Um caso chocante abalou os moradores de um prédio no bairro de Pirituba, zona norte de São Paulo, na manhã de 25 de março de 2025. Régis Fernandes da Silva, mais conhecido como Régis Pitbull, ex-atacante que marcou época em clubes como Corinthians, Vasco e Ponte Preta, foi preso em flagrante após agredir um idoso de 69 anos dentro de um elevador. A vítima, que também atua como subsíndico do condomínio, perdeu três dentes na agressão, registrada por câmeras de segurança. O episódio reacende a discussão sobre a trajetória turbulenta do ex-jogador, que há anos luta contra a dependência química e enfrenta problemas pessoais e legais, incluindo uma ordem de despejo pendente há duas décadas.
A prisão de Régis ocorreu após o idoso registrar um boletim de ocorrência por lesão corporal grave, crime que pode levar a uma pena de até oito anos de reclusão, dependendo da gravidade das sequelas. Imagens do circuito interno mostram o ex-atleta, visivelmente alterado, desferindo uma cabeçada seguida de dois socos contra o homem, que tentava buscar encomendas na portaria do prédio. A confusão teria começado quando Régis chutou a porta do elevador, gerando uma repreensão da vítima, o que desencadeou a reação violenta.
Ex-jogador Régis Pitbull é preso depois de agredir idoso em elevador; veja vídeo
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Com 48 anos, Régis Pitbull já foi uma promessa do futebol brasileiro, mas sua carreira e vida pessoal foram profundamente afetadas pelo vício em crack. Ele passou por diversas internações, incluindo uma em 2021 com apoio do ex-jogador Walter Casagrande, mas as recaídas marcaram sua trajetória. O incidente no elevador não é isolado: moradores relatam que o ex-atleta frequentemente causa transtornos no condomínio, onde reside apesar de uma ordem judicial de despejo emitida há 20 anos.
- Momento da agressão captado por câmeras de segurança.
- Idoso de 69 anos perdeu três dentes no ataque.
- Régis foi detido em flagrante e aguarda audiência de custódia.
Trajetória de Régis Pitbull: do sucesso nos gramados à luta contra o crack
Nascido em São Paulo em 22 de setembro de 1976, Régis Fernandes da Silva começou sua carreira no Comercial em 1996, mas foi na Ponte Preta que se destacou como um atacante rápido e habilidoso, ganhando o apelido “Pitbull” pela garra em campo. Sua passagem pelo clube de Campinas o levou a atuar em times como Vasco, Corinthians, Portuguesa e até no exterior, em países como Portugal, Japão e Turquia. No entanto, o auge da carreira ficou para trás, eclipsado por problemas extracampo que começaram ainda nos anos 2000.
Em 2004, Régis realizou o sonho de jogar pelo Corinthians, seu time de coração. Porém, a passagem foi discreta: disputou apenas sete jogos sem marcar gols, sendo dispensado meses depois. Antes disso, no Vasco, também não brilhou, anotando apenas dois gols em 19 partidas. A carreira, que já mostrava sinais de instabilidade, entrou em declínio definitivo após episódios de doping por uso de maconha, em 2001 no Bahia e em 2008 no Rio Branco-MG, resultando em suspensões que prejudicaram sua reputação no futebol.
Fora dos gramados, a vida de Régis tomou rumos ainda mais complicados. O vício em crack, que ele admite ter começado após a aposentadoria em 2011, consumiu os ganhos de uma carreira que, em valores estimados, chegou a movimentar cerca de R$ 1 milhão. Morando em Pirituba, bairro onde cresceu, ele passou a depender da ajuda de amigos e familiares, enquanto enfrentava internações e tentativas frustradas de reabilitação.
Detalhes do incidente no elevador em Pirituba
A agressão no elevador aconteceu em um contexto de tensão acumulada no condomínio. O idoso agredido, além de subsíndico, estava na portaria para pegar encomendas quando encontrou Régis. Segundo relatos, o ex-jogador chutou a porta do elevador, o que levou a uma discussão. A resposta de Régis foi imediata e violenta: uma cabeçada seguida de socos que deixaram a vítima ferida. O homem foi socorrido e encaminhado a um hospital, onde constatou-se a perda de três dentes.
