Chuvas persistentes previstas para o fim de semana colocam Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, sob o mais alto nível de alerta do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden). O aviso, atualizado na madrugada de sexta-feira, 4 de abril de 2025, aponta risco “muito alto” de inundações e deslizamentos de terra entre sábado, dia 5, e domingo, dia 6, com acumulados que podem superar 300 milímetros em algumas áreas. A situação crítica mobiliza defesas civis locais, enquanto outras cidades do Sudeste, como Rio de Janeiro, São Paulo, Juiz de Fora e Cachoeiro de Itapemirim, também enfrentam perigos hidrológicos e geológicos classificados como “altos” devido às tempestades esperadas.
A previsão abrange quatro estados da região Sudeste, com destaque para o solo já encharcado em Petrópolis, que eleva a possibilidade de quedas de barreiras e transbordamentos de rios. Em 2024, o Cemaden emitiu 3.620 alertas de desastres no Brasil, o maior número desde sua criação em 2011, sendo 53% relacionados a riscos geológicos como deslizamentos. Para este fim de semana, os acumulados no Rio de Janeiro podem superar a média histórica de abril, intensificando a preocupação em áreas urbanas e serranas. Além disso, São Paulo, especialmente a Baixada Santista e o Litoral Norte, está sob vigilância por possíveis enxurradas e alagamentos.
A intensidade das chuvas previstas já afeta o planejamento de famílias e autoridades. Em Petrópolis, o histórico de tragédias, como os 231 mortos em deslizamentos em fevereiro de 2022, reforça a gravidade do alerta. Outras regiões, como o interior paulista e o sul de Minas Gerais, também monitoram a evolução do tempo, com pancadas fortes que podem causar transtornos desde sexta-feira, dia 4. O Cemaden orienta as defesas civis a preparar ações como desocupação de áreas de risco e acionamento de sirenes, enquanto a população é aconselhada a acompanhar comunicados locais.
- Principais áreas sob alerta:
- Petrópolis (RJ): Risco muito alto de inundações e deslizamentos.
- São Paulo e Rio de Janeiro: Risco alto para enxurradas e alagamentos.
- Juiz de Fora (MG) e Cachoeiro de Itapemirim (ES): Risco alto para movimentos de massa.
Cenário de risco no Sudeste
Petrópolis enfrenta uma combinação perigosa de chuvas persistentes e solo saturado, condições que justificam o alerta máximo do Cemaden. A previsão indica que os 300 milímetros esperados entre sábado e domingo podem superar os 258 milímetros registrados em apenas três horas durante o desastre de 2022, o mais letal da história da cidade. A região serrana do Rio, marcada por encostas íngremes e alta suscetibilidade geológica, está sob ameaça de deslizamentos pontuais e quedas de barreiras em estradas, como já ocorreu em eventos anteriores. O risco hidrológico também é elevado, com possibilidade de inundações em rios urbanos e rurais de pequeno e médio porte.
Outras cidades fluminenses, como Rio de Janeiro, Volta Redonda-Barra Mansa e Campos dos Goytacazes, entram na lista de alto risco geológico e hidrológico. No Rio, as chuvas podem causar alagamentos em áreas urbanas rebaixadas, enquanto Volta Redonda e Campos dos Goytacazes enfrentam chances de transbordamento de rios, como o Muriaé e o Itabapoana. Em São Paulo, a capital e São José dos Campos estão em alerta para deslizamentos, especialmente em encostas suscetíveis, além de enxurradas no Litoral Norte e na Baixada Santista, onde pancadas fortes são esperadas desde sexta-feira.
No Espírito Santo e em Minas Gerais, Cachoeiro de Itapemirim e Juiz de Fora também registram risco alto para deslizamentos, agravado por acumulados anteriores e previsão de chuvas intensas. Pouso Alegre (MG) e Macaé (RJ) têm risco moderado, mas não estão livres de transtornos, como alagamentos pontuais e movimentos de terra em áreas vulneráveis. A situação exige atenção redobrada das autoridades, com equipes de defesa civil já mobilizadas para monitorar e responder a emergências.
