Desde seu lançamento em outubro de 2024, o programa Acredita no Primeiro Passo já destinou R$ 1,8 bilhão em empréstimos a 155 mil famílias inscritas no Cadastro Único, conforme anunciado pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. Voltado para pequenos empreendedores em situação de vulnerabilidade, o programa oferece microcrédito com juros reduzidos, viabilizado por um Fundo Garantidor criado pelo Governo Federal. A iniciativa busca promover a autonomia financeira e combater a insegurança alimentar, atendendo pessoas que, apesar de receberem benefícios sociais, possuem qualificação ou estão em processo de formação e desejam abrir ou expandir um negócio. Até agora, o foco tem sido em grupos prioritários, como mulheres, jovens, negros, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais, que representam a maioria dos beneficiários.
Os empréstimos, que chegam a até R$ 21 mil por operação, são oferecidos em parceria com instituições financeiras como o Banco do Nordeste e o Banco da Amazônia, com taxas de juros médias de 8,75% ao ano, bem abaixo do mercado tradicional. Esse acesso facilitado é possível graças ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil, que cobre até 100% do valor contratado, eliminando a exigência de avalistas ou bens como garantia. O programa já mostra resultados expressivos, com uma taxa de inadimplência quase nula, de apenas 0,043%, refletindo o sucesso da combinação de crédito acessível e suporte técnico aos beneficiários.
A meta do Acredita é ambiciosa: alcançar 1,25 milhão de transações até 2026, injetando R$ 7,5 bilhões na economia. O ministro Wellington Dias destacou que os empréstimos atendem a 19 milhões de brasileiros que se declaram pequenos empreendedores, mas vivem com renda baixa, oferecendo uma ponte para a formalização e o crescimento econômico. Com mais de 70% dos contratos firmados por mulheres, o programa também reforça a inclusão de grupos historicamente excluídos do sistema financeiro, transformando vidas em regiões como o Norte e o Nordeste, onde a iniciativa começou a operar.
Quem pode solicitar o microcrédito
O Acredita no Primeiro Passo é direcionado a pessoas de 16 a 65 anos inscritas no Cadastro Único, com prioridade para mulheres, jovens, negros, pessoas com deficiência e populações tradicionais, como ribeirinhas e quilombolas. Para acessar o empréstimo, é necessário ter os dados atualizados no cadastro e demonstrar interesse em empreender, seja iniciando um novo negócio ou ampliando um já existente.
Não é exigida experiência prévia como empreendedor, mas o programa foca em indivíduos que já possuem alguma qualificação, como ensino médio, curso técnico ou superior, ou que estejam em formação. Beneficiários do Bolsa Família também podem participar, desde que o crédito seja usado para fins produtivos, como compra de equipamentos, matéria-prima ou estoque, e não para despesas pessoais.
O processo começa nas agências bancárias parceiras, Salas do Empreendedor do Sebrae ou entidades credenciadas ao Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado. Os interessados recebem orientação de agentes estruturadores de negócios, que ajudam a elaborar um plano simples para o uso do dinheiro, garantindo que o investimento seja viável e sustentável.
Como funciona o empréstimo do Acredita
Os empréstimos do Acredita no Primeiro Passo têm valor máximo de R$ 21 mil por operação, com limite de crédito acumulado de até R$ 80 mil no sistema, dependendo do faturamento do empreendedor. A taxa de juros média de 8,75% ao ano é um dos grandes atrativos, bem inferior às praticadas no mercado, e o prazo para pagamento pode chegar a 36 meses, com carência de até seis meses para começar a quitar.
O Fundo Garantidor, com aporte inicial de R$ 1 bilhão – sendo R$ 500 milhões liberados em 2024 e mais R$ 500 milhões previstos para 2025 –, é o que torna o crédito acessível. Ele cobre eventuais inadimplências, reduzindo o risco para os bancos e eliminando barreiras como a necessidade de garantias tradicionais. Isso é essencial para famílias de baixa renda, que muitas vezes não possuem bens ou avalistas para oferecer.
Além do dinheiro, o programa oferece capacitação gratuita em parceria com empresas como Amazon, Huawei e Coca-Cola, além de suporte técnico para gestão financeira e planejamento. Esse acompanhamento visa assegurar que os beneficiários usem o empréstimo de forma produtiva, aumentando as chances de sucesso do negócio.
