Uma massa de ar frio de origem polar transformou o clima no centro-sul do Brasil neste sábado, 5 de abril, trazendo temperaturas excepcionalmente baixas para o início do outono. Capitais como Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba registraram novos recordes de frio para o ano, enquanto o Sul do país anotou a primeira temperatura negativa de 2025, marcando -1ºC em áreas do Rio Grande do Sul. O fenômeno, que começou a se intensificar na sexta-feira, trouxe alívio ao calor persistente que dominava a região, mas também surpreendeu moradores com chuvas intensas e rajadas de vento que chegaram a 90 km/h em alguns pontos. A previsão indica que o frio deve persistir ao menos até o domingo, afetando também estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul.
O avanço da frente fria foi sentido inicialmente no Sul, onde cidades como Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul, experimentaram o auge do resfriamento. Termômetros despencaram, e a sensação térmica em áreas abertas foi ainda mais rigorosa devido aos ventos fortes. Em Porto Alegre, a temperatura máxima não ultrapassou os 15ºC, um marco para o período, enquanto Florianópolis e Curitiba também anotaram mínimas históricas para 2025. Autoridades locais alertaram para o risco de alagamentos e quedas de árvores, especialmente em zonas urbanas mais vulneráveis.
Além do Sul, a onda polar alcançou o Sudeste e o Centro-Oeste, com destaque para São Paulo, onde a capital paulista pode bater seu próprio recorde de frio do ano no domingo. A expectativa é de mínimas em torno de 15ºC, superando os 16,2ºC registrados em janeiro. Chuvas volumosas acompanham a queda térmica, com acumulados previstos de até 90 milímetros em 48 horas, valor superior à média histórica de abril, que é de 87 milímetros. A combinação de frio, chuva e ventos intensos exige atenção redobrada da população.
Impactos imediatos nas capitais do Sul
A chegada da massa polar pegou muitos moradores desprevenidos, especialmente no Sul, onde o calor predominava até poucos dias atrás. Em Porto Alegre, a mínima atingiu 12ºC na madrugada de sábado, com a máxima ficando abaixo dos 15ºC durante o dia. Florianópolis registrou 15ºC como mínima, enquanto Curitiba marcou 13ºC, números que consolidaram novos recordes anuais nas três capitais. O frio intenso foi acompanhado por nebulosidade densa e chuviscos persistentes, alterando a rotina nas cidades.
No interior do Rio Grande do Sul, o destaque foi Pinheiro Machado, que alcançou -1ºC, a primeira temperatura negativa de 2025 no Brasil. Outras cidades, como Bagé e Pelotas, também registraram valores abaixo de zero, com -0,5ºC e -1,1ºC, respectivamente. A queda brusca nas temperaturas trouxe um cenário atípico para abril, mês geralmente marcado por transições mais suaves entre o verão e o inverno.
O impacto não se limitou ao termômetro. Fortes ventos, com rajadas entre 70 e 90 km/h, foram relatados em diversas áreas, aumentando a sensação de frio e causando transtornos como quedas de energia em bairros residenciais. Em Santa Catarina e no Paraná, a chuva intensa agravou a situação, com risco de deslizamentos em regiões serranas.
- Porto Alegre: mínima de 12ºC e máxima de 15ºC, recorde de frio do ano.
- Florianópolis: mínima de 15ºC, menor marca registrada em 2025 até agora.
- Curitiba: mínima de 13ºC, superando o recorde anterior do ano.
- Pinheiro Machado: -1ºC, primeira temperatura negativa nacional em 2025.
Frio se espalha pelo Sudeste e Centro-Oeste
Enquanto o Sul enfrentava o ápice da onda polar, o frio começou a avançar para outras regiões. Em São Paulo, a capital sentiu os primeiros efeitos na sexta-feira, com chuvas que se intensificaram ao longo do dia. A previsão para o fim de semana aponta uma queda significativa nas temperaturas, com mínimas esperadas de 15ºC no domingo, o que pode estabelecer um novo recorde para o ano. O acumulado de chuva previsto, de 90 milímetros em 48 horas, supera a média mensal e preocupa autoridades devido ao potencial de alagamentos.
