levanta dúvidas sobre sua capacidade de complementar Verstappen. A pressão agora recai sobre ele para mostrar evolução, enquanto a equipe corre contra o tempo para ajustar o RB21 antes que a temporada escape de vez.
Cronograma das próximas etapas
O Grande Prêmio do Japão marca o início de uma fase crucial para a Red Bull. Com Tsunoda ao lado de Verstappen, a equipe espera encontrar um ritmo mais consistente, mas o calendário não dá trégua. As próximas corridas trarão desafios variados, que testarão tanto os pilotos quanto as melhorias planejadas para o carro. Confira as datas das etapas seguintes:
- Grande Prêmio do Japão: 5 a 7 de abril.
- Grande Prêmio da China: 19 a 21 de abril.
- Grande Prêmio de Miami: 3 a 5 de maio.
Cada uma dessas pistas apresenta características distintas, desde curvas de alta velocidade em Suzuka até o traçado urbano de Miami. Para a Red Bull, será uma oportunidade de avaliar o progresso do RB21 em diferentes condições, enquanto a concorrência segue de olho em qualquer deslize.
Pressão aumenta em Milton Keynes
Com a temporada em andamento, a Red Bull enfrenta um momento de definição. O domínio exercido por Verstappen nos últimos anos elevou as expectativas, mas o RB21 ainda não entrega o desempenho necessário para mantê-lo na briga pelo título. O holandês, que já conquistou quatro campeonatos consecutivos, sabe que depende de um carro competitivo para continuar no topo. Sua presença na fábrica, analisando dados com os engenheiros, mostra o comprometimento em reverter o quadro atual.
A equipe, por sua vez, precisa lidar com a instabilidade interna gerada pelas trocas de pilotos. A decisão de rebaixar Lawson e promover Tsunoda reflete a busca por resultados imediatos, mas também expõe a falta de paciência com novatos. Enquanto isso, Verstappen mantém o foco técnico, pressionando por avanços que possam colocar a Red Bull de volta ao caminho das vitórias. O trabalho nos bastidores é intenso, com simulações e testes sendo realizados para corrigir os pontos fracos do carro.
A concorrência não facilita a vida da escuderia. Ferrari e McLaren largaram bem em 2025, aproveitando a consistência de seus carros para somar pontos importantes. Para a Red Bull, o desafio é duplo: resolver os problemas do RB21 e manter a harmonia interna em meio às polêmicas. O sucesso nas próximas corridas será decisivo para definir o rumo da temporada.
O que esperar do futuro
Olhando adiante, a Red Bull tem pela frente um calendário repleto de oportunidades para se recuperar. Circuitos como o de Suzuka, conhecido por favorecer carros bem equilibrados, serão um teste crucial para o RB21. Verstappen, com sua habilidade reconhecida mundialmente, segue como o pilar da equipe, mas até ele depende de um equipamento à altura de seu talento. A pressão sobre os engenheiros é enorme, e os ajustes prometidos para as próximas etapas podem ser o diferencial.
Tsunoda, agora no segundo assento, terá a chance de mostrar seu valor. Sua experiência prévia na Fórmula 1 é uma vantagem, mas a instabilidade do carro pode limitar seu impacto. Para a Red Bull, o objetivo é claro: transformar o RB21 em um modelo competitivo o quanto antes, evitando que a temporada se torne uma luta apenas por posições intermediárias. O trabalho conjunto entre pilotos e equipe será essencial para superar os obstáculos.
- Possíveis melhorias no RB21:
- Ajustes aerodinâmicos para maior estabilidade.
- Otimização da suspensão em pistas com lombadas.
- Controle de temperatura dos pneus em longas retas.
A temporada 2025 ainda está no início, mas o alerta já foi dado em Milton Keynes. Com Verstappen liderando a cobrança por soluções, a Red Bull sabe que o tempo para reagir é curto. As próximas corridas dirão se a equipe conseguirá retomar o protagonismo ou se terá que se contentar com um papel secundário em um campeonato que promete ser disputado até o fim.

A temporada 2025 da Fórmula 1 começou com desafios inesperados para a Red Bull, uma das equipes mais dominantes dos últimos anos. Max Verstappen, tetracampeão mundial, não escondeu sua frustração com o desempenho do RB21, carro que vem enfrentando problemas de dirigibilidade e equilíbrio desde as primeiras corridas. Em vez de apontar os pilotos como responsáveis pelo momento difícil, o holandês foi enfático ao sugerir que a equipe precisa priorizar soluções técnicas. A declaração veio após duas etapas complicadas, marcadas por trocas polêmicas de pilotos entre a Red Bull e sua equipe satélite, a Racing Bulls, o que gerou debates intensos no paddock e nas redes sociais.