Números impressionantes do microcrédito
O impacto inicial do Acredita no Primeiro Passo já é visível. Veja os principais dados até abril:
- 155 mil contratos assinados
- R$ 1,8 bilhão em empréstimos liberados
- 70% dos beneficiários são mulheres
Benefícios do empréstimo para pequenos negócios
A injeção de R$ 1,8 bilhão em microcrédito tem impulsionado pequenos negócios em todo o país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde o Banco do Nordeste responde por R$ 619,1 milhões dos valores liberados. O programa permite que empreendedores comprem equipamentos, como máquinas de costura ou freezers, ou invistam em estoque, como alimentos para revenda, dando fôlego a atividades informais que antes dependiam de recursos próprios ou empréstimos a juros altos.
Para muitos beneficiários, o Acredita representa a chance de sair da informalidade e triplicar a renda familiar, alcançando até três ou quatro salários mínimos, como apontou o secretário de Inclusão Socioeconômica do MDS, Luiz Carlos Everton. O crédito também estimula a formalização como Microempreendedor Individual (MEI), abrindo portas para benefícios como aposentadoria e acesso a financiamentos futuros.
Outro ponto forte é o foco em mulheres, que lideram 70% dos contratos. Muitas são chefes de família que, com o microcrédito, conseguem sustentar suas casas e gerar empregos locais, como em salões de beleza, pequenas lanchonetes ou ateliers de artesanato. O programa, assim, não apenas alivia a pobreza, mas também fortalece a economia comunitária.
Passo a passo para acessar o crédito
Solicitar o empréstimo do Acredita é um processo simplificado. Os interessados devem atualizar seus dados no Cadastro Único em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Depois, é preciso reunir documentos básicos, como RG, CPF, comprovante de residência e, se possível, um comprovante de renda ou atividade informal.
Com a documentação em mãos, o próximo passo é procurar uma instituição parceira – como Banco do Nordeste, Banco da Amazônia ou agências de fomento estaduais – ou uma Sala do Empreendedor do Sebrae. Lá, o agente estruturador ajuda a montar um plano de negócio, detalhando como o dinheiro será usado. Após a aprovação, o valor é liberado diretamente na conta do beneficiário, geralmente em poucos dias.
Expansão regional do microcrédito
O programa começou com força no Nordeste e no Norte, mas já se espalha para outras regiões. No Ceará, os primeiros contratos somaram R$ 40,33 milhões até outubro de 2024, enquanto Pernambuco recebeu R$ 30,58 milhões e Piauí, R$ 55 milhões. Minas Gerais, no Sudeste, já registra R$ 26,64 milhões, e estados como Sergipe e Pará também aderiram, com operações em crescimento.
A expansão é impulsionada por parcerias com bancos regionais e negociações com gigantes como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, que devem ampliar o alcance em 2025. O objetivo é atender os 41 milhões de famílias do Cadastro Único, especialmente os 14 milhões de empreendedores informais que buscam formalização e crédito acessível.
Metas e projeções do programa
O Acredita no Primeiro Passo tem um cronograma claro para os próximos anos:
- Até 2026: 1,25 milhão de empréstimos contratados
- Investimento total: R$ 7,5 bilhões em microcrédito
- Aporte adicional: R$ 500 milhões do Tesouro Nacional em 2025
Resultados reais para os beneficiários
Histórias como a de Patrícia Moraes Santos, de Fortaleza, ilustram o impacto do microcrédito. Com o empréstimo do Acredita, ela abriu um salão de beleza, saindo da informalidade para um negócio próprio que sustenta sua família. Casos assim se multiplicam, com beneficiários investindo em gastronomia, artesanato e serviços, gerando renda e empregos locais.
O programa também reduz a dependência de benefícios sociais ao oferecer uma alternativa de longo prazo. A capacitação incluída no pacote – como cursos de gestão financeira e empreendedorismo – garante que os empreendedores saibam administrar o dinheiro, evitando dívidas e maximizando lucros.
Para o governo, o Acredita é uma aposta na capacidade empreendedora do povo brasileiro. Com R$ 1,8 bilhão já liberados e 155 mil famílias atendidas, a iniciativa prova que crédito acessível, aliado a suporte técnico, pode transformar realidades, fortalecer comunidades e impulsionar a economia nacional.

