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6 Apr 2025, Sun

Servidores do Executivo cobram equiparação de benefícios e auxílio-nutrição em 2025

Dinheiro Pagamento -


A mobilização dos servidores públicos federais do Poder Executivo intensificou-se em 2025, com a categoria pressionando o governo por mudanças significativas em benefícios e condições de trabalho. Mais de 1,2 milhão de pessoas, entre ativos, aposentados e pensionistas, estão envolvidas nesse movimento, que busca equiparar os auxílios pagos aos trabalhadores do Executivo aos valores praticados no Legislativo e no Judiciário. A criação de um auxílio-nutrição para os inativos também entrou na pauta como uma demanda prioritária, refletindo a luta por maior valorização e justiça dentro do serviço público. As negociações, conduzidas pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e pela Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), prometem ser um dos temas centrais do ano.

A insatisfação da categoria tem raízes em anos de disparidades. O auxílio-alimentação, por exemplo, foi elevado de R$ 458 para R$ 1.000 no Executivo desde 2023, um aumento de 118%, mas ainda está distante dos R$ 1.784,42 pagos no Judiciário e no Senado. Esse desequilíbrio é visto como uma desigualdade que precisa ser corrigida, especialmente porque o Executivo abrange um contingente muito maior de servidores. Além disso, o reajuste salarial de 9% em 2023 e os ajustes em benefícios como auxílio-creche e planos de saúde em 2024 trouxeram avanços, mas não atenderam plenamente às expectativas de quem cobra um ritmo mais acelerado nas mudanças.

Para os sindicatos, a equiparação não é apenas uma questão financeira, mas um reconhecimento do papel essencial dos servidores na máquina pública. Em fevereiro, a primeira reunião da MNNP deste ano deu o tom das discussões, com a bancada sindical apresentando formalmente suas reivindicações. O governo, por sua vez, destaca os R$ 16,2 bilhões investidos em reestruturações salariais em 2025, resultado de acordos com 38 categorias ao longo de 2024. Apesar disso, a pressão por respostas concretas cresce, e a mobilização da categoria pode ganhar força caso os pleitos não avancem.

Equiparação de benefícios em foco

A diferença nos benefícios pagos pelos Três Poderes tornou-se o principal ponto de tensão nas negociações. No Executivo, o auxílio-alimentação alcançou R$ 1.000 em 2024, após um incremento de 52% em relação aos R$ 658 anteriores. Já no Judiciário e no Senado, o valor é de R$ 1.784,42, e a Câmara dos Deputados deve seguir o mesmo patamar em breve. Essa disparidade, que chega a quase 80% a mais em outros poderes, é um dos argumentos centrais dos servidores para exigir equiparação imediata.

Outro benefício na mira é o auxílio-creche, que subiu 51% em 2024, passando de R$ 321 para R$ 484,90 no Executivo. Apesar do aumento, o montante segue bem abaixo dos valores pagos no Legislativo e no Judiciário, onde frequentemente ultrapassa R$ 1.000. A contrapartida dos planos de saúde também reflete essa defasagem: ajustada de R$ 144 para R$ 215 no último ano, ela beneficia 876 mil pessoas, mas não acompanha os padrões mais generosos dos outros poderes. Para os servidores, alinhar esses valores é essencial para reduzir desigualdades internas no funcionalismo.

A proposta de um auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas adiciona urgência à pauta. Cerca de 600 mil inativos, que não têm acesso aos auxílios voltados para os ativos, enfrentam custos crescentes com alimentação e saúde. A medida, ainda sem valor definido, é defendida como uma forma de aliviar essa pressão, mas o governo analisa cuidadosamente seu impacto no orçamento. A bancada sindical insiste que a criação desse benefício é inegociável e deve ser implementada ainda em 2025.

Histórico de conquistas e desafios

Nos últimos anos, as negociações entre servidores e governo passaram por momentos de avanço e frustração. Em 2023, a reabertura da MNNP, após anos de suspensão, trouxe um reajuste linear de 9% e um incremento de R$ 200 no auxílio-alimentação, custando R$ 12 bilhões aos cofres públicos. Foi um marco após um longo período de congelamento salarial, mas os sindicatos estimam que as perdas inflacionárias desde 2010 superam 53%, o que torna os ganhos insuficientes na visão da categoria.