Chuvas intensas desde sexta-feira
Começar a sexta-feira, dia 4, com chuvas já preocupa o Sudeste. Em São Paulo, o interior e o litoral, incluindo Campinas, Sorocaba e a Baixada Santista, enfrentam alta possibilidade de alagamentos devido a pancadas intensas. A capital paulista e São José dos Campos, no Vale do Paraíba, estão sob alerta hidrológico alto, com risco de enxurradas em áreas urbanas e inundações em rios menores. O Litoral Norte paulista, conhecido por sua vulnerabilidade a temporais, pode registrar transbordamentos significativos já no primeiro dia do fim de semana prolongado.
No Rio de Janeiro, a capital e a região serrana, incluindo Petrópolis, iniciam o dia com previsão de chuvas fortes. O Cemaden destaca o risco hidrológico alto para essas áreas, com possibilidade de alagamentos em ruas e bairros baixos. Volta Redonda, Macaé e Campos dos Goytacazes também estão na mira, com pancadas que podem causar transtornos em córregos urbanos e rodovias. Em Juiz de Fora (MG) e Cachoeiro de Itapemirim (ES), o cenário é semelhante, com alertas moderados a altos para inundações pontuais desde sexta-feira.
A intensificação das chuvas ao longo do dia agrava o quadro. Em Petrópolis, o solo encharcado por precipitações anteriores eleva o risco geológico, com chances de deslizamentos em encostas e quedas de barreiras em estradas como a BR-040. No Nordeste e no Norte, cidades como São Luís (MA), Fortaleza (CE) e Manaus (AM) têm risco moderado de alagamentos, mas o foco principal permanece no Sudeste, onde a combinação de chuva e vulnerabilidade geográfica exige ações imediatas.
Alerta máximo em Petrópolis
Petrópolis está no centro das atenções com o alerta “muito alto” do Cemaden, o nível mais grave da escala, indicando alta probabilidade de desastres com grande impacto. As chuvas previstas para sábado e domingo, somadas ao acumulado de dias anteriores, podem ultrapassar 300 milímetros, volume superior à média mensal de abril, que gira em torno de 170 milímetros. Esse cenário ameaça repetir tragédias como a de 2022, quando 231 pessoas morreram em deslizamentos causados por 258 milímetros em poucas horas.
O risco geológico é agravado pela geografia local, com encostas íngremes e solos argilosos que perdem estabilidade quando saturados. Deslizamentos pontuais e esparsos são esperados, especialmente onde a chuva se intensificar, além de quedas de barreiras em rodovias. O alerta hidrológico também é crítico, com possibilidade de enxurradas, alagamentos em áreas urbanas rebaixadas e inundações em rios como o Piabanha, que corta a cidade.
A Defesa Civil estadual já reforçou a presença em Petrópolis, com 1.600 bombeiros e agentes mobilizados no Rio de Janeiro desde sexta-feira. Sirenes podem ser acionadas, e áreas de risco estão sob monitoramento constante. A população é orientada a buscar abrigos seguros e evitar deslocamentos desnecessários, enquanto equipes se preparam para eventuais resgates e atendimentos emergenciais.
- Medidas de emergência em Petrópolis:
- Acionamento de sirenes em áreas de risco.
- Mobilização de 1.600 bombeiros e agentes no estado.
- Recomendação de desocupação de zonas vulneráveis.
Riscos em outras regiões do Sudeste
Além de Petrópolis, o Rio de Janeiro enfrenta riscos elevados. A capital, Volta Redonda-Barra Mansa e Campos dos Goytacazes têm alerta alto para deslizamentos e inundações, com chuvas persistentes que podem atingir áreas densamente povoadas. O solo encharcado nas encostas cariocas e os rios Muriaé e Itabapoana, na região norte fluminense, estão sob vigilância devido ao potencial de transbordamento. Macaé, embora com risco moderado, também monitora encostas suscetíveis e alagamentos em ruas.
São Paulo registra alertas altos na capital e em São José dos Campos, com foco no Litoral Norte e na Baixada Santista. Em 2023, São Sebastião, na mesma região, sofreu deslizamentos com 65 mortes após 683 milímetros de chuva em 15 horas, um precedente que mantém as autoridades em alerta. Sorocaba e Campinas têm risco moderado, mas pancadas intensas podem causar alagamentos pontuais, especialmente em áreas com drenagem deficiente.
Juiz de Fora (MG) e Cachoeiro de Itapemirim (ES) entram na lista de alto risco geológico no fim de semana. Em Juiz de Fora, encostas urbanas e rurais estão vulneráveis, enquanto Cachoeiro enfrenta ameaça de inundação do rio Itapemirim. Pouso Alegre (MG) mantém risco moderado, com possibilidade de deslizamentos menores e transtornos hidrológicos em zonas baixas.