Mato Grosso do Sul também está na rota do resfriamento. Campo Grande deve registrar mínimas próximas de 14ºC, um alívio bem-vindo após semanas de calor intenso. No interior do estado, cidades como Ponta Porã e Dourados podem ter temperaturas ainda mais baixas, próximas de 12ºC, acompanhadas de ventos moderados. A massa de ar frio, embora menos intensa que no Sul, muda o padrão climático da região, trazendo um contraste marcante com os dias anteriores.
No Sudeste, além de São Paulo, cidades como Belo Horizonte e Rio de Janeiro sentirão uma leve queda nas temperaturas, mas sem a mesma intensidade das capitais do Sul. Em Minas Gerais, o noroeste do estado pode registrar mínimas de 17ºC, enquanto no Rio os termômetros devem ficar acima dos 20ºC. A influência da frente fria é mais notável em áreas de maior altitude, como as serras paulista e fluminense.
Como a onda polar surpreendeu o Brasil
A intensidade da massa de ar frio que atravessa o país neste início de abril chama atenção por sua força fora de época. Originada na Antártida, ela ganhou impulso ao cruzar o oceano e atingir o continente sul-americano, alcançando o Brasil com potência rara para o outono. Especialistas apontam que o fenômeno é resultado de um sistema de alta pressão que empurrou o ar gelado para o norte, afetando áreas que normalmente não experimentam temperaturas tão baixas nesta época.
No Sul, o contraste foi ainda mais evidente. Apenas uma semana antes, cidades como Porto Alegre enfrentavam máximas próximas de 30ºC, típicas do fim do verão. A transição abrupta para mínimas abaixo de 15ºC pegou muitos de surpresa, exigindo adaptações rápidas. Em Santa Catarina, a chuva persistente desde a sexta-feira contribuiu para o resfriamento, enquanto no Paraná os ventos intensos amplificaram a sensação térmica negativa.
A primeira temperatura negativa do ano, registrada em Pinheiro Machado, simboliza a força do evento climático. O valor de -1ºC, embora não seja extremo em comparação com os invernos rigorosos do Sul, é significativo por ocorrer tão cedo. Em anos anteriores, temperaturas negativas eram mais comuns entre junho e agosto, o que torna o registro de abril um marco para 2025.
Efeitos nas cidades e recomendações à população
O impacto da onda polar vai além das temperaturas baixas. Em São Paulo, a combinação de chuva intensa e ventos fortes eleva o risco de transtornos urbanos. Na sexta-feira, a capital já registrava pontos de alagamento, e a previsão de 90 milímetros de precipitação até domingo mantém as autoridades em alerta. Bairros da zona sul e leste, historicamente vulneráveis, são os mais preocupados.
No Sul, o frio intenso exige cuidados extras com a população em situação de rua. Em Porto Alegre, a prefeitura ampliou os abrigos temporários, enquanto em Curitiba e Florianópolis campanhas de doação de agasalhos ganharam força. A queda nas temperaturas também afeta a agricultura, especialmente em áreas de cultivo de milho e soja, onde o frio fora de época pode prejudicar as safras.
Para enfrentar o clima adverso, algumas medidas práticas foram destacadas:
- Manter-se hidratado, mesmo com o frio, para evitar desconfortos.
- Usar roupas adequadas, como casacos e botas, em áreas expostas ao vento.
- Evitar atividades ao ar livre durante os horários de pico das rajadas, entre o meio-dia e o fim da tarde.
- Verificar telhados e calhas para prevenir danos causados pela chuva.
Previsão para os próximos dias
O frio polar deve se manter firme até o domingo, com uma leve melhora a partir da segunda-feira. No Sul, as mínimas podem cair ainda mais na madrugada de sábado para domingo, especialmente em áreas serranas, onde há possibilidade de geada. Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba devem registrar temperaturas entre 12ºC e 15ºC, com máximas subindo lentamente para os 20ºC no início da semana.
Em São Paulo, o domingo será o dia mais frio, com mínimas de 15ºC e sensação térmica reduzida pelos ventos. A chuva deve diminuir de intensidade, mas o céu nublado manterá o clima úmido. Já em Mato Grosso do Sul, Campo Grande terá um fim de semana de temperaturas amenas, com mínimas de 14ºC e máximas próximas de 22ºC, sem previsão de precipitação significativa.