Já em 2024, a proposta de reajuste salarial de apenas 1% gerou forte rejeição. Com um impacto de R$ 1,5 bilhão no orçamento, a oferta foi considerada irrisória diante das demandas por recomposição. O foco, então, voltou-se para os benefícios, resultando em aumentos como os 52% no auxílio-alimentação e ajustes no auxílio-creche e nos planos de saúde. Mesmo assim, a ausência de um reajuste salarial mais robusto deixou os servidores insatisfeitos, levando a uma mudança de estratégia em 2025, com ênfase na equiparação e no auxílio-nutrição.

O governo argumenta que os ajustes respeitam o arcabouço fiscal, mantendo as despesas com pessoal em cerca de 2,6% do PIB. José Lopes Feijóo, secretário de Relações de Trabalho do MGI, reforça que as respostas serão graduais, mas os sindicatos cobram mais agilidade. A mobilização, que já incluiu paralisações em anos anteriores, pode ser retomada se as negociações não evoluírem, especialmente entre os aposentados, que se sentem excluídos das conquistas recentes.

Principais reivindicações em detalhes

As demandas dos servidores são amplas e bem definidas. A equiparação do auxílio-alimentação ao patamar de R$ 1.784,42 do Judiciário encabeça a lista, beneficiando diretamente os 600 mil ativos do Executivo. O aumento do auxílio-creche para valores próximos aos de outros poderes é outra prioridade, atendendo cerca de 61 mil servidores com filhos pequenos. A contrapartida dos planos de saúde, atualmente em R$ 215, também precisa de um ajuste mais significativo para cobrir os custos médicos, que afetam 876 mil pessoas, incluindo dependentes.

A criação do auxílio-nutrição surge como uma resposta às necessidades dos aposentados e pensionistas, que representam metade do total de 1,2 milhão de servidores federais. Sem acesso aos benefícios dos ativos, esses trabalhadores enfrentam dificuldades financeiras agravadas pela inflação. A proposta ainda está em estudo, mas os sindicatos pressionam por uma definição rápida, argumentando que o benefício é uma questão de justiça social para quem dedicou décadas ao serviço público.

  • Equiparação do auxílio-alimentação a R$ 1.784,42
  • Aumento do auxílio-creche para padrões do Legislativo e Judiciário
  • Elevação da contrapartida dos planos de saúde
  • Implementação do auxílio-nutrição para inativos

Calendário de negociações para 2025

Em 20 de fevereiro, a MNNP realizou sua primeira reunião do ano, iniciando um ciclo de encontros trimestrais. O cronograma prevê pelo menos três reuniões adicionais até dezembro, com datas a serem confirmadas. Além dos benefícios, temas como saúde no trabalho e combate ao assédio no serviço público estão na pauta. O MGI enviou uma proposta inicial às entidades sindicais, que responderam com suas reivindicações, dando início a um diálogo que promete ser intenso.

Brasilia
Brasilia – Foto: jesper Sohof / Shutterstock.com

Para agilizar as discussões, 17 grupos de trabalho temporários foram criados, focando em questões específicas de cada carreira, como progressões funcionais e reestruturações salariais. Esses grupos devem apresentar resultados ao longo do ano, influenciando as decisões finais. Os servidores veem o calendário como uma chance de manter a pressão, enquanto o governo busca equilibrar as demandas com as restrições fiscais, um desafio que definirá o rumo das negociações.

Mobilização sindical aumenta a pressão

Entidades como a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonasefe) têm liderado a articulação da categoria. Com até 20 representantes na MNNP, a bancada sindical protocolou formalmente as demandas, reforçando a luta por equiparação e auxílio-nutrição. A mobilização vai além das reuniões, com líderes sinalizando que paralisações podem ocorrer se o governo não avançar nas propostas.

Os aposentados, em particular, estão no centro dessa pressão. Sem benefícios como alimentação e creche, eles dependem exclusivamente de suas aposentadorias, que muitas vezes não acompanham o custo de vida. O auxílio-nutrição é visto como uma forma de incluir esses trabalhadores no processo de valorização, mas sua implementação depende de negociações que avancem rapidamente. A categoria acompanha cada passo do MGI, na expectativa de resultados concretos ainda este ano.

Disparidades entre os poderes em números

A desigualdade nos benefícios entre os Três Poderes é evidente nos valores praticados. No Executivo, o auxílio-alimentação de R$ 1.000 é quase 80% inferior aos R$ 1.784,42 do Judiciário e do Senado. O auxílio-creche, ajustado para R$ 484,90, também fica atrás dos padrões do Legislativo, enquanto a contrapartida dos planos de saúde, em R$ 215, não reflete os custos reais enfrentados pelos servidores. Essas diferenças alimentam o debate sobre justiça no serviço público.

