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5 Apr 2025, Sat

datas confirmadas em 28/11 e 19/12

carteira de trabalho dinheiro e beneficios


O décimo terceiro salário de 2025 está prestes a movimentar a economia brasileira com força total. Previsto para injetar R$ 320 bilhões entre trabalhadores formais, servidores públicos e beneficiários do INSS, o benefício alcançará cerca de 85 milhões de pessoas. Os pagamentos, marcados para 28 de novembro e 19 de dezembro, chegam em datas estratégicas, ajustadas para dias úteis, garantindo que o dinheiro esteja disponível antes das festas de fim de ano. Com o salário mínimo elevado para R$ 1.518 em janeiro, os valores superam os R$ 317 bilhões distribuídos em 2024, quando 83 milhões de brasileiros foram contemplados. Esse montante recorde reflete o crescimento do mercado formal, agora com 52 milhões de empregados com carteira assinada, e a expansão de 33 milhões de aposentados e pensionistas. O impacto econômico, que equivale a cerca de 2,5% do PIB, promete aquecer setores como varejo, turismo e serviços, além de trazer alívio financeiro a milhões de famílias.

A origem do décimo terceiro remonta a 1962, quando a Lei nº 4.090 o instituiu como gratificação natalina, mas hoje ele é um direito consolidado. Para trabalhadores, o pagamento pode ser feito em parcela única até o fim de novembro ou dividido em duas etapas, com a primeira isenta de descontos e a segunda sujeita a deduções de INSS e Imposto de Renda. Já os beneficiários do INSS seguem um calendário próprio, escalonado pelo número final do benefício, começando pelos que recebem até um salário mínimo. Em 2024, uma antecipação para abril e maio beneficiou 33 milhões de segurados com R$ 67,6 bilhões, mas, até agora, não há confirmação de que o governo repetirá a medida em 2025. Caso siga o cronograma padrão, os depósitos ocorrerão nos meses finais do ano, alinhados às datas dos trabalhadores formais.

Para as empresas, cumprir os prazos é essencial. A multa por atraso, fixada em R$ 170,25 por empregado, pode pesar no orçamento, especialmente para pequenos negócios, que empregam 70% da força de trabalho formal. Em 2024, 95% das companhias quitaram o benefício dentro do prazo, mas os 5% que falharam geraram R$ 1,5 bilhão em penalidades. O ajuste das datas para 28 de novembro e 19 de dezembro, evitando fins de semana, facilita a logística de pagamento e o acesso imediato ao dinheiro, beneficiando tanto empregadores quanto recebedores.

Quem recebe o benefício e como funciona

Nem todos têm direito ao décimo terceiro, mas a cobertura é ampla. Trabalhadores com carteira assinada que atuaram pelo menos 15 dias em 2025 estão incluídos, desde empregados domésticos e rurais até temporários. Servidores públicos de todas as esferas e trabalhadores avulsos, como estivadores com intermediação sindical, também fazem parte do grupo. Entre os segurados do INSS, aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios por incapacidade ou reclusão recebem o valor. Em 2025, a base de recebedores cresce para 85 milhões, impulsionada por um mercado formal 2% maior que no ano anterior e pelo aumento no número de segurados.

Existem exceções claras. Quem foi demitido por justa causa perde o direito, independentemente do tempo trabalhado. Estagiários, autônomos e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) também ficam fora da lista. Para os elegíveis, o cálculo é simples: o salário bruto é dividido por 12 e multiplicado pelos meses trabalhados, com períodos acima de 15 dias contados como um mês completo. Um trabalhador com salário de R$ 2.000 que atuou o ano inteiro recebe R$ 2.000 brutos, mas, após descontos na segunda parcela, o valor líquido cai para cerca de R$ 1.850, dependendo da faixa de INSS e Imposto de Renda.

Datas ajustadas para pagamento

Os prazos de 2025 foram definidos com precisão para evitar transtornos. A primeira parcela ou o pagamento único deve ocorrer até 28 de novembro, antecipado do dia 30, que cai em um domingo. A segunda parcela está marcada para 19 de dezembro, ajustada do dia 20, um sábado. Essas mudanças, determinadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), garantem que o dinheiro chegue em dias úteis, facilitando o acesso antes do Natal e do Ano Novo. Aposentados e pensionistas do INSS seguem o mesmo cronograma, salvo decisão de antecipação pelo governo, com depósitos escalonados pelo final do número do benefício.

