A espanhola que acusou o ex-jogador brasileiro Daniel Alves de estupro decidiu não aceitar a recente absolvição do atleta e levará o caso de volta à Justiça. Na última sexta-feira, dia 4 de abril, a advogada da jovem anunciou que apresentará um recurso na próxima segunda-feira, dia 7, contra a decisão do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, que anulou a condenação de Alves na semana anterior. O processo, que parecia encerrado com a liberação do jogador, ganha agora um novo capítulo, reacendendo um dos casos mais polêmicos envolvendo o futebolista em Barcelona.
Daniel Alves, conhecido por sua carreira em clubes como Barcelona e PSG, foi preso em janeiro de 2023 acusado de estuprar a jovem em uma boate na capital catalã. Após mais de um ano detido, ele foi condenado a 4 anos e 6 meses de prisão, mas conseguiu liberdade provisória em março de 2024 ao pagar uma fiança de 1 milhão de euros. A anulação da sentença, baseada na falta de provas suficientes segundo os juízes, o deixou livre de acusações até o momento, mas o recurso da vítima e da Promotoria pode mudar esse cenário.

No mesmo dia do anúncio do recurso, Alves recuperou seus passaportes brasileiro e espanhol, que estavam retidos desde sua prisão. O ex-jogador, que possui residência em Barcelona com sua esposa, a modelo Joana Sanz, esteve no tribunal para trâmites administrativos, mas sua defesa ainda não informou se ele planeja deixar a Espanha enquanto o caso segue em aberto.
Reviravolta no caso Daniel Alves
A decisão da vítima de recorrer marca uma reviravolta significativa no processo contra Daniel Alves. Na semana passada, o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha absolveu o jogador por unanimidade, argumentando que o depoimento da jovem não foi suficientemente respaldado por evidências concretas. Os juízes apontaram lacunas na investigação inicial, como a ausência de checagem de gravações da boate e a falta de contraste entre o relato da vítima e provas materiais, como DNA e impressões digitais.
Inicialmente, a advogada da espanhola hesitou em prosseguir com o recurso, preocupada com o impacto psicológico que o prolongamento do caso poderia causar à jovem. Após reflexões, a vítima optou por seguir adiante, e a Promotoria de Barcelona também confirmou que contestará a anulação, fortalecendo a pressão para que o caso seja reavaliado em uma instância superior.
Se aceitos, os recursos serão analisados pelo Tribunal Superior de Justiça da Catalunha e, em caso de deferimento, o processo subirá ao Tribunal Supremo da Espanha, a mais alta corte do país. Esse movimento pode levar meses, mantendo o ex-jogador sob os holofotes judiciais enquanto sua situação legal permanece indefinida.
Histórico conturbado do processo
O caso começou em 30 de dezembro de 2022, quando a jovem espanhola denunciou ter sido estuprada por Daniel Alves no banheiro da área VIP da boate Sutton, em Barcelona. Exames médicos confirmaram a presença de sêmen do jogador na vítima, e testemunhas, incluindo funcionários do local, relataram que ela saiu do banheiro chorando e visivelmente abalada. Alves, por sua vez, mudou de versão quatro vezes ao longo do processo, começando por negar qualquer contato até admitir uma relação sexual, que ele afirma ter sido consensual.
Preso preventivamente em janeiro de 2023, o brasileiro passou mais de um ano na prisão Brians 2 antes de ser julgado em fevereiro de 2024. A sentença inicial, de 4 anos e 6 meses, foi considerada branda pela acusação, que pedia 12 anos, enquanto a Promotoria solicitava 9 anos. A liberdade provisória veio um mês depois, mas a absolvição recente reacendeu o debate sobre a consistência das provas apresentadas.
A anulação da condenação baseou-se em falhas processuais apontadas pelos juízes, que questionaram a confiabilidade do depoimento da vítima sem corroborá-lo com evidências adicionais. Apesar disso, eles não endossaram a versão de Alves, mas destacaram que a presunção de inocência não foi devidamente superada na decisão de primeira instância.