O início do ano foi turbulento para a escuderia de Milton Keynes. Após apenas duas corridas, Liam Lawson, que ocupava o segundo assento ao lado de Verstappen, foi rebaixado para a Racing Bulls, enquanto Yuki Tsunoda fez o caminho inverso, assumindo a vaga a partir do Grande Prêmio do Japão. A decisão, tomada de forma abrupta, surpreendeu especialistas e dividiu opiniões. Para muitos, dar a Lawson tão pouco tempo para se adaptar ao carro principal foi uma medida dura, especialmente considerando as dificuldades técnicas já enfrentadas pela equipe. Verstappen, por sua vez, evitou entrar em detalhes sobre a troca, mas deixou claro que o foco deveria estar no desenvolvimento do RB21, e não em mudanças no grid.
A pressão sobre a Red Bull não é novidade, mas o cenário atual reflete um contraste com os anos anteriores, quando a equipe dominava a categoria com facilidade. O holandês, conhecido por sua sinceridade, passou um tempo na fábrica da equipe no Reino Unido, trabalhando ao lado dos engenheiros para entender os problemas do carro. Ele descreveu o RB21 como instável e nervoso, com falhas que variam conforme o tipo de curva, o asfalto e as condições dos pneus. A situação expõe uma equipe que, apesar de seu histórico vitorioso, enfrenta dificuldades para manter o ritmo em 2025, enquanto rivais como Ferrari e McLaren mostram consistência nas primeiras etapas.
Problemas técnicos em foco
Resolver os entraves do RB21 tornou-se a prioridade para Verstappen, que vê no carro o principal obstáculo para a Red Bull retomar a liderança. O tetracampeão destacou que a instabilidade do modelo afeta o desempenho em diferentes momentos das corridas, desde curvas de baixa velocidade até trechos mais exigentes com lombadas e meios-fios. A combinação de superaquecimento dos pneus e falta de equilíbrio tem comprometido os resultados, algo que ficou evidente nos últimos GPs. Para o piloto, melhorar a dirigibilidade seria um passo crucial para elevar o nível de competitividade, beneficiando inclusive quem ocupar o segundo assento.
A análise de Verstappen não se limita a críticas. Ele reconheceu o esforço da equipe técnica, que trabalha intensamente para encontrar soluções. Nos bastidores, engenheiros têm testado ajustes aerodinâmicos e de suspensão, mas os resultados ainda não apareceram na pista. A complexidade dos problemas sugere que não há uma única falha a ser corrigida, mas um conjunto de fatores que exige tempo e precisão para ser superado. Enquanto isso, a Red Bull segue sob os holofotes, com a pressão aumentando a cada etapa em que os pontos escapam.
O desempenho abaixo do esperado também reacendeu discussões sobre a estratégia da equipe. Nos últimos anos, a Red Bull consolidou uma reputação de excelência técnica, mas o RB21 parece não acompanhar a evolução das rivais. A troca de pilotos, vista por alguns como uma tentativa de desviar o foco dos problemas do carro, acabou gerando mais controvérsia do que soluções. Verstappen, no entanto, mantém o discurso alinhado ao aspecto técnico, evitando alimentar especulações sobre as decisões da cúpula.
Trocas polêmicas agitam o paddock
A substituição de Liam Lawson por Yuki Tsunoda após apenas duas corridas foi um dos episódios mais comentados do início da temporada. Lawson, que havia disputado 11 corridas antes de 2025, enfrentou um calendário desafiador, com pistas desconhecidas para ele na abertura do campeonato. A falta de experiência, somada às limitações do RB21, dificultou sua adaptação, mas a rapidez com que a Red Bull tomou a decisão surpreendeu. Yuki Tsunoda, por outro lado, traz mais bagagem e familiaridade com o ambiente da equipe, mas ainda precisa provar que pode entregar resultados consistentes ao lado de Verstappen.
A movimentação não passou despercebida por ex-pilotos e analistas. Giedo van der Garde, ex-competidor da Fórmula 1, usou as redes sociais para classificar a abordagem da Red Bull como próxima de “bullying”. Ele argumentou que dar a Lawson apenas duas chances antes de rebaixá-lo foi uma medida mais emocional do que estratégica, longe do padrão esperado em uma equipe de alto nível. A publicação ganhou apoio de Verstappen, que curtiu o texto e, ao ser questionado, confirmou que não foi um gesto acidental. O tetracampeão, porém, preferiu não se aprofundar no tema publicamente, limitando-se a dizer que suas opiniões já haviam sido compartilhadas internamente.
Dentro da Red Bull, a troca também gerou desconforto. Helmut Marko, conselheiro da equipe, revelou que Verstappen discordou da decisão, embora o piloto tenha evitado confrontos diretos com a direção. A cautela do holandês reflete sua postura pragmática: para ele, o sucesso da temporada depende mais de um carro competitivo do que de quem está no cockpit. A polêmica, no entanto, expôs fissuras na gestão da equipe, que agora precisa lidar com críticas externas enquanto busca soluções para o RB21.
- Fatores que dificultaram a adaptação de Lawson:
- Inexperiência em pistas do início da temporada.
- Carro instável e pouco previsível.
- Pressão intensa em apenas duas corridas.