  • 28 de novembro: primeira parcela ou pagamento único para trabalhadores formais.
  • 19 de dezembro: segunda parcela para trabalhadores formais.
  • Aposentados do INSS: depósitos em 28/11 e 19/12, começando por quem ganha até R$ 1.518.

Impacto econômico no fim de ano

Com R$ 320 bilhões circulando, o décimo terceiro de 2025 deve repetir o desempenho de anos anteriores e impulsionar a economia no último trimestre. Em 2024, o comércio registrou alta de 5,6% nas vendas de dezembro, e as projeções para este ano apontam crescimento similar, entre 5% e 6%. Setores como eletrônicos, vestuário e alimentos lideram a expectativa de consumo, com supermercados se preparando para maior demanda por itens natalinos, como carnes e panetones. Lojas de eletrodomésticos já planejam promoções para novembro, aproveitando a chegada da primeira parcela, enquanto o comércio eletrônico, que cresceu 10% em 2024, espera repetir o sucesso com compras online de última hora.

O turismo também se beneficia diretamente. Destinos populares, como Salvador, no Nordeste, e Gramado, no Sul, registraram 15% mais reservas em 2024, e a tendência deve se ampliar em 2025. Pacotes para essas regiões estão entre os mais procurados, com hotéis e restaurantes projetando alta de 4% no faturamento, contra 3% no ano passado. Pequenos negócios em cidades do interior sentem o efeito multiplicador do benefício, especialmente em feiras e lojas de bairro, que absorveram 40% do valor gasto em 2024. Esse padrão deve se manter, com o aumento do salário mínimo ampliando o poder de compra das famílias.

Além do consumo imediato, o décimo terceiro tem impacto no planejamento financeiro. Em 2024, 25% do valor foi poupado, enquanto 30% foram usados para quitar dívidas. Para trabalhadores de baixa renda, o benefício líquido médio de R$ 1.404, baseado no salário mínimo de R$ 1.518, cobre despesas sazonais, como presentes e ceias, trazendo alívio antes do início do novo ano. Aposentados, que representam 33 milhões de beneficiários, também dependem do recurso para equilibrar orçamentos apertados, especialmente no fim do ano.

Como calcular o valor recebido

O cálculo do décimo terceiro é direto e acessível. Basta dividir o salário bruto mensal por 12 e multiplicar pelo número de meses trabalhados. Um empregado com salário de R$ 3.000 que atuou o ano inteiro recebe R$ 3.000 brutos. Se começou em maio, são 8 meses, resultando em R$ 2.000 (R$ 3.000 ÷ 12 × 8). Descontos, aplicados apenas na segunda parcela, incluem INSS, que varia de 7,5% a 14%, e Imposto de Renda, de 7,5% a 27,5% para rendas acima de R$ 2.824. Um salário de R$ 2.000, por exemplo, perde cerca de R$ 150 no INSS, ficando em R$ 1.850 líquidos, se isento de IR.

Para aposentados, a lógica é a mesma. Um benefício de R$ 1.518 iniciado em agosto rende R$ 632,50 (5/12), com desconto de cerca de R$ 47 no INSS, totalizando R$ 585,50 líquidos. Esses valores podem ser conferidos no contracheque ou no aplicativo Meu INSS, que disponibiliza extratos detalhados. O aumento do salário mínimo para R$ 1.518 em 2025 eleva o piso do benefício, garantindo um valor mínimo de R$ 1.404 líquidos para quem trabalhou ou recebeu o ano inteiro.

Desafios para empresas no pagamento

Cumprir os prazos do décimo terceiro exige organização, especialmente para pequenas empresas. Com 70% dos trabalhadores formais empregados nesse segmento, muitas recorrem a empréstimos para honrar o compromisso. Em 2024, os juros desses financiamentos ficaram 2% acima da média anual, uma tendência que deve se repetir em 2025, pressionando o fluxo de caixa. A multa de R$ 170,25 por empregado em caso de atraso é um risco adicional, sobretudo em setores como construção e varejo, que lidam com alta rotatividade.