Previsão para sábado e domingo
A situação deve se agravar no fim de semana, com chuvas intensas previstas para sábado e domingo em todo o Sudeste. Em Petrópolis, o alerta “muito alto” reflete o pico esperado de 300 milímetros, com risco máximo de inundações e deslizamentos. O Rio de Janeiro, São Paulo e São José dos Campos seguem com risco alto, enquanto Juiz de Fora e Cachoeiro de Itapemirim podem registrar acumulados significativos, suficientes para desencadear movimentos de massa e transbordamentos.
No litoral paulista, a Baixada Santista e o Litoral Norte enfrentam pancadas fortes, com possibilidade de enxurradas em áreas urbanas e rurais. Volta Redonda, Campos dos Goytacazes e Macaé, no Rio de Janeiro, têm previsão de chuva persistente, aumentando o risco hidrológico em rios e córregos. Pouso Alegre e Sorocaba, com alertas moderados, podem sofrer alagamentos temporários, especialmente em pontos de drenagem saturada.
A Climatempo prevê que o volume no Rio de Janeiro supere a média mensal de abril, enquanto São Paulo pode registrar em 48 horas o equivalente a um mês de chuva. Esse cenário exige preparo das defesas civis, com equipes de prontidão para resgates e apoio à população. A combinação de chuvas prolongadas e solo encharcado mantém o Sudeste em estado de alerta máximo até domingo.
Ações das autoridades e preparação
Mobilizar equipes é a prioridade no Sudeste diante dos alertas do Cemaden. No Rio de Janeiro, o governo estadual deslocou o comando dos bombeiros para Angra dos Reis na sexta-feira, reforçando a operação com 1.600 agentes em todo o estado. Petrópolis, Teresópolis e outras cidades serranas têm planos de contingência ativados, com sirenes prontas para alertar moradores em áreas de risco. A Defesa Civil orienta evitar deslocamentos e buscar abrigos elevados.
Em São Paulo, a capital e o litoral contam com monitoramento 24 horas, com equipes preparadas para atuar em alagamentos e deslizamentos. São José dos Campos, no Vale do Paraíba, reforça a vigilância em encostas, enquanto a Baixada Santista organiza rotas de evacuação em caso de enxurradas. Juiz de Fora e Cachoeiro de Itapemirim também mobilizam agentes, com foco em rios e áreas suscetíveis a movimentos de terra.
A população é incentivada a se cadastrar para receber alertas por SMS, um serviço gratuito que envia avisos em tempo real. Em 2024, o Cemaden registrou 1.690 ocorrências de desastres no Brasil, com 68% de origem hidrológica, destacando a importância da preparação. As autoridades recomendam verificar áreas de risco e acionar planos de contingência locais, enquanto o monitoramento segue intenso até o fim das chuvas.
Histórico de desastres no Sudeste
Petrópolis carrega um passado de tragédias que amplifica a gravidade do alerta atual. Em 15 de fevereiro de 2022, 258 milímetros de chuva em três horas causaram 231 mortes em deslizamentos, o pior desastre da cidade. A geologia local, com rochas fraturadas e encostas íngremes, torna a região propensa a movimentos de massa, como os 44 registros de ocorrências em 2024. Eventos semelhantes já afetaram outras áreas fluminenses, como Macaé, que teve 1.000 famílias desalojadas por chuvas em 2022.
São Paulo também tem histórico crítico. Em 2023, São Sebastião registrou 683 milímetros em 15 horas, resultando em 65 mortes e centenas de desabrigados por deslizamentos. A capital paulista enfrentou 27 ocorrências em 2024, muitas ligadas a alagamentos em áreas urbanas vulneráveis. Juiz de Fora e Cachoeiro de Itapemirim já sofreram com inundações e deslizamentos menores, com 33 e 44 registros em 2024, respectivamente, evidenciando a recorrência desses fenômenos no Sudeste.
O Cemaden monitora 959 municípios brasileiros desde 2011, com foco em áreas de risco mapeadas. Em 2024, 53% dos 3.620 alertas foram geológicos, refletindo a ameaça constante de deslizamentos em regiões como a Serra do Mar e a Zona da Mata mineira. Esses dados reforçam a necessidade de alerta máximo neste fim de semana, com base em lições de eventos passados.