Principais lacunas apontadas na sentença
A decisão do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha listou falhas que justificaram a absolvição de Daniel Alves. Entre os pontos destacados estão:
- Falta de verificação de trechos do relato da vítima com imagens das câmeras de segurança da boate;
- Aceitação subjetiva da denúncia de penetração vaginal não consentida sem análise de provas físicas;
- Ausência de checagem de impressões digitais ou outras evidências materiais que pudessem sustentar a acusação;
- Declarações da vítima consideradas não confiáveis por não terem sido exaustivamente confrontadas com dados objetivos.
Esses elementos foram cruciais para os juízes concluírem que o caso não atendia aos padrões de presunção de inocência exigidos pela legislação europeia.
Trajetória de Daniel Alves na Justiça
Daniel Alves enfrentou um longo caminho judicial desde a denúncia. Detido em flagrante após um depoimento contraditório em janeiro de 2023, ele foi mantido em prisão preventiva devido ao risco de fuga, já que possui dupla nacionalidade e recursos financeiros expressivos. O julgamento, realizado em fevereiro de 2024, durou três dias e terminou com sua condenação inicial, mas a defesa recorreu com sucesso, obtendo a liberdade provisória e, posteriormente, a anulação do processo.
A Promotoria, por outro lado, insistiu em aumentar a pena, enquanto a advogada da vítima buscava uma punição ainda mais severa. A absolvição frustrou essas expectativas, mas o recurso anunciado agora mantém viva a possibilidade de um novo desfecho. Alves, que já passou por momentos de alta exposição midiática, como sua saída da prisão em março de 2024, segue no centro das atenções enquanto o caso ganha novos contornos.
A recuperação dos passaportes, entregue no mesmo dia do anúncio do recurso, simboliza a liberdade atual do jogador, mas não garante sua tranquilidade. Com uma casa em Barcelona e laços familiares na Espanha, ele pode optar por permanecer no país, mas sua defesa ainda não revelou planos futuros.
Cronologia do caso Daniel Alves
O processo contra o ex-jogador seguiu uma sequência de eventos marcantes:
- 30 de dezembro de 2022: A jovem denuncia o estupro na boate Sutton, em Barcelona;
- Janeiro de 2023: Alves é preso preventivamente após depoimento contraditório;
- Fevereiro de 2024: Julgamento resulta em condenação a 4 anos e 6 meses;
- Março de 2024: Liberdade provisória é concedida mediante fiança de 1 milhão de euros;
- Abril de 2025: Tribunal anula a condenação, mas vítima e Promotoria anunciam recurso.
Essa linha do tempo reflete a complexidade e os reveses do caso ao longo de mais de dois anos.
Impacto na vítima e na sociedade
A jovem espanhola, cuja identidade é protegida por lei, enfrentou um longo período de exposição e desgaste emocional desde a denúncia. Seu relato, consistente desde o início, foi questionado pelos juízes, que apontaram a necessidade de mais evidências para sustentar a acusação. A decisão de recorrer, apesar do risco de prolongar o trauma, demonstra sua determinação em buscar justiça.
O caso também reacende discussões sobre violência sexual na Espanha, onde episódios desse tipo frequentemente geram debates sobre a eficácia do sistema judicial. A absolvição de uma figura pública como Daniel Alves levanta questões sobre a dificuldade de comprovar crimes sexuais, especialmente em ambientes privados como o banheiro de uma boate, onde testemunhas diretas são raras.
Organizações de apoio a vítimas de violência sexual destacam que casos como esse podem desencorajar denúncias, já que o processo judicial prolongado e as reviravoltas afetam a confiança no sistema. A presença de exames médicos e testemunhas favoráveis à vítima não foi suficiente para manter a condenação, o que reforça a percepção de barreiras na punição de agressores.
As versões de Daniel Alves
Ao longo do processo, Daniel Alves apresentou quatro versões distintas sobre o ocorrido na boate Sutton. Primeiro, negou conhecer a vítima em uma entrevista à TV espanhola. Depois, admitiu ter estado no banheiro com ela, mas sem relação sexual. Em um segundo depoimento, disse que houve sexo oral consensual. Por fim, já preso, confessou a relação com penetração, alegando consentimento e justificando as mentiras iniciais como uma tentativa de esconder uma traição de sua esposa.