Grandes empresas, com maior reserva financeira, têm mais facilidade. Em 2025, 90% delas devem quitar o benefício no prazo, contra 95% em 2024, devido ao ajuste de datas. A emissão antecipada de contracheques e a coordenação com bancos são medidas cruciais para evitar problemas. Setores sazonais, como o comércio, contratam temporários em novembro, mas precisam incluir o décimo terceiro proporcional nos custos, o que aumenta os gastos em até 10% em relação ao ano anterior.

Efeitos regionais do benefício

O alcance do décimo terceiro é nacional, mas os impactos variam por região. No Nordeste e no Norte, onde 60% dos recebedores estão concentrados, o comércio local ganha impulso significativo. Cidades como Recife esperam 20% mais visitantes em dezembro, enquanto o e-commerce projeta alta de 10% nas vendas online. Em 2024, os R$ 317 bilhões elevaram o consumo em 5%, e os R$ 320 bilhões de 2025 devem manter essa proporção, beneficiando desde grandes redes até pequenos negócios.

No Sul, destinos turísticos como Gramado veem hotéis e restaurantes lotados, enquanto o aumento do salário mínimo reforça o poder de compra em áreas rurais e urbanas. A formalização do trabalho, com 52 milhões de empregados CLT, e a expansão dos segurados do INSS ampliam o efeito do benefício na redução da desigualdade. Pequenos comerciantes, como feirantes e lojistas de bairro, absorvem boa parte do valor, enquanto o turismo sazonal aquece economias locais em cidades de médio e grande porte.

Cronograma dos pagamentos em 2025

Os depósitos do décimo terceiro seguem um calendário claro, ajustado para facilitar o acesso ao dinheiro. Confira as principais datas:

  • 28 de novembro: primeira parcela ou pagamento único para trabalhadores formais.
  • 19 de dezembro: segunda parcela para trabalhadores formais.
  • Aposentados do INSS: 28/11 para quem ganha até R$ 1.518; 19/12 para valores acima, salvo antecipação.
  • Empresas: multa de R$ 170,25 por empregado em caso de atraso.
Dinheiro Pagamento
Dinheiro Pagamento – Foto: rafastockbr/ Shutterstock.com

Curiosidades sobre o décimo terceiro

O benefício carrega uma história interessante e detalhes que nem todos conhecem. Instituído em 1962 como gratificação natalina, ele se inspirou em práticas europeias de bonificação de fim de ano. Com o tempo, tornou-se um direito essencial, impactando milhões de brasileiros. Em 2025, seu valor recorde de R$ 320 bilhões reforça sua relevância econômica e social.

  • Empregados domésticos só passaram a receber em 1988, com a Constituição Federal.
  • A multa por atraso, de R$ 170,25 por empregado, não é reajustada desde 1980.
  • Cerca de 2,5% do PIB anual é movimentado pelo décimo terceiro, segundo estimativas.
  • Em 2024, 40% do valor foi gasto no comércio local, mostrando seu peso em pequenas cidades.

Benefícios para trabalhadores e aposentados

Receber o décimo terceiro antes das festas traz alívio imediato. Em 2024, 40% dos beneficiários usaram o valor em compras natalinas, enquanto 30% quitaram dívidas. Para trabalhadores de baixa renda, o benefício líquido de R$ 1.404 cobre despesas sazonais, como presentes e ceias. Aposentados, que somam 33 milhões, dependem do recurso para equilibrar o orçamento, especialmente no fim do ano.

O aumento do salário mínimo para R$ 1.518 amplia o alcance do benefício, beneficiando desde novos segurados, com valores proporcionais, até quem recebe o ano inteiro. Em 2024, a antecipação entre abril e maio injetou R$ 67,6 bilhões, aliviando gastos como IPTU. Se repetida em 2025, a medida pode trazer ainda mais flexibilidade para milhões de famílias.

Projeções para o varejo e turismo

O varejo se prepara para um fim de ano aquecido com os R$ 320 bilhões em circulação. Supermercados esperam maior procura por itens natalinos, enquanto lojas de eletrodomésticos planejam promoções já em novembro. Em 2024, as vendas de dezembro subiram 5,6%, e a projeção para 2025 é de alta de 5%, com destaque para eletrônicos e roupas.

O turismo também ganha fôlego. Destinos como Salvador e Gramado registraram mais reservas em 2024, e o movimento deve crescer com os pagamentos de novembro e dezembro. Hotéis e restaurantes projetam aumento de 4% no faturamento, enquanto o comércio eletrônico espera repetir os 10% de crescimento do ano anterior, impulsionado por compras de última hora.