Moradores do prédio afirmam que episódios de comportamento agressivo por parte de Régis não são novidade. Ele já foi visto ofendendo vizinhos e causando transtornos, situações agravadas por sua recusa em cumprir a ordem de despejo que pesa contra ele desde 2005. A ordem judicial, resultado de disputas não detalhadas publicamente, nunca foi executada, permitindo que ele permanecesse no imóvel.
A polícia chegou rapidamente ao local após o chamado da vítima e de outros condôminos. Régis foi detido e levado à delegacia, onde permanece sob custódia até a audiência que definirá se responderá ao processo em liberdade ou preso. O caso foi registrado como lesão corporal grave, e a pena pode aumentar caso o idoso apresente sequelas permanentes.
- Agressão ocorreu por volta das 9h da manhã.
- Vítima é subsíndico e perdeu três dentes.
- Régis enfrenta ordem de despejo desde 2005.
Uma carreira marcada por altos e baixos
Régis Pitbull despontou no futebol como uma promessa nos anos 1990. Na Ponte Preta, formou dupla de ataque com Luís Fabiano, hoje ídolo do São Paulo, e conquistou a admiração da torcida com sua velocidade e técnica. Após passagens por clubes como Coritiba e Bahia, ele rumou para a Europa, onde defendeu o Marítimo, de Portugal, em 1997. A experiência internacional continuou no Japão, com o Kyoto Purple Sanga, e na Turquia, com o Gaziantepspor, mas os números nunca refletiram o potencial esperado.
De volta ao Brasil, sua chegada ao Vasco em 2003 trouxe esperança de recuperação, mas os dois gols em 19 jogos mostraram um jogador aquém do que já havia sido. O Corinthians, em 2004, era a chance de redenção, mas a falta de oportunidades e o desempenho apagado encerraram o sonho rapidamente. Após passagens por Portuguesa, Inter de Limeira e ABC, ele encerrou a carreira em 2011 no Caxias-SC, aos 34 anos, longe dos holofotes que um dia o iluminaram.
A luta contra as drogas começou a ganhar destaque público anos depois. Em 2019, Régis admitiu consumir crack diariamente, contando com a ajuda de amigos de infância para sobreviver em Pirituba. Dois anos depois, em 2021, a internação com apoio de Walter Casagrande trouxe esperança, mas a dependência química permaneceu um obstáculo intransponível.
Cronologia da vida de Régis Pitbull
A trajetória de Régis é um misto de glórias efêmeras e quedas prolongadas. Confira os principais momentos:
- 1996: Início da carreira no Comercial-SP.
- 1997: Passagem pelo Marítimo, em Portugal.
- 2001: Suspenso por 121 dias por uso de maconha no Bahia.
- 2004: Contratação e dispensa pelo Corinthians.
- 2008: Novo caso de doping no Rio Branco-MG, com 30 dias de suspensão.
- 2011: Aposentadoria no Caxias-SC.
- 2021: Internação para tratar vício em crack.
- 2025: Preso por agressão a idoso em São Paulo.
Impacto do vício na vida do ex-jogador
A dependência química transformou a vida de Régis Pitbull de maneira irreversível. O crack, que ele começou a usar com mais intensidade após a aposentadoria, consumiu os recursos financeiros acumulados em 16 anos de carreira. Estimativas apontam que ele chegou a ganhar cerca de R$ 1 milhão, valor que evaporou em meio ao vício. Em entrevistas passadas, ele revelou que chegou a buscar a droga na Cracolândia, região central de São Paulo conhecida pelo tráfico e consumo de entorpecentes.
Amigos e familiares tentaram intervir ao longo dos anos. Em 2021, a ESPN produziu o documentário “Salvem o craque, Salvem do crack”, que mobilizou esforços para interná-lo em Jaboticabal, interior de São Paulo. A ação, apoiada por Walter Casagrande e outros ex-jogadores, resultou em meses de tratamento, mas a recaída veio logo após a alta. Em 2022, ele conseguiu um emprego em uma fábrica de copos, mas a estabilidade durou pouco.
O incidente no elevador reflete o estado atual de Régis: um homem preso a um ciclo de autodestruição. Moradores de Pirituba relatam que, apesar da fama e do carinho que ainda desperta no bairro onde cresceu, ele vive isolado, dependendo de favores para se manter no apartamento que legalmente não lhe pertence mais.
Repercussão do caso entre vizinhos e autoridades
A agressão no elevador gerou revolta entre os moradores do prédio em Pirituba. Muitos afirmam que a presença de Régis no condomínio é um problema recorrente, com episódios de discussões e ameaças registrados ao longo dos anos. A ordem de despejo, que nunca foi cumprida, é apontada como um agravante, já que permite que ele permaneça no local apesar dos conflitos.