O Executivo, com 1,2 milhão de servidores, enfrenta um desafio maior que os outros poderes, que têm contingentes menores e mais autonomia orçamentária. No Legislativo, por exemplo, os benefícios são ajustados com mais facilidade, enquanto o Judiciário mantém valores elevados há anos. Para os servidores, essa disparidade é injustificável, especialmente considerando o papel do Executivo na execução das políticas públicas que sustentam o país.

Avanços recentes e o que ainda falta

Desde 2016, o auxílio-alimentação do Executivo saltou de R$ 458 para R$ 1.000, um aumento de 118%. O auxílio-creche passou de R$ 321 para R$ 484,90, beneficiando 61 mil servidores, enquanto a contrapartida dos planos de saúde subiu de R$ 144 para R$ 215, alcançando 876 mil pessoas. Esses ganhos representam um esforço significativo, mas os valores ainda estão aquém dos praticados nos outros poderes, onde os auxílios frequentemente superam R$ 1.000.

A proposta do auxílio-nutrição, ainda em análise, poderia beneficiar centenas de milhares de aposentados e pensionistas. Seu custo estimado é um obstáculo, mas os sindicatos argumentam que o investimento é necessário para corrigir desigualdades históricas. O governo prevê um impacto de R$ 8 bilhões em 2026 com a segunda parcela das reestruturações salariais, mas os servidores cobram ações imediatas para 2025, na esperança de alcançar a equiparação plena.

Curiosidades sobre os benefícios no serviço público

Os benefícios pagos aos servidores federais variam não apenas entre os poderes, mas também ao longo do tempo. Veja alguns dados que destacam essa evolução:

  • O auxílio-alimentação do Executivo era de R$ 458 em 2016, enquanto no Judiciário já ultrapassava R$ 1.000 na mesma época.
  • O reajuste de 9% em 2023 foi o primeiro aumento linear em quase uma década para os servidores do Executivo.
  • A contrapartida dos planos de saúde, hoje em R$ 215, é um dos menores valores entre os Três Poderes, apesar de atender a um número maior de beneficiários.
  • O auxílio-nutrição, se implementado, será o primeiro benefício exclusivo para aposentados e pensionistas em anos.



A mobilização dos servidores públicos federais do Poder Executivo intensificou-se em 2025, com a categoria pressionando o governo por mudanças significativas em benefícios e condições de trabalho. Mais de 1,2 milhão de pessoas, entre ativos, aposentados e pensionistas, estão envolvidas nesse movimento, que busca equiparar os auxílios pagos aos trabalhadores do Executivo aos valores praticados no Legislativo e no Judiciário. A criação de um auxílio-nutrição para os inativos também entrou na pauta como uma demanda prioritária, refletindo a luta por maior valorização e justiça dentro do serviço público. As negociações, conduzidas pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e pela Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), prometem ser um dos temas centrais do ano.

A insatisfação da categoria tem raízes em anos de disparidades. O auxílio-alimentação, por exemplo, foi elevado de R$ 458 para R$ 1.000 no Executivo desde 2023, um aumento de 118%, mas ainda está distante dos R$ 1.784,42 pagos no Judiciário e no Senado. Esse desequilíbrio é visto como uma desigualdade que precisa ser corrigida, especialmente porque o Executivo abrange um contingente muito maior de servidores. Além disso, o reajuste salarial de 9% em 2023 e os ajustes em benefícios como auxílio-creche e planos de saúde em 2024 trouxeram avanços, mas não atenderam plenamente às expectativas de quem cobra um ritmo mais acelerado nas mudanças.

Para os sindicatos, a equiparação não é apenas uma questão financeira, mas um reconhecimento do papel essencial dos servidores na máquina pública. Em fevereiro, a primeira reunião da MNNP deste ano deu o tom das discussões, com a bancada sindical apresentando formalmente suas reivindicações. O governo, por sua vez, destaca os R$ 16,2 bilhões investidos em reestruturações salariais em 2025, resultado de acordos com 38 categorias ao longo de 2024. Apesar disso, a pressão por respostas concretas cresce, e a mobilização da categoria pode ganhar força caso os pleitos não avancem.