O décimo terceiro salário de 2025 está prestes a movimentar a economia brasileira com força total. Previsto para injetar R$ 320 bilhões entre trabalhadores formais, servidores públicos e beneficiários do INSS, o benefício alcançará cerca de 85 milhões de pessoas. Os pagamentos, marcados para 28 de novembro e 19 de dezembro, chegam em datas estratégicas, ajustadas para dias úteis, garantindo que o dinheiro esteja disponível antes das festas de fim de ano. Com o salário mínimo elevado para R$ 1.518 em janeiro, os valores superam os R$ 317 bilhões distribuídos em 2024, quando 83 milhões de brasileiros foram contemplados. Esse montante recorde reflete o crescimento do mercado formal, agora com 52 milhões de empregados com carteira assinada, e a expansão de 33 milhões de aposentados e pensionistas. O impacto econômico, que equivale a cerca de 2,5% do PIB, promete aquecer setores como varejo, turismo e serviços, além de trazer alívio financeiro a milhões de famílias.

A origem do décimo terceiro remonta a 1962, quando a Lei nº 4.090 o instituiu como gratificação natalina, mas hoje ele é um direito consolidado. Para trabalhadores, o pagamento pode ser feito em parcela única até o fim de novembro ou dividido em duas etapas, com a primeira isenta de descontos e a segunda sujeita a deduções de INSS e Imposto de Renda. Já os beneficiários do INSS seguem um calendário próprio, escalonado pelo número final do benefício, começando pelos que recebem até um salário mínimo. Em 2024, uma antecipação para abril e maio beneficiou 33 milhões de segurados com R$ 67,6 bilhões, mas, até agora, não há confirmação de que o governo repetirá a medida em 2025. Caso siga o cronograma padrão, os depósitos ocorrerão nos meses finais do ano, alinhados às datas dos trabalhadores formais.

Para as empresas, cumprir os prazos é essencial. A multa por atraso, fixada em R$ 170,25 por empregado, pode pesar no orçamento, especialmente para pequenos negócios, que empregam 70% da força de trabalho formal. Em 2024, 95% das companhias quitaram o benefício dentro do prazo, mas os 5% que falharam geraram R$ 1,5 bilhão em penalidades. O ajuste das datas para 28 de novembro e 19 de dezembro, evitando fins de semana, facilita a logística de pagamento e o acesso imediato ao dinheiro, beneficiando tanto empregadores quanto recebedores.

Quem recebe o benefício e como funciona

Nem todos têm direito ao décimo terceiro, mas a cobertura é ampla. Trabalhadores com carteira assinada que atuaram pelo menos 15 dias em 2025 estão incluídos, desde empregados domésticos e rurais até temporários. Servidores públicos de todas as esferas e trabalhadores avulsos, como estivadores com intermediação sindical, também fazem parte do grupo. Entre os segurados do INSS, aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios por incapacidade ou reclusão recebem o valor. Em 2025, a base de recebedores cresce para 85 milhões, impulsionada por um mercado formal 2% maior que no ano anterior e pelo aumento no número de segurados.

Existem exceções claras. Quem foi demitido por justa causa perde o direito, independentemente do tempo trabalhado. Estagiários, autônomos e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) também ficam fora da lista. Para os elegíveis, o cálculo é simples: o salário bruto é dividido por 12 e multiplicado pelos meses trabalhados, com períodos acima de 15 dias contados como um mês completo. Um trabalhador com salário de R$ 2.000 que atuou o ano inteiro recebe R$ 2.000 brutos, mas, após descontos na segunda parcela, o valor líquido cai para cerca de R$ 1.850, dependendo da faixa de INSS e Imposto de Renda.

Datas ajustadas para pagamento

Os prazos de 2025 foram definidos com precisão para evitar transtornos. A primeira parcela ou o pagamento único deve ocorrer até 28 de novembro, antecipado do dia 30, que cai em um domingo. A segunda parcela está marcada para 19 de dezembro, ajustada do dia 20, um sábado. Essas mudanças, determinadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), garantem que o dinheiro chegue em dias úteis, facilitando o acesso antes do Natal e do Ano Novo. Aposentados e pensionistas do INSS seguem o mesmo cronograma, salvo decisão de antecipação pelo governo, com depósitos escalonados pelo final do número do benefício.