Desafios para novatos na Fórmula 1 atual
Verstappen também aproveitou para destacar as dificuldades enfrentadas por pilotos novatos na categoria. Com um calendário que inclui circuitos técnicos logo nas primeiras etapas, jovens como Lawson têm pouco tempo para se acostumar aos carros e às exigências da competição. O holandês lembrou que a falta de familiaridade com as pistas, aliada a um equipamento problemático, cria um cenário desfavorável. Para ele, um RB21 mais equilibrado poderia facilitar a vida de qualquer piloto, independentemente do nível de experiência.
O tetracampeão não é o único a apontar esse problema. A Fórmula 1 moderna, com seus carros complexos e calendários extensos, exige adaptação rápida, algo que nem sempre é possível para quem está começando. A Red Bull, conhecida por sua política agressiva de promoção e substituição de pilotos, já enfrentou críticas no passado por não dar tempo suficiente a nomes como Pierre Gasly e Alex Albon. A situação de Lawson reforça esse padrão, mas o foco de Verstappen permanece no carro, que ele considera o verdadeiro calcanhar de Aquiles da equipe.
A experiência de Tsunoda, que retorna ao time principal, pode ser um trunfo. O japonês já competiu em diversas temporadas e conhece bem o funcionamento interno da Red Bull. Ainda assim, seu histórico de resultados irregulares levanta dúvidas sobre sua capacidade de complementar Verstappen. A pressão agora recai sobre ele para mostrar evolução, enquanto a equipe corre contra o tempo para ajustar o RB21 antes que a temporada escape de vez.
Cronograma das próximas etapas
O Grande Prêmio do Japão marca o início de uma fase crucial para a Red Bull. Com Tsunoda ao lado de Verstappen, a equipe espera encontrar um ritmo mais consistente, mas o calendário não dá trégua. As próximas corridas trarão desafios variados, que testarão tanto os pilotos quanto as melhorias planejadas para o carro. Confira as datas das etapas seguintes:
- Grande Prêmio do Japão: 5 a 7 de abril.
- Grande Prêmio da China: 19 a 21 de abril.
- Grande Prêmio de Miami: 3 a 5 de maio.
Cada uma dessas pistas apresenta características distintas, desde curvas de alta velocidade em Suzuka até o traçado urbano de Miami. Para a Red Bull, será uma oportunidade de avaliar o progresso do RB21 em diferentes condições, enquanto a concorrência segue de olho em qualquer deslize.
Pressão aumenta em Milton Keynes
Com a temporada em andamento, a Red Bull enfrenta um momento de definição. O domínio exercido por Verstappen nos últimos anos elevou as expectativas, mas o RB21 ainda não entrega o desempenho necessário para mantê-lo na briga pelo título. O holandês, que já conquistou quatro campeonatos consecutivos, sabe que depende de um carro competitivo para continuar no topo. Sua presença na fábrica, analisando dados com os engenheiros, mostra o comprometimento em reverter o quadro atual.
A equipe, por sua vez, precisa lidar com a instabilidade interna gerada pelas trocas de pilotos. A decisão de rebaixar Lawson e promover Tsunoda reflete a busca por resultados imediatos, mas também expõe a falta de paciência com novatos. Enquanto isso, Verstappen mantém o foco técnico, pressionando por avanços que possam colocar a Red Bull de volta ao caminho das vitórias. O trabalho nos bastidores é intenso, com simulações e testes sendo realizados para corrigir os pontos fracos do carro.
A concorrência não facilita a vida da escuderia. Ferrari e McLaren largaram bem em 2025, aproveitando a consistência de seus carros para somar pontos importantes. Para a Red Bull, o desafio é duplo: resolver os problemas do RB21 e manter a harmonia interna em meio às polêmicas. O sucesso nas próximas corridas será decisivo para definir o rumo da temporada.
O que esperar do futuro
Olhando adiante, a Red Bull tem pela frente um calendário repleto de oportunidades para se recuperar. Circuitos como o de Suzuka, conhecido por favorecer carros bem equilibrados, serão um teste crucial para o RB21. Verstappen, com sua habilidade reconhecida mundialmente, segue como o pilar da equipe, mas até ele depende de um equipamento à altura de seu talento. A pressão sobre os engenheiros é enorme, e os ajustes prometidos para as próximas etapas podem ser o diferencial.
Tsunoda, agora no segundo assento, terá a chance de mostrar seu valor. Sua experiência prévia na Fórmula 1 é uma vantagem, mas a instabilidade do carro pode limitar seu impacto. Para a Red Bull, o objetivo é claro: transformar o RB21 em um modelo competitivo o quanto antes, evitando que a temporada se torne uma luta apenas por posições intermediárias. O trabalho conjunto entre pilotos e equipe será essencial para superar os obstáculos.
- Possíveis melhorias no RB21:
- Ajustes aerodinâmicos para maior estabilidade.
- Otimização da suspensão em pistas com lombadas.
- Controle de temperatura dos pneus em longas retas.
A temporada 2025 ainda está no início, mas o alerta já foi dado em Milton Keynes. Com Verstappen liderando a cobrança por soluções, a Red Bull sabe que o tempo para reagir é curto. As próximas corridas dirão se a equipe conseguirá retomar o protagonismo ou se terá que se contentar com um papel secundário em um campeonato que promete ser disputado até o fim.