Desde seu lançamento em outubro de 2024, o programa Acredita no Primeiro Passo já destinou R$ 1,8 bilhão em empréstimos a 155 mil famílias inscritas no Cadastro Único, conforme anunciado pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. Voltado para pequenos empreendedores em situação de vulnerabilidade, o programa oferece microcrédito com juros reduzidos, viabilizado por um Fundo Garantidor criado pelo Governo Federal. A iniciativa busca promover a autonomia financeira e combater a insegurança alimentar, atendendo pessoas que, apesar de receberem benefícios sociais, possuem qualificação ou estão em processo de formação e desejam abrir ou expandir um negócio. Até agora, o foco tem sido em grupos prioritários, como mulheres, jovens, negros, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais, que representam a maioria dos beneficiários.
Os empréstimos, que chegam a até R$ 21 mil por operação, são oferecidos em parceria com instituições financeiras como o Banco do Nordeste e o Banco da Amazônia, com taxas de juros médias de 8,75% ao ano, bem abaixo do mercado tradicional. Esse acesso facilitado é possível graças ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil, que cobre até 100% do valor contratado, eliminando a exigência de avalistas ou bens como garantia. O programa já mostra resultados expressivos, com uma taxa de inadimplência quase nula, de apenas 0,043%, refletindo o sucesso da combinação de crédito acessível e suporte técnico aos beneficiários.
A meta do Acredita é ambiciosa: alcançar 1,25 milhão de transações até 2026, injetando R$ 7,5 bilhões na economia. O ministro Wellington Dias destacou que os empréstimos atendem a 19 milhões de brasileiros que se declaram pequenos empreendedores, mas vivem com renda baixa, oferecendo uma ponte para a formalização e o crescimento econômico. Com mais de 70% dos contratos firmados por mulheres, o programa também reforça a inclusão de grupos historicamente excluídos do sistema financeiro, transformando vidas em regiões como o Norte e o Nordeste, onde a iniciativa começou a operar.
Quem pode solicitar o microcrédito
O Acredita no Primeiro Passo é direcionado a pessoas de 16 a 65 anos inscritas no Cadastro Único, com prioridade para mulheres, jovens, negros, pessoas com deficiência e populações tradicionais, como ribeirinhas e quilombolas. Para acessar o empréstimo, é necessário ter os dados atualizados no cadastro e demonstrar interesse em empreender, seja iniciando um novo negócio ou ampliando um já existente.
Não é exigida experiência prévia como empreendedor, mas o programa foca em indivíduos que já possuem alguma qualificação, como ensino médio, curso técnico ou superior, ou que estejam em formação. Beneficiários do Bolsa Família também podem participar, desde que o crédito seja usado para fins produtivos, como compra de equipamentos, matéria-prima ou estoque, e não para despesas pessoais.
O processo começa nas agências bancárias parceiras, Salas do Empreendedor do Sebrae ou entidades credenciadas ao Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado. Os interessados recebem orientação de agentes estruturadores de negócios, que ajudam a elaborar um plano simples para o uso do dinheiro, garantindo que o investimento seja viável e sustentável.
Como funciona o empréstimo do Acredita
Os empréstimos do Acredita no Primeiro Passo têm valor máximo de R$ 21 mil por operação, com limite de crédito acumulado de até R$ 80 mil no sistema, dependendo do faturamento do empreendedor. A taxa de juros média de 8,75% ao ano é um dos grandes atrativos, bem inferior às praticadas no mercado, e o prazo para pagamento pode chegar a 36 meses, com carência de até seis meses para começar a quitar.
O Fundo Garantidor, com aporte inicial de R$ 1 bilhão – sendo R$ 500 milhões liberados em 2024 e mais R$ 500 milhões previstos para 2025 –, é o que torna o crédito acessível. Ele cobre eventuais inadimplências, reduzindo o risco para os bancos e eliminando barreiras como a necessidade de garantias tradicionais. Isso é essencial para famílias de baixa renda, que muitas vezes não possuem bens ou avalistas para oferecer.
Além do dinheiro, o programa oferece capacitação gratuita em parceria com empresas como Amazon, Huawei e Coca-Cola, além de suporte técnico para gestão financeira e planejamento. Esse acompanhamento visa assegurar que os beneficiários usem o empréstimo de forma produtiva, aumentando as chances de sucesso do negócio.