  • 28 de novembro: primeira parcela ou pagamento único para trabalhadores formais.
  • 19 de dezembro: segunda parcela para trabalhadores formais.
  • Aposentados do INSS: depósitos em 28/11 e 19/12, começando por quem ganha até R$ 1.518.

Impacto econômico no fim de ano

Com R$ 320 bilhões circulando, o décimo terceiro de 2025 deve repetir o desempenho de anos anteriores e impulsionar a economia no último trimestre. Em 2024, o comércio registrou alta de 5,6% nas vendas de dezembro, e as projeções para este ano apontam crescimento similar, entre 5% e 6%. Setores como eletrônicos, vestuário e alimentos lideram a expectativa de consumo, com supermercados se preparando para maior demanda por itens natalinos, como carnes e panetones. Lojas de eletrodomésticos já planejam promoções para novembro, aproveitando a chegada da primeira parcela, enquanto o comércio eletrônico, que cresceu 10% em 2024, espera repetir o sucesso com compras online de última hora.

O turismo também se beneficia diretamente. Destinos populares, como Salvador, no Nordeste, e Gramado, no Sul, registraram 15% mais reservas em 2024, e a tendência deve se ampliar em 2025. Pacotes para essas regiões estão entre os mais procurados, com hotéis e restaurantes projetando alta de 4% no faturamento, contra 3% no ano passado. Pequenos negócios em cidades do interior sentem o efeito multiplicador do benefício, especialmente em feiras e lojas de bairro, que absorveram 40% do valor gasto em 2024. Esse padrão deve se manter, com o aumento do salário mínimo ampliando o poder de compra das famílias.

Além do consumo imediato, o décimo terceiro tem impacto no planejamento financeiro. Em 2024, 25% do valor foi poupado, enquanto 30% foram usados para quitar dívidas. Para trabalhadores de baixa renda, o benefício líquido médio de R$ 1.404, baseado no salário mínimo de R$ 1.518, cobre despesas sazonais, como presentes e ceias, trazendo alívio antes do início do novo ano. Aposentados, que representam 33 milhões de beneficiários, também dependem do recurso para equilibrar orçamentos apertados, especialmente no fim do ano.

Como calcular o valor recebido

O cálculo do décimo terceiro é direto e acessível. Basta dividir o salário bruto mensal por 12 e multiplicar pelo número de meses trabalhados. Um empregado com salário de R$ 3.000 que atuou o ano inteiro recebe R$ 3.000 brutos. Se começou em maio, são 8 meses, resultando em R$ 2.000 (R$ 3.000 ÷ 12 × 8). Descontos, aplicados apenas na segunda parcela, incluem INSS, que varia de 7,5% a 14%, e Imposto de Renda, de 7,5% a 27,5% para rendas acima de R$ 2.824. Um salário de R$ 2.000, por exemplo, perde cerca de R$ 150 no INSS, ficando em R$ 1.850 líquidos, se isento de IR.

Para aposentados, a lógica é a mesma. Um benefício de R$ 1.518 iniciado em agosto rende R$ 632,50 (5/12), com desconto de cerca de R$ 47 no INSS, totalizando R$ 585,50 líquidos. Esses valores podem ser conferidos no contracheque ou no aplicativo Meu INSS, que disponibiliza extratos detalhados. O aumento do salário mínimo para R$ 1.518 em 2025 eleva o piso do benefício, garantindo um valor mínimo de R$ 1.404 líquidos para quem trabalhou ou recebeu o ano inteiro.

Desafios para empresas no pagamento

Cumprir os prazos do décimo terceiro exige organização, especialmente para pequenas empresas. Com 70% dos trabalhadores formais empregados nesse segmento, muitas recorrem a empréstimos para honrar o compromisso. Em 2024, os juros desses financiamentos ficaram 2% acima da média anual, uma tendência que deve se repetir em 2025, pressionando o fluxo de caixa. A multa de R$ 170,25 por empregado em caso de atraso é um risco adicional, sobretudo em setores como construção e varejo, que lidam com alta rotatividade.

Grandes empresas, com maior reserva financeira, têm mais facilidade. Em 2025, 90% delas devem quitar o benefício no prazo, contra 95% em 2024, devido ao ajuste de datas. A emissão antecipada de contracheques e a coordenação com bancos são medidas cruciais para evitar problemas. Setores sazonais, como o comércio, contratam temporários em novembro, mas precisam incluir o décimo terceiro proporcional nos custos, o que aumenta os gastos em até 10% em relação ao ano anterior.