No julgamento, ele chorou e afirmou estar embriagado na noite do incidente, sugerindo que isso afetou suas ações. A mudança constante de narrativa foi um dos pontos explorados pela acusação, mas os juízes consideraram que isso não bastava para confirmar a versão da vítima sem provas adicionais.
A defesa de Alves celebrou a absolvição, afirmando que a justiça foi feita. A advogada do jogador declarou estar feliz com o resultado, destacando a inocência de seu cliente após um processo que, segundo ela, corrigiu erros da instância inicial.
O que esperar do recurso
Com o recurso da vítima e da Promotoria, o caso retorna ao Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, que decidirá se há mérito para reabrir a investigação ou enviá-la ao Tribunal Supremo. O processo pode levar meses, dependendo da análise de novas evidências ou da reavaliação das já apresentadas. Se o Supremo aceitar o caso, um novo julgamento poderá ser marcado, trazendo Daniel Alves de volta ao banco dos réus.
A recuperação dos passaportes dá ao jogador a possibilidade de deixar a Espanha, mas sua saída do país dependerá de decisões judiciais futuras. Enquanto isso, ele permanece em Barcelona, onde vive com Joana Sanz, que o apoiou publicamente durante o processo, apesar das revelações de infidelidade.
O desfecho do caso continua incerto, mas a insistência da vítima e da Promotoria mantém a pressão sobre o sistema judicial espanhol para esclarecer os eventos de dezembro de 2022
Fatos que marcam o caso
Alguns aspectos do processo contra Daniel Alves se destacam pela relevância e impacto:
- Alves mudou de versão quatro vezes, indo de negação total a admitir a relação sexual;
- A vítima manteve seu relato desde o início, apoiado por exames e testemunhas;
- A absolvição veio por falhas processuais, não por validação da versão do jogador;
- O caso pode chegar ao Tribunal Supremo, a instância máxima da Espanha.
Esses pontos tornam a situação um marco na discussão sobre justiça em crimes sexuais.

A espanhola que acusou o ex-jogador brasileiro Daniel Alves de estupro decidiu não aceitar a recente absolvição do atleta e levará o caso de volta à Justiça. Na última sexta-feira, dia 4 de abril, a advogada da jovem anunciou que apresentará um recurso na próxima segunda-feira, dia 7, contra a decisão do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, que anulou a condenação de Alves na semana anterior. O processo, que parecia encerrado com a liberação do jogador, ganha agora um novo capítulo, reacendendo um dos casos mais polêmicos envolvendo o futebolista em Barcelona.
Daniel Alves, conhecido por sua carreira em clubes como Barcelona e PSG, foi preso em janeiro de 2023 acusado de estuprar a jovem em uma boate na capital catalã. Após mais de um ano detido, ele foi condenado a 4 anos e 6 meses de prisão, mas conseguiu liberdade provisória em março de 2024 ao pagar uma fiança de 1 milhão de euros. A anulação da sentença, baseada na falta de provas suficientes segundo os juízes, o deixou livre de acusações até o momento, mas o recurso da vítima e da Promotoria pode mudar esse cenário.

No mesmo dia do anúncio do recurso, Alves recuperou seus passaportes brasileiro e espanhol, que estavam retidos desde sua prisão. O ex-jogador, que possui residência em Barcelona com sua esposa, a modelo Joana Sanz, esteve no tribunal para trâmites administrativos, mas sua defesa ainda não informou se ele planeja deixar a Espanha enquanto o caso segue em aberto.
Reviravolta no caso Daniel Alves
A decisão da vítima de recorrer marca uma reviravolta significativa no processo contra Daniel Alves. Na semana passada, o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha absolveu o jogador por unanimidade, argumentando que o depoimento da jovem não foi suficientemente respaldado por evidências concretas. Os juízes apontaram lacunas na investigação inicial, como a ausência de checagem de gravações da boate e a falta de contraste entre o relato da vítima e provas materiais, como DNA e impressões digitais.
