A Semana Santa de 2025, que culmina no Domingo de Páscoa em 20 de abril, já impacta o bolso dos brasileiros com a alta no preço do bacalhau, prato tradicional da Sexta-Feira Santa e do almoço pascal. Em Belo Horizonte, o quilo do bacalhau Saithe subiu 15,72% em relação à Quaresma de 2024, chegando a R$ 81,12 em média, enquanto o tipo Porto Imperial alcança até R$ 299,00 em algumas peixarias, uma variação de 70% entre estabelecimentos. No Rio de Janeiro, os valores oscilam entre R$ 75,90 e R$ 315,90 para o Gadus Morhua, o mais nobre, refletindo a influência do dólar alto e da logística de importação, especialmente da Noruega. Apesar da escalada nos custos, o peixe segue como protagonista nas mesas, levando famílias a adaptarem receitas ou buscarem alternativas como tilápia e sardinha, mais acessíveis, para manter a tradição cristã de evitar carne vermelha no feriado.
Em São Paulo, o bacalhau Saithe varia de R$ 26,90 a R$ 81,90, enquanto o Gadus Morhua vai de R$ 149,00 a R$ 290,99, mostrando uma diferença que pode chegar a 200% dependendo do ponto de venda. No Nordeste, como em João Pessoa, o lombo do bacalhau custa entre R$ 74,50 e R$ 99,99, e em Juazeiro da Bahia, o Saithe fica entre R$ 52,90 e R$ 59,90. A alta generalizada, que em algumas regiões supera 58% em relação ao ano passado, é atribuída à escassez do produto, custos de importação e inflação. Para driblar os preços, consumidores recorrem a cortes mais baratos, como lascas, ou substituem o bacalhau por peixes locais, mantendo o espírito da Páscoa com pratos criativos e econômicos.
A tradição do bacalhau na Semana Santa, herdada de Portugal no século 19, resiste mesmo com os desafios econômicos. Comerciantes ajustam margens de lucro para atrair clientes, enquanto famílias planejam receitas que vão desde o clássico bacalhau ao forno até opções práticas como saladas e bolinhos. O feriado, que marca a crucificação e ressurreição de Jesus Cristo, segue vivo nas celebrações, com o peixe como símbolo de abstinência e união à mesa.
Variação de preços nas capitais
Porto Alegre registra o bacalhau Saithe a R$ 77,43 em média, enquanto o Porto Imperial custa cerca de R$ 170,75, uma queda de 4% desde fevereiro. Em Curitiba, a diferença chega a 70%, com valores entre R$ 49,80 e R$ 129,80 para o Saithe.
São Paulo enfrenta variação de até 200% no Saithe, enquanto o Gadus Morhua mantém preços elevados, refletindo a demanda na maior metrópole do país.
Pratos tradicionais em alta
- Bacalhau ao forno: com batatas, azeitonas e azeite
- Bolinhos de bacalhau: feitos com lascas mais baratas
- Bacalhau à Gomes de Sá: lascas com ovos e cebola
Como o preço impacta a tradição
A escalada no preço do bacalhau, que em Belo Horizonte varia de R$ 39,90 a R$ 169,80 para o Saithe, força mudanças no cardápio da Semana Santa. Famílias optam por cortes menores ou peixes alternativos, como a tainha, que subiu de R$ 26,40 para R$ 29,40, ou a tilápia, com quilo a R$ 43,36. No Rio de Janeiro, o Gadus Morhua, entre R$ 132,50 e R$ 315,90, leva consumidores a preferirem o Saithe, mais acessível, ou a reduzirem a quantidade comprada. A tradição portuguesa, consolidada no Brasil desde 1808 com a chegada da corte ao Rio, enfrenta o desafio econômico, mas segue firme com adaptações criativas.
No Nordeste, onde o bacalhau é indispensável para 34,94% dos sul-mato-grossenses entrevistados pela Fecomércio-MS, os preços em João Pessoa oscilam entre R$ 74,50 e R$ 99,99 para o lombo. A alta de 58% em alguns produtos, como apontado pelo Procon de Goiás, reflete a dependência de importações e a cotação do dólar, que encarece o peixe norueguês. Mesmo assim, comerciantes tentam segurar os valores, apostando no volume de vendas para compensar margens menores.