Chuvas persistentes previstas para o fim de semana colocam Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, sob o mais alto nível de alerta do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden). O aviso, atualizado na madrugada de sexta-feira, 4 de abril de 2025, aponta risco “muito alto” de inundações e deslizamentos de terra entre sábado, dia 5, e domingo, dia 6, com acumulados que podem superar 300 milímetros em algumas áreas. A situação crítica mobiliza defesas civis locais, enquanto outras cidades do Sudeste, como Rio de Janeiro, São Paulo, Juiz de Fora e Cachoeiro de Itapemirim, também enfrentam perigos hidrológicos e geológicos classificados como “altos” devido às tempestades esperadas.
A previsão abrange quatro estados da região Sudeste, com destaque para o solo já encharcado em Petrópolis, que eleva a possibilidade de quedas de barreiras e transbordamentos de rios. Em 2024, o Cemaden emitiu 3.620 alertas de desastres no Brasil, o maior número desde sua criação em 2011, sendo 53% relacionados a riscos geológicos como deslizamentos. Para este fim de semana, os acumulados no Rio de Janeiro podem superar a média histórica de abril, intensificando a preocupação em áreas urbanas e serranas. Além disso, São Paulo, especialmente a Baixada Santista e o Litoral Norte, está sob vigilância por possíveis enxurradas e alagamentos.
A intensidade das chuvas previstas já afeta o planejamento de famílias e autoridades. Em Petrópolis, o histórico de tragédias, como os 231 mortos em deslizamentos em fevereiro de 2022, reforça a gravidade do alerta. Outras regiões, como o interior paulista e o sul de Minas Gerais, também monitoram a evolução do tempo, com pancadas fortes que podem causar transtornos desde sexta-feira, dia 4. O Cemaden orienta as defesas civis a preparar ações como desocupação de áreas de risco e acionamento de sirenes, enquanto a população é aconselhada a acompanhar comunicados locais.
- Principais áreas sob alerta:
- Petrópolis (RJ): Risco muito alto de inundações e deslizamentos.
- São Paulo e Rio de Janeiro: Risco alto para enxurradas e alagamentos.
- Juiz de Fora (MG) e Cachoeiro de Itapemirim (ES): Risco alto para movimentos de massa.
Cenário de risco no Sudeste
Petrópolis enfrenta uma combinação perigosa de chuvas persistentes e solo saturado, condições que justificam o alerta máximo do Cemaden. A previsão indica que os 300 milímetros esperados entre sábado e domingo podem superar os 258 milímetros registrados em apenas três horas durante o desastre de 2022, o mais letal da história da cidade. A região serrana do Rio, marcada por encostas íngremes e alta suscetibilidade geológica, está sob ameaça de deslizamentos pontuais e quedas de barreiras em estradas, como já ocorreu em eventos anteriores. O risco hidrológico também é elevado, com possibilidade de inundações em rios urbanos e rurais de pequeno e médio porte.
Outras cidades fluminenses, como Rio de Janeiro, Volta Redonda-Barra Mansa e Campos dos Goytacazes, entram na lista de alto risco geológico e hidrológico. No Rio, as chuvas podem causar alagamentos em áreas urbanas rebaixadas, enquanto Volta Redonda e Campos dos Goytacazes enfrentam chances de transbordamento de rios, como o Muriaé e o Itabapoana. Em São Paulo, a capital e São José dos Campos estão em alerta para deslizamentos, especialmente em encostas suscetíveis, além de enxurradas no Litoral Norte e na Baixada Santista, onde pancadas fortes são esperadas desde sexta-feira.
No Espírito Santo e em Minas Gerais, Cachoeiro de Itapemirim e Juiz de Fora também registram risco alto para deslizamentos, agravado por acumulados anteriores e previsão de chuvas intensas. Pouso Alegre (MG) e Macaé (RJ) têm risco moderado, mas não estão livres de transtornos, como alagamentos pontuais e movimentos de terra em áreas vulneráveis. A situação exige atenção redobrada das autoridades, com equipes de defesa civil já mobilizadas para monitorar e responder a emergências.