No Norte e Nordeste, o impacto da frente fria é mínimo. Capitais como Manaus e Salvador seguem com temperaturas altas, acima dos 30ºC, acompanhadas de pancadas de chuva típicas da estação. A onda polar, concentrada no centro-sul, não altera o padrão climático dessas regiões.
Regiões mais afetadas pelo frio intenso
A massa de ar polar atinge seu pico de influência no Sul, mas seus efeitos se espalham por uma área extensa. No Rio Grande do Sul, cidades como Bagé, Pelotas e Santana do Livramento registraram temperaturas negativas ou próximas de zero, um cenário raro para abril. Em Santa Catarina, o planalto serrano sentiu mínimas de 5ºC, enquanto no Paraná o oeste do estado teve valores entre 10ºC e 12ºC.
São Paulo destaca-se no Sudeste como o estado mais impactado. Além da capital, cidades do interior, como Sorocaba e Campinas, devem registrar mínimas de 13ºC a 15ºC no fim de semana. No litoral, Santos e Guarujá enfrentam chuvas intensas, com acumulados que podem chegar a 70 milímetros até domingo. Em Mato Grosso do Sul, o sul e o leste do estado são os mais afetados, com temperaturas caindo para 12ºC em áreas rurais.
A intensidade do frio varia conforme a altitude e a proximidade do mar. Regiões elevadas, como a Serra Gaúcha e a Serra Catarinense, amplificam o resfriamento, enquanto áreas costeiras têm o impacto suavizado pela umidade. Ainda assim, o evento climático marca um início de outono memorável no centro-sul do país.
Calendário climático para o fim de semana
O cronograma do frio polar segue um padrão claro nos próximos dias:
- Sábado, 5 de abril: pico do frio no Sul, com mínimas negativas em algumas cidades e ventos fortes; chuva intensa em São Paulo e Mato Grosso do Sul.
- Domingo, 6 de abril: temperaturas mais baixas em São Paulo, com possível recorde anual; alívio gradual no Sul, mas ainda com mínimas frias.
- Segunda-feira, 7 de abril: início da elevação das temperaturas no centro-sul, com máximas voltando aos 20ºC em Porto Alegre e São Paulo.
Curiosidades sobre o frio de abril
O evento climático traz alguns fatos interessantes para o centro-sul do Brasil. A temperatura negativa de -1ºC em Pinheiro Machado é a primeira registrada em 2025, mas não se compara aos recordes históricos do país. Em julho de 2013, por exemplo, Urubici, em Santa Catarina, marcou -7,8ºC, uma das menores temperaturas já vistas no Brasil. Mesmo assim, o frio atual impressiona por sua precocidade.
Outro ponto notável é o volume de chuva em São Paulo. Os 90 milímetros previstos em 48 horas representam mais de 100% da média de abril, algo raro para o mês. No Sul, os ventos de até 90 km/h lembram tempestades típicas do inverno, reforçando a excepcionalidade do fenômeno. Esses registros entram para os anais climáticos como um marco do outono de 2025.
Preparativos e adaptações nas cidades
Diante do frio e das chuvas, as cidades afetadas intensificam medidas de prevenção. Em São Paulo, equipes da prefeitura monitoram áreas de risco, como encostas e margens de rios, para evitar deslizamentos. Na capital paulista, os termômetros marcavam 18ºC na tarde de sexta-feira, mas a queda prevista para o fim de semana mobiliza serviços de emergência.
No Sul, o foco está na proteção da população vulnerável. Porto Alegre ampliou a capacidade de acolhimento em abrigos, enquanto Florianópolis distribui cobertores em comunidades carentes. Em Curitiba, o transporte público opera com ajustes para atender a demanda de quem busca evitar a exposição ao clima adverso. Nas áreas rurais, agricultores acompanham de perto os efeitos do frio nas plantações, especialmente nas culturas sensíveis às baixas temperaturas.
A onda polar também influencia o consumo de energia. Com o uso crescente de aquecedores e banhos quentes, concessionárias registram picos de demanda em cidades como São Paulo e Porto Alegre. Apesar disso, não há alertas de sobrecarga no sistema até o momento, graças às temperaturas ainda moderadas em comparação com o inverno.