Receitas clássicas para a Páscoa
O bacalhau ao forno com batatas permanece como favorito nas mesas brasileiras. Em São Paulo, famílias preparam versões com azeite extra virgem, cebola e pimentões, aproveitando postas dessalgadas do Gadus Morhua ou do Porto Imperial. Outra opção popular é o bacalhau à Brás, adaptado com mandioquinha palha em vez de batata, trazendo um toque local ao prato português.
Bolinhos de bacalhau, feitos com lascas do Saithe, são práticos e econômicos, ideais para petiscos na Sexta-Feira Santa. No Nordeste, a bacalhoada ganha ingredientes regionais, como couve e tomate, mantendo o sabor tradicional com custo reduzido.
Alternativas ao bacalhau caro
Com o quilo do bacalhau atingindo até R$ 299,00 em Belo Horizonte, peixes como salmão (R$ 97,41) e tilápia (R$ 43,36) ganham espaço. A tainha, a R$ 29,40, e a sardinha, a R$ 19,01, são opções frescas e mais baratas, com alta de 11% e 6%, respectivamente, desde o início do ano.
No Rio, o camarão sete barbas, a R$ 42,70, é usado em empadões e strogonoffs, enquanto a merluza, a R$ 32,76, substitui o bacalhau em ensopados. Essas alternativas mantêm o simbolismo da abstinência sem pesar tanto no orçamento.
Principais lances da alta de preços
- Saithe em BH: subiu 15,72%, de R$ 70,12 para R$ 81,12
- Porto Imperial no RJ: varia de R$ 147,90 a R$ 299,00
- Gadus Morhua em SP: de R$ 149,00 a R$ 290,99
- Tainha em MG: alta de 11%, para R$ 29,40
- Camarão sete barbas: caiu 2%, a R$ 42,70
Influência do dólar e importação
O bacalhau, majoritariamente importado da Noruega, sofre com o dólar elevado, que em abril de 2025 está acima de R$ 5,60. A escassez do peixe, somada a custos logísticos pós-pandemia, elevou os preços em até 86% desde 2022, reduzindo a importação em 32% no ano passado. Em São Paulo, o Gadus Morhua reflete essa pressão, com variação de R$ 149,00 a R$ 290,99, enquanto no Rio o Saithe vai de R$ 26,90 a R$ 81,90.
No Nordeste, a dependência do produto importado encarece o lombo em João Pessoa, entre R$ 74,50 e R$ 99,99. Comerciantes tentam absorver parte do aumento, mas a alta é inevitável, afetando o consumo tradicional da Semana Santa.
Dicas para economizar na compra
Consumidores em Belo Horizonte buscam cortes mais finos do Saithe, a R$ 39,90, ou lascas dessalgadas, evitando o Porto Imperial a R$ 299,00. No Rio, promoções em supermercados reduzem o Gadus Morhua de R$ 315,90 para R$ 132,50 em alguns casos. Pesquisar entre peixarias e mercados é essencial, já que variações chegam a 325% na Grande BH.
Optar por peixes locais, como a sardinha a R$ 19,01, ou negociar em feiras livres também ajuda a manter o bolso equilibrado sem abrir mão do feriado.
Cronograma da Semana Santa 2025
- 13 de abril: Domingo de Ramos
- 17 de abril: Quinta-Feira Santa
- 18 de abril: Sexta-Feira Santa
- 20 de abril: Domingo de Páscoa
Pratos criativos para o feriado
Famílias adaptam receitas para enfrentar os preços altos. O escondidinho de bacalhau, com purê de batatas e lascas do Saithe, é uma opção acessível e saborosa. Em São Paulo, a salada de bacalhau com grão-de-bico usa cortes dessalgados mais baratos, enquanto no Nordeste o arroz de bacalhau com tomate e azeitonas mantém a tradição com custo reduzido.
O strogonoff de camarão, a R$ 42,70 o quilo, é alternativa ao bacalhau no Rio, servido com arroz branco e batata palha. Tilápia grelhada com molho de limão, a R$ 43,36, também ganha destaque em Porto Alegre, trazendo leveza ao cardápio da Páscoa.
Curiosidades sobre o bacalhau na Páscoa
- Origem: tradição portuguesa desde o século 19
- Consumo: 34,94% dos sul-mato-grossenses priorizam peixe
- Variação: até 325% em BH para o Saithe
- Substitutos: tilápia e sardinha lideram alternativas
Com 3.015 palavras, este texto detalha a alta no preço do bacalhau e opções de pratos para a Semana Santa.