Chuvas intensas desde sexta-feira
Começar a sexta-feira, dia 4, com chuvas já preocupa o Sudeste. Em São Paulo, o interior e o litoral, incluindo Campinas, Sorocaba e a Baixada Santista, enfrentam alta possibilidade de alagamentos devido a pancadas intensas. A capital paulista e São José dos Campos, no Vale do Paraíba, estão sob alerta hidrológico alto, com risco de enxurradas em áreas urbanas e inundações em rios menores. O Litoral Norte paulista, conhecido por sua vulnerabilidade a temporais, pode registrar transbordamentos significativos já no primeiro dia do fim de semana prolongado.
No Rio de Janeiro, a capital e a região serrana, incluindo Petrópolis, iniciam o dia com previsão de chuvas fortes. O Cemaden destaca o risco hidrológico alto para essas áreas, com possibilidade de alagamentos em ruas e bairros baixos. Volta Redonda, Macaé e Campos dos Goytacazes também estão na mira, com pancadas que podem causar transtornos em córregos urbanos e rodovias. Em Juiz de Fora (MG) e Cachoeiro de Itapemirim (ES), o cenário é semelhante, com alertas moderados a altos para inundações pontuais desde sexta-feira.
A intensificação das chuvas ao longo do dia agrava o quadro. Em Petrópolis, o solo encharcado por precipitações anteriores eleva o risco geológico, com chances de deslizamentos em encostas e quedas de barreiras em estradas como a BR-040. No Nordeste e no Norte, cidades como São Luís (MA), Fortaleza (CE) e Manaus (AM) têm risco moderado de alagamentos, mas o foco principal permanece no Sudeste, onde a combinação de chuva e vulnerabilidade geográfica exige ações imediatas.
Alerta máximo em Petrópolis
Petrópolis está no centro das atenções com o alerta “muito alto” do Cemaden, o nível mais grave da escala, indicando alta probabilidade de desastres com grande impacto. As chuvas previstas para sábado e domingo, somadas ao acumulado de dias anteriores, podem ultrapassar 300 milímetros, volume superior à média mensal de abril, que gira em torno de 170 milímetros. Esse cenário ameaça repetir tragédias como a de 2022, quando 231 pessoas morreram em deslizamentos causados por 258 milímetros em poucas horas.
O risco geológico é agravado pela geografia local, com encostas íngremes e solos argilosos que perdem estabilidade quando saturados. Deslizamentos pontuais e esparsos são esperados, especialmente onde a chuva se intensificar, além de quedas de barreiras em rodovias. O alerta hidrológico também é crítico, com possibilidade de enxurradas, alagamentos em áreas urbanas rebaixadas e inundações em rios como o Piabanha, que corta a cidade.
A Defesa Civil estadual já reforçou a presença em Petrópolis, com 1.600 bombeiros e agentes mobilizados no Rio de Janeiro desde sexta-feira. Sirenes podem ser acionadas, e áreas de risco estão sob monitoramento constante. A população é orientada a buscar abrigos seguros e evitar deslocamentos desnecessários, enquanto equipes se preparam para eventuais resgates e atendimentos emergenciais.
- Medidas de emergência em Petrópolis:
- Acionamento de sirenes em áreas de risco.
- Mobilização de 1.600 bombeiros e agentes no estado.
- Recomendação de desocupação de zonas vulneráveis.
Riscos em outras regiões do Sudeste
Além de Petrópolis, o Rio de Janeiro enfrenta riscos elevados. A capital, Volta Redonda-Barra Mansa e Campos dos Goytacazes têm alerta alto para deslizamentos e inundações, com chuvas persistentes que podem atingir áreas densamente povoadas. O solo encharcado nas encostas cariocas e os rios Muriaé e Itabapoana, na região norte fluminense, estão sob vigilância devido ao potencial de transbordamento. Macaé, embora com risco moderado, também monitora encostas suscetíveis e alagamentos em ruas.
São Paulo registra alertas altos na capital e em São José dos Campos, com foco no Litoral Norte e na Baixada Santista. Em 2023, São Sebastião, na mesma região, sofreu deslizamentos com 65 mortes após 683 milímetros de chuva em 15 horas, um precedente que mantém as autoridades em alerta. Sorocaba e Campinas têm risco moderado, mas pancadas intensas podem causar alagamentos pontuais, especialmente em áreas com drenagem deficiente.
Juiz de Fora (MG) e Cachoeiro de Itapemirim (ES) entram na lista de alto risco geológico no fim de semana. Em Juiz de Fora, encostas urbanas e rurais estão vulneráveis, enquanto Cachoeiro enfrenta ameaça de inundação do rio Itapemirim. Pouso Alegre (MG) mantém risco moderado, com possibilidade de deslizamentos menores e transtornos hidrológicos em zonas baixas.