Diferenças regionais no impacto da frente fria
Enquanto o centro-sul enfrenta o frio intenso, o Norte e o Nordeste mantêm o calor característico da estação. Em Manaus, as máximas chegam a 32ºC, com chuvas esparsas que não alteram a sensação térmica elevada. Salvador registra 30ºC, com umidade alta e pancadas à tarde, um padrão típico do clima tropical.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul é a exceção, com Campo Grande e Dourados sob influência da massa polar. Já Goiânia e Brasília seguem com temperaturas acima dos 25ºC, sem sinais do resfriamento que atinge o sul do estado vizinho. Essa disparidade reflete a extensão territorial do Brasil e a diversidade de seus climas, mesmo diante de um evento atmosférico de grande escala.
No Sudeste, o contraste também é evidente. Enquanto São Paulo enfrenta chuva e frio, o Rio de Janeiro mantém mínimas de 20ºC, com céu parcialmente nublado. Belo Horizonte, por sua vez, registra uma queda suave, com termômetros oscilando entre 17ºC e 25ºC. A onda polar, portanto, desenha um mapa climático variado, com impactos mais severos concentrados no eixo Sul-Sudeste.
Perspectivas para o restante do outono
O frio intenso de abril não indica necessariamente um outono rigoroso pela frente. A massa polar atual é um evento isolado, impulsionado por condições específicas no Atlântico Sul. Para as próximas semanas, a tendência é de retorno às temperaturas típicas do período, com máximas entre 25ºC e 30ºC no centro-sul. No entanto, frentes frias menores podem ocorrer, especialmente em maio, quando o inverno começa a se aproximar.
Em São Paulo, a chuva deve dar uma trégua a partir de segunda-feira, mas a umidade elevada pode manter a sensação de frio por mais alguns dias. No Sul, o clima seco e ensolarado deve predominar na próxima semana, com mínimas subindo gradualmente para os 15ºC. Mato Grosso do Sul seguirá um padrão semelhante, com tardes mais quentes e noites amenas.
A agricultura, um dos setores mais sensíveis às mudanças climáticas, acompanha de perto essas oscilações. No Rio Grande do Sul, o frio precoce não deve causar danos significativos às safras de inverno, como trigo, mas pode atrasar o plantio em algumas áreas. Em São Paulo, o excesso de chuva beneficia reservatórios, mas preocupa produtores de hortaliças em regiões baixas.

Uma massa de ar frio de origem polar transformou o clima no centro-sul do Brasil neste sábado, 5 de abril, trazendo temperaturas excepcionalmente baixas para o início do outono. Capitais como Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba registraram novos recordes de frio para o ano, enquanto o Sul do país anotou a primeira temperatura negativa de 2025, marcando -1ºC em áreas do Rio Grande do Sul. O fenômeno, que começou a se intensificar na sexta-feira, trouxe alívio ao calor persistente que dominava a região, mas também surpreendeu moradores com chuvas intensas e rajadas de vento que chegaram a 90 km/h em alguns pontos. A previsão indica que o frio deve persistir ao menos até o domingo, afetando também estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul.
O avanço da frente fria foi sentido inicialmente no Sul, onde cidades como Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul, experimentaram o auge do resfriamento. Termômetros despencaram, e a sensação térmica em áreas abertas foi ainda mais rigorosa devido aos ventos fortes. Em Porto Alegre, a temperatura máxima não ultrapassou os 15ºC, um marco para o período, enquanto Florianópolis e Curitiba também anotaram mínimas históricas para 2025. Autoridades locais alertaram para o risco de alagamentos e quedas de árvores, especialmente em zonas urbanas mais vulneráveis.
Além do Sul, a onda polar alcançou o Sudeste e o Centro-Oeste, com destaque para São Paulo, onde a capital paulista pode bater seu próprio recorde de frio do ano no domingo. A expectativa é de mínimas em torno de 15ºC, superando os 16,2ºC registrados em janeiro. Chuvas volumosas acompanham a queda térmica, com acumulados previstos de até 90 milímetros em 48 horas, valor superior à média histórica de abril, que é de 87 milímetros. A combinação de frio, chuva e ventos intensos exige atenção redobrada da população.
Impactos imediatos nas capitais do Sul
A chegada da massa polar pegou muitos moradores desprevenidos, especialmente no Sul, onde o calor predominava até poucos dias atrás. Em Porto Alegre, a mínima atingiu 12ºC na madrugada de sábado, com a máxima ficando abaixo dos 15ºC durante o dia. Florianópolis registrou 15ºC como mínima, enquanto Curitiba marcou 13ºC, números que consolidaram novos recordes anuais nas três capitais. O frio intenso foi acompanhado por nebulosidade densa e chuviscos persistentes, alterando a rotina nas cidades.
