Um novo golpe envolvendo o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, tem se espalhado rapidamente, explorando a boa-fé de pessoas comuns sem precisar invadir contas, roubar senhas ou ameaçar vítimas. Em vez disso, quadrilhas aproveitam a honestidade de quem devolve valores enviados “por engano”, mas acabam perdendo dinheiro no processo. O esquema, conhecido como golpe do Pix errado, já levou o professor Luiz Cezar a um prejuízo de R$ 700 em abril de 2025, quando ele tentou ajudar um suposto desconhecido que alegou ter errado o destinatário de uma transferência. O caso reflete uma tendência crescente: em 2024, os pedidos de devolução de Pix ao Banco Central quase dobraram, saltando de 2,5 milhões em 2023 para cerca de 5 milhões.
O funcionamento do golpe é simples, mas engenhoso. Uma pessoa recebe um Pix inesperado, como R$ 1.000, seguido de uma ligação ou mensagem de alguém pedindo a devolução por erro, indicando uma chave Pix diferente da original. A vítima, acreditando na história, faz a transferência solicitada. Minutos depois, o golpista cancela o Pix inicial usando o Mecanismo Especial de Devolução (MED), estornando o valor da conta da vítima. O resultado é um prejuízo direto, já que o dinheiro devolvido vai para uma conta de terceiro controlada pelo criminoso, enquanto o saldo original diminui sem que a vítima perceba de imediato.
Esse tipo de fraude tem preocupado especialistas e instituições financeiras, que alertam para a importância de usar o método correto de devolução pelo aplicativo do banco. Em 2025, o uso do MED tem crescido como uma solução segura, mas o desconhecimento da população sobre o processo ainda facilita a ação das quadrilhas. Casos como o da comerciante Renata Mariano, que quase perdeu R$ 2.500, mostram como a desconfiança pode ser a melhor defesa contra essa armadilha que transforma a honestidade em vulnerabilidade.

Casos reais expõem a tática dos golpistas
Luiz Cezar, professor universitário, foi uma das vítimas recentes do golpe do Pix errado. Em abril de 2025, ele recebeu um Pix de R$ 700 sem aviso prévio, acompanhado de uma mensagem pedindo a devolução por engano. Sem desconfiar, ele transferiu o valor para a chave indicada. “Tudo parecia normal, o dinheiro entrou e eu devolvi”, relatou. Porém, um minuto depois, o Pix inicial foi cancelado, e o contato que o abordou o bloqueou, deixando-o com o prejuízo.
Renata Mariano, comerciante, teve mais sorte. Ao receber R$ 2.500 via Pix e uma ligação pedindo a devolução para outra conta, ela hesitou. “Nada cai do céu, desconfiei na hora”, contou. Optando por não transferir, ela evitou a perda que teria ocorrido se o golpista cancelasse o Pix original. Histórias como essas têm se multiplicado, evidenciando a sofisticação do golpe.
- Luiz Cezar: Perdeu R$ 700 ao devolver Pix “errado”.
- Renata Mariano: Escapou de prejuízo de R$ 2.500 por desconfiar.
- Banco Central: Pedidos de devolução subiram de 2,5 milhões para 5 milhões em um ano.
- Método seguro: Devolução pelo app evita o golpe.
Como o golpe explora a honestidade
O golpe do Pix errado não exige tecnologia avançada ou acesso ilícito às contas das vítimas. Quadrilhas enviam um Pix legítimo, geralmente de valores moderados como R$ 500 ou R$ 1.000, para parecerem erros plausíveis. Em seguida, entram em contato, muitas vezes por telefone ou aplicativos de mensagem, alegando um equívoco e pedindo a devolução para uma chave diferente. A vítima, movida pela boa vontade, transfere o dinheiro de volta, sem saber que o criminoso pode cancelar o Pix inicial logo após.
Quando o golpista solicita o estorno pelo MED, o valor é retirado da conta da vítima, que fica sem o dinheiro devolvido e sem o original. Por exemplo, alguém com R$ 3.000 no banco recebe R$ 1.000, devolve R$ 1.000 para outra conta e, após o cancelamento, perde R$ 1.000 do próprio saldo, restando apenas R$ 2.000. O golpe já afetou milhares de brasileiros, com prejuízos que variam de centenas a milhares de reais por caso.