A polícia agiu rapidamente após o registro do boletim de ocorrência. Régis foi detido no início da tarde de 25 de março e levado à delegacia da região. A audiência de custódia, marcada para o dia seguinte, decidirá seu futuro imediato. Se condenado por lesão corporal grave, ele pode enfrentar anos de prisão, um desfecho que se soma aos desafios de uma vida marcada por escolhas difíceis.
O caso também levanta questões sobre o suporte a ex-atletas em situações de vulnerabilidade. A falta de políticas efetivas para reinserção social e tratamento de dependência química é um tema que ganha força diante de histórias como a de Régis, cujo talento nos gramados não encontrou eco fora deles.
O que acontece agora com Régis Pitbull
Após a prisão, Régis aguarda a audiência de custódia, prevista para 26 de março de 2025, que determinará se ele responderá ao processo em liberdade ou permanecerá detido. A gravidade da lesão sofrida pelo idoso será um fator decisivo no julgamento, já que a perda de dentes e possíveis sequelas podem agravar a pena. Especialistas em direito penal apontam que, em casos de flagrante como este, a prisão preventiva é uma possibilidade, especialmente diante do histórico de comportamento instável do ex-jogador.
Enquanto isso, o condomínio em Pirituba vive um clima de tensão. Moradores planejam uma reunião para discutir medidas contra Régis, incluindo a cobrança pela execução da ordem de despejo que se arrasta há 20 anos. A vítima, ainda em recuperação, não se pronunciou publicamente, mas deve prestar depoimento nos próximos dias, detalhando os impactos da agressão.
A história de Régis Pitbull segue em aberto, com mais um capítulo triste em uma narrativa que já acumula perdas. O ex-atacante, que um dia correu atrás de bolas em estádios lotados, agora enfrenta as consequências de um caminho que o levou do sucesso ao fundo do poço.
- Audiência de custódia marcada para 26 de março.
- Moradores cobram execução da ordem de despejo.
- Pena por lesão corporal grave pode chegar a oito anos.

Um caso chocante abalou os moradores de um prédio no bairro de Pirituba, zona norte de São Paulo, na manhã de 25 de março de 2025. Régis Fernandes da Silva, mais conhecido como Régis Pitbull, ex-atacante que marcou época em clubes como Corinthians, Vasco e Ponte Preta, foi preso em flagrante após agredir um idoso de 69 anos dentro de um elevador. A vítima, que também atua como subsíndico do condomínio, perdeu três dentes na agressão, registrada por câmeras de segurança. O episódio reacende a discussão sobre a trajetória turbulenta do ex-jogador, que há anos luta contra a dependência química e enfrenta problemas pessoais e legais, incluindo uma ordem de despejo pendente há duas décadas.
A prisão de Régis ocorreu após o idoso registrar um boletim de ocorrência por lesão corporal grave, crime que pode levar a uma pena de até oito anos de reclusão, dependendo da gravidade das sequelas. Imagens do circuito interno mostram o ex-atleta, visivelmente alterado, desferindo uma cabeçada seguida de dois socos contra o homem, que tentava buscar encomendas na portaria do prédio. A confusão teria começado quando Régis chutou a porta do elevador, gerando uma repreensão da vítima, o que desencadeou a reação violenta.
Ex-jogador Régis Pitbull é preso depois de agredir idoso em elevador; veja vídeo
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Com 48 anos, Régis Pitbull já foi uma promessa do futebol brasileiro, mas sua carreira e vida pessoal foram profundamente afetadas pelo vício em crack. Ele passou por diversas internações, incluindo uma em 2021 com apoio do ex-jogador Walter Casagrande, mas as recaídas marcaram sua trajetória. O incidente no elevador não é isolado: moradores relatam que o ex-atleta frequentemente causa transtornos no condomínio, onde reside apesar de uma ordem judicial de despejo emitida há 20 anos.
- Momento da agressão captado por câmeras de segurança.
- Idoso de 69 anos perdeu três dentes no ataque.
- Régis foi detido em flagrante e aguarda audiência de custódia.