No interior do Rio Grande do Sul, o destaque foi Pinheiro Machado, que alcançou -1ºC, a primeira temperatura negativa de 2025 no Brasil. Outras cidades, como Bagé e Pelotas, também registraram valores abaixo de zero, com -0,5ºC e -1,1ºC, respectivamente. A queda brusca nas temperaturas trouxe um cenário atípico para abril, mês geralmente marcado por transições mais suaves entre o verão e o inverno.
O impacto não se limitou ao termômetro. Fortes ventos, com rajadas entre 70 e 90 km/h, foram relatados em diversas áreas, aumentando a sensação de frio e causando transtornos como quedas de energia em bairros residenciais. Em Santa Catarina e no Paraná, a chuva intensa agravou a situação, com risco de deslizamentos em regiões serranas.
- Porto Alegre: mínima de 12ºC e máxima de 15ºC, recorde de frio do ano.
- Florianópolis: mínima de 15ºC, menor marca registrada em 2025 até agora.
- Curitiba: mínima de 13ºC, superando o recorde anterior do ano.
- Pinheiro Machado: -1ºC, primeira temperatura negativa nacional em 2025.
Frio se espalha pelo Sudeste e Centro-Oeste
Enquanto o Sul enfrentava o ápice da onda polar, o frio começou a avançar para outras regiões. Em São Paulo, a capital sentiu os primeiros efeitos na sexta-feira, com chuvas que se intensificaram ao longo do dia. A previsão para o fim de semana aponta uma queda significativa nas temperaturas, com mínimas esperadas de 15ºC no domingo, o que pode estabelecer um novo recorde para o ano. O acumulado de chuva previsto, de 90 milímetros em 48 horas, supera a média mensal e preocupa autoridades devido ao potencial de alagamentos.
Mato Grosso do Sul também está na rota do resfriamento. Campo Grande deve registrar mínimas próximas de 14ºC, um alívio bem-vindo após semanas de calor intenso. No interior do estado, cidades como Ponta Porã e Dourados podem ter temperaturas ainda mais baixas, próximas de 12ºC, acompanhadas de ventos moderados. A massa de ar frio, embora menos intensa que no Sul, muda o padrão climático da região, trazendo um contraste marcante com os dias anteriores.
No Sudeste, além de São Paulo, cidades como Belo Horizonte e Rio de Janeiro sentirão uma leve queda nas temperaturas, mas sem a mesma intensidade das capitais do Sul. Em Minas Gerais, o noroeste do estado pode registrar mínimas de 17ºC, enquanto no Rio os termômetros devem ficar acima dos 20ºC. A influência da frente fria é mais notável em áreas de maior altitude, como as serras paulista e fluminense.
Como a onda polar surpreendeu o Brasil
A intensidade da massa de ar frio que atravessa o país neste início de abril chama atenção por sua força fora de época. Originada na Antártida, ela ganhou impulso ao cruzar o oceano e atingir o continente sul-americano, alcançando o Brasil com potência rara para o outono. Especialistas apontam que o fenômeno é resultado de um sistema de alta pressão que empurrou o ar gelado para o norte, afetando áreas que normalmente não experimentam temperaturas tão baixas nesta época.
No Sul, o contraste foi ainda mais evidente. Apenas uma semana antes, cidades como Porto Alegre enfrentavam máximas próximas de 30ºC, típicas do fim do verão. A transição abrupta para mínimas abaixo de 15ºC pegou muitos de surpresa, exigindo adaptações rápidas. Em Santa Catarina, a chuva persistente desde a sexta-feira contribuiu para o resfriamento, enquanto no Paraná os ventos intensos amplificaram a sensação térmica negativa.
A primeira temperatura negativa do ano, registrada em Pinheiro Machado, simboliza a força do evento climático. O valor de -1ºC, embora não seja extremo em comparação com os invernos rigorosos do Sul, é significativo por ocorrer tão cedo. Em anos anteriores, temperaturas negativas eram mais comuns entre junho e agosto, o que torna o registro de abril um marco para 2025.