Crescimento alarmante do uso do Pix em fraudes
O Pix, lançado em novembro de 2020, revolucionou os pagamentos no Brasil, mas também abriu portas para fraudes. Em 2023, o Banco Central registrou 2,5 milhões de pedidos de devolução via MED, número que saltou para quase 5 milhões em 2024, refletindo tanto o aumento de transações quanto de golpes. Estima-se que o volume de Pix processado no país ultrapassou R$ 17 trilhões em 2024, com mais de 140 milhões de usuários ativos.
O golpe do Pix errado é apenas uma das estratégias usadas por criminosos. Diferente de ataques como phishing ou roubo de senhas, ele não exige invasão digital, apenas manipulação social. Especialistas apontam que a simplicidade do esquema, aliada ao desconhecimento do público sobre o MED, tem impulsionado sua disseminação em 2025.
Método seguro evita armadilhas
Devolver um Pix de forma segura é simples e protege contra fraudes. Basta acessar o aplicativo do banco, ir ao extrato, localizar a transação e selecionar a opção “Devolver este Pix”. Esse processo registra a devolução oficialmente nos sistemas bancários, impedindo que o golpista solicite um cancelamento posterior pelo MED. Walter Faria, da Febraban, destaca: “Com o registro da devolução, o banco de origem não pode alegar erro, pois tudo fica documentado.”
Muitos brasileiros, porém, desconhecem essa funcionalidade. No caso de Luiz Cezar, a falta de orientação o levou a transferir diretamente para a conta indicada pelo golpista, um erro que Renata evitou por instinto. Bancos têm intensificado campanhas em 2025 para educar os clientes, mas a adesão ao método correto ainda é baixa.
Exemplos mostram a escala do problema
Casos como o do professor Luiz Cezar não são isolados. Em São Paulo, uma dona de casa perdeu R$ 1.200 em março de 2025 ao devolver um Pix de “engano” após receber uma ligação convincente. Em Recife, um pequeno comerciante teve prejuízo de R$ 800 no mesmo mês, só percebendo o golpe ao tentar contato com o suposto remetente, que já havia desaparecido. Esses relatos ilustram como o golpe atinge pessoas de diferentes perfis.
A facilidade de aplicar a fraude explica seu crescimento. Criminosos usam contas temporárias ou de laranjas para receber as devoluções, dificultando o rastreamento. Em 2024, a Polícia Federal desmantelou uma quadrilha no Rio de Janeiro que lucrou mais de R$ 500 mil com o golpe do Pix errado, evidenciando a organização por trás dessas ações.
- São Paulo: Dona de casa perdeu R$ 1.200 em março.
- Recife: Comerciante teve prejuízo de R$ 800 no mesmo mês.
- Rio de Janeiro: Quadrilha lucrou R$ 500 mil em 2024.
- Solução: Devolução pelo app é a saída segura.
Aumento da vulnerabilidade em 2025
O uso massivo do Pix, que responde por mais de 40% das transações financeiras no Brasil em 2025, ampliou o campo de ação dos golpistas. Dados recentes mostram que o número de fraudes relacionadas ao sistema cresceu 30% em 2024, com o golpe do Pix errado liderando entre os métodos mais simples. A confiança no Pix, aliado à falta de educação financeira, torna os brasileiros alvos fáceis.
Bancos relatam que muitas vítimas só percebem o golpe ao checar o saldo dias depois, quando o estorno já ocorreu. A Febraban estima que 60% dos casos poderiam ser evitados com o uso correto da devolução pelo aplicativo, mas a pressa ou a ingenuidade frequentemente prevalecem.
Dicas para se proteger do golpe
Evitar o golpe do Pix errado exige cautela. Especialistas recomendam nunca devolver valores diretamente a uma conta indicada por desconhecidos, especialmente se for diferente da origem do Pix. Outra dica é verificar o extrato antes de agir e, em caso de dúvida, consultar o banco. Valores recebidos sem motivo claro devem levantar suspeita imediata.