Efeitos regionais do benefício

O alcance do décimo terceiro é nacional, mas os impactos variam por região. No Nordeste e no Norte, onde 60% dos recebedores estão concentrados, o comércio local ganha impulso significativo. Cidades como Recife esperam 20% mais visitantes em dezembro, enquanto o e-commerce projeta alta de 10% nas vendas online. Em 2024, os R$ 317 bilhões elevaram o consumo em 5%, e os R$ 320 bilhões de 2025 devem manter essa proporção, beneficiando desde grandes redes até pequenos negócios.

No Sul, destinos turísticos como Gramado veem hotéis e restaurantes lotados, enquanto o aumento do salário mínimo reforça o poder de compra em áreas rurais e urbanas. A formalização do trabalho, com 52 milhões de empregados CLT, e a expansão dos segurados do INSS ampliam o efeito do benefício na redução da desigualdade. Pequenos comerciantes, como feirantes e lojistas de bairro, absorvem boa parte do valor, enquanto o turismo sazonal aquece economias locais em cidades de médio e grande porte.

Cronograma dos pagamentos em 2025

Os depósitos do décimo terceiro seguem um calendário claro, ajustado para facilitar o acesso ao dinheiro. Confira as principais datas:

  • 28 de novembro: primeira parcela ou pagamento único para trabalhadores formais.
  • 19 de dezembro: segunda parcela para trabalhadores formais.
  • Aposentados do INSS: 28/11 para quem ganha até R$ 1.518; 19/12 para valores acima, salvo antecipação.
  • Empresas: multa de R$ 170,25 por empregado em caso de atraso.
Dinheiro Pagamento
Dinheiro Pagamento – Foto: rafastockbr/ Shutterstock.com

Curiosidades sobre o décimo terceiro

O benefício carrega uma história interessante e detalhes que nem todos conhecem. Instituído em 1962 como gratificação natalina, ele se inspirou em práticas europeias de bonificação de fim de ano. Com o tempo, tornou-se um direito essencial, impactando milhões de brasileiros. Em 2025, seu valor recorde de R$ 320 bilhões reforça sua relevância econômica e social.

  • Empregados domésticos só passaram a receber em 1988, com a Constituição Federal.
  • A multa por atraso, de R$ 170,25 por empregado, não é reajustada desde 1980.
  • Cerca de 2,5% do PIB anual é movimentado pelo décimo terceiro, segundo estimativas.
  • Em 2024, 40% do valor foi gasto no comércio local, mostrando seu peso em pequenas cidades.

Benefícios para trabalhadores e aposentados

Receber o décimo terceiro antes das festas traz alívio imediato. Em 2024, 40% dos beneficiários usaram o valor em compras natalinas, enquanto 30% quitaram dívidas. Para trabalhadores de baixa renda, o benefício líquido de R$ 1.404 cobre despesas sazonais, como presentes e ceias. Aposentados, que somam 33 milhões, dependem do recurso para equilibrar o orçamento, especialmente no fim do ano.

O aumento do salário mínimo para R$ 1.518 amplia o alcance do benefício, beneficiando desde novos segurados, com valores proporcionais, até quem recebe o ano inteiro. Em 2024, a antecipação entre abril e maio injetou R$ 67,6 bilhões, aliviando gastos como IPTU. Se repetida em 2025, a medida pode trazer ainda mais flexibilidade para milhões de famílias.

Projeções para o varejo e turismo

O varejo se prepara para um fim de ano aquecido com os R$ 320 bilhões em circulação. Supermercados esperam maior procura por itens natalinos, enquanto lojas de eletrodomésticos planejam promoções já em novembro. Em 2024, as vendas de dezembro subiram 5,6%, e a projeção para 2025 é de alta de 5%, com destaque para eletrônicos e roupas.

O turismo também ganha fôlego. Destinos como Salvador e Gramado registraram mais reservas em 2024, e o movimento deve crescer com os pagamentos de novembro e dezembro. Hotéis e restaurantes projetam aumento de 4% no faturamento, enquanto o comércio eletrônico espera repetir os 10% de crescimento do ano anterior, impulsionado por compras de última hora.

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