Efeitos nas cidades e recomendações à população
O impacto da onda polar vai além das temperaturas baixas. Em São Paulo, a combinação de chuva intensa e ventos fortes eleva o risco de transtornos urbanos. Na sexta-feira, a capital já registrava pontos de alagamento, e a previsão de 90 milímetros de precipitação até domingo mantém as autoridades em alerta. Bairros da zona sul e leste, historicamente vulneráveis, são os mais preocupados.
No Sul, o frio intenso exige cuidados extras com a população em situação de rua. Em Porto Alegre, a prefeitura ampliou os abrigos temporários, enquanto em Curitiba e Florianópolis campanhas de doação de agasalhos ganharam força. A queda nas temperaturas também afeta a agricultura, especialmente em áreas de cultivo de milho e soja, onde o frio fora de época pode prejudicar as safras.
Para enfrentar o clima adverso, algumas medidas práticas foram destacadas:
- Manter-se hidratado, mesmo com o frio, para evitar desconfortos.
- Usar roupas adequadas, como casacos e botas, em áreas expostas ao vento.
- Evitar atividades ao ar livre durante os horários de pico das rajadas, entre o meio-dia e o fim da tarde.
- Verificar telhados e calhas para prevenir danos causados pela chuva.
Previsão para os próximos dias
O frio polar deve se manter firme até o domingo, com uma leve melhora a partir da segunda-feira. No Sul, as mínimas podem cair ainda mais na madrugada de sábado para domingo, especialmente em áreas serranas, onde há possibilidade de geada. Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba devem registrar temperaturas entre 12ºC e 15ºC, com máximas subindo lentamente para os 20ºC no início da semana.
Em São Paulo, o domingo será o dia mais frio, com mínimas de 15ºC e sensação térmica reduzida pelos ventos. A chuva deve diminuir de intensidade, mas o céu nublado manterá o clima úmido. Já em Mato Grosso do Sul, Campo Grande terá um fim de semana de temperaturas amenas, com mínimas de 14ºC e máximas próximas de 22ºC, sem previsão de precipitação significativa.
No Norte e Nordeste, o impacto da frente fria é mínimo. Capitais como Manaus e Salvador seguem com temperaturas altas, acima dos 30ºC, acompanhadas de pancadas de chuva típicas da estação. A onda polar, concentrada no centro-sul, não altera o padrão climático dessas regiões.
Regiões mais afetadas pelo frio intenso
A massa de ar polar atinge seu pico de influência no Sul, mas seus efeitos se espalham por uma área extensa. No Rio Grande do Sul, cidades como Bagé, Pelotas e Santana do Livramento registraram temperaturas negativas ou próximas de zero, um cenário raro para abril. Em Santa Catarina, o planalto serrano sentiu mínimas de 5ºC, enquanto no Paraná o oeste do estado teve valores entre 10ºC e 12ºC.
São Paulo destaca-se no Sudeste como o estado mais impactado. Além da capital, cidades do interior, como Sorocaba e Campinas, devem registrar mínimas de 13ºC a 15ºC no fim de semana. No litoral, Santos e Guarujá enfrentam chuvas intensas, com acumulados que podem chegar a 70 milímetros até domingo. Em Mato Grosso do Sul, o sul e o leste do estado são os mais afetados, com temperaturas caindo para 12ºC em áreas rurais.
A intensidade do frio varia conforme a altitude e a proximidade do mar. Regiões elevadas, como a Serra Gaúcha e a Serra Catarinense, amplificam o resfriamento, enquanto áreas costeiras têm o impacto suavizado pela umidade. Ainda assim, o evento climático marca um início de outono memorável no centro-sul do país.
Calendário climático para o fim de semana
O cronograma do frio polar segue um padrão claro nos próximos dias:
- Sábado, 5 de abril: pico do frio no Sul, com mínimas negativas em algumas cidades e ventos fortes; chuva intensa em São Paulo e Mato Grosso do Sul.
- Domingo, 6 de abril: temperaturas mais baixas em São Paulo, com possível recorde anual; alívio gradual no Sul, mas ainda com mínimas frias.
- Segunda-feira, 7 de abril: início da elevação das temperaturas no centro-sul, com máximas voltando aos 20ºC em Porto Alegre e São Paulo.