Renata Mariano escapou por seguir essa lógica: “R$ 2.500 não aparecem do nada, desconfiei e não transferi.” Bancos também sugerem ignorar mensagens ou ligações pedindo devoluções urgentes, um sinal clássico de fraude. A prevenção, nesse caso, depende mais de atenção do que de tecnologia.
Cronograma de crescimento do Pix e fraudes
O Pix e suas fraudes evoluíram rapidamente:
- Novembro de 2020: Lançamento do Pix no Brasil.
- 2023: 2,5 milhões de pedidos de devolução via MED.
- 2024: Quase 5 milhões de pedidos, com fraudes em alta.
- Abril de 2025: Golpe do Pix errado ganha destaque.
O próximo passo é ampliar a conscientização para reduzir os casos em 2025 e além.
Resposta das instituições financeiras
Bancos têm investido em campanhas para alertar os clientes sobre o golpe do Pix errado. Em 2025, Itaú, Bradesco e Nubank lançaram tutoriais em vídeo ensinando a usar a devolução segura pelo aplicativo. A Febraban também criou um site educativo com dicas antifraude, acessado por mais de 1 milhão de pessoas desde janeiro.
Apesar dos esforços, o sucesso depende da adesão dos usuários. A Polícia Civil, em estados como São Paulo e Rio, intensificou operações contra quadrilhas, mas a rapidez do Pix dificulta a recuperação do dinheiro. Em 2024, apenas 20% dos valores roubados foram devolvidos às vítimas, segundo estimativas internas.
Educação é a chave contra fraudes
A melhor defesa contra o golpe do Pix errado é o conhecimento. Especialistas reforçam que o MED, criado em 2021, é uma ferramenta eficaz, mas subutilizada. Campanhas recentes mostram que 70% dos brasileiros desconhecem a opção de devolução pelo app, preferindo transferências manuais que abrem brechas para criminosos.
Casos evitados, como o de Renata, provam que a desconfiança pode salvar milhares de reais. À medida que o Pix se consolida como o principal meio de pagamento no Brasil, com mais de 3 bilhões de transações mensais em 2025, a educação financeira se torna essencial para proteger os usuários.

Um novo golpe envolvendo o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, tem se espalhado rapidamente, explorando a boa-fé de pessoas comuns sem precisar invadir contas, roubar senhas ou ameaçar vítimas. Em vez disso, quadrilhas aproveitam a honestidade de quem devolve valores enviados “por engano”, mas acabam perdendo dinheiro no processo. O esquema, conhecido como golpe do Pix errado, já levou o professor Luiz Cezar a um prejuízo de R$ 700 em abril de 2025, quando ele tentou ajudar um suposto desconhecido que alegou ter errado o destinatário de uma transferência. O caso reflete uma tendência crescente: em 2024, os pedidos de devolução de Pix ao Banco Central quase dobraram, saltando de 2,5 milhões em 2023 para cerca de 5 milhões.
O funcionamento do golpe é simples, mas engenhoso. Uma pessoa recebe um Pix inesperado, como R$ 1.000, seguido de uma ligação ou mensagem de alguém pedindo a devolução por erro, indicando uma chave Pix diferente da original. A vítima, acreditando na história, faz a transferência solicitada. Minutos depois, o golpista cancela o Pix inicial usando o Mecanismo Especial de Devolução (MED), estornando o valor da conta da vítima. O resultado é um prejuízo direto, já que o dinheiro devolvido vai para uma conta de terceiro controlada pelo criminoso, enquanto o saldo original diminui sem que a vítima perceba de imediato.
Esse tipo de fraude tem preocupado especialistas e instituições financeiras, que alertam para a importância de usar o método correto de devolução pelo aplicativo do banco. Em 2025, o uso do MED tem crescido como uma solução segura, mas o desconhecimento da população sobre o processo ainda facilita a ação das quadrilhas. Casos como o da comerciante Renata Mariano, que quase perdeu R$ 2.500, mostram como a desconfiança pode ser a melhor defesa contra essa armadilha que transforma a honestidade em vulnerabilidade.