Previsão para sábado e domingo
A situação deve se agravar no fim de semana, com chuvas intensas previstas para sábado e domingo em todo o Sudeste. Em Petrópolis, o alerta “muito alto” reflete o pico esperado de 300 milímetros, com risco máximo de inundações e deslizamentos. O Rio de Janeiro, São Paulo e São José dos Campos seguem com risco alto, enquanto Juiz de Fora e Cachoeiro de Itapemirim podem registrar acumulados significativos, suficientes para desencadear movimentos de massa e transbordamentos.
No litoral paulista, a Baixada Santista e o Litoral Norte enfrentam pancadas fortes, com possibilidade de enxurradas em áreas urbanas e rurais. Volta Redonda, Campos dos Goytacazes e Macaé, no Rio de Janeiro, têm previsão de chuva persistente, aumentando o risco hidrológico em rios e córregos. Pouso Alegre e Sorocaba, com alertas moderados, podem sofrer alagamentos temporários, especialmente em pontos de drenagem saturada.
A Climatempo prevê que o volume no Rio de Janeiro supere a média mensal de abril, enquanto São Paulo pode registrar em 48 horas o equivalente a um mês de chuva. Esse cenário exige preparo das defesas civis, com equipes de prontidão para resgates e apoio à população. A combinação de chuvas prolongadas e solo encharcado mantém o Sudeste em estado de alerta máximo até domingo.
Ações das autoridades e preparação
Mobilizar equipes é a prioridade no Sudeste diante dos alertas do Cemaden. No Rio de Janeiro, o governo estadual deslocou o comando dos bombeiros para Angra dos Reis na sexta-feira, reforçando a operação com 1.600 agentes em todo o estado. Petrópolis, Teresópolis e outras cidades serranas têm planos de contingência ativados, com sirenes prontas para alertar moradores em áreas de risco. A Defesa Civil orienta evitar deslocamentos e buscar abrigos elevados.
Em São Paulo, a capital e o litoral contam com monitoramento 24 horas, com equipes preparadas para atuar em alagamentos e deslizamentos. São José dos Campos, no Vale do Paraíba, reforça a vigilância em encostas, enquanto a Baixada Santista organiza rotas de evacuação em caso de enxurradas. Juiz de Fora e Cachoeiro de Itapemirim também mobilizam agentes, com foco em rios e áreas suscetíveis a movimentos de terra.
A população é incentivada a se cadastrar para receber alertas por SMS, um serviço gratuito que envia avisos em tempo real. Em 2024, o Cemaden registrou 1.690 ocorrências de desastres no Brasil, com 68% de origem hidrológica, destacando a importância da preparação. As autoridades recomendam verificar áreas de risco e acionar planos de contingência locais, enquanto o monitoramento segue intenso até o fim das chuvas.
Histórico de desastres no Sudeste
Petrópolis carrega um passado de tragédias que amplifica a gravidade do alerta atual. Em 15 de fevereiro de 2022, 258 milímetros de chuva em três horas causaram 231 mortes em deslizamentos, o pior desastre da cidade. A geologia local, com rochas fraturadas e encostas íngremes, torna a região propensa a movimentos de massa, como os 44 registros de ocorrências em 2024. Eventos semelhantes já afetaram outras áreas fluminenses, como Macaé, que teve 1.000 famílias desalojadas por chuvas em 2022.
São Paulo também tem histórico crítico. Em 2023, São Sebastião registrou 683 milímetros em 15 horas, resultando em 65 mortes e centenas de desabrigados por deslizamentos. A capital paulista enfrentou 27 ocorrências em 2024, muitas ligadas a alagamentos em áreas urbanas vulneráveis. Juiz de Fora e Cachoeiro de Itapemirim já sofreram com inundações e deslizamentos menores, com 33 e 44 registros em 2024, respectivamente, evidenciando a recorrência desses fenômenos no Sudeste.
O Cemaden monitora 959 municípios brasileiros desde 2011, com foco em áreas de risco mapeadas. Em 2024, 53% dos 3.620 alertas foram geológicos, refletindo a ameaça constante de deslizamentos em regiões como a Serra do Mar e a Zona da Mata mineira. Esses dados reforçam a necessidade de alerta máximo neste fim de semana, com base em lições de eventos passados.