Curiosidades sobre o frio de abril
O evento climático traz alguns fatos interessantes para o centro-sul do Brasil. A temperatura negativa de -1ºC em Pinheiro Machado é a primeira registrada em 2025, mas não se compara aos recordes históricos do país. Em julho de 2013, por exemplo, Urubici, em Santa Catarina, marcou -7,8ºC, uma das menores temperaturas já vistas no Brasil. Mesmo assim, o frio atual impressiona por sua precocidade.
Outro ponto notável é o volume de chuva em São Paulo. Os 90 milímetros previstos em 48 horas representam mais de 100% da média de abril, algo raro para o mês. No Sul, os ventos de até 90 km/h lembram tempestades típicas do inverno, reforçando a excepcionalidade do fenômeno. Esses registros entram para os anais climáticos como um marco do outono de 2025.
Preparativos e adaptações nas cidades
Diante do frio e das chuvas, as cidades afetadas intensificam medidas de prevenção. Em São Paulo, equipes da prefeitura monitoram áreas de risco, como encostas e margens de rios, para evitar deslizamentos. Na capital paulista, os termômetros marcavam 18ºC na tarde de sexta-feira, mas a queda prevista para o fim de semana mobiliza serviços de emergência.
No Sul, o foco está na proteção da população vulnerável. Porto Alegre ampliou a capacidade de acolhimento em abrigos, enquanto Florianópolis distribui cobertores em comunidades carentes. Em Curitiba, o transporte público opera com ajustes para atender a demanda de quem busca evitar a exposição ao clima adverso. Nas áreas rurais, agricultores acompanham de perto os efeitos do frio nas plantações, especialmente nas culturas sensíveis às baixas temperaturas.
A onda polar também influencia o consumo de energia. Com o uso crescente de aquecedores e banhos quentes, concessionárias registram picos de demanda em cidades como São Paulo e Porto Alegre. Apesar disso, não há alertas de sobrecarga no sistema até o momento, graças às temperaturas ainda moderadas em comparação com o inverno.
Diferenças regionais no impacto da frente fria
Enquanto o centro-sul enfrenta o frio intenso, o Norte e o Nordeste mantêm o calor característico da estação. Em Manaus, as máximas chegam a 32ºC, com chuvas esparsas que não alteram a sensação térmica elevada. Salvador registra 30ºC, com umidade alta e pancadas à tarde, um padrão típico do clima tropical.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul é a exceção, com Campo Grande e Dourados sob influência da massa polar. Já Goiânia e Brasília seguem com temperaturas acima dos 25ºC, sem sinais do resfriamento que atinge o sul do estado vizinho. Essa disparidade reflete a extensão territorial do Brasil e a diversidade de seus climas, mesmo diante de um evento atmosférico de grande escala.
No Sudeste, o contraste também é evidente. Enquanto São Paulo enfrenta chuva e frio, o Rio de Janeiro mantém mínimas de 20ºC, com céu parcialmente nublado. Belo Horizonte, por sua vez, registra uma queda suave, com termômetros oscilando entre 17ºC e 25ºC. A onda polar, portanto, desenha um mapa climático variado, com impactos mais severos concentrados no eixo Sul-Sudeste.
Perspectivas para o restante do outono
O frio intenso de abril não indica necessariamente um outono rigoroso pela frente. A massa polar atual é um evento isolado, impulsionado por condições específicas no Atlântico Sul. Para as próximas semanas, a tendência é de retorno às temperaturas típicas do período, com máximas entre 25ºC e 30ºC no centro-sul. No entanto, frentes frias menores podem ocorrer, especialmente em maio, quando o inverno começa a se aproximar.
Em São Paulo, a chuva deve dar uma trégua a partir de segunda-feira, mas a umidade elevada pode manter a sensação de frio por mais alguns dias. No Sul, o clima seco e ensolarado deve predominar na próxima semana, com mínimas subindo gradualmente para os 15ºC. Mato Grosso do Sul seguirá um padrão semelhante, com tardes mais quentes e noites amenas.
A agricultura, um dos setores mais sensíveis às mudanças climáticas, acompanha de perto essas oscilações. No Rio Grande do Sul, o frio precoce não deve causar danos significativos às safras de inverno, como trigo, mas pode atrasar o plantio em algumas áreas. Em São Paulo, o excesso de chuva beneficia reservatórios, mas preocupa produtores de hortaliças em regiões baixas.