Equiparação de benefícios em foco

A diferença nos benefícios pagos pelos Três Poderes tornou-se o principal ponto de tensão nas negociações. No Executivo, o auxílio-alimentação alcançou R$ 1.000 em 2024, após um incremento de 52% em relação aos R$ 658 anteriores. Já no Judiciário e no Senado, o valor é de R$ 1.784,42, e a Câmara dos Deputados deve seguir o mesmo patamar em breve. Essa disparidade, que chega a quase 80% a mais em outros poderes, é um dos argumentos centrais dos servidores para exigir equiparação imediata.

Outro benefício na mira é o auxílio-creche, que subiu 51% em 2024, passando de R$ 321 para R$ 484,90 no Executivo. Apesar do aumento, o montante segue bem abaixo dos valores pagos no Legislativo e no Judiciário, onde frequentemente ultrapassa R$ 1.000. A contrapartida dos planos de saúde também reflete essa defasagem: ajustada de R$ 144 para R$ 215 no último ano, ela beneficia 876 mil pessoas, mas não acompanha os padrões mais generosos dos outros poderes. Para os servidores, alinhar esses valores é essencial para reduzir desigualdades internas no funcionalismo.

A proposta de um auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas adiciona urgência à pauta. Cerca de 600 mil inativos, que não têm acesso aos auxílios voltados para os ativos, enfrentam custos crescentes com alimentação e saúde. A medida, ainda sem valor definido, é defendida como uma forma de aliviar essa pressão, mas o governo analisa cuidadosamente seu impacto no orçamento. A bancada sindical insiste que a criação desse benefício é inegociável e deve ser implementada ainda em 2025.

Histórico de conquistas e desafios

Nos últimos anos, as negociações entre servidores e governo passaram por momentos de avanço e frustração. Em 2023, a reabertura da MNNP, após anos de suspensão, trouxe um reajuste linear de 9% e um incremento de R$ 200 no auxílio-alimentação, custando R$ 12 bilhões aos cofres públicos. Foi um marco após um longo período de congelamento salarial, mas os sindicatos estimam que as perdas inflacionárias desde 2010 superam 53%, o que torna os ganhos insuficientes na visão da categoria.

Já em 2024, a proposta de reajuste salarial de apenas 1% gerou forte rejeição. Com um impacto de R$ 1,5 bilhão no orçamento, a oferta foi considerada irrisória diante das demandas por recomposição. O foco, então, voltou-se para os benefícios, resultando em aumentos como os 52% no auxílio-alimentação e ajustes no auxílio-creche e nos planos de saúde. Mesmo assim, a ausência de um reajuste salarial mais robusto deixou os servidores insatisfeitos, levando a uma mudança de estratégia em 2025, com ênfase na equiparação e no auxílio-nutrição.

O governo argumenta que os ajustes respeitam o arcabouço fiscal, mantendo as despesas com pessoal em cerca de 2,6% do PIB. José Lopes Feijóo, secretário de Relações de Trabalho do MGI, reforça que as respostas serão graduais, mas os sindicatos cobram mais agilidade. A mobilização, que já incluiu paralisações em anos anteriores, pode ser retomada se as negociações não evoluírem, especialmente entre os aposentados, que se sentem excluídos das conquistas recentes.

Principais reivindicações em detalhes

As demandas dos servidores são amplas e bem definidas. A equiparação do auxílio-alimentação ao patamar de R$ 1.784,42 do Judiciário encabeça a lista, beneficiando diretamente os 600 mil ativos do Executivo. O aumento do auxílio-creche para valores próximos aos de outros poderes é outra prioridade, atendendo cerca de 61 mil servidores com filhos pequenos. A contrapartida dos planos de saúde, atualmente em R$ 215, também precisa de um ajuste mais significativo para cobrir os custos médicos, que afetam 876 mil pessoas, incluindo dependentes.

A criação do auxílio-nutrição surge como uma resposta às necessidades dos aposentados e pensionistas, que representam metade do total de 1,2 milhão de servidores federais. Sem acesso aos benefícios dos ativos, esses trabalhadores enfrentam dificuldades financeiras agravadas pela inflação. A proposta ainda está em estudo, mas os sindicatos pressionam por uma definição rápida, argumentando que o benefício é uma questão de justiça social para quem dedicou décadas ao serviço público.