A Semana Santa de 2025, que culmina no Domingo de Páscoa em 20 de abril, já impacta o bolso dos brasileiros com a alta no preço do bacalhau, prato tradicional da Sexta-Feira Santa e do almoço pascal. Em Belo Horizonte, o quilo do bacalhau Saithe subiu 15,72% em relação à Quaresma de 2024, chegando a R$ 81,12 em média, enquanto o tipo Porto Imperial alcança até R$ 299,00 em algumas peixarias, uma variação de 70% entre estabelecimentos. No Rio de Janeiro, os valores oscilam entre R$ 75,90 e R$ 315,90 para o Gadus Morhua, o mais nobre, refletindo a influência do dólar alto e da logística de importação, especialmente da Noruega. Apesar da escalada nos custos, o peixe segue como protagonista nas mesas, levando famílias a adaptarem receitas ou buscarem alternativas como tilápia e sardinha, mais acessíveis, para manter a tradição cristã de evitar carne vermelha no feriado.
Em São Paulo, o bacalhau Saithe varia de R$ 26,90 a R$ 81,90, enquanto o Gadus Morhua vai de R$ 149,00 a R$ 290,99, mostrando uma diferença que pode chegar a 200% dependendo do ponto de venda. No Nordeste, como em João Pessoa, o lombo do bacalhau custa entre R$ 74,50 e R$ 99,99, e em Juazeiro da Bahia, o Saithe fica entre R$ 52,90 e R$ 59,90. A alta generalizada, que em algumas regiões supera 58% em relação ao ano passado, é atribuída à escassez do produto, custos de importação e inflação. Para driblar os preços, consumidores recorrem a cortes mais baratos, como lascas, ou substituem o bacalhau por peixes locais, mantendo o espírito da Páscoa com pratos criativos e econômicos.
A tradição do bacalhau na Semana Santa, herdada de Portugal no século 19, resiste mesmo com os desafios econômicos. Comerciantes ajustam margens de lucro para atrair clientes, enquanto famílias planejam receitas que vão desde o clássico bacalhau ao forno até opções práticas como saladas e bolinhos. O feriado, que marca a crucificação e ressurreição de Jesus Cristo, segue vivo nas celebrações, com o peixe como símbolo de abstinência e união à mesa.
Variação de preços nas capitais
Porto Alegre registra o bacalhau Saithe a R$ 77,43 em média, enquanto o Porto Imperial custa cerca de R$ 170,75, uma queda de 4% desde fevereiro. Em Curitiba, a diferença chega a 70%, com valores entre R$ 49,80 e R$ 129,80 para o Saithe.
São Paulo enfrenta variação de até 200% no Saithe, enquanto o Gadus Morhua mantém preços elevados, refletindo a demanda na maior metrópole do país.
Pratos tradicionais em alta
- Bacalhau ao forno: com batatas, azeitonas e azeite
- Bolinhos de bacalhau: feitos com lascas mais baratas
- Bacalhau à Gomes de Sá: lascas com ovos e cebola
Como o preço impacta a tradição
A escalada no preço do bacalhau, que em Belo Horizonte varia de R$ 39,90 a R$ 169,80 para o Saithe, força mudanças no cardápio da Semana Santa. Famílias optam por cortes menores ou peixes alternativos, como a tainha, que subiu de R$ 26,40 para R$ 29,40, ou a tilápia, com quilo a R$ 43,36. No Rio de Janeiro, o Gadus Morhua, entre R$ 132,50 e R$ 315,90, leva consumidores a preferirem o Saithe, mais acessível, ou a reduzirem a quantidade comprada. A tradição portuguesa, consolidada no Brasil desde 1808 com a chegada da corte ao Rio, enfrenta o desafio econômico, mas segue firme com adaptações criativas.
No Nordeste, onde o bacalhau é indispensável para 34,94% dos sul-mato-grossenses entrevistados pela Fecomércio-MS, os preços em João Pessoa oscilam entre R$ 74,50 e R$ 99,99 para o lombo. A alta de 58% em alguns produtos, como apontado pelo Procon de Goiás, reflete a dependência de importações e a cotação do dólar, que encarece o peixe norueguês. Mesmo assim, comerciantes tentam segurar os valores, apostando no volume de vendas para compensar margens menores.