Trajetória de Régis Pitbull: do sucesso nos gramados à luta contra o crack
Nascido em São Paulo em 22 de setembro de 1976, Régis Fernandes da Silva começou sua carreira no Comercial em 1996, mas foi na Ponte Preta que se destacou como um atacante rápido e habilidoso, ganhando o apelido “Pitbull” pela garra em campo. Sua passagem pelo clube de Campinas o levou a atuar em times como Vasco, Corinthians, Portuguesa e até no exterior, em países como Portugal, Japão e Turquia. No entanto, o auge da carreira ficou para trás, eclipsado por problemas extracampo que começaram ainda nos anos 2000.
Em 2004, Régis realizou o sonho de jogar pelo Corinthians, seu time de coração. Porém, a passagem foi discreta: disputou apenas sete jogos sem marcar gols, sendo dispensado meses depois. Antes disso, no Vasco, também não brilhou, anotando apenas dois gols em 19 partidas. A carreira, que já mostrava sinais de instabilidade, entrou em declínio definitivo após episódios de doping por uso de maconha, em 2001 no Bahia e em 2008 no Rio Branco-MG, resultando em suspensões que prejudicaram sua reputação no futebol.
Fora dos gramados, a vida de Régis tomou rumos ainda mais complicados. O vício em crack, que ele admite ter começado após a aposentadoria em 2011, consumiu os ganhos de uma carreira que, em valores estimados, chegou a movimentar cerca de R$ 1 milhão. Morando em Pirituba, bairro onde cresceu, ele passou a depender da ajuda de amigos e familiares, enquanto enfrentava internações e tentativas frustradas de reabilitação.
Detalhes do incidente no elevador em Pirituba
A agressão no elevador aconteceu em um contexto de tensão acumulada no condomínio. O idoso agredido, além de subsíndico, estava na portaria para pegar encomendas quando encontrou Régis. Segundo relatos, o ex-jogador chutou a porta do elevador, o que levou a uma discussão. A resposta de Régis foi imediata e violenta: uma cabeçada seguida de socos que deixaram a vítima ferida. O homem foi socorrido e encaminhado a um hospital, onde constatou-se a perda de três dentes.
Moradores do prédio afirmam que episódios de comportamento agressivo por parte de Régis não são novidade. Ele já foi visto ofendendo vizinhos e causando transtornos, situações agravadas por sua recusa em cumprir a ordem de despejo que pesa contra ele desde 2005. A ordem judicial, resultado de disputas não detalhadas publicamente, nunca foi executada, permitindo que ele permanecesse no imóvel.
A polícia chegou rapidamente ao local após o chamado da vítima e de outros condôminos. Régis foi detido e levado à delegacia, onde permanece sob custódia até a audiência que definirá se responderá ao processo em liberdade ou preso. O caso foi registrado como lesão corporal grave, e a pena pode aumentar caso o idoso apresente sequelas permanentes.
- Agressão ocorreu por volta das 9h da manhã.
- Vítima é subsíndico e perdeu três dentes.
- Régis enfrenta ordem de despejo desde 2005.
Uma carreira marcada por altos e baixos
Régis Pitbull despontou no futebol como uma promessa nos anos 1990. Na Ponte Preta, formou dupla de ataque com Luís Fabiano, hoje ídolo do São Paulo, e conquistou a admiração da torcida com sua velocidade e técnica. Após passagens por clubes como Coritiba e Bahia, ele rumou para a Europa, onde defendeu o Marítimo, de Portugal, em 1997. A experiência internacional continuou no Japão, com o Kyoto Purple Sanga, e na Turquia, com o Gaziantepspor, mas os números nunca refletiram o potencial esperado.
De volta ao Brasil, sua chegada ao Vasco em 2003 trouxe esperança de recuperação, mas os dois gols em 19 jogos mostraram um jogador aquém do que já havia sido. O Corinthians, em 2004, era a chance de redenção, mas a falta de oportunidades e o desempenho apagado encerraram o sonho rapidamente. Após passagens por Portuguesa, Inter de Limeira e ABC, ele encerrou a carreira em 2011 no Caxias-SC, aos 34 anos, longe dos holofotes que um dia o iluminaram.
A luta contra as drogas começou a ganhar destaque público anos depois. Em 2019, Régis admitiu consumir crack diariamente, contando com a ajuda de amigos de infância para sobreviver em Pirituba. Dois anos depois, em 2021, a internação com apoio de Walter Casagrande trouxe esperança, mas a dependência química permaneceu um obstáculo intransponível.