  • Equiparação do auxílio-alimentação a R$ 1.784,42
  • Aumento do auxílio-creche para padrões do Legislativo e Judiciário
  • Elevação da contrapartida dos planos de saúde
  • Implementação do auxílio-nutrição para inativos

Calendário de negociações para 2025

Em 20 de fevereiro, a MNNP realizou sua primeira reunião do ano, iniciando um ciclo de encontros trimestrais. O cronograma prevê pelo menos três reuniões adicionais até dezembro, com datas a serem confirmadas. Além dos benefícios, temas como saúde no trabalho e combate ao assédio no serviço público estão na pauta. O MGI enviou uma proposta inicial às entidades sindicais, que responderam com suas reivindicações, dando início a um diálogo que promete ser intenso.

Brasilia
Brasilia – Foto: jesper Sohof / Shutterstock.com

Para agilizar as discussões, 17 grupos de trabalho temporários foram criados, focando em questões específicas de cada carreira, como progressões funcionais e reestruturações salariais. Esses grupos devem apresentar resultados ao longo do ano, influenciando as decisões finais. Os servidores veem o calendário como uma chance de manter a pressão, enquanto o governo busca equilibrar as demandas com as restrições fiscais, um desafio que definirá o rumo das negociações.

Mobilização sindical aumenta a pressão

Entidades como a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonasefe) têm liderado a articulação da categoria. Com até 20 representantes na MNNP, a bancada sindical protocolou formalmente as demandas, reforçando a luta por equiparação e auxílio-nutrição. A mobilização vai além das reuniões, com líderes sinalizando que paralisações podem ocorrer se o governo não avançar nas propostas.

Os aposentados, em particular, estão no centro dessa pressão. Sem benefícios como alimentação e creche, eles dependem exclusivamente de suas aposentadorias, que muitas vezes não acompanham o custo de vida. O auxílio-nutrição é visto como uma forma de incluir esses trabalhadores no processo de valorização, mas sua implementação depende de negociações que avancem rapidamente. A categoria acompanha cada passo do MGI, na expectativa de resultados concretos ainda este ano.

Disparidades entre os poderes em números

A desigualdade nos benefícios entre os Três Poderes é evidente nos valores praticados. No Executivo, o auxílio-alimentação de R$ 1.000 é quase 80% inferior aos R$ 1.784,42 do Judiciário e do Senado. O auxílio-creche, ajustado para R$ 484,90, também fica atrás dos padrões do Legislativo, enquanto a contrapartida dos planos de saúde, em R$ 215, não reflete os custos reais enfrentados pelos servidores. Essas diferenças alimentam o debate sobre justiça no serviço público.

O Executivo, com 1,2 milhão de servidores, enfrenta um desafio maior que os outros poderes, que têm contingentes menores e mais autonomia orçamentária. No Legislativo, por exemplo, os benefícios são ajustados com mais facilidade, enquanto o Judiciário mantém valores elevados há anos. Para os servidores, essa disparidade é injustificável, especialmente considerando o papel do Executivo na execução das políticas públicas que sustentam o país.

Avanços recentes e o que ainda falta

Desde 2016, o auxílio-alimentação do Executivo saltou de R$ 458 para R$ 1.000, um aumento de 118%. O auxílio-creche passou de R$ 321 para R$ 484,90, beneficiando 61 mil servidores, enquanto a contrapartida dos planos de saúde subiu de R$ 144 para R$ 215, alcançando 876 mil pessoas. Esses ganhos representam um esforço significativo, mas os valores ainda estão aquém dos praticados nos outros poderes, onde os auxílios frequentemente superam R$ 1.000.

A proposta do auxílio-nutrição, ainda em análise, poderia beneficiar centenas de milhares de aposentados e pensionistas. Seu custo estimado é um obstáculo, mas os sindicatos argumentam que o investimento é necessário para corrigir desigualdades históricas. O governo prevê um impacto de R$ 8 bilhões em 2026 com a segunda parcela das reestruturações salariais, mas os servidores cobram ações imediatas para 2025, na esperança de alcançar a equiparação plena.

Curiosidades sobre os benefícios no serviço público

Os benefícios pagos aos servidores federais variam não apenas entre os poderes, mas também ao longo do tempo. Veja alguns dados que destacam essa evolução:

  • O auxílio-alimentação do Executivo era de R$ 458 em 2016, enquanto no Judiciário já ultrapassava R$ 1.000 na mesma época.
  • O reajuste de 9% em 2023 foi o primeiro aumento linear em quase uma década para os servidores do Executivo.
  • A contrapartida dos planos de saúde, hoje em R$ 215, é um dos menores valores entre os Três Poderes, apesar de atender a um número maior de beneficiários.
  • O auxílio-nutrição, se implementado, será o primeiro benefício exclusivo para aposentados e pensionistas em anos.



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