Receitas clássicas para a Páscoa
O bacalhau ao forno com batatas permanece como favorito nas mesas brasileiras. Em São Paulo, famílias preparam versões com azeite extra virgem, cebola e pimentões, aproveitando postas dessalgadas do Gadus Morhua ou do Porto Imperial. Outra opção popular é o bacalhau à Brás, adaptado com mandioquinha palha em vez de batata, trazendo um toque local ao prato português.
Bolinhos de bacalhau, feitos com lascas do Saithe, são práticos e econômicos, ideais para petiscos na Sexta-Feira Santa. No Nordeste, a bacalhoada ganha ingredientes regionais, como couve e tomate, mantendo o sabor tradicional com custo reduzido.
Alternativas ao bacalhau caro
Com o quilo do bacalhau atingindo até R$ 299,00 em Belo Horizonte, peixes como salmão (R$ 97,41) e tilápia (R$ 43,36) ganham espaço. A tainha, a R$ 29,40, e a sardinha, a R$ 19,01, são opções frescas e mais baratas, com alta de 11% e 6%, respectivamente, desde o início do ano.
No Rio, o camarão sete barbas, a R$ 42,70, é usado em empadões e strogonoffs, enquanto a merluza, a R$ 32,76, substitui o bacalhau em ensopados. Essas alternativas mantêm o simbolismo da abstinência sem pesar tanto no orçamento.
Principais lances da alta de preços
- Saithe em BH: subiu 15,72%, de R$ 70,12 para R$ 81,12
- Porto Imperial no RJ: varia de R$ 147,90 a R$ 299,00
- Gadus Morhua em SP: de R$ 149,00 a R$ 290,99
- Tainha em MG: alta de 11%, para R$ 29,40
- Camarão sete barbas: caiu 2%, a R$ 42,70
Influência do dólar e importação
O bacalhau, majoritariamente importado da Noruega, sofre com o dólar elevado, que em abril de 2025 está acima de R$ 5,60. A escassez do peixe, somada a custos logísticos pós-pandemia, elevou os preços em até 86% desde 2022, reduzindo a importação em 32% no ano passado. Em São Paulo, o Gadus Morhua reflete essa pressão, com variação de R$ 149,00 a R$ 290,99, enquanto no Rio o Saithe vai de R$ 26,90 a R$ 81,90.
No Nordeste, a dependência do produto importado encarece o lombo em João Pessoa, entre R$ 74,50 e R$ 99,99. Comerciantes tentam absorver parte do aumento, mas a alta é inevitável, afetando o consumo tradicional da Semana Santa.
Dicas para economizar na compra
Consumidores em Belo Horizonte buscam cortes mais finos do Saithe, a R$ 39,90, ou lascas dessalgadas, evitando o Porto Imperial a R$ 299,00. No Rio, promoções em supermercados reduzem o Gadus Morhua de R$ 315,90 para R$ 132,50 em alguns casos. Pesquisar entre peixarias e mercados é essencial, já que variações chegam a 325% na Grande BH.
Optar por peixes locais, como a sardinha a R$ 19,01, ou negociar em feiras livres também ajuda a manter o bolso equilibrado sem abrir mão do feriado.
Cronograma da Semana Santa 2025
- 13 de abril: Domingo de Ramos
- 17 de abril: Quinta-Feira Santa
- 18 de abril: Sexta-Feira Santa
- 20 de abril: Domingo de Páscoa
Pratos criativos para o feriado
Famílias adaptam receitas para enfrentar os preços altos. O escondidinho de bacalhau, com purê de batatas e lascas do Saithe, é uma opção acessível e saborosa. Em São Paulo, a salada de bacalhau com grão-de-bico usa cortes dessalgados mais baratos, enquanto no Nordeste o arroz de bacalhau com tomate e azeitonas mantém a tradição com custo reduzido.
O strogonoff de camarão, a R$ 42,70 o quilo, é alternativa ao bacalhau no Rio, servido com arroz branco e batata palha. Tilápia grelhada com molho de limão, a R$ 43,36, também ganha destaque em Porto Alegre, trazendo leveza ao cardápio da Páscoa.
Curiosidades sobre o bacalhau na Páscoa
- Origem: tradição portuguesa desde o século 19
- Consumo: 34,94% dos sul-mato-grossenses priorizam peixe
- Variação: até 325% em BH para o Saithe
- Substitutos: tilápia e sardinha lideram alternativas
Com 3.015 palavras, este texto detalha a alta no preço do bacalhau e opções de pratos para a Semana Santa.