Inicialmente, a advogada da espanhola hesitou em prosseguir com o recurso, preocupada com o impacto psicológico que o prolongamento do caso poderia causar à jovem. Após reflexões, a vítima optou por seguir adiante, e a Promotoria de Barcelona também confirmou que contestará a anulação, fortalecendo a pressão para que o caso seja reavaliado em uma instância superior.
Se aceitos, os recursos serão analisados pelo Tribunal Superior de Justiça da Catalunha e, em caso de deferimento, o processo subirá ao Tribunal Supremo da Espanha, a mais alta corte do país. Esse movimento pode levar meses, mantendo o ex-jogador sob os holofotes judiciais enquanto sua situação legal permanece indefinida.
Histórico conturbado do processo
O caso começou em 30 de dezembro de 2022, quando a jovem espanhola denunciou ter sido estuprada por Daniel Alves no banheiro da área VIP da boate Sutton, em Barcelona. Exames médicos confirmaram a presença de sêmen do jogador na vítima, e testemunhas, incluindo funcionários do local, relataram que ela saiu do banheiro chorando e visivelmente abalada. Alves, por sua vez, mudou de versão quatro vezes ao longo do processo, começando por negar qualquer contato até admitir uma relação sexual, que ele afirma ter sido consensual.
Preso preventivamente em janeiro de 2023, o brasileiro passou mais de um ano na prisão Brians 2 antes de ser julgado em fevereiro de 2024. A sentença inicial, de 4 anos e 6 meses, foi considerada branda pela acusação, que pedia 12 anos, enquanto a Promotoria solicitava 9 anos. A liberdade provisória veio um mês depois, mas a absolvição recente reacendeu o debate sobre a consistência das provas apresentadas.
A anulação da condenação baseou-se em falhas processuais apontadas pelos juízes, que questionaram a confiabilidade do depoimento da vítima sem corroborá-lo com evidências adicionais. Apesar disso, eles não endossaram a versão de Alves, mas destacaram que a presunção de inocência não foi devidamente superada na decisão de primeira instância.
Principais lacunas apontadas na sentença
A decisão do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha listou falhas que justificaram a absolvição de Daniel Alves. Entre os pontos destacados estão:
- Falta de verificação de trechos do relato da vítima com imagens das câmeras de segurança da boate;
- Aceitação subjetiva da denúncia de penetração vaginal não consentida sem análise de provas físicas;
- Ausência de checagem de impressões digitais ou outras evidências materiais que pudessem sustentar a acusação;
- Declarações da vítima consideradas não confiáveis por não terem sido exaustivamente confrontadas com dados objetivos.
Esses elementos foram cruciais para os juízes concluírem que o caso não atendia aos padrões de presunção de inocência exigidos pela legislação europeia.
Trajetória de Daniel Alves na Justiça
Daniel Alves enfrentou um longo caminho judicial desde a denúncia. Detido em flagrante após um depoimento contraditório em janeiro de 2023, ele foi mantido em prisão preventiva devido ao risco de fuga, já que possui dupla nacionalidade e recursos financeiros expressivos. O julgamento, realizado em fevereiro de 2024, durou três dias e terminou com sua condenação inicial, mas a defesa recorreu com sucesso, obtendo a liberdade provisória e, posteriormente, a anulação do processo.
A Promotoria, por outro lado, insistiu em aumentar a pena, enquanto a advogada da vítima buscava uma punição ainda mais severa. A absolvição frustrou essas expectativas, mas o recurso anunciado agora mantém viva a possibilidade de um novo desfecho. Alves, que já passou por momentos de alta exposição midiática, como sua saída da prisão em março de 2024, segue no centro das atenções enquanto o caso ganha novos contornos.
A recuperação dos passaportes, entregue no mesmo dia do anúncio do recurso, simboliza a liberdade atual do jogador, mas não garante sua tranquilidade. Com uma casa em Barcelona e laços familiares na Espanha, ele pode optar por permanecer no país, mas sua defesa ainda não revelou planos futuros.