Números impressionantes do microcrédito
O impacto inicial do Acredita no Primeiro Passo já é visível. Veja os principais dados até abril:
- 155 mil contratos assinados
- R$ 1,8 bilhão em empréstimos liberados
- 70% dos beneficiários são mulheres
Benefícios do empréstimo para pequenos negócios
A injeção de R$ 1,8 bilhão em microcrédito tem impulsionado pequenos negócios em todo o país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde o Banco do Nordeste responde por R$ 619,1 milhões dos valores liberados. O programa permite que empreendedores comprem equipamentos, como máquinas de costura ou freezers, ou invistam em estoque, como alimentos para revenda, dando fôlego a atividades informais que antes dependiam de recursos próprios ou empréstimos a juros altos.
Para muitos beneficiários, o Acredita representa a chance de sair da informalidade e triplicar a renda familiar, alcançando até três ou quatro salários mínimos, como apontou o secretário de Inclusão Socioeconômica do MDS, Luiz Carlos Everton. O crédito também estimula a formalização como Microempreendedor Individual (MEI), abrindo portas para benefícios como aposentadoria e acesso a financiamentos futuros.
Outro ponto forte é o foco em mulheres, que lideram 70% dos contratos. Muitas são chefes de família que, com o microcrédito, conseguem sustentar suas casas e gerar empregos locais, como em salões de beleza, pequenas lanchonetes ou ateliers de artesanato. O programa, assim, não apenas alivia a pobreza, mas também fortalece a economia comunitária.
Passo a passo para acessar o crédito
Solicitar o empréstimo do Acredita é um processo simplificado. Os interessados devem atualizar seus dados no Cadastro Único em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Depois, é preciso reunir documentos básicos, como RG, CPF, comprovante de residência e, se possível, um comprovante de renda ou atividade informal.
Com a documentação em mãos, o próximo passo é procurar uma instituição parceira – como Banco do Nordeste, Banco da Amazônia ou agências de fomento estaduais – ou uma Sala do Empreendedor do Sebrae. Lá, o agente estruturador ajuda a montar um plano de negócio, detalhando como o dinheiro será usado. Após a aprovação, o valor é liberado diretamente na conta do beneficiário, geralmente em poucos dias.
Expansão regional do microcrédito
O programa começou com força no Nordeste e no Norte, mas já se espalha para outras regiões. No Ceará, os primeiros contratos somaram R$ 40,33 milhões até outubro de 2024, enquanto Pernambuco recebeu R$ 30,58 milhões e Piauí, R$ 55 milhões. Minas Gerais, no Sudeste, já registra R$ 26,64 milhões, e estados como Sergipe e Pará também aderiram, com operações em crescimento.
A expansão é impulsionada por parcerias com bancos regionais e negociações com gigantes como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, que devem ampliar o alcance em 2025. O objetivo é atender os 41 milhões de famílias do Cadastro Único, especialmente os 14 milhões de empreendedores informais que buscam formalização e crédito acessível.
Metas e projeções do programa
O Acredita no Primeiro Passo tem um cronograma claro para os próximos anos:
- Até 2026: 1,25 milhão de empréstimos contratados
- Investimento total: R$ 7,5 bilhões em microcrédito
- Aporte adicional: R$ 500 milhões do Tesouro Nacional em 2025
Resultados reais para os beneficiários
Histórias como a de Patrícia Moraes Santos, de Fortaleza, ilustram o impacto do microcrédito. Com o empréstimo do Acredita, ela abriu um salão de beleza, saindo da informalidade para um negócio próprio que sustenta sua família. Casos assim se multiplicam, com beneficiários investindo em gastronomia, artesanato e serviços, gerando renda e empregos locais.
O programa também reduz a dependência de benefícios sociais ao oferecer uma alternativa de longo prazo. A capacitação incluída no pacote – como cursos de gestão financeira e empreendedorismo – garante que os empreendedores saibam administrar o dinheiro, evitando dívidas e maximizando lucros.
Para o governo, o Acredita é uma aposta na capacidade empreendedora do povo brasileiro. Com R$ 1,8 bilhão já liberados e 155 mil famílias atendidas, a iniciativa prova que crédito acessível, aliado a suporte técnico, pode transformar realidades, fortalecer comunidades e impulsionar a economia nacional.