Casos reais expõem a tática dos golpistas
Luiz Cezar, professor universitário, foi uma das vítimas recentes do golpe do Pix errado. Em abril de 2025, ele recebeu um Pix de R$ 700 sem aviso prévio, acompanhado de uma mensagem pedindo a devolução por engano. Sem desconfiar, ele transferiu o valor para a chave indicada. “Tudo parecia normal, o dinheiro entrou e eu devolvi”, relatou. Porém, um minuto depois, o Pix inicial foi cancelado, e o contato que o abordou o bloqueou, deixando-o com o prejuízo.
Renata Mariano, comerciante, teve mais sorte. Ao receber R$ 2.500 via Pix e uma ligação pedindo a devolução para outra conta, ela hesitou. “Nada cai do céu, desconfiei na hora”, contou. Optando por não transferir, ela evitou a perda que teria ocorrido se o golpista cancelasse o Pix original. Histórias como essas têm se multiplicado, evidenciando a sofisticação do golpe.
- Luiz Cezar: Perdeu R$ 700 ao devolver Pix “errado”.
- Renata Mariano: Escapou de prejuízo de R$ 2.500 por desconfiar.
- Banco Central: Pedidos de devolução subiram de 2,5 milhões para 5 milhões em um ano.
- Método seguro: Devolução pelo app evita o golpe.
Como o golpe explora a honestidade
O golpe do Pix errado não exige tecnologia avançada ou acesso ilícito às contas das vítimas. Quadrilhas enviam um Pix legítimo, geralmente de valores moderados como R$ 500 ou R$ 1.000, para parecerem erros plausíveis. Em seguida, entram em contato, muitas vezes por telefone ou aplicativos de mensagem, alegando um equívoco e pedindo a devolução para uma chave diferente. A vítima, movida pela boa vontade, transfere o dinheiro de volta, sem saber que o criminoso pode cancelar o Pix inicial logo após.
Quando o golpista solicita o estorno pelo MED, o valor é retirado da conta da vítima, que fica sem o dinheiro devolvido e sem o original. Por exemplo, alguém com R$ 3.000 no banco recebe R$ 1.000, devolve R$ 1.000 para outra conta e, após o cancelamento, perde R$ 1.000 do próprio saldo, restando apenas R$ 2.000. O golpe já afetou milhares de brasileiros, com prejuízos que variam de centenas a milhares de reais por caso.
Crescimento alarmante do uso do Pix em fraudes
O Pix, lançado em novembro de 2020, revolucionou os pagamentos no Brasil, mas também abriu portas para fraudes. Em 2023, o Banco Central registrou 2,5 milhões de pedidos de devolução via MED, número que saltou para quase 5 milhões em 2024, refletindo tanto o aumento de transações quanto de golpes. Estima-se que o volume de Pix processado no país ultrapassou R$ 17 trilhões em 2024, com mais de 140 milhões de usuários ativos.
O golpe do Pix errado é apenas uma das estratégias usadas por criminosos. Diferente de ataques como phishing ou roubo de senhas, ele não exige invasão digital, apenas manipulação social. Especialistas apontam que a simplicidade do esquema, aliada ao desconhecimento do público sobre o MED, tem impulsionado sua disseminação em 2025.
Método seguro evita armadilhas
Devolver um Pix de forma segura é simples e protege contra fraudes. Basta acessar o aplicativo do banco, ir ao extrato, localizar a transação e selecionar a opção “Devolver este Pix”. Esse processo registra a devolução oficialmente nos sistemas bancários, impedindo que o golpista solicite um cancelamento posterior pelo MED. Walter Faria, da Febraban, destaca: “Com o registro da devolução, o banco de origem não pode alegar erro, pois tudo fica documentado.”
Muitos brasileiros, porém, desconhecem essa funcionalidade. No caso de Luiz Cezar, a falta de orientação o levou a transferir diretamente para a conta indicada pelo golpista, um erro que Renata evitou por instinto. Bancos têm intensificado campanhas em 2025 para educar os clientes, mas a adesão ao método correto ainda é baixa.
Exemplos mostram a escala do problema
Casos como o do professor Luiz Cezar não são isolados. Em São Paulo, uma dona de casa perdeu R$ 1.200 em março de 2025 ao devolver um Pix de “engano” após receber uma ligação convincente. Em Recife, um pequeno comerciante teve prejuízo de R$ 800 no mesmo mês, só percebendo o golpe ao tentar contato com o suposto remetente, que já havia desaparecido. Esses relatos ilustram como o golpe atinge pessoas de diferentes perfis.