Cronologia do caso Daniel Alves
O processo contra o ex-jogador seguiu uma sequência de eventos marcantes:
- 30 de dezembro de 2022: A jovem denuncia o estupro na boate Sutton, em Barcelona;
- Janeiro de 2023: Alves é preso preventivamente após depoimento contraditório;
- Fevereiro de 2024: Julgamento resulta em condenação a 4 anos e 6 meses;
- Março de 2024: Liberdade provisória é concedida mediante fiança de 1 milhão de euros;
- Abril de 2025: Tribunal anula a condenação, mas vítima e Promotoria anunciam recurso.
Essa linha do tempo reflete a complexidade e os reveses do caso ao longo de mais de dois anos.
Impacto na vítima e na sociedade
A jovem espanhola, cuja identidade é protegida por lei, enfrentou um longo período de exposição e desgaste emocional desde a denúncia. Seu relato, consistente desde o início, foi questionado pelos juízes, que apontaram a necessidade de mais evidências para sustentar a acusação. A decisão de recorrer, apesar do risco de prolongar o trauma, demonstra sua determinação em buscar justiça.
O caso também reacende discussões sobre violência sexual na Espanha, onde episódios desse tipo frequentemente geram debates sobre a eficácia do sistema judicial. A absolvição de uma figura pública como Daniel Alves levanta questões sobre a dificuldade de comprovar crimes sexuais, especialmente em ambientes privados como o banheiro de uma boate, onde testemunhas diretas são raras.
Organizações de apoio a vítimas de violência sexual destacam que casos como esse podem desencorajar denúncias, já que o processo judicial prolongado e as reviravoltas afetam a confiança no sistema. A presença de exames médicos e testemunhas favoráveis à vítima não foi suficiente para manter a condenação, o que reforça a percepção de barreiras na punição de agressores.
As versões de Daniel Alves
Ao longo do processo, Daniel Alves apresentou quatro versões distintas sobre o ocorrido na boate Sutton. Primeiro, negou conhecer a vítima em uma entrevista à TV espanhola. Depois, admitiu ter estado no banheiro com ela, mas sem relação sexual. Em um segundo depoimento, disse que houve sexo oral consensual. Por fim, já preso, confessou a relação com penetração, alegando consentimento e justificando as mentiras iniciais como uma tentativa de esconder uma traição de sua esposa.
No julgamento, ele chorou e afirmou estar embriagado na noite do incidente, sugerindo que isso afetou suas ações. A mudança constante de narrativa foi um dos pontos explorados pela acusação, mas os juízes consideraram que isso não bastava para confirmar a versão da vítima sem provas adicionais.
A defesa de Alves celebrou a absolvição, afirmando que a justiça foi feita. A advogada do jogador declarou estar feliz com o resultado, destacando a inocência de seu cliente após um processo que, segundo ela, corrigiu erros da instância inicial.
O que esperar do recurso
Com o recurso da vítima e da Promotoria, o caso retorna ao Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, que decidirá se há mérito para reabrir a investigação ou enviá-la ao Tribunal Supremo. O processo pode levar meses, dependendo da análise de novas evidências ou da reavaliação das já apresentadas. Se o Supremo aceitar o caso, um novo julgamento poderá ser marcado, trazendo Daniel Alves de volta ao banco dos réus.
A recuperação dos passaportes dá ao jogador a possibilidade de deixar a Espanha, mas sua saída do país dependerá de decisões judiciais futuras. Enquanto isso, ele permanece em Barcelona, onde vive com Joana Sanz, que o apoiou publicamente durante o processo, apesar das revelações de infidelidade.
O desfecho do caso continua incerto, mas a insistência da vítima e da Promotoria mantém a pressão sobre o sistema judicial espanhol para esclarecer os eventos de dezembro de 2022
Fatos que marcam o caso
Alguns aspectos do processo contra Daniel Alves se destacam pela relevância e impacto:
- Alves mudou de versão quatro vezes, indo de negação total a admitir a relação sexual;
- A vítima manteve seu relato desde o início, apoiado por exames e testemunhas;
- A absolvição veio por falhas processuais, não por validação da versão do jogador;
- O caso pode chegar ao Tribunal Supremo, a instância máxima da Espanha.
Esses pontos tornam a situação um marco na discussão sobre justiça em crimes sexuais.