Cronologia da vida de Régis Pitbull
A trajetória de Régis é um misto de glórias efêmeras e quedas prolongadas. Confira os principais momentos:
- 1996: Início da carreira no Comercial-SP.
- 1997: Passagem pelo Marítimo, em Portugal.
- 2001: Suspenso por 121 dias por uso de maconha no Bahia.
- 2004: Contratação e dispensa pelo Corinthians.
- 2008: Novo caso de doping no Rio Branco-MG, com 30 dias de suspensão.
- 2011: Aposentadoria no Caxias-SC.
- 2021: Internação para tratar vício em crack.
- 2025: Preso por agressão a idoso em São Paulo.
Impacto do vício na vida do ex-jogador
A dependência química transformou a vida de Régis Pitbull de maneira irreversível. O crack, que ele começou a usar com mais intensidade após a aposentadoria, consumiu os recursos financeiros acumulados em 16 anos de carreira. Estimativas apontam que ele chegou a ganhar cerca de R$ 1 milhão, valor que evaporou em meio ao vício. Em entrevistas passadas, ele revelou que chegou a buscar a droga na Cracolândia, região central de São Paulo conhecida pelo tráfico e consumo de entorpecentes.
Amigos e familiares tentaram intervir ao longo dos anos. Em 2021, a ESPN produziu o documentário “Salvem o craque, Salvem do crack”, que mobilizou esforços para interná-lo em Jaboticabal, interior de São Paulo. A ação, apoiada por Walter Casagrande e outros ex-jogadores, resultou em meses de tratamento, mas a recaída veio logo após a alta. Em 2022, ele conseguiu um emprego em uma fábrica de copos, mas a estabilidade durou pouco.
O incidente no elevador reflete o estado atual de Régis: um homem preso a um ciclo de autodestruição. Moradores de Pirituba relatam que, apesar da fama e do carinho que ainda desperta no bairro onde cresceu, ele vive isolado, dependendo de favores para se manter no apartamento que legalmente não lhe pertence mais.
Repercussão do caso entre vizinhos e autoridades
A agressão no elevador gerou revolta entre os moradores do prédio em Pirituba. Muitos afirmam que a presença de Régis no condomínio é um problema recorrente, com episódios de discussões e ameaças registrados ao longo dos anos. A ordem de despejo, que nunca foi cumprida, é apontada como um agravante, já que permite que ele permaneça no local apesar dos conflitos.
A polícia agiu rapidamente após o registro do boletim de ocorrência. Régis foi detido no início da tarde de 25 de março e levado à delegacia da região. A audiência de custódia, marcada para o dia seguinte, decidirá seu futuro imediato. Se condenado por lesão corporal grave, ele pode enfrentar anos de prisão, um desfecho que se soma aos desafios de uma vida marcada por escolhas difíceis.
O caso também levanta questões sobre o suporte a ex-atletas em situações de vulnerabilidade. A falta de políticas efetivas para reinserção social e tratamento de dependência química é um tema que ganha força diante de histórias como a de Régis, cujo talento nos gramados não encontrou eco fora deles.
O que acontece agora com Régis Pitbull
Após a prisão, Régis aguarda a audiência de custódia, prevista para 26 de março de 2025, que determinará se ele responderá ao processo em liberdade ou permanecerá detido. A gravidade da lesão sofrida pelo idoso será um fator decisivo no julgamento, já que a perda de dentes e possíveis sequelas podem agravar a pena. Especialistas em direito penal apontam que, em casos de flagrante como este, a prisão preventiva é uma possibilidade, especialmente diante do histórico de comportamento instável do ex-jogador.
Enquanto isso, o condomínio em Pirituba vive um clima de tensão. Moradores planejam uma reunião para discutir medidas contra Régis, incluindo a cobrança pela execução da ordem de despejo que se arrasta há 20 anos. A vítima, ainda em recuperação, não se pronunciou publicamente, mas deve prestar depoimento nos próximos dias, detalhando os impactos da agressão.
A história de Régis Pitbull segue em aberto, com mais um capítulo triste em uma narrativa que já acumula perdas. O ex-atacante, que um dia correu atrás de bolas em estádios lotados, agora enfrenta as consequências de um caminho que o levou do sucesso ao fundo do poço.
- Audiência de custódia marcada para 26 de março.
- Moradores cobram execução da ordem de despejo.
- Pena por lesão corporal grave pode chegar a oito anos.