A facilidade de aplicar a fraude explica seu crescimento. Criminosos usam contas temporárias ou de laranjas para receber as devoluções, dificultando o rastreamento. Em 2024, a Polícia Federal desmantelou uma quadrilha no Rio de Janeiro que lucrou mais de R$ 500 mil com o golpe do Pix errado, evidenciando a organização por trás dessas ações.
- São Paulo: Dona de casa perdeu R$ 1.200 em março.
- Recife: Comerciante teve prejuízo de R$ 800 no mesmo mês.
- Rio de Janeiro: Quadrilha lucrou R$ 500 mil em 2024.
- Solução: Devolução pelo app é a saída segura.
Aumento da vulnerabilidade em 2025
O uso massivo do Pix, que responde por mais de 40% das transações financeiras no Brasil em 2025, ampliou o campo de ação dos golpistas. Dados recentes mostram que o número de fraudes relacionadas ao sistema cresceu 30% em 2024, com o golpe do Pix errado liderando entre os métodos mais simples. A confiança no Pix, aliado à falta de educação financeira, torna os brasileiros alvos fáceis.
Bancos relatam que muitas vítimas só percebem o golpe ao checar o saldo dias depois, quando o estorno já ocorreu. A Febraban estima que 60% dos casos poderiam ser evitados com o uso correto da devolução pelo aplicativo, mas a pressa ou a ingenuidade frequentemente prevalecem.
Dicas para se proteger do golpe
Evitar o golpe do Pix errado exige cautela. Especialistas recomendam nunca devolver valores diretamente a uma conta indicada por desconhecidos, especialmente se for diferente da origem do Pix. Outra dica é verificar o extrato antes de agir e, em caso de dúvida, consultar o banco. Valores recebidos sem motivo claro devem levantar suspeita imediata.
Renata Mariano escapou por seguir essa lógica: “R$ 2.500 não aparecem do nada, desconfiei e não transferi.” Bancos também sugerem ignorar mensagens ou ligações pedindo devoluções urgentes, um sinal clássico de fraude. A prevenção, nesse caso, depende mais de atenção do que de tecnologia.
Cronograma de crescimento do Pix e fraudes
O Pix e suas fraudes evoluíram rapidamente:
- Novembro de 2020: Lançamento do Pix no Brasil.
- 2023: 2,5 milhões de pedidos de devolução via MED.
- 2024: Quase 5 milhões de pedidos, com fraudes em alta.
- Abril de 2025: Golpe do Pix errado ganha destaque.
O próximo passo é ampliar a conscientização para reduzir os casos em 2025 e além.
Resposta das instituições financeiras
Bancos têm investido em campanhas para alertar os clientes sobre o golpe do Pix errado. Em 2025, Itaú, Bradesco e Nubank lançaram tutoriais em vídeo ensinando a usar a devolução segura pelo aplicativo. A Febraban também criou um site educativo com dicas antifraude, acessado por mais de 1 milhão de pessoas desde janeiro.
Apesar dos esforços, o sucesso depende da adesão dos usuários. A Polícia Civil, em estados como São Paulo e Rio, intensificou operações contra quadrilhas, mas a rapidez do Pix dificulta a recuperação do dinheiro. Em 2024, apenas 20% dos valores roubados foram devolvidos às vítimas, segundo estimativas internas.
Educação é a chave contra fraudes
A melhor defesa contra o golpe do Pix errado é o conhecimento. Especialistas reforçam que o MED, criado em 2021, é uma ferramenta eficaz, mas subutilizada. Campanhas recentes mostram que 70% dos brasileiros desconhecem a opção de devolução pelo app, preferindo transferências manuais que abrem brechas para criminosos.
Casos evitados, como o de Renata, provam que a desconfiança pode salvar milhares de reais. À medida que o Pix se consolida como o principal meio de pagamento no Brasil, com mais de 3 bilhões de transações mensais em 2025, a educação financeira se torna essencial para proteger os usuários